O Observatório da Diversidade Cultural - ODC - é uma organização não-governamental que desenvolve programas de ação colaborativa entre gestores culturais, artistas, arte-educadores, agentes culturais e pesquisadores. O objetivo é produzir informação e conhecimento, gerar experiências e experimentações, atuando sobre os desafios da proteção e promoção da diversidade cultural. O ODC busca construir competências pedagógicas, culturais e gerenciais; incentivar e realizar pesquisas e práticas inovadoras além de proporcionar experiências DE mediação no campo da Diversidade Cultural - entendida como elemento estruturante de identidades coletivas abertas ao diálogo e respeito mútuos.

 

São quatro as diretrizes de ação do ODC:

 

Informação - Produção e disponibilização de informações focadas em políticas, programas e projetos culturais, por meio de publicações e da atualização semanal do portal do ODC e da Rede da Diversidade Cultural - uma ação coletiva e colaborativa entre os participantes dos processos formativos nas áreas da Gestão e da Diversidade Cultural.

 

Formação – Desenvolvimento do programa de trabalho "Pensar e Agir com a Cultura", que forma e atualiza gestores culturais com especial ênfase na Diversidade Cultural. Desde 2003 são realizados seminários, oficinas e curso de especialização com o objetivo de capacitar os agentes que atuam em circuitos formais e informais da cultura, educação, comunicação e arte-educação para o trabalho efetivo, criativo e transformador com a cultura em sua diversidade.

 

Pesquisa – Desenvolvimento, orientação e participação em pesquisas e mapeamentos sobre a Diversidade Cultural e aspectos da gestão cultural. 

 

Consultoria – Prestação de consultoria para instituições públicas, empresas e organizações não-governamentais no que se refere às áreas da cultura, da diversidade e da gestão cultural. 

 

O ODC atua em parceria com as seguintes instituições: Secretaria da Cidadania e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura do Brasil, Escritório da UNESCO no Brasil, Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais, Fundação Municipal de Cultura de Belo Horizonte, Observatório do Instituto Itaú Cultural, Escola Guingnard/UEMG, PUC Minas, Rede de Pesquisadores em Políticas Culturais – REDECult, ArcelorMittal, representação brasileira do U-40, Instituto Kairós e outros grupos da sociedade civil.
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Graduada em Comunicação Social, atualmente é assistente de pesquisa da Diversas Consultoria Cultural Ltda. Atua na área de Comunicação para Diversidade Cultural. Desenvolve e acompanha avaliação de processo de formação.

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Assistente de projetos e pesquisas

 

Graduada em Teatro pela EBA – UFMG e formada como bailarina pelo Curso Profissionalizante do CEFAR – Fundação Clóvis Salgado – Palácio das Artes.  É professora de dança do projeto de arte-educação Quik Cidadania desde 2006. Atou como assistente de pesquisa no projeto “Missão Memória da Dança no Brasil” coordenado pelo professor Arnaldo Alvarenga (UFMG). Realizou diversos trabalhos como assistente de produção em eventos significativos, como o “1,2 na Dança” e “Horizontes Urbanos”. Participa também de equipes de elaboração de projeto culturais.

 

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Formada em jornalismo pela Universidade Federal do Acre – UFAC e pós-graduanda em Produção e Crítica Cultural pela PUC/MG. No Acre, foi assessora de comunicação da Fundação Municipal de Cultura Garibaldi Brasil e baixista da banda Blush Azul (integrante do Coletivo Catraia, vinculado à Rede Fora do Eixo). Em Minas Gerais, foi aluna do curso “Desenvolvimento e Gestão Cultural” do Pensar e Agir Com a Cultura, e dá continuidade aos estudos e pesquisas sobre cultura e jornalismo. Também escreve crônicas e colabora no site da Confraria dos Últimos Românticos.

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Possui graduação em Ciências Sociais pela UFMG (1980), Mestrado em Antropologia Social pela Universidade Estadual de Campinas (1992) e Doutorado em Comunicação e Cultura pela UFRJ (2003). É professor do Programa de Pós Graduação em Comunicação da PUC/Minas, além de integrar o corpo docente do Curso de Ciências Sociais e Comunicação Social da PUC/Minas. É professor da Escola Guignard/UEMG, onde coordena o Curso de Pós-Graduação Lato Sensu em Ensino e Pesquisa. Atua na área da Antropologia Urbana e da Comunicação, com ênfase nas temáticas da identidade cultural, política cultural, cidade e cultura, gestão cultural e da diversidade cultural. É autor dentre outros trabalhos, do livro “Comunicação e Cultura nas avenidas de contorno”, (Editora PUC/Minas) e organizador dos livros “Diversidade Cultural - da proteção à promoção”, (Editora Autêntica) e “As mediações da Cultura” (Editora PUC/Minas).

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Graduado em Comunicação Social pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (1993) e Pós-Graduado em Novas Tecnologias em Comunicação. Escritor e Músico. Atualmente participa da coordenação do programa Pensar e Agir com a Cultura. É diretor não-remunerado de projetos e apoio ao trabalhador associado do Sindicato dos Artistas e Técnicos Em Espetáculos de Diversões de Minas Gerais - SATED Minas. Atua principalmente nos seguintes temas: Comunicação e Artes, gestão pública, financiamento da política pública de cultura, identidade e difusão do conhecimento. Desenvolve pesquisas com os temas "Comunicação, Identidade e Diversidade Cultural", "Modelos de Financiamento à Cultura" e "Memória da Dança no Brasil".

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Especialista em Arte-Educação pela PUC Minas e em Gestão Cultural pela UNA. Graduada em Comunicação Social pela PUC Minas. É diretora da Aff! Comunicação e Cultura. É atriz, gestora cultural  e integrante do agrupamento de artistas O Coletivo /MG, tendo como principais projetos os espetáculos premiados "Máquina de Pinball", "Parcours" e "Um Céu de Estrelas". É professora do módulo Gerência de Projetos e Programas Culturais e do Laboratório de Projetos do Curso Desenvolvimento e Gestão Cultural  - Programa Pensar e Agir com a Cultura/ ODC, e professora substituta do CEFET MG.  Na PUC Minas, trabalhou como assessora de comunicação da unidade Betim e produtora de projetos e atividades culturais da Diretoria de Arte e Cultura da universidade.

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Colaboradora

Possui graduação em Comunicação Social / Jornalismo (1988/1993) e Mestrado em Comunicação Social pela PUC/MG (2008/2009). Foi assessora de comunicação da Fea-Fumec (1999/2006) e da Universidade Fumec (2006/2009), respondendo pelas atividades de assessoria de imprensa, produção editorial de publicações institucionais, gestão de conteúdo web e coordenação de atividades de comunicação integrada. Em 2010, integrou o corpo docente do curso de Comunicação Social - habilitações: Jornalismo e Publicidade e Propraganda da universidade. Atualmente pesquisa redes sociais e processos colaborativos.

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Mestranda em Gestão Social, Educação e Desenvolvimento Local pela UNA; Pós-Graduada em Direito Tributário, Graduada em Direito pela Universidade Federal de Ouro Preto - UFOP; formada no curso Gestão e Desenvolvimento Cultural do Observatório da Diversidade Cultural. É professora dos cursos de Gestão de Organizações do Terceiro Setor e de Gestão de Recursos Humanos da UEMG e professora do curso de Gestores Culturais do programa Pensar e Agir com Cultura do Observatório da Diversidade Cultural. É consultora de empreendedorismo cultural pelo SEBRAE. É parecerista do Ministério da Cultura. É sócia da empresa Diversidade Consultoria e Desenvolvimento de Projetos Culturais que presta assessoria jurídica e financeira a empresas da área de cultura e Organizações do Terceiro Setor.

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Pós-graduando em Mediação em Arte, Cultura e Educação pela Universidade do Estado de Minas Gerais e possui graduação em Licenciatura em Educação Artística pela mesma. É artista plástico, designer e arte/educador. Atua como agente cultural do coletivo In Graffiti e como educador da Oi Kabum! Escola de Arte e Tecnologia, em Belo Horizonte. Em 2003, passou a participar das atividades da Associação Imagem Comunitária (AIC) como correspondente do projeto Rede Jovem de Cidadania. Após essa experiência, trabalhou como designer na AIC e também como educador de artes visuais na ONG Corpo Cidadão.]]>


Considerando as discussões mundiais sobre a proteção e promoção da Diversidade Cultural, o ODC iniciou suas atividades em 2005, como um projeto de extensão coordenado pelo professor José Márcio Barros, na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Ao longo dos seus cinco anos, realizou inúmeras atividades de formação, pesquisa e informação. Anualmente realiza o Seminário da Diversidade Cultural e publica livros sobre o tema. Recentemente foi reconhecida pela Comissão Alemã da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura - UNESCO, e a Fundação Ásia-Europa - ASEF, por meio de um projeto do U40, como uma das 39 iniciativas consideradas como experiências bem-sucedidas e que contribuem para a proteção e promoção da diversidade das expressões culturais em torno do mundo.

 

CRONOLOGIA DE ATIVIDADES

 

2005

 

As primeiras iniciativas concentraram-se na realização de debates acadêmicos sobre o tema da diversidade no campo cultural.

 

Entre as atividades realizadas no seu ano de nascimento, em 2005, está uma série de debates e encontros entre pesquisadores que trabalham com a temática da Diversidade Cultural e alunos do Curso de Ciências Sociais da PUC Minas. O intuito foi fomentar debates e discussões tangentes à questão cultural. Entre os participantes estavam Gisele Dupin (MinC) e Clarice Libânio (Projeto Favela é isso aí).

 

Realizou o primeiro Seminário da Diversidade Cultural em parceria com o Ministério da Cultura do Brasil, a ONG internacional GERM – Grupo de Estudos e Pesquisas sobre as Mundializações, e apoio da Escola do Legislativo. O Seminário acompanhou a Assembleia da UNESCO que votava a Convenção para a Proteção e a Promoção da Diversidade das Expressões Culturais.

 

2006

 

No ano seguinte, realizou um trabalho de pesquisa sobre os hábitos de consumo cultural e também para avaliar e monitorar o processo de capacitação de jovens de grupos culturais, seguido de um diagnóstico da qualidade e aplicabilidade dos conteúdos ministrados em colaboração com o Projeto Redemuim e do coletivo C.R.I.ARTE de atuação específica na Região do Aglomerado da Serra, em Belo Horizonte.

 

Publicou "Diversidade Cultural - o debate internacional para a sua preservação", pela Editora PUC Minas.

 

2007

 

Em 2007, o Observatório da Diversidade Cultural realizou a segunda edição do Seminário da Diversidade Cultural. Desta vez com a temática "Educação, Desenvolvimento Humano, Música e Dança". Entre os palestrantes estavam Jurema Machado (UNESCO), François de Bernard (GERM), Giselle Dupin (MinC), Márcio Antônio Salvato (IDHS - Instituto de Desenvolvimento Humano Sustentável), Gersen Luciano Baniwa (antropólogo e representante da comunidade indígena Baniwa), Alfredo Manevy (MinC), Tânia Dauster (PUC-RJ) e Sérgio Mamberti (Secretário da SID/MinC).

 

Também promoveu os Circuitos (IN)Formação e (TRANS)Formação, com a presença de Tailze Melo, Renata Alencar, Nísio Teixeira e Cristina Machado. Ente as temáticas estavam "A cultura e comunicação no mundo contemporâneo: vazios e transbordamentos", "Cultura e cidade: trocas, fluxos e fronteiras", "Cinema pelo mundo: panorama estético e histórico" e "Oficina de Dança: O corpo como lugar que viaja".

 

Realizou o Curso Desenvolvimento e Gestão Cultural, pelo Programa Pensar e Agir com a Cultura, em Brumadinho, Ipatinga, Pirapora, Sete Lagoas, Sabará.

 

ReaIizou o I Seminário Pensar e Agir com a Cultura: Regionalização dos Mecanismos de Financiamento à Cultura, que contou com as palestrantes: Sylvana Pessoa, presidente da CTAP, e Maria das Dores Nogueira, superintendente de interiorização da SEC, em 2007. 

 

2008

 

Em 2008, realizou o III Seminário da Diversidade Cultural, com a presença de nomes como Américo José Córdula (SID/MinC), Clarah Averbuck (escritora), Bráulio Tavares (pesquisador), Lia Calabre (pesquisadora), Ulrike Agathe Schröder (músico - Alemanha).

 

Logo depois, como fruto do III Seminário da Diversidade Cultural, publicou o livro "Diversidade Cultural - da proteção à promoção", pela Editora Autêntica.

 

Promoveu a segundo edição dos circuitos (IN)Formação e (TRANS)Formação, com a presença de Bernardo da Mata Machado, Agnes Farkasvolgyi, Lauro Meller, entre outros. 

 

Realizou o Curso  Desenvolvimento e Gestão Cultural, pelo Programa Pensar e Agir com a Cultura,  em Belo Horizonte, Contagem, João Monlevade, Bom Despacho, Araçuaí e Vespasiano.

 

Realizou o II Seminário Pensar e Agir com a Cultura: Crise Econômica e Financiamento da Cultura, com presença das palestrantes Ana Carla Fonseca (SP), economista e administradora, e Isaura Botelho (SP), pesquisadora.

 

2009

 

Em 2009, o Observatório da Diversidade Cultural ampliou suas ações no campo de formação e realizou várias outras atividades, cursos e oficinas. Mantendo a tradição, realizou a quarta edição do Seminário da Diversidade Cultural. Desta vez, a temática foi "Convenção para a Proteção e a Promoção da Diversidade das Expressões Culturais da UNESCO".

 

Realizou também o mini-curso "Educar para a Diversidade: Arte, Cultura e Educação", com Davi Dolpi (professor da UFOP) e Gil Amâncio (Músico, Ator, Educador).

 

Promoveu novamente as oficinas "Processos criativos e Diversidade Cultural" e "Danças circulares".

 

Realizou o seminário "Redes, Coletivos e ação colaborativa: Cultura digital, arte eletrônica e diversidade cultural em tensão e expansão no mundo contemporâneo", com a presença de André Brasil (Doutor em Comunicação Social), Geanne Alzamora (Doutora em Comunicação e Semiótica) e Nísio Teixeira (Doutor em Ciência da Informação).

 

Organizou uma série de seminários itinerantes com as seguintes temáticas: "Biodiversidade e diversidade cultural", com Milton Nogueira (ex-funcionário da ONU, Secretário executivo do Fórum Mineiro de Mudanças Climáticas Globais); "Cantar e dialogar com a diversidade", com Eda Costa (Cantora, arte-educadora da Escola de Teatro da PUC Minas); "Comunicação Intercultural: conceitos básicos e aplicações", com Ulrike Schröder (Doutora em Comunicação, Pesquisadora e professora da Faculdade de Letras da UFMG).

 

Realizou nas cidades de Vitória, Serra, Cariacica (Espírito Santo) e Belo Horizonte o curso "Formação Conceitual". Entre as temáticas estavam "Conceitos, Diversidade e Desenvolvimento", "Políticas públicas para promoção e proteção da diversidade cultural" e "Formação de Gestores Culturais com ênfase na diversidade cultural".

 

Realizou várias palestras para lançar os livros "Diversidade Cultural - da proteção à promoção" e "As mediações da Cultura", ambos organizados por José Márcio Barros.

 

Organizou ainda os laboratórios "Experimentação" e "Comunicação para a Diversidade".

 

Em outubro e novembro do mesmo ano, uma nova ação disponibilizou mesas-redondas em Belo Horizonte, Contagem e Vitória, no Espírito Santo. Temas como "Políticas Públicas para promoção da Diversidade Cultural", com Piatã Stoklos Kignel e Luciana Amormino; "Laboratórios de Experimentação - Dupla", com Renata Alencar, Tailze Melo, Eda Costa, Luciano Luppi, Rui Moreira, Gil Amâncio, Gustavo Jardim, Dellani Lima e Cristina Machado;  "Conceitos, Diversidade e Desenvolvimento", com José Márcio Barros e Giselle Duppin, entre outros.

 

Realizou, no 1º semestre, o Curso Desenvolvimento e Gestão Cultural, pelo Programa Pensar e Agir com a Cultura, em Belo Horizonte, Ouro Preto, São João del-Rei e Paracatu.  

 

Realizou o III Seminário Pensar e Agir com a Cultura: Políticas Públicas de Cultura em Minas Gerais, que contou com as palestrantes Sylvana Pessoa e Maria das Dores Nogueira. 

 

Realizou o Seminário Preparatório para a Conferência Municipal de Cultura de São João del Rei, uma parceria entre o Projeto Pensar e Agir com a Cultura, a Prefeitura Municipal e a Universidade Federal de São João del-Rei, que contou com os palestrantes Bernardo da Mata Machado, José Márcio Barros e Eurilinda Gomes Figueiredo.

 

Realizou o Curso Desenvolvimento e Gestão Cultural, pelo Programa Pensar e Agir com a Cultura, em Belo Horizonte, Juiz de Fora, Sabará, São José do Goiabal, Uberlândia.

 

Realizou o IV Seminário Pensar e Agir com a Cultura: Desafios para a Gestão da Cultura, que contou com os palestrantes Eliane Parreiras, Rodrigo Barroso, Cesária Macedo, Bernardo da Mata Machado e José Milton Santos. 

 

Promoveu, junto com a Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural, do Ministério da Cultural do Brasil, ao longo de 2009, uma série de seminários com o título “Diversidade Cultural – entendendo a Convenção”, que reuniram mais de mil participantes em cinco cidades (Belo Horizonte, MG / Sousa, PB / Boa Vista, RR / Campo Grande, MS / São Paulo, SP).

 

2010

 

Em 2010, o Observatório da Diversidade Cultural continuou atuando com formação em Belo Horizonte e Espírito Santo e chega a Piracicaba, em São Paulo, promovendo uma série de cursos em parceria com a ArcelorMittal e a Prefeitura Municipal. 

 

Em fevereiro, lançou várias atividades em Vila Velha, no Espírito Santo, como o "Laboratórios de Comunicação para a Diversidade"  e o curso "Redes, cultura digital e cooperação para a Diversidade".

 

Realizou, no 1º semestre, pelo Programa Pensar e Agir com a Cultura, o Curso Desenvolvimento e Gestão Cultural em Belo Horizonte, Itaúna, Juiz de Fora, João Monlevade e Teófilo Otoni.  

 

Realizou o V Seminário Pensar e Agir com Cultura: Políticas Públicas para a Cultura: Avanços e Desafios no Brasil e em Minas Gerais, que contou com os palestrantes Isaura Botelho, Chico Pelúcio, José Márcio Barros e Maria Helena Cunha. 

 

Em maio realizou o V Seminário da Diversidade Cultural, trazendo nomes como Luiz A. Albornoz, da Universidad Carlos III de Madrid e do Observatorio de Cultura y Comunicación, Gilson Schwartz, da USP, Laure Emperaire, do Institut de Recherche pour le Développement, Jurema Machado, da UNESCO, Gustavo Lins, da UNB, entre outros.

 

Em junho e julho promoveu vários cursos, oficinas e palestras em Contagem, Minas Gerais. Com temáticas como "Formação de Gestores Culturais, com ênfase na diversidade cultural", "Comunicação e diversidade cultural" e "Educação para a diversidade cultural".

 

Realizou, no 2º semestre, o Curso Desenvolvimento e Gestão Cultural, pelo Programa Pensar e Agir com a Cultura, em Belo Horizonte. Realizou o curso Aprofundamento – Educação Continuada, em Bom Despacho.

 

Em agosto, o coordenador do Observatório da Diversidade Cultural, José Márcio Barros ministrou a palestra "Diversidade e Mediação Cultural", dando o pontapé inicial para as várias atividades em Piracicaba, em São Paulo. Ao longo de setembro, outubro e novembro, uma série de atividades foram realizadas na cidade, como os cursos "Gestão Cultural e Diversidade", "Diversidade e Desenvolvimento Humano", "Políticas Públicas e Sociedade Civil", "O Humor, Os Cartoons e a Diversidade Cultural", entre outros.

 

Em novembro, o Observatório da Diversidade Cultural recebeu da Comissão Alemã da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura – UNESCO, e da Fundação Ásia-Europa – ASEF, por meio de um projeto do U-40, um reconhecimento internacional pelas experiências bem-sucedidas e que contribuem para a proteção e promoção da diversidade das expressões culturais em torno do mundo.

 

Foram apenas 39 ações contempladas com reconhecimento em todo o mundo. No Brasil, apenas quatro foram selecionadas (além do ODC, o website Overmundo, o projeto Vídeo nas Aldeias e o programa Cultura Viva, com os Seminários  intinerantes realizados pela Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura – MinC, por todas as regiões do Brasil, iniciativa que contou com a parceria do ODC). O Observatório, com isso, ganhou destaque na publicação “Mapeamento da diversidade cultural: Boas práticas em torno do globo” – documento que avalia a implementação das medidas propostas pela Convenção sobre a Proteção e a Promoção da Diversidade das Expressões Culturais da UNESCO ao longo dos seus cinco anos de existência.]]>

CRONOLOGIA DE DOCUMENTOS INTERNACIONAIS SOBRE A DIVERSIDADE CULTURAL

 

Organizado e atualizado por Giselle Dupin (MINC)

 

1945 - Fundação da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura - UNESCO

 

Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura foi fundada em 16 de novembro de 1945 e entrou em vigor em 4 de novembro de 1946. A UNESCO funciona como uma agência que promove a cooperação internacional entre seus 193 Estados Membros e seis Membros Associados nas áreas de educação, ciência, cultura e comunicação, e trabalha com o objetivo de criar condições para um genuíno diálogo fundamentado no respeito pelos valores compartilhados entre as civilizações, culturas e pessoas.

 

1948 - Declaração Universal dos Direitos Humanos

 

O reconhecimento da dignidade inerente a todos os membros da família humana e dos seus direitos iguais e inalienáveis constitui o fundamento da liberdade, da justiça e da paz no mundo, idealizado pela declaração Universal dos Direitos Humanos.

 

A proteção dos direitos do Homem através de um regime de direito, para que ele não seja compelido à revolta contra a tirania e à opressão, foi proclamada em Assembléia Geral como ideal comum para atingir todos os povos e todas as nações. A finalidade é de que todos os indivíduos e todos os órgãos da sociedade se esforcem pelo ensino e pela educação, por desenvolver o respeito desses direitos e liberdades e por promover, por medidas progressivas de ordem nacional e internacional.

 

1948 - Acordo Para Facilitar a Circulação Internacional do Material Visual e Auditivo de Caráter Educativo, Científico e Cultural

 

O acordo visa facilitar a circulação internacional de materiais visuais e auditivos de caráter educativo, científico e cultural. Esse livre intercâmbio quer promover a compreensão mútua entre diversos povos.

 

1950 - Acordo Sobre a Importação de Materiais Educacionais, Científicos e Culturais - Acordo de Florença

 

Elaborado pela UNESCO, o Acordo de Florença se destina a favorecer a livre circulação de livros, publicações e objetos com caráter educativo, científico ou cultural, com vistas à não aplicação de direitos aduaneiros na importação destes produtos, para melhorar a circulação do conhecimento.

 

1952 - Convenção Universal Sobre Direitos Autorais - Copyright

 

Adotada em Genebra em 1952, é uma das principais convenções, junto da Convenção de Berne, que protege as obras de propriedade intelectual, científica e literária, filmes e esculturas, com a marca familiar.Foi revista em 24 de julho de 1971, em Paris.

 

1954 - Convenção Para a Proteção de Bens Culturais em Caso de Conflito Armado

 

Estabelece entre seus contratantes que eles comprometam-se a respeitar os bens culturais situados em seus territórios. Não permitir a utilização desses bens, de seus dispositivos de proteção e dos acessos imediatos para fins que poderiam expô-los a uma possível destruição ou deterioração em caso de conflito armado.

 

Compete ainda aos países participantes, que proíbam e previnam todo o ato de roubo, pilhagem ou desvio de bens culturais e vandalismo.

 

1954 - Protocolo à Convenção Para a Proteção de Bens Culturais em Caso de Conflito Armado

 

O protocolo vem firmar os deveres dos países que adotaram a Convenção para a Proteção de Bens Culturais em Caso de Conflito Armado.

 

1954 - Convenção Para o Fomento das Relações Culturais Interamericanas

 

Assinada em Caracas em 28 de março de 1954, a Convenção quer que haja um maior conhecimento e entendimento dos povos e instituições dos países membros da Organização dos Estados Americanos. Busca o maior intercâmbio de professores, mestres e estudantes nos países americanos, e o estímulo de relações mais estreitas entre os organismos não oficiais que contribuem para a formação da opinião pública.

 

1960 - Recomendação a Respeito da Construção de Museus

 

Esta recomendação visa a aplicabilidade de medidas para administração de museus pelos participantes considerando as funções de organização e constituição destes. Com a intenção de tornar os museus uma forma de educação e divulgação da cultura através de exposições culturais, científicas, históricas e tecnológicas abertas ao público.

 

1966 - Declaração dos Princípios e da Cooperação Internacional 

 

Organizada pela UNESCO, a Declaração proclama a ampla difusão da cultura e da educação de todos os povos com o objetivo de justiça, liberdade e paz, considerando indispensável à dignidade do homem e dever de todas as nações prestar ajuda mútua em busca de conseguir o livre intercâmbio de idéias e conhecimento. Também busca desenvolver e intensificar as relações entre as populações dos países assinantes.

 

1968 - Recomendação a Respeito da Preservação da Propriedade Cultural Pública ou Privada

 

Recomendação para planejamento de programas para educação e desenvolvimento de medidas para conservar a propriedade cultural em cada Estado participante.

 

1970 - Convenção Sobre as Medidas que Devem ser Adotadas Para Proibir e Impedir a Importação, Exportação e Transferência de Propriedades Ilícitas de Bens Culturais

 

Os países participantes da Convenção reconhecem que a importação, a exportação e a transferência ilícitas de bens culturais constituem as causas principais do empobrecimento do patrimônio cultural dos países de origem desses bens. A colaboração internacional constitui um dos meios mais eficazes para protegê-los.

 

1971 - Convenção Universal Sobre Direito de Autor

 

A Convenção designa que os países contratantes devem comprometer-se a tomar todas as medidas necessárias para assegurar uma concreta e eficaz proteção dos direitos dos autores e de quaisquer outros titulares destes direitos sobre obras literárias, científicas e artísticas, tais como os escritos, as obras musicais, dramáticas e cinematográficas e as de pintura, gravura e escultura.

 

1972 - Convenção para a Proteção do Patrimônio Mundial Cultural e Natural

 

A convenção foi aprovada em 1972 pela Assembléia Geral da UNESCO para proteger o patrimônio cultural natural tanto das degradações provocadas pela própria natureza, quanto das destruicedil;ões causadas pelo desenvolvimento social e econômico.

 

1973 - Declaração da Conferência intergovernamental sobre Políticas Culturais na Ásia

 

A declaração resguarda que o avanço da ciência e da economia traz junto do modelo moderno de vida problemas que atingem a harmonia tradicional e espiritual do homem.

 

1975 - Declaração da Conferência Intergovernamental sobre Políticas Culturais na África

 

A declaração é representada pelos países africanos, membros da UNESCO, que relembram os tempos de colônia e afirma a criação de uma identidade política, econômica, cultural e social.

 

1976 - Recomendação para Participação e Contribuição das Pessoas na Vida Cultural

 

Esta recomendação foi fruto da preocupação com a formação cultural dos indivíduos, na prerrogativa de criar acessos a mecanismos de fomento para a produção cultural. Com isso busca-se a criação de condições econômicas para livre acesso à informação, formação, conhecimento cultural e ao patrimônio cultural de cada país. Entendendo que é imprescindível a abertura de oportunidades para que grupos culturais se expressem promovendo o desenvolvimento de uma identidade, troca de informações, novos conhecimentos e uma cultura de paz.

 

1978 - Recomendação para a Proteção dos Bens Móveis Culturais

 

Devido ao crescente interesse em aquisição de produtos culturais, na criação de museus, instituições culturais, exposições de arte, colecionadores particulares de artes e criação de monumentos, foi realizada a Recomendação Internacional para Comércio de Bens Móveis Culturais, adotada pela Conferência Geral da UNESCO em sua décima nona sessão em 1976.

 

1980 - Recomendação para Normalização Internacional de Financiamento à Cultura

 

Esta é uma recomendação para financiamento de atividades culturais (exceto educação). Essas atividades estão definidas como: patrimônio cultural, monumentos históricos e locais, arquivos, museus, escavações arqueológicas, proteção ao patrimônio cultural, atividades de preservação e registro do patrimônio cultural, pesquisa e formação. Além dessas categorias, faz parte da recomendação o financiamento de atividades como: música, rádio, televisão, literatura, teatro, artes plásticas, cinema e fotografia, atividades sócio culturais, esportes e ciências naturais.

 

1980 - Recomendação para a Salvaguarda e Preservação das Imagens Cinematográficas

 

A Conferência Geral da UNESCO reuniu-se em Belgrado em 1980 e considerou as imagens cinematográficas como expressões da cultura e identidade das pessoas. A influência que exercem na educação, cultura, arte, ciência e história, é considerada parte integr al da herança cultural das nações.

 

1989 - Convenção para Povos Indígenas e Tribais

 

A Conferência Geral da Organização Internacional do Trabalho - OIT, convocada em Genebra no dia 7 de junho de 1989, reconheceu as aspirações dos povos indígenas e tribais para a ssumir o controle de suas próprias instituições e formas de vida, de seu desenvolvimento econômico e fortalecimento de suas identidades, línguas e religiões dentro do limite dos Estados em que vivem.

 

1989 - Recomendação para a Salvaguarda das Tradições Culturais e Folclóricas

 

Considera que o folclore é uma forma de herança universal da humanidade que agrupa diferentes pessoas e classes sociais em torno de uma identidade cultural, econômica e politicamente importante e presente na cultura contemporânea.

 

1994 - Exceção Cultural

 

Essa discussão surgiu no âmbito da Rodada do Uruguai sobre Acordo Geral sobre Tarifas Aduaneiras e Comércio (GATT).

 

1995 - Relatório Nossa Diversidade Criadora

 

"Nossa Diversidade Criadora" é o título da obra de Javier Pérez de Cuéllar que trata as novas perspectivas sobre as relações da cultura com o desenvolvimento. Fornece subsídios valiosos para ampliar a noção de desenvolvimento e ajudar os povos do mundo a abrir seus próprios caminhos sem perder a identidade e o sentido de comunidade.

 

1996 - Mercosul Cultural

 

Criado em setembro de 2004, é uma experiência brasileira na formulação e gestão de políticas públicas para as áreas de patrimônio cultural e museologia será partilhada com o Paraguai, por meio de dois projetos de cooperação firmados entre o Brasil e o país vizinho.

 

1996 - Declaração Universal dos Direitos Lingüísticos

 

Esta declaração parte do pressuposto de que a língua é o resultado da interação de fatores sociais, políticos, territoriais, históricos e ideológicos de determinada região. Sendo considerada como expressão de uma identidade coletiva e distinta de apreender e descrever a realidade.

 

1999 - Código Internacional de Ética para Comercialização de Bens Culturais

 

A preocupação deste Código é relativa ao tráfego de bens culturais roubados, clandestinos e ilicitamente exportados. Tem como papel principal disponibilizar informações que permitam distinguir bens resultantes do comércio ilegal e procedimentos para a comercialização legal destes bens, baseado no pressuposto de que o mercado de bens culturais tem um papel essencial no desempenho do comércio da difusão da cultura e na distribuição aos museus de obras de coleções estrangeiras, e grande fonte de educação e inspiração para os povos.

 

2000 - Acordo Unesco - Comunidade dos Países de Língua Portuguesa - CPLP

 

Este acordo foi realizado entre a CPLP e a Unesco com o intuito de cooperarem em questões relacionadas à educação, ciências exatas, naturais e sociais, a proteção do meio ambiente, da cultura, comunicação, e demais setores em que as duas organizações tenham tarefas e atividades semelhantes. Conformada dentro de um dos pilares da criação da Unesco que é atingir gradualmente, pela cooperação das nações do mundo nos domínios da educação, ciência, cultura e comunicação, os alvos da paz internacional e da prosperidade comum da humanidade.

 

2001 - Declaração Universal sobre a Diversidade Cultural

 

A declaração é o ato inicial de uma nova ética da Unesco para o Séc. XXI, onde dispôs um instrumento capaz de abranger as questões relacionadas com a diversidade cultural e o diálogo intercultural.

 

2001 - Convenção sobre a Proteção do Patrimônio Subaquático

 

Esta é a primeira Convenção a proteger o patrimônio submerso, entendido como todos os vestígios de existência humana que repousam atualmente sob a água e que representam um caráter cultural e ou histórico. São exemplos de patrimônio subaquático o Farol de Alexandria, no Egito, e os vestígios de naufrágios com mais de um século.

 

2002 - Declaração de Salamanca

 

Declaração final da reunião dos representantes culturais dos territórios do Continente europeu para debater os problemas coletivos e individuais do lugar que a Cultura ocupa dentro da União Européia.

 

2003 - Declaração sobre a Intenção de Destruição do Patrimônio Cultural

 

Esta declaração expressa a preocupação sobre o crescente número de atos que intentam destruir o patrimônio cultural. A UNESCO busca assegurar a conservação e proteção dos livros, obras de arte e monumentos históricos, incentivando a realização de congressos internacionais, seminários e outras atividades na busca pela salvaguarda do patrimônio cultural.

 

2003 - Convenção para a Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial

 

Após a adoção da Convenção para a Proteção do Patrimônio Mundial, Cultural e Natural, em 1972, alguns Estados-membros manifestaram interesse em ver criado um instrumento de proteção do patrimônio imaterial. Este interesse resultou, em 2003, na elaboração da Convenção para a Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial, que entrou em vigor em 20 de Abril de 2006. Esta Convenção criou um Comitê Intergovernamental, encarregado de promover os objetivos buscados, por meio da divulgação de práticas exemplares, e de recomendações sobre medidas de salvaguarda do patrimônio imaterial.

 

2003 - Criação da Secretaria da Diversidade e Identidade Cultural do MinC

 

A Diversidade Cultural é finalmente implantada no Brasil e ganha atenção, na primeira gestão do governo Luiz Inácio Lula da Silva, com a criação da Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural no âmbito do Ministério da Cultura. Desde sua criação, a Secretaria desenvolve o Programa Identidade e Diversidade Cultural - Brasil Plural, que tem como objetivos garantir que os grupos e redes de produtores culturais responsáveis pelas manifestações características da diversidade, tenham acesso aos mecanismos de apoio, promoção e intercâmbio cultural entre as regiões e grupos culturais brasileiros, considerando características identitárias por gênero, orientação sexual, grupos etários, étnicos e da cultura popular.

 

2005 - Convenção sobre a Proteção e Promoção da Diversidade das Expressões Culturais

 

Foi adotada pela Conferência Geral da Unesco em 2005, e ratificada pelo Brasil em 2007, a Convenção sobre a Proteção e Promoção da Diversidade das Expressões Culturais. Essa nova Convenção constitui, juntamente com a Convenção de 1972, relativa ao patrimônio mundial, cultural e natural, e a de 2003 para a salvaguarda do patrimônio imaterial, um dos três pilares da promoção da diversidade criativa. Juntos, esses três instrumentos reforçam a idéia expressa na Declaração Universal da UNESCO sobre a Diversidade Cultural (2001), de que esta última deve ser considerada um "patrimônio comum da humanidade" e sua defesa "um imperativo ético inseparável do respeito à dignidade da pessoa humana".

 

2006 - Senado brasileiro aprova a Convenção da Unesco sobre Diversidade das Expressões Culturais

 

Foi aprovada pelo Senado brasileiro, no dia 19 de dezembro de 2006, a Convenção da Unesco sobre a Proteção e a Promoção da Diversidade das Expressões Culturais. A proposta havia sido aprovada há menos de um mês na Câmara Federal.

 

A Convenção foi promulgada no Brasil pelo Decreto nº 6.177, de 1º de agosto de 2007.

 

2006 - Carta Cultural Iberoamericana

 

Mesmo sem citar a Convenção sobre a Proteção e a Promoção da Diversidade das Expressões Culturais, a Carta Cultural Iberoamericana inclui vários de seus conteúdos e desafios.

 

2007 - Declaração da ONU sobre os Direitos dos Povos Indígenas

 

Negociada desde 1985, esta Declaração foi provada pela Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) em 13 de setembro de 2007, com 143 votos a favor, dentre os quais o Brasil. O documento é uma importante ferramenta para a defesa dos direitos dos povos indígenas em todo o mundo. Nele são colocados direitos como: direito à participação política; à terra, aos territórios e aos recursos naturais; ao consentimento prévio, livre e informado; às normas não escritas que regem internamente a vida das comunidades indígenas; e o direito de propriedade intelectual.

 

2007 e 2009 - 1ª e 2ª Conferências das Partes da Convenção sobre a Proteção e Promoção da Diversidade Cultural

 

A Conferência das Partes é um órgão plenário e supremo da Convenção da Diversidade Cultural. Essa conferência se reúne a cada dois anos com intuito de aprovar as diretrizes operacionais preparadas pelo Comitê intergovernamental, adotar medidas, eleger membros do Comitê Intergovernamental além de adotar quaisquer outras medidas que considere necessárias para promover os objetivos da presente Convenção.

 

Na primeira Conferência das Partes da Convenção para Proteção e Promoção da Diversidade das Expressões Culturais da Unesco, em 2007, estavam presentes as delegações dos 57 Países Partes da Convenção até então. Em junho de 2009, a Conferência das Partes reuniu representantes dos 98 países que já tinham ratificado a Convenção até aquela data.

 

Em maio de 2010, a Convenção estava com 110 membros, sendo 109 países e uma organização de integração econômica regional, a Comunidade Européia.

 

2007/2010 - Comitê Intergovernamental da Convenção sobre a Proteção e Promoção da Diversidade das Expressões Culturais

 

O Comitê Intergovernamental da Convenção sobre a Proteção e Promoção da Diversidade das Expressões Culturais, no âmbito da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), é integrado por um total de 24 países. O Brasil foi eleito membro desse Comitê, inicialmente para um mandato especial de dois anos (12 países foram sorteados para cumprir um mandato mais curto, de modo a permitir a renovação da metade dos membros a cada dois anos). Expirado esse primeiro mandato, em junho de 2009 o Brasil foi reeleito por mais quatro anos.

 

O Comitê se reúne ordinariamente uma vez por ano, mas já realizou três reuniões extraordinárias. Ele tem trabalhado, principalmente, na elaboração de diretrizes operacionais para os artigos da Convenção, bem como na busca de formas alternativas para captação de recursos para alimentar o Fundo Internacional da Diversidade Cultural.

 

2010 - Abertura do primeiro processo de recepção de programas e projetos a serem financiados com recursos do Fundo Internacional da Diversidade Cultural

 

Essas demandas foram avaliadas por uma comissão de especialistas nomeados pelo Comitê Intergovernamental (em dezembro de 2009). Em dezembro de 2010, o Comitê avaliou os projetos recomendados pelos especialistas e aprovou o financiamento de 31 projetos, sendo 19 de países da África e 8 de países da América Latina. O total de recursos aplicados nesses projetos será de mais de um milhão e meio de dólares.

 

Organizado por Giselle Dupin - Coordenadora da Secretaria da Identidade e Diversidade Cultural do Ministério da Cultura, e Ponto de Contato da Unesco no Brasil para a Convenção de 2005.



 ]]> Coalition for Cultural Diversity - CCD
Cultura e Mercado
Cultura Livre
Culturelink Network
Departamento Cultura do Ministério das Relações Exteriores
Fundação Cultural Palmares
Fundação Interarts - Espanha
Fundação Nacional de Arte (Funarte)
Groupe d etudes et de recherches sur lês mondialisations - GERM
Global Alliance for Cultural Diversity
Instituto Diversidade Cultural, Barcelona, Espanha
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
Instituto Kairós
International Network for Cultural Diversity
International Network for Cultural Policy
Ministério da Cultura do Brasil - MinC
Observatório Afro-Latino
Observatório do Direito à Comunicação
Políticas Culturais em Revista
Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural - SID
UNESCO Brasil ]]>

Senhor Presidente,

Permita-me, primeiramente, felicitá-lo por sua eleição à Presidência desta Conferência. A delegação do Brasil vos assegura que colaborará integralmente para o sucesso dos nossos trabalhos.

Desde 2003, o conceito de diversidade cultural e o princípio do desenvolvimento sustentável estão intrinsecamente ligados às políticas culturais públicas no Brasil. Antes mesmo da adoção da Convenção sobre a Proteção e a Promoção da Diversidade das Expressões Culturais, o governo brasileiro já se dedicava ao desafio considerável de integrar a cultura em suas políticas de desenvolvimento. A Convenção e sua implementação vieram reforçar ainda mais esse objetivo, contribuindo para reforçar políticas dentro do Estado brasileiro e face à sociedade.

O Brasil incorporou definitivamente o desafio de promover o desenvolvimento sustentável por meio de suas políticas e de seus programas culturais. Neste sentido, a Convenção constitui um elemento fundamental, à medida em que ela permite a participação da sociedade civil, a promoção da autonomia e a durabilidade dos grupos culturais, reconhecendo as tecnologias desenvolvidas pela sociedade, e garantindo seu acesso.

Baseamos nossas políticas culturais em três eixos: a cidadania, a economia e o universo simbólico que reúne as expressões artísticas, os sistemas de conhecimentos e todos as contribuições dinâmicas que constituem a sociedade brasileira. O principal objetivo de nossa política cultural é responder às demandas e às necessidades da sociedade brasileira, dos artistas e dos produtores do setor da cultura que são parceiros do Estado nesta missão.

Nestes últimos anos, procuramos integrar às dinâmicas culturais as populações vulneráveis, os grupos autóctones, as populações quilombolas e todas as manifestações regionais até então excluídas de nossa política cultural. A diversidade cultural é atualmente reconhecida como sendo o maior patrimônio da sociedade, e o princípio fundador da política cultural do país.

É neste sentido que a Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura lançou o Programa "Identidade e Diversidade Cultural: Brasil Plural" que integra o Plano Plurianual do Governo, de 2008 a 2011. Temos como objetivo garantir que os grupos sociais, as comunidades e as redes de produtores culturais responsáveis pelas manifestações características da diversidade cultural do país, tenham acesso aos mecanismos de criação, de difusão, de apoio e de promoção. As ações desenvolvidas nesse contexto foram elaboradas em conjunto com a população interessada, que decidiu as orientações e as ações ratificadas pelo Plano Nacional da Cultura que está sendo discutido no Congresso Nacional brasileiro.

A iniciativa do Ministério da Cultura de criar o Programa "Cultura Viva" foi motivada pela busca de um programa mais vasto e mais aprofundado sobre a cidadania cultural e a promoção do conceito de diversidade por meio das manifestações populares. Este programa permite o acesso aos meios de formação, de criação, de difusão e de fruição da cultura. Os parceiros imediatos são os agentes culturais, os artistas, os professores e os militantes sociais, que percebem a cultura não apenas como uma expressão artística, mas também como um direito de acesso à cidadania, à individualidade e à economia.

Já empreendemos esforços para a difusão da Convenção em vários níveis. Primeiramente, nós a publicamos em português, para amplificar sua difusão. Neste mês de junho, demos início a uma série de seminários com o objetivo de disseminar e de fazer com que os agentes públicos e a sociedade compreendam os artigos da Convenção. A primeira edição desse seminário aconteceu em Belo Horizonte, Estado de Minas Gerais. A segunda será realizada em Sousa, Estado da Paraíba, numa das regiões mais pobres do ponto de vista do desenvolvimento econômico, mas com uma riqueza de diversidade cultural extraordinária.

*carta envia à Unesco em 15 de junho de 2009.]]>
Reunidos no XVII Reunião do Fórum dos Ministros da Cultura e Políticas Culturais da América Latina e do Caribe, em Quito, Equador, nos dias 12 e 13 de abril de 2010, reconhecemos novamente os princípios que inspiraram a sua criação, e destacamos o grande impulso que este fórum tem em relação a Declaração da Unidade da América Latina e do Caribe e na Declaração de Cancún, adaptada pelos nossos presidentes e chefes de governo, como citado na Riviera Maya durante 22 e 23 de fevereiro de 2010.

Para nós, Ministros e Autoridades da Cultura, o processo iniciado em Cancún significa um enorme passo para a integração da América Latina e Caribe, em especial:

*Em favor do direito de todas as nossas culturas de existir e preservar suas antigas práticas e inerentes às suas respectivas identidades;

*A promoção da história, tradições, valores, diversidade cultural, multiculturalismo e da compreensão mútua entre os povos da América Latina e no Caribe;

*A fim de incentivar a cooperação, a integração cultural e o desenvolvimento das indústrias criativas no local, nacional e regional;

*A promoção da diversidade cultural como um componente essencial das políticas públicas que buscam reduzir a pobreza, promover a equidade e alcançar os objetivos do Milênio para uma região afetada por várias formas de exclusão e pobreza;

Por outro lado, queremos afirmar que a cultura é um dos fatores decisivos para o desenvolvimento de nossos países. Assim, em comparação com as tragédias profundas, tanto natural como social, como as ocorridas no Haiti em 12 janeiro de 2010 e no Chile em 27 de fevereiro, as políticas culturais deve ser uma contribuição para a reconstrução, a rearticulação das relações e cooperação social e da promoção de iniciativas comunitárias que permitem a gestar uma posição melhor para superar tais acontecimentos difíceis.

Também ressaltamos que o princípio da "Cultura da Paz", a atenção dos direitos culturais dos nossos emigrantes e imigrantes, a reformulação do direito autoral e os que regem a relação entre comunicação e cultura são capítulos da agenda de prioridades regionais. Quanto a este último ponto, incluiremos a natureza estratégica que envolve a democratização da comunicação, entendida como liberdade e oportunidade de acesso, propriedade e utilização dos meios de comunicação e novas tecnologias.

Consideramos que o âmbito deste fórum como um espaço para reforçar o diálogo, coordenação e acordos de consenso entre os países da América Latina e no Caribe, muitos dos quais são de dois séculos de independência nacional. O bicentenário é uma oportunidade, do ponto de vista cultural, para reforçar a integração, a repensar o passado, o valor da memória social e construção de futuros projetos conjuntos. Para todas essas ações, a cultura é uma dimensão essencial do desenvolvimento humano e integração em políticas diferentes.

No contexto da diversidade cultural e linguística na América Latina e no Caribe, reconhecemos a importância do princípio da Sumak Kawsay ou Bom Viver, e o conhecimento tradicional de outros para o desenvolvimento de políticas culturais inclusivas, que intervém em um processo de descolonização do nosso povo e da harmonia com o meio ambiente e com o planeta. Significativamente, nesse sentido, o papel fundamental da cultura para enfrentar os desafios que se encontram nas Alterações Climáticas.

Finalmente, observamos que, no contexto de "2010: Ano Internacional de Aproximação das Culturas”, realizamos uma reunião conjunta com a UNESCO sobre Políticas Culturais para a diversidade e desenvolvimento, como parte do XVII Fórum, que foi um contribuição importante para o nosso pensamento.
Por isso, decidimos:

*Adotar como proposta à Declaração do Primeiro Encontro da Juventude da América Latina e do Caribe de Integração, cujo tema foi "Participação, Cultura e Desenvolvimento", realizada no dia 11 de abril de 2010, em Quito.

*Garantir que as políticas de juventude sejam construídas juntamente com os jovens de modo a alcançar uma ação verdadeiramente democrática e participativa, em um contexto de diversidade cultural.

*Promover a articulação de projetos conjuntos e complementares para a Comunidade do Caribe (CARICOM), de Educação e Cultural Centro-Americana (CECC), o Instituto Cultural do MERCOSUL, ALBA Cultural, a Comunidade Andina de Nações (CAN), Conselho de Educação, Cultura, Ciência, Tecnologia e Inovação da UNASUL e do Escritório Regional da Cultura da América Latina e Caribe da UNESCO.

*Promover políticas que garantam aos cidadãos o direito de pleno acesso aos bens e serviços culturais.

*Promover a conscientização de mídia, a visibilidade e a divulgação das expressões de nossa memória cultural e histórica, bem como defender a democratização do acesso aos meios de comunicação, a promoção da diversidade cultural e a liberdade de expressão do nosso povo.

*Promover políticas públicas para a livre circulação de artistas, obras, bens e serviços entre os países membros do Fórum, da coordenação dos esforços entre os Ministérios da Cultura, dos Negócios Estrangeiros e dos Ministérios do Comércio de cada país, aproveitando as experiências anteriores como o Selo Cultural do Mercosul e iniciativas da CARICOM.

*Reconhecer a continuação do apoio da UNESCO, expressa através da colaboração de seus escritórios na região, nomeadamente através do seu Escritório Regional da Cultura, sede da Secretaria Técnica do Fórum, e confiar a presidência ProTempore concepção e assinatura de um instrumento de cooperação entre o Fórum e a UNESCO.

*Apoiar as discussões na área da World Intellectual Property Organization (WIPO) sobre as limitações e exceções ao direito autoral para proteger os conhecimentos tradicionais e expressões populares e tradicionais, e promover um maior acesso aos bens e serviços culturais. Neste contexto, o patrocínio a proposta de que um tratado internacional é negociado para o benefício do acesso das pessoas com deficiência visual e outras dificuldades de leitura de obras protegidas.

*Incentivar a certificação profissional de artistas, gestores culturais e técnicos por meio do fortalecimento e expansão dos programas de intercâmbio e de formação existentes e criar novos, se necessário, mecanismos como estágios, bolsas de estudo e ensino à distância.

*Encarregar o ProTempore para obter informações sobre cursos de formação e na cultura da região.

*Promover o reconhecimento regional de boas práticas na promoção da diversidade cultural.

*Reforçar as redes virtuais, como o Portal da Cultura da América Latina e do Caribe, promovendo a coordenação entre eles e melhorando a participação de cada país.
*Reforçar as capacidades dos ProTempore através da criação de uma agência de apoio técnico e aconselhamento.

Parabenizamos o Ministério da Cultura do Equador por seu excelente trabalho como Presidente do Secretariado do Fórum ProTempore, o que levou à realização destes resultados importantes.
Bem-vindo ao Ministério da Cultura da Bolívia, o presidente da Pro-Tempore para o próximo período.]]>
REVISTA OBSERVATÓRIO ITAÚ CULTURAL

Aos Leitores
José Márcio Barros, Editor

A importância e a atualidade do debate sobre a diversidade cultural são mundialmente reconhecidas e gravitam entre polos distintos. De um lado, uma visão crítica e pessimista, fruto da preocupação com a significativa incidência em inúmeros países de guerras e outras formas de violência, decorrentes de diferenças étnicas, religiosas, de gênero e raciais. Em pleno século XXI, vive-se o paradoxo de um mundo que produz intensamente diferenças, mas que, na mesma intensidade, mantém viva a intolerância com as mesmas. Não são poucas, e marcadamente sutis, as práticas de exclusão e violência inter e intrassociedades a partir da intolerância decorrente da relação entre as diferenças culturais e o poder.

Em outro polo reflexivo, aponta-se para o fato de a cultura estar, gradativamente, sendo alçada ao centro dos debates sobre a construção de modelos alternativos para o desenvolvimento humano. Aqui, as diferenças culturais são tomadas como pré-requisito para regimes de paz social, de garantia da cidadania, de desenvolvimento econômico e de novos modelos de produção, comunicação e compartilhamento das artes e do conhecimento.

Estamos diante de um complexo processo. As diferenças culturais tanto inauguram possibilidades de uma nova ordem social quanto nos remetem aos desumanos processos de exclusão. Quando não acompanhadas do valor da igualdade, as diferenças ameaçam a diversidade e impedem a construção do pluralismo e da interculturalidade.

A reconhecida importância da cultura para a consolidação de uma economia baseada no saber e na criatividade também consolida a expectativa de que a diversidade cultural, entendida como construção, possa assumir o papel de fonte de dinamismo social e econômico, capaz de enriquecer a condição humana no século XXI e suscitar novas relações entre a memória, a criatividade e a inovação.

O enfrentamento crítico da questão sugere que se vá além da postura que confina a diversidade cultural ao passado, às tradições ou às culturas populares. Demanda também a superação de uma curiosa prática, na qual, em nome de sua proteção, se vê reforçada a preservação de fundamentalismos de matizes as mais distintas. Conjugar a cultura com o direito, a igualdade com a diversidade pode apontar para possibilidades de reflexões e práticas transversais e abertas, que assegurem as identidades referenciais, mas que garantam as possibilidades de trocas e o reconhecimento das formas híbridas.

Por esses e tantos outros motivos, a diversidade cultural constitui, cada vez mais, um tema atual e complexo, a ser abordado nos campos da política, da comunicação, da educação formal e informal, dos projetos culturais e das formas associativas e de sociabilidade por meio da arte e da cultura.

As ideias e as atitudes em torno da diversidade cultural, o reconhecimento da importância de sua preservação e de sua promoção, como afirmada pela convenção da Unesco de 2005, as políticas e as práticas culturais em países como o Brasil e nos continentes sul-americano e europeu revelam como sua natureza é eminentemente dinâmica e histórica.

Este número temático da revista Observatório Itaú Cultural, em parceria com o Observatório da Diversidade Cultural e a Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural, do Ministério da Cultura (SID/MinC), busca mapear ideias e atitudes, trazer ao leitor visões e propostas, revelar realidades e sonhos em torno da importância antropológica, política, econômica e estética expressa pela diversidade cultural. Para tanto, parte do princípio de que a melhor forma de tratar a diversidade é praticando-a como linha editorial. Daí a estrutura da revista e seu mosaico de convidados e temáticas; uma tentativa de convocar a diversidade para se pensar a diversidade cultural.

Na primeira seção, publicamos o “Dossiê: convenção da Unesco, o Brasil e as políticas públicas”.

O texto “Para entender a convenção”, de Giselle Dupin, jornalista especializada em relações internacionais e assessora do Ministério da Cultura do Brasil, oferece uma clara e objetiva introdução ao significado e ao percurso histórico desse importante instrumento político e jurídico internacional, a Convenção sobre a Proteção e Promoção da Diversidade das Expressões Culturais, adotada pela Unesco em 2005.

Na sequência, Jurema Machado, arquiteta e coordenadora do Setor de Cultura da Unesco no Brasil, analisa os desafios para a efetivação da convenção, destacando que a agenda política por ela inaugurada em 2005 está apenas em seu começo. Os avanços já efetivados são visíveis, mas os desafios são igualmente reconhecíveis.

Albino Rubin, professor da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e docente do Programa Multidisciplinar de Pós-Graduação em Cultura e Sociedade da instituição, e Lia Calabre, pesquisadora-chefe do Setor de Estudos de Política Cultural da Fundação Casa de Rui Barbosa, afirmam que a sociedade capitalista em que vivemos não constitui um bom ambiente para a diversidade cultural e apresentam um conjunto de características necessárias para uma efetiva política pública para sua proteção e promoção.

Integra o dossiê o texto “Diversidade cultural e sociedade do conhecimento”, escrito por Alfredo Manevy, secretário executivo do MinC e doutor em cinema e vídeo pela Universidade de São Paulo (USP). O autor apresenta alguns exemplos da relação entre a diversidade cultural e a agenda política e institucional do governo federal.

Encerra a seção uma entrevista exclusiva com Américo Córdula, pesquisador das culturas populares, ator e secretário da Identidade e da Diversidade Cultural, do MinC. Em sua conversa, é destacada a importante e decisiva participação do Brasil no processo de construção e efetivação da convenção da Unesco, além das características dos programas desenvolvidos pela secretaria sob seu comando. Como exemplo concreto, é apresentado um balanço dos editais públicos de premiação de iniciativas culturais, analisando-os como ferramenta de política pública da SID/MinC.

Na segunda seção da revista, publicamos um conjunto de textos resultado de estudos e apontamentos realizados por jornalistas e pesquisadores brasileiros a convite do Observatório da Diversidade Cultural. Ulrike Agathe Schröder, doutora em comunicação social pela Universität Essen-Gesamthochschule e professora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), aponta as singularidades e as semelhanças do rap no Brasil e na Alemanha. O jornalista e poeta Bráulio Tavares aborda a rica e curiosa linha poética e histórica que aproxima e une o rap e o repente, a poesia falada e o verso feito na hora; o Brasil, a África e os Estados Unidos.

Em “Trânsitos intermidiáticos e diversidade cultural”, Tailze Melo, Renata Alencar e Geane Alzamora, professoras e pesquisadoras da área de comunicação e cultura, discutem o espaço relacional da cidade, o tipo de experiência que temos na atual configuração urbana e a mediação tecnológica de que nos valemos para singularizar e registrar nosso estar no mundo.

Por fim, o meu texto procura relacionar o debate sobre a proteção e a promoção da diversidade cultural com a questão da gestão cultural. A pergunta central do texto é: ao definir o pluralismo cultural como a resposta política à realidade da diversidade cultural, como pensar a gestão cultural no singular?

Na seção “Olhares sobre a diversidade cultural”, três jovens e talentosos jornalistas e fotógrafos, Humberto Pimentel, Luan Barros e Rafael Munduruca, procuram desvendar a tênue fronteira que separa e une as práticas de afirmação identitária e a alteridade. Os pomeranos no Espírito Santo, a comunidade Yuba em São Paulo, o movimento de
transgêneros na Bahia, a comunidade negra dos Arturos em Minas Gerais, os árabes em Mato Grosso do Sul e os povos indígenas de São Gabriel da Cachoeira, no Amazonas, formam um rico painel das possibilidades de convivência e cooperação entre os iguais e os diferentes.

No roteiro de leituras, preparado pelas pesquisadoras Fayga Moreira e Paula Ziviani, o leitor encontrará sugestões de livros e textos capazes de subsidiar buscas para o alargamento e o aprofundamento da compreensão da diversidade cultural e de seus temas conexos.

O músico e compositor Marcelo Yuka, um dos fundadores e ex-integrante da banda O Rappa e atualmente dirigente da ONG F.U.R.T.O., participa da revista com uma inédita letra de sua autoria.

Na ultima seção, especialistas e pesquisadores de seis diferentes países foram convidados a produzir diferentes abordagens sobre a temática da diversidade cultural.

No primeiro artigo, o argentino Néstor García Canclini, professor da Universidad Autónoma Metropolitana, do México, aborda a relação entre a diversidade e os direitos no contexto dos processos de interculturalidade global. Para o autor, o debate sobre a diversidade cultural deve considerar as conexões entre as tecnologias digitais, a globalização e a informalização da vida social e política, de tal forma a compreender os novos cenários e os novos sujeitos que emergem.

Já para Jésus Martín-Barbero, professor e fundador do Departamento de Ciências da Comunicação na Universidad del Valle, na Colômbia, a questão da diversidade cultural adquiriu novos sentidos, que superam a mera afirmação da “pluralidade” e passam a significar a simultaneidade entre alteridade e interculturalidade. Com um olhar focado na questão da memória coletiva, Martín-Barbero reflete sobre a emergência, em diferentes países sul-americanos, do desafio de pensar o patrimônio cultural como expressão da diversidade cultural.

No artigo “Os direitos culturais finalmente na linha de frente?”, Patrice Meyer-Bisch, membro da Cátedra Unesco para os Direitos do Homem e a Democracia, da Universidade de Fribourg, na Suíça, volta a analisar as relações entre o direito à cultura e a diversidade cultural, estabelecendo uma rica conexão com a problemática do desenvolvimento. A pobreza cultural é debatida como o processo de restrição ao pleno exercício dos direitos culturais, que impede a experiência com e na diversidade.

Para o professor da Universidade Carlos III, de Madri, e coordenador do Observatório de Cultura e Comunicação da Fundação Alternativas, Luis Albornoz, o mundo contemporâneo é fortemente marcado por processos de mediação centrados de forma excessiva em poucos agentes, o que traz uma grande ameaça à diversidade cultural. A convenção da Unesco de 2005 e a Carta Cultural Ibero-Americana, de 2006, são analisadas como importantes instrumentos de enfrentamento aos riscos de empobrecimento cultural.

José Machado Pais, pesquisador e professor da Universidade de Lisboa e presidente do Observatório de Atividades Culturais em Portugal, discute como os processos crescentes de migração transformaram a União Europeia num território da diversidade cultural.

Entretanto, os desafios para a superação dos preconceitos e das práticas discriminatórias são pré-requisitos para a construção de uma coesão social por meio da diversidade.

Por fim, o antropólogo e professor da Universidade Federal da Bahia Luiz Mott pergunta: “O que seria educar para a diversidade tanto no contexto formal quanto no informal da educação e da cultura”, especialmente numa cultura ainda marcada pela homofobia e pela discriminação aos segmentos LGBT?

Como afirmado no início, o conjunto de abordagens aqui organizadas expressa a certeza de que somos tanto mais diversos quanto mais plurais e tanto mais plurais quanto mais capazes de estabelecer interações entre nossas diferenças.

Boa leitura.]]>
A diversidade cultural vem suscitando um interesse notável desde o começo do novo século. Porém os significados que se associam a esta expressão “cômoda” são tão variados como mutáveis. Para alguns a diversidade cultural é intrinsecamente positiva, na medida em que se refere a um intercâmbio da riqueza inerente a cada cultura do mundo e, assim, aos vínculos que nos unem nos processos de diálogo e de troca. Para outros, as diferenças culturais fazem-nos perder de vista o que temos em comum como seres humanos, constituindo assim a raiz de numerosos conflitos.

Este segundo diagnóstico parece hoje mais crível na medida em que a globalização aumentou os pontos de interação e fricção entre as culturas, originando tensões, fraturas e reivindicações relativamente à identidade, particularmente a religiosa, que se convertem em fontes potenciais de conflito. Por conseguinte, o desafio fundamental consistiria em propor uma perspectiva coerente da diversidade cultural e, assim, clarificar que, longe de ser ameaça, a diversidade pode ser benéfica para a ação da comunidade internacional. É esse o objetivo essencial do presente relatório.

Leia o material completo  aqui ]]>
Texto oficial ratificado pelo Brasil por meio do Decreto Legislativo 485/2006

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A valorização da diversidade cultural, além de levar em conta o que uma comunidade é capaz de expressar simbolicamente, traduz-se pelo respeito à sua história, aos seus valores, às suas maneiras de agir e conviver com a natureza e com o outro. As convenções sobre o tema, especialmente a da UNESCO, consolidam a promoção de sua visibilidade como um dever dos Estados e tratam da necessidade de sua constante manutenção como matéria de exercício de paz entre os povos, como forma de inclusão e desenvolvimento, e como outra medida de riqueza, capaz de instaurar uma prática de não submissão, de autonomia e soberania.

Será assim se entendermos a cultura como um bem comum, como a possibilidade que todos têm de sonhar um mundo melhor, traduzir esse sonho em objeto ou rito e partilhá-lo. Assim será se, ao invés de criarmos a tradicional “cumeeira” e o entendimento da cultura apenas como a prática de atividades artísticas de poucos para poucos, se ao invés de usarmos os (pré) conceitos, que separam a chamada alta cultura, inacessível à maioria, e a cultura dita popular, desvalorizada por muitos, tratarmos a cultura como um bem comum.

Tendo sido criada também para transformar o princípio de respeito à diversidade em política pública, a Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, sem privilegiar esta ou aquela fonte, mapeia e instiga os criadores e mantenedores de determinada expressão cultural a buscar suas origens primeiras, sem esquecer que o percurso da História aprimora, transforma, enriquece, atualiza. Sem esquecer que o início serve para construir o futuro.

Este catálogo, entre os de outros setores da cultura, é um instrumento estratégico das políticas públicas. Fazendo eco às convenções citadas e às diretrizes das Conferências Estaduais de Cultura, registra, em suas páginas, a memória de ações criadoras, assim como incorpora um breve detalhamento dessas ações, fazendo com que nossa expressão cultural seja visível em sua pluralidade não só temática e estética, mas que possa ser, ainda, vislumbrada como eixo estratégico do desenvolvimento pleno do estado.

Márcio Meirelles
Secretário de Cultura do Estado da Bahia

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Experiência do Acre inova ao apostar na participação direta dos cidadãos;
Encontro promovido pelo ODC é aberto ao público com entrada gratuita
 
Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), publicados no suplemento MUNIC em 2009, apenas 24,7% dos municípios brasileiros possuem Conselhos de Cultura. A realidade exige a discussão para construção de políticas na área. Por isso, as cidades brasileiras debatem mecanismos de gestão, linhas de financiamento e formas de garantia da participação civil nas decisões públicas. Para tratar desse contexto a partir da experiência inovadora de Rio Branco (Acre), a diretora-presidente da Fundação Garibaldi Brasil (FGB), Eurilinda Figueiredo, realiza palestra em Belo Horizonte, nos próximos dias 24 e 25 de agosto, sobre o tema “Política Pública e Sociedade Civil - Painel de Experiências: Rio Branco/Acre Sistema Municipal de Cultura”. A FGB é a entidade responsável pelas políticas públicas culturais de Rio Branco, capital que, depois de criar e implementar, de 2005 a 2008, o Sistema Municipal de Cultura - SMC, constrói agora seu Plano Municipal de Cultura - PMC. 
 
No dia 25, as discussões sobre o tema serão mediadas pelo coordenador do Observatório da Diversidade Cultural (ODC), antropólogo José Márcio Barros. O evento integra o projeto “Aprofundamento Pensar e Agir com a Cultura 2011 – Cultura, Cidade e Desenvolvimento: Faces e Interfaces”, promovido pelo ODC até 17/09.  Aberto ao público com entrada gratuita, será realizado de 19h às 22h, no SESC Laces JK, que fica na Rua Caetés, 603, Centro - sala 503. A entrada estará sujeita à lotação do espaço. 
 
Políticas públicas e articulação social: possibilidades e desafios
Para o coordenador do ODC, José Márcio Barros, o que é novo e desafiador na experiência do Acre é um Sistema Municipal de Cultura que aposta na participação direta dos cidadãos. O cadastro (porta de entrada para a participação), as câmaras temáticas (onde os iguais dialogam), o colegiado e os fóruns (onde as diferenças interagem) e a conferência (onde o embate democrático ganha status de deliberação), substituem o poder de autoridades e burocratas. “O modelo de gestão da política pública de cultura garante aos fazedores de cultura o direito à voz e voto no Conselho Municipal de Políticas Culturais”, afirma Barros, lembrando que todos atuantes no campo da cultura têm assegurada sua participação como conselheiro da política cultural.
 
Além de representar a sociedade civil de Rio Branco, junto ao Poder Público Municipal em todos os assuntos ligados à gestão cultural, o Conselho Municipal de Política Cultural (CMPC) estabelece diretrizes e propõe normas para as políticas culturais do município; apresenta e discute projetos ligados à área e é responsável por estimular a democratização e a descentralização das atividades que garantam a cidadania cultural. Os conselheiros de cultura devem estabelecer condições para a continuidade dos projetos, para o fortalecimento das identidades locais; bem como fiscalizar as ações relativas ao cumprimento das políticas culturais de Rio Branco. Barros enfatiza que “o CMPC da capital acreana é, portanto, de caráter normativo, consultivo, deliberativo e fiscalizador e visa construir políticas continuadas que não reflitam apenas demandas e desejos setoriais”.
 
Outra característica importante consiste na composição das instâncias de decisão. Em Rio Branco o governo é minoria, enquanto a grande maioria dos conselhos debate a necessidade de equilíbrio de poder através da participação paritária entre representantes institucionais e da sociedade. Dessa forma, como explica Barros, “o SMC estrutura uma esfera pública de efetivo diálogo entre seus componentes, onde os representantes das instituições desempenham o papel de mediadores entre os interesses da sociedade e as perspectivas governamentais”. 
 
O caráter dinâmico e processual do SMC é outro diferencial: “Ao contrário de uma visão sistêmica tradicional, onde uma integração mecânica supõe uma estabilidade orgânica, há sistemas dinâmicos que se organizam, desorganizam e se auto-organizam continuamente e de forma coerente com o princípio da participação direta”. 
 
Dentre os desafios, é urgente a consolidação do Plano Municipal de Cultura, resultado do processo de participação e deliberação das Conferências Municipais e do funcionamento do Conselho. Outra demanda é a construção do Sistema Municipal de Informações e Indicadores Culturais, como ferramenta de planejamento e avaliação dos investimentos públicos em cultura, para garantia da visibilidade e transparência da política pública. Assim, de acordo com Barros, a informação é condição para o avanço do processo, bem como a necessidade de formação continuada e qualificação crescente para conselheiros, gestores e fazedores de cultura da capital. “O que está em jogo é a capacidade de articular o acesso a informações, conceitos e metodologias que, ao dialogar com os modos próprios e históricos de agir, possa inaugurar formas hibridas e originais de se produzir o desenvolvimento humano por meio da cultura”, relaciona o coordenador do ODC.
 
Agenda
 
Palestra: Política Pública e Sociedade Civil - Painel de Experiências: Rio Branco/Acre Sistema Municipal de Cultura - José Márcio e Eurilinda Figueiredo. 
Data: 24 e 25 de agosto
Horário: 19h às 22h 
Local: SESC Laces - JK Rua Caetés, 603, Centro / sala 503
Entrada: Evento gratuito aberto ao público; espaço sujeito à lotação.
Informações: (31) 3463-3141, de 14 às 17h; info@observatoriodadiversidade.org.br
 



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Objetivo é capacitar participantes para o planejamento de projetos de interesse público, por meio de ações colaborativas e integradas
 
O Observatório da Diversidade Cultural e a Fundação Clóvis Salgado realizam mais uma edição do curso de capacitação em Desenvolvimento e Gestão Cultural em Belo Hoizonte. Com carga horária de 117 horas, o curso é composto pelos eixos conceitual e prático e integra o Programa Pensar Agir com a Cultura, uma das diretrizes de ação do ODC. O objetivo é capacitar  os participantes para o planejamento de programas e projetos de interesse público, por meio de ações colaborativas e integradas.  
 
O programa é voltado para gestores e agentes culturais, arte-educadores, educadores sociais, pessoas que atuam nas áreas da cultura, meio ambiente, educação e interessados. A seleção dos candidatos será feita por meio da análise dos dados informados na ficha de inscrição disponível neste site. Serão considerados os critérios: formação, experiência, carta de intenção (justificativa quanto ao interesse em relação à atividade) e disponibilidade. Os candidatos podem se inscrever até o dia 22 de agosto e o resultado da seleção será divulgado no site no dia 29 de agosto. As atividades iniciam-se no dia 1º de setembro e finalizam em 20 de dezembro, com aulas às terças e quintas-feiras, de 19h às 22h, na sala de educação continuada da Fundação Clóvis Salgado. 
 
Informações podem ser obtidas pelo email info@observatoriodadiversidade.org.br ou pelo telefone (31) 3463-3141, de 14h às 17h. 
 
Formação 
 
Formação é uma das quatro linhas de trabalho do ODC, além de pesquisa, informação e consultoria. Por meio do programa “Pensar e Agir com a Cultura”, são realizados, desde 2003, seminários, oficinas e cursos de especialização com o objetivo de capacitar agentes que atuam em circuitos formais e informais da cultura, educação, comunicação e arte-educação para o trabalho efetivo, criativo e transformador com a cultura em sua diversidade.
 
Além de Belo Horizonte, as atividades de formação do ODC já foram oferecidas por várias cidades mineiras, como: Brumadinho, Ipatinga, Pirapora, Sete Lagoas, Sabará, Contagem, João Monlevade, Bom Despacho, Araçuaí e Vespasiano. Os cursos também foram realizados em cidades do Espírito Santo: Vitória, Serra, Cariacica e Vila Velha; e São Paulo: Piracicaba.
 
Neste ano, o curso “Desenvolvimento e Gestão Cultural” já foi realizado em Belo Horizonte, Contagem e João Monlevade, oferecendo total de 150 vagas. O curso dura quatro meses e é composto por módulos de Imersão Criativa; Trabalho Colaborativo e em Rede; Cultura, Diversidade e Desenvolvimento; Gerência de Programa e Projetos Culturais; Mecanismos de Financiamento à cultura e Planejamento Estratégico. Uma parte do programa compreende a qualificação conceitual e de mobilização das capacidades locais, com aulas presenciais, chats e fóruns no ambiente virtual do curso. Outra instância de trabalho é o laboratório de projetos, que consiste no acompanhamento de elaboração de projetos e programas culturais de natureza pública e coletiva. Também compõem o curso atividades coordenadas, palestras e o Seminário da Diversidade Cultural, cuja sexta edição foi realizada em maio deste ano.
 
Luci Lobato, professora do Ensino Fundamental de Belo Horizonte, trabalha com grupos artísticos em seu bairro, o Novo Glória. Ela diz que achou importante conhecer teoricamente os assuntos acerca do seu trabalho para profissionalizar sua atuação. “Este curso nos convida a compreender o nosso próprio ‘como fazer’, em um alto nível de sofisticação. Por isso, cria perspectivas, novos pensamentos e valores”, afirma.
 
Já para a produtora cultural Nilce Gomes, o curso contribui para expor a amplitude de possibilidades dos mecanismos de financiamento disponíveis. “Com o tempo, acabamos de certa forma trabalhando de forma direcionada a uma determinada opção, com as informações aqui trocadas, vemos que há mais alternativas do que imaginamos”, conta. Carol Fecina está em Belo Horizonte há três anos e aproveitou o curso para se aproximar e entender melhor a cidade. Ela trabalha com programação em teatro e se interessa pelas políticas na área. 
 
“As aulas sobre as questões jurídicas foram extremamente importantes, porque é uma área que nos atinge diretamente, no entanto, é um tipo de conhecimento que não temos muito acesso”. A Rede da Diversidade Cultural, formada por gestores que participaram de alguma ação de formação do ODC, também chamou sua atenção. “A rede é um legado concreto, e ao longo dos nossos trabalhos, a importância dela vai ficar mais clara”, diz.
 
O gestor cultural Vicente Paula de Souza aproveitou o acesso a materiais conceituais e está levando para a equipe de trabalho o que aprendeu em desenvolvimento e planejamento estratégico. “Estou desenvolvendo melhor o planejamento das ações, para formação e qualificação de equipe gestora para atuar na formação de um público mais crítico e qualificação artística, bem como para articulação de parcerias”, diz.
 
A professora Sheilla Piancó, que ministra, junto à professora Priscilla D´Agostini, os módulos “Gerência de programas e projetos culturais e “Mecanismos de financiamento à cultura”, considera relevante incentivar os alunos a identificarem o modelo apropriado de política pública cultural para suas localidades e, com isso, despertar o desejo de participação política na gestão cultural de seus municípios, como aconteceu em Contagem e, indiretamente, em Belo Horizonte na efetivação do Conselho Municipal.
 
A interdisciplinaridade, tanto na seleção dos alunos como nos módulos, é outro aspecto importante, segundo ela. “Essa transversalidade nos permite alcançar um processo crítico sobre os temas, interligando a teoria à prática, através dos exemplos não só dos professores, mas também dos alunos”, conclui.


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Secretária da Cidadania e Diversidade Cultural defende formação de redes para contemplar diversidade cultural e econômica brasileira
 
O programa Cultura Viva resulta do encontro de duas redes importantes, reunidas na Secretaria da Cidadania e Diversidade Cultural. A necessidade de convergência entre essas instâncias foi destacada pela secretária de Cidadania e Diversidade Cultural do MinC, Marta Porto, durante sua participação no Encontro de Estudos Multidisciplinares da Cultura (Enecult), no último dia 3 de agosto, em Salvador. A secretária integrou a mesa sobre os “Pontos de Cultura e sua relação entre o local e o global”. Coordenada pela professora Edilene Matos, a mesa contou ainda com a participação da professora francesa Idellete Muzart, da Universidade Paris X; Lia Calabre, da Fundação Casa de Rui Barbosa do Rio de Janeiro; Renata Camarotti, da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia.
 
A importância da articulação entre as ações e programas desenvolvidos pelo estado brasileiro, nos âmbitos local e global, implica, segundo a secretária, a efetivação de processos de articulação política e de modos de interlocução com a sociedade civil. “O estado brasileiro converge para ações que têm que ser pensadas juntas”, afirmou Marta, situando o avanço do projeto Cultura Viva enquanto política pública. Para além da realização dos editais e prêmios, o programa baseia-se na ideia central da formação de redes, justificou a secretária. O desafio é “como articular essa rede colaborativa e isso não se soluciona com editais e prêmios”, defendeu, ressaltando que se deve oportunizar uma política mais ampla, por exemplo, para infância, gênero e cultura digital. “No entanto, eles têm que ser convidados a participar”, pontuou Marta. 
 
Marta Porto anunciou, na ocasião, que o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) lançará, em setembro, uma pesquisa sobre a “segunda geração” dos Pontos de Cultura, caracterizada, principalmente, pela ampliação das redes por meio da estadualização e municipalização do Programa. 
 
O objetivo do programa Cultura Viva, segundo ela, consiste em operar na lógica da desconcentração dos recursos, conforme as particularidades de cada região. “Uma rede no interior da Amazônia não consegue gerar contrapartida no mesmo nível dos estados mais ricos”, exemplificou. O desafio é, portanto, “como operar segundo uma lógica que contemple a diversidade cultural e econômica do país”, incidindo sobre os pontos: estratégias de orientação, a partir da memória e experiência do programa, e análise de marcos regulatórios com disponibilização de legado estruturante para o projeto. Para Marta, a gestão do Programa detém, assim, papel estratégico: “É fundamental que consigamos responder a esse processo de monitoramento constante”, enfatizou.
 
Macro temas
 
O programa Cultura Viva envolve grandes temas que orientam as ações desenvolvidas: Valores da cidadania; Garantia do direito à cultura e diversidade e Meio ambiente e sustentabilidade. Questões importantes estão na linha de frente do projeto, como o reconhecimento de matrizes e grupos, ou seja, como essas redes contribuem para gerar políticas públicas; a formação do sujeito cidadão, incluindo o desenvolvimento simbólico artístico; e o ambiente de trocas interculturais. De acordo com Marta Porto, a proposta envolve o diálogo, por exemplo, com egressos dos sistemas carcerários, redes de escolas e cidadãos; em síntese: “como construímos políticas e propostas metodológicas para trabalhar o pacto federativo”, nas suas palavras. 
 
Segundo a secretária Cidadania e Diversidade Cultural, é preciso planejar, também, a lógica de circulação do Programa, inclusive, como partir de memórias e histórias de vida para criação de projetos que permitam a circulação em outras regiões, através de um desenho de política para um ambiente de trocas que favoreça a diversidade cultural. Outras demandas importantes consistem em analisar em que medida as formas de viver e entender o mundo são considerados processos de desenvolvimento e sustentabilidade; além da capacitação para o campo da cultura, investindo-se, dessa forma, na constituição de políticas estruturantes que garantam os direitos humanos e a sustentabilidade das ações.


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Encontro reúne sete capitais para discutir, entre outros assuntos, o Custo Amazônico para políticas de cultura; ODC e MinC participam dos debates
 
Compreender as especificidades de cada capital e encontrar formas eficientes de reforçar as ações culturais da região. Este foi um dos principais desafios do 1º Encontro do Fórum de Gestores Cultura das Capitais da Região Norte, realizado nos dias 31 e 1º de junho deste ano, em Manaus/AM. O encontro também propôs a criação de um intercâmbio entre as cidades do Norte e a pactuação de estratégias em torno de interesses comuns, estabelecendo, também, uma melhor interlocução com o MinC. Entre os resultados, está a “Carta de Manaus”, que pode ser acessada aqui
 
Na seqüência, acontece o 2º Encontro do Fórum, em Rio Branco-AC, de 15 a 17 de agosto, com o objetivo de identificar e consolidar prioridades de gestão pertinentes aos interesses comuns daquelas cidades. Entre essas prioridades estão questões como o "Custo Amazônico", fator que vincula as iniciativas culturais impulsionadas pelas questões geográficas e logísticas da região; Economia Criativa, Sistema Nacional de Cultura, Sistemas de Informação e Indicadores Culturais, Diversidade Cultural e 
 
Criatividade
A programação conta com momento para relato, troca de experiências e discussão a respeito das experiências de gestão de cultura das sete capitais do Norte: Belém (PA), Boa Vista (RR), Macapá (AP), Manaus (AM), Palmas (TO), Porto Velho (RO) e Rio Branco (AC). 
Temas como Sistemas de Informações e Indicadores Culturais, Economia Criativa, Diversidade Cultural e Custo Amazônico e Cultura em Rede também ganharão momentos específicos para serem debatidos. Na ocasião, estarão reunidos Cláudia Leitão - Secretária de Economia Criativa do MINC, José Márcio Barros - Observatório da Diversidade Cultural/MG, e Alex Lima – SEBRAE/AC - representante da Rede Acreana de Cultura. 
 
Roberto Peixe (MinC) e Bernardo da Matta Machado (MinC), Karla Martins  (Fundação de Cultura e Comunicação Elias Mansour – FEM/AC) e Keilah Diniz (Escritório do MinC/AC) estarão em mesa sobre Sistemas Nacional, Estaduais e Municipais de Cultura. 
 
Além dos secretários e assessores de cultura e da Rede Acreana de Cultura, o encontro também vai reunir conselheiros estaduais e municipais, gestores de outras áreas como Finanças, Economia Solidária, Planejamento, Articulação Institucional, Pequenos Negócios, bem como representantes de instituições como universidades e empresas privadas. 
 
A realização é da Rede Acreana de Cultura, composta pela Fundação Municipal de Cultura Garibaldi Brasil - FGB, Fundação Estadual Elias Mansour – FEM, IPHAN/AC, MinC/AC, SEBRAE/AC, SESC/AC e SESI/AC, em parceira com a Prefeitura Municipal de Rio Branco e Fórum dos Gestores de Cultura das Capitais da Região Norte.


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ODC reúne Leonardo Cezário e Gustavo Bones para discutir movimentos culturais e transformação; Compartilhamento de experiências continua durante visita ao Kairós
 
“Os avanços políticos, noEstado, só acontecem pelos avanços e transformações ocorridas na sociedade”, afirmou Gustavo Bones, durante o primeiro encontro da série de debates sobre Cultura e Desenvolvimento, promovido pelo ODC, por meio do Programa Pensar e Agir com a Cultura.  Bones é integrante do grupo espanca!, pertence ao coletivo Paisagens Poéticas, e é um dos articuladores do Movimento Nova Cena. Ele falou sobre as experiências e articulações nos grupos em que atua, das transformações e conquistas recentes dos movimentos culturais de Belo Horizonte. 
 
Ao seu lado, estava Leonardo Cezário, skatista, designer gráfico, MC, produtor e um dos fundadores do Coletivo Família de Rua, que realiza o Duelo de MCs e o FDR Game of Skate (desde 2008), projetos marcados pela ocupação do espaço público e pela mobilização de amplo e diversificado público em torno das manifestações artísticas urbanas. “Vivemos a cultura da rua e a tradição das oralidades. Entre as nossas vivências de erros e acertos, despertamos a vontade de transformação, gerar encontros e diálogos, e ser uma força motriz para a ocupação da cidade”, disse durante exposição sobre realidades e desafios do Duelo de MCs e da ocupação do centro de Belo Horizonte. 
 
Ambos os grupos são responsáveis por impulsionar movimentos que geraram importantes transformações e mobilizações na cidade, como o que ficou conhecido como “Praia da Estação”, e a volta do carnaval de rua, por articulação iniciada em redes sociais na internet, entre outras. “A rede social na internet é uma ótima ferramenta, mas, também, um tiro no pé. As pessoas republicam e curtem tudo. Mas, dificilmente participam presencialmente de uma mobilização”, lembrou Cezário. 
 
Para Gustavo, as conquistas são claras: “Depois de muita mobilização, não tenho dúvidas de que as políticas na cidade estão mais claras, abertas e transparentes, e que isso é uma conquista da sociedade”. 
 
Além do ciclo de debates “Cultura e Desenvolvimento”, a programação do curso de aprofundamento do Pensar e Agir, continua com oficinas, seminários, palestras e debates sobre outros temas. No último sábado (06), os participantes tiveram oportunidade de visitar e conhecer as metodologias de trabalhos do Instituto Kairós .



“O gestor tem o sonho de mudar o mundo, mas seu sonho não deve se sobrepor à realidade que já possui suas riquezas estabelecidas. O importante é identificar o que é espontâneo e legítimo do lugar e investir no seu fortalecimento. Esse olhar o gestor é fundamental”, explicou Rosana Bianchini, coordenadora executiva do grupo, em palestra durante a visitação. 





A realização destas atividades conta com patrocínio da ArcelorMittal, por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura. A iniciativa conta ainda com parceria do Instituto Kairós, Sesc, Fundação Clóvis Salgado e Minc, e apoio da Fundação ArcelorMittal Brasil. A produção é da Aff! Comunicação e Cultura. 




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Coordenador do ODC, José Márcio Barros, realiza palestra sobre “Cultura, Patrimônio e Desenvolvimento”
 
O Fórum Sabará 300 anos "Turismo e Sustentabilidade" tem como objetivo reunir gestores públicos, empresários, organizações não governamentais e comunidade local para debater sobre o turismo na região, gerar discussões que contribuam para seu crescimento de forma colaborativa e sustentável, buscando levantar demandas e apresentar soluções para o desenvolvimento do mesmo a curto, médio e longo prazos.
 
A programação tem início com palestra sobre “Cultura, Patrimônio e Desenvolvimento”, ministrada pelo antropólogo e coordenador do ODC, José Márcio Barros, no dia 23 de agosto, às 20 horas; e prossegue com mesas de debate até o dia 26, no Clube Cravo Vermelho, no Centro Histórico de Sabará. O desafio é articular parcerias para a formação profissional de agentes do setor turístico, das comunidades locais e de preservação ambiental, bem como a confecção de um material consolidando as demandas do setor e contribuições para a formalização de políticas públicas.
 
As mesas de debate estão organizadas com temas divididos entre cinco eixos temáticos: Crescimento desordenado e conurbação urbana; Políticas públicas para o Fortalecimento do turismo; O potencial turístico de Sabará; Sustentabilidade através do turismo comunitário; e Copa de 2014 e as oportunidades de negócios. 
 
O encontro conta com a parceira do Observatório da Diversidade Cultural, da Câmara Municipal de Sabará , do Instituto Estadual de Desenvolvimento Sustentável – INEDES , e Vital – Engenharia Ambiental . Para mais informações sobre o encontro, acesse: http://sabara300anos.blogspot.com/p/o-forum.html
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Empresa mineira recebe homenagem por contribuir para promoção do desenvolvimento sustentável e aumento da competitividade nacional
 
A empresa Origem Jogos e Objetos venceu o Prêmio Nacional de Inovação 2011 , na categoria Design, com o projeto “Oficina do Pensar e Agir ”. O prêmio foi concedido pela Confederação Nacional das Indústrias (CNI) , em parceria com o Movimento Brasil Competitivo . Há 20 anos, a empresa pesquisa sobre jogos e objetos lúdicos de todo o mundo. Para vencer o prêmio a Origem passou por um processo investigativo por parte da Confederação Nacional da Indústria e do Movimento Brasil Competitivo que comprovou a atuação da empresa dentro de princípios de sustentabilidade e inovação em níveis avançados.
 
Para o diretor da empresa e colaborador do ODC, Maurício Araújo Lima, o prêmio é uma demonstração de que os novos caminhos da Origem em direção à renovação de seu trabalho estão na direção certa. A partir de 2006, a Origem implantou a sistemática da utilização dos jogos em quatro setores: educação, saúde, assistência social e segurança. Para tanto, desenvolve projetos com o Instituto Gerson Sabino e já conta com a parceria da Universidade Católica de Minas Gerais , a Fundação de Amparo à Pesquisa de MG (Fapemig) e o Hospital da Baleia , todos em Belo Horizonte, e a Fundação de Assistência Social, de Curitiba.
 
 “Esse novo rumo surgiu a partir de um planejamento estratégico que apontou para a necessidade da empresa inserir-se, cada vez mais, dentro da sociedade brasileira, prestando serviços em parceria com o Instituto Gerson Sabino, entidade sem fins lucrativos, que tem como objetivo capacitar escolas, hospitais e clínicas de saúde, entidades de assistência social e de segurança pública na utilização de jogos que promovem a socialização e desenvolvem capacidades importantes para crianças, jovens, adultos e pessoas da terceira idade”, afirma o colaborador do ODC.
 
Prêmio Nacional de Inovação
 
No total, oito indústrias brasileiras foram homenageadas pelos investimentos feitos para promover a inovação e a melhoria da gestão nos processos e serviços oferecidos. Dividida em quatro categorias, a iniciativa premia negócios que internalizam métodos, técnicas e ferramentas nas áreas de Gestão da Inovação, Design, Desenvolvimento Sustentável e Competitividade. Em cada uma delas foi eleita uma ganhadora na modalidade de micro e pequena empresa, além da vencedora na modalidade de médio e grande porte.
 
O Prêmio considerou critérios como originalidade, funcionalidade, impactos no grau de competitividade da empresa, custos, prazos do desenvolvimento do projeto e o uso de técnicas empregadas. Aberta a todas as indústrias associadas às federações estaduais, a primeira edição recebeu mais de 400 propostas.


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Objetivo é capacitar participantes para o planejamento de projetos de interesse público, por meio de ações colaborativas e integradas
 
O Observatório da Diversidade Cultural e a Fundação Clóvis Salgado realizam mais uma edição do curso de capacitação em Desenvolvimento e Gestão Cultural. Com carga horária de 117 horas, o curso é composto pelos eixos conceitual e prático e integra o Programa Pensar Agir com a Cultura, uma das diretrizes de ação do ODC. O objetivo é capacitar  os participantes para o planejamento de programas e projetos de interesse público, por meio de ações colaborativas e integradas.  
 
O programa é voltado para gestores e agentes culturais, arte-educadores, educadores sociais, pessoas que atuam nas áreas da cultura, meio ambiente, educação e interessados. A seleção dos candidatos será feita por meio da análise dos dados informados na ficha de inscrição disponível neste site. Serão considerados os critérios: formação, experiência, carta de intenção (justificativa quanto ao interesse em relação à atividade) e disponibilidade. As atividades iniciam-se no dia 1º de setembro e finalizam em 20 de dezembro, com aulas às terças e quintas-feiras, de 19h às 22h, na sala de educação continuada da Fundação Clóvis Salgado.
 
Informações podem ser obtidas pelo email info@observatoriodadiversidade.org.br ou pelo telefone (31) 3463-3141, de 14h às 17h. 
 
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Chefe da Representação do MinC em Minas Gerais ressalta importância da inclusão e participação nas políticas públicas por meio da arte e da cultura
 
Durante solenidade de posse como chefe da Representação do Ministério da Cultura em Minas Gerais, Cesaria Macedo (à esquerda na foto) comparou a imensa diversidade cultural, social e econômica do Estado ao trabalho do artesão, destacando a importância de “potencializar a matéria prima, costurar caminhos e abrir possibilidades no sentido de buscar valorização de fato de nossas culturas”. A assinatura do termo de posse ocorreu no último dia 15 de julho, na sede da Fundação Nacional de Artes (Funarte), com a presença da ministra da Cultura, Ana de Hollanda (à direita na foto); do presidente da Funarte, Antonio Grassi; do presidente do Instituto do Patrimônio Histórico Social (Iphan), Luis Fernando de Almeida e da coordenadora da Funarte em Minas Gerais, Mirian Lott.
 
Em entrevista ao Portal ODC, Cesaria ressaltou a importância de “fazer chegar aos movimentos mineiros as políticas públicas de cultura”. Ela lembrou o desafio, enfatizado pela presidente Dilma Rousseff, de acabar com a pobreza, bem como de implementar o Sistema Nacional de Cultura, com orçamento e gestão compatíveis com as políticas municipal, estadual e nacional. “A cultura como fator de desenvolvimento ainda não foi reconhecida na sua real possibilidade, mas, cada vez mais, pode se constituir em um dos principais fatores de transformação do país”, declarou a Chefe da Representação do MInC em Minas Gerais. Durante a solenidade de posse, Cesaria lembrou o princípio da Carta da Terra de erradicar a pobreza como imperativo ético, social e ambiental, que pauta a atual gestão, desde o governo Lula. 
 
Nessa direção, a representante ressaltou ainda o compromisso, presente no processo de mobilização social, de trazer a sociedade para discriminar, promovendo a descentralização das ações e encontros dentro do processo de formação de Plano Nacional de Cultura. Os Pontos de cultura foram caracterizados como “formas de empoderamento da produção cultural brasileira alijada das políticas culturais”, em contexto de inclusão e participação nas políticas públicas por meio da arte e da cultura.
 
Para isso, de acordo com Cesaria, a organização da cultura, nos segmentos social, econômico e político, está em processo de desenvolvimento que envolve, prioritariamente, a criação de estruturas apropriadas. A intenção é “promover a democracia cultural através de mecanismos de participação e não só representação social”, disse. 
 
Liberdade
 
Ao lembrar os poetas da Inconfidência, a ministra Ana de Hollanda iniciou seu discurso referindo-se a Minas Gerais como estado onde efetivamente “existe sempre a reflexão do questionamento e da busca da liberdade”. Nas suas palavras, “Minas que vem também da arte barroca, da música barroca, mas também Minas Gerais da arte contemporânea de ponta, dos grupos de teatro tradicionais e de dança internacionais”. O papel marcante de Minas na formação cultural do país foi enfatizado: “Não dá para pensar o Brasil sem Aleijadinho, Santos Dumont, Carlos Drummond de Andrade, Guimarães Rosa e Pelé. Por isso, é preciso que se diga, Minas não é apenas uma política regional. Minas, para nós, é o Brasil. Quando pensamos em Minas, não pensamos no estado, mas no país, como uma prioridade do Governo Federal”.
 
Trajetória reconhecida
 
A reconhecida trajetória da representante do MInC no campo da cultura demonstra, segundo a ministra, sua capacidade de fortalecer processos de ligação, diálogo, bem como sua disposição e preparo para o cargo. “Cesaria tem formação voltada à arte, educação e dedica vida toda a políticas públicas na área, disse, ao destacar a “alegria de resgatá-la para representante do MInC”.
 
Ana de Hollanda apontou a busca de parcerias como aspecto relevante da atuação à frente da representação regional, lembrando que Cesaria “conhece muito bem os conselhos, o sistema e formas de participação e integração e apontará onde existem demandas, preocupações e onde há os criadores”. O perfil da chefe da Representação do MInC, segundo a ministra, vem ao encontro da “demanda que tinha que ser atendida pelo mundo da cultura que existe em Minas Gerais”. O processo de articulação entre todas as secretarias também foi pontuado por ela: “A representação vai poder abrigar e receber os dirigentes e Cesaria vai levar as demandas”.
 
Percurso
 
Cesária Macedo é Mestre em Educação, arte-educadora e gestora cultural, com formação em música e comunicação visual. Atua, desde os anos 1980, na mobilização, formulação e implementação de políticas públicas, programas e projetos nas áreas de cultura e educação nos âmbitos municipal - Prefeitura Municipal de Uberlândia, estadual – Secretaria de Estado da Cultura de Minas Gerais, e federal – Universidade Federal de Uberlândia e Ministério da Cultura.
 
Seu trabalho no campo da cultura começou na Divisão de Cultura da Universidade Federal de Uberlândia, na Coordenação Local do Projeto Rede Nacional da Música da Funarte, em que também atuou como cantora no Teatro Vianinha na cidade de Ituiutaba – MG. Ainda na Universidade, foi professora do Departamento de Artes e coordenadora de projetos na Divisão de Cultura. 
 
Cesária atuou, também, na criação da Secretaria de Cultura de Uberlândia, onde trabalhou como Assessora Especial da Secretária e foi responsável pela regulamentação da Lei Municipal de Incentivo à Cultura, sendo presidente da Comissão de Análise e seleção de projetos. Na Secretaria de Estado da Cultura, foi responsável pela organização e realização da 1ª Conferência Estadual de Cultura e, também, pela implantação dos 100 Pontos de Cultura da Rede Estadual de Pontos de Minas. No Ministério da Cultura, foi Representante Regional e gerente do Programa Cultura Viva. 
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Prazo de inscrição para de candidatos e eleitores termina dia 07 de agosto. Assembleias eleitorais acontece em setembro
 
O Conselho Municipal de Cultura de Belo Horizonte será um órgão colegiado, de caráter deliberativo e consultivo, vinculado ao Poder Executivo, com o poder de controle sobre os planos e orçamentos. Entre seus deveres, está o de deliberar sobre as diretrizes gerais da política cultural da cidade; colaborar com a Fundação Municipal de Cultura na convocação e na organização da Conferência Municipal de Cultura; fiscalizar e avaliar a execução do Plano Municipal de Cultura; fiscalizar e avaliar o cumprimento das diretrizes e dos instrumentos de financiamento da cultura.
 
O conselho será formado por 30 membros titulares e suplentes, sendo 15 representantes do Poder Público e 15 representantes da sociedade civil, com mandato dois anos. Dos 15 membros da sociedade civil, seis são do setor cultural (artes cênicas; artes visuais; audiovisual; música; literatura, livro e leitura; cultura popular), e nove são representantes regionais.
 
As assembleias para eleição dos membros serão realizadas em dois momentos: no dia 11 de setembro, a eleição de representantes setoriais; no dia 18, a eleição de conselheiros regionais. Ambas às 14 horas, em locais a serem definidos pela FMC, juntamente com as Secretarias de Administração Regional Municipais, coordenadas pela Comissão Eleitoral. Serão considerados eleitos os dois candidatos com maior votação em cada regional, sendo o primeiro titular e o segundo, suplente. O voto é secreto e, em caso de empate, será considerado eleito o candidato mais idoso. 
 
Candidatos e eleitores 
 
Os interessados em se candidatar a conselheiros representantes do setor cultural deverão ser domiciliados na capital e contar com, no mínimo, dois anos de comprovada atividade cultural no Município de Belo Horizonte. Para os candidatos a conselheiro regional, esta atuação deve ser, especificamente, na sua região de candidatura. A atuação do candidato pode ser comprovada por meio de matérias de jornais, declarações emitidas por instituições públicas e/ou privadas, certificados ou outros que atestem, efetivamente, a realização daquelas atividades pelo período mínimo de dois anos. Qualquer pessoa que comprovar residência em sua regional pode se candidatar como eleitor. Diferentemente do candidato, o eleitor regional não precisa comprovar atuação na área cultural, mas precisa fazer inscrição para eleitor.  
 
As inscrições vão até o dia 7 de agosto e acontecem na sede da Fundação Municipal de Cultura, em Centros Culturais vinculados à Fundação, nas Secretarias de Administração das Regionais do Município, nos endereços e horários especificados no site da Prefeitura de Belo Horizonte. No site é possível ter acesso, também, à lista de documentação exigida.  
 
Depois do processo eleitoral, a Fundação Municipal de Cultura encaminhará ao Prefeito Municipal, no prazo de cinco dias, a relação dos conselheiros eleitos, para nomeação dos membros do Conselho Municipal de Cultura de Belo Horizonte.
 
Confira o artigo Diversidade Cultural e Conselhos de Cultura: uma aproximação conceitual e empírica , de José Márcio Barros e Giselle Lucena.
 
Para mais informações sobre o Conselho de Cultura de Belo Horizonte, acesse: http://portalpbh.pbh.gov.br/pbh/ecp/comunidade.do?evento=portlet&pIdPlc=ecpTaxonomiaMenuPortal&app=fundacaocultura&tax=23900&lang=pt_BR&pg=5520&taxp=0&
 
Conheça algumas experiência e publicações sobre conselhos de cultura:
 
Você quer um bom conselho? Conselhos Municipais de Cultura e Cidadania Cultural – Instituto Pólis - http://www.saocarlos.sp.gov.br/images/stories/casa_conselhos/materiais_bibliograficos/Voc%C3%AA%20Quer%20um%20Bom%20Conselho%20-%20Instituto%20P%C3%B3lis.pdf
 
Conselho Municipal de Políticas Públicas do Recife - http://blogs.cultura.gov.br/snc/2009/10/28/conselho-municipal-de-politica-cultural-do-recife/
 
Conselho de Cultura de Rio Branco  – http://documentos-fgb.blogspot.com/2008/03/smc-captulo-iii-do-conselho-municipal.html
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Seminário realizado em Salvador alerta para perigos e emergências de conceitos, aponta controvérsias e anuncia desafios
 
Quando se fala em diversidade cultural, é comum pensar na celebração dos diferentes modos de ser e se relacionar com o mundo. No entanto, muito mais que uma expressão harmônica, a diversidade cultural é também território de conflitos, tensões e grandes desafios. Afinal, não ter medo das diferenças requer, também, saber ser plural. 
 
Em conferência de abertura, Jesus Prieto de Pedro (Universidade Carlos III de Madri – Espanha), analisou vários documentos internacionais ligados, direta ou indiretamente, à questão da diversidade cultural, como o Pacto Internacional de Direitos Econômicos e Sócio-culturais , a Carta Cultural Ibero-americana e, claro, a Convenção da UNESCO para Diversidade Cultural . Segundo ele, tende a tomar força no mundo moderno a crítica ao conceito de Diversidade Cultural, pela sua amplitude, afinal, “cabe tudo lá”. Por isso, o assunto gera a emergência de um novo ideal. Nesse sentido, Pietro propõe que se conjugue sempre diversidade cultural e “direito cultural”, mas reconhece que, no momento, o cruzamento entre estes dois não está nas agendas públicas. “O conceito de direitos culturais, embora incorporado à linguagem comum, é muito recente. De qualquer forma, esta integração vai situar a posição e a obrigação dos órgãos públicos para a diversidade cultural”, disse. 
 
Para ele, direito cultural é o direito de participar livremente da vida cultural no nível das comunidades onde vivemos. Aqui, ele insere a expressão “liberdade cultural” e defende que não temos a obrigação de pertencer a uma identidade ou expressão de cultura. “Todas as pessoas têm o direito de escolher uma identidade. A cidadania cultural nos faz pessoas, e não apenas indivíduos”, completou. 
 
Diferença e diversidade
 
Outro ponto que gera debate nos discursos sobre diversidade cultural é a sua relação com diferenças e desigualdades. Jesus Pietro fez uso de uma metáfora para ilustrar a questão: “O pão é e pode ser feito de formatos distintos, mas sempre se usa a mesma farinha. Diversidade não é igual à diferença. A diversidade cultural apela para algo mais profundo, criativo e qualitativo. O todo é mais do que a soma das partes”. 
 
Nesta linha de pensamento, Américo Córdula (Secretaria de Políticas Culturais do MInC) mostrou o atual estágio da implementação do Plano Nacional de Cultura do Brasil, evidenciando como a questão da diversidade cultural recorta todo o documento, como princípio articulador entre direitos e participação. Para ele, uma grande mudança no trato político com a cultura nos últimos anos foi a inclusão e participação de novos sujeitos, como movimentos negros, indígenas, povos originários, migrantes, e os ciganos que somam 600 mil no Brasil. 
 
“Na construção e nos processos de implementação do Plano Nacional de Cultura e Sistema Nacional de Cultural, já estávamos antenados para a diversidade e para a Convenção da Unesco”, disse Américo. Para isso, é importante a criação do Sistema Nacional de Informações e Indicadores Culturais que informam as ações políticas e os equipamentos e ajudam a avaliar e a mapear a diversidade cultural. “Precisamos saber onde nasce a manifestação cultural. Hoje temos quase 4 mil pontos de cultura no Brasil inteiro, seja em barcos nos rio Amazonas ou nas grandes capitais do país. Sabemos quantos teatros e quantas bibliotecas o Brasil tem, mas não sabemos quantos grupos tradicionais temos”, explicou.  
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Quando as ideologias diluem os significados
 
Diferentes projetos compõem o cenário político do mundo e, mesmo os que apontam para direções opostas e antagônicas, utilizam um discurso em comum, baseando-se nas mesmas referências: sociedade civil, participação, cidadania, democracia, entre outros. “Há uma lista imensa de referentes que transitam confortavelmente entre os distintos campos políticos, o que gera uma crise discursiva, em que todos falam a mesma linguagem, sobre os mesmos conceitos, a partir de pontos de vistas diferentes, o que obscurece os reais sentidos dessas expressões”, explica Evelina Dagnino (Unicamp). Para ela, isso acontece, também, com “diversidade cultural”. 
 
Mais importante que disputar por um melhor conceito para diversidade cultural, é pensar as origens destes conceitos e a que projetos políticos se referem. “Não se trata de uma questão conceitual: de definir melhor aquilo que é diversidade cultural, ou cidadania, ou sociedade civil. Não é rigor, é disputa entre visões e projetos políticos diferentes. Portanto, acho que é fundamental que nós sejamos capazes de identificar os vários projetos em disputa”, defende Dagnino. Segundo ela, não houve termo que se tornasse tão banalizado e distorcido para designar tudo e qualquer coisa, do que o termo “cidadania”, por exemplo. “Por um lado, isso significa que o termo se difundiu, passou a fazer parte do nosso vocabulário e se tornou uma idéia compartilhada. Por outro lado, o sentido, antes ligado ao projeto participativo que se reformulou nos anos 1980, passou a disputar com significados e conceitos vindos de outros projetos”, explica. 
 
Da mesma forma que os conceitos são disputados e reformulados, eles são também substituídos. “É provável que estes conceitos sejam relevados por outros, como aconteceu com identidade, desenvolvimento e democratização, mas isso não significa que não deixarão uma pegada muito forte”, explica Jesus Pietro. Segundo ele, a diversidade cultural é um projeto e um ideal importante. “Ela pode ser apontada como uma grande utopia, como foi a liberdade, a igualdade e a fraternidade”. Sendo utopia ou não, a diversidade cultural será o caminho pelo qual avançaremos. Principalmente, ao reconhecer que as políticas para a diversidade cultural precisam de “mais efetividade e menos discurso”. 
 
Opinião semelhante é a de Jurema Machado (Unesco/Brasil), para quem “o conceito de transversalidade não tem sido capaz de ajudar na consolidação de ações de cooperação cultural para a proteção e promoção da diversidade”. Segundo a especialista, nossos discursos estão mais avançados que nossas práticas. 
 
Cultura: negócio e mercado 
 
Nos acordos internacionais sobre a circulação de bens e serviços, a cultura exige regulamentação diferenciada dos sistemas tradicionais. “Não são mercadorias como as outras, devem ter um tratamento especial, chamado exceção cultural, para que não sejam negociadas com estabelecimento de cotas e normas como os demais produtos”, explicou Jesus Pietro. É neste aspecto, segundo ele, que está uma das mais importantes contribuições da convenção da Unesco. “Pela primeira vez, temos um documento, gerenciado por um órgão multilateral, que possibilita a discussão da diversidade no âmbito internacional e nos ajuda a recompor a ordem de valores com relação aos bens e serviços culturais internacionalmente”, disse.
 
Pietro aponta ainda para a necessidade de incorporar a cultura em todas as políticas de desenvolvimento. “Não se trata de fazer cooperação cultural, mas cooperação técnica e econômica, levando em consideração dimensões culturais de cada país”, explica. A opinião também é compartilhada por Lilian Hanania (Ministério das Relações Exteriores da França), que deixou a preocupação sobre até que ponto os acordos internacionais garantem e respeitam as especificidades de cada país. 
 
Para Charles Vallerand (Federação Internacional de Coalizões para a Diversidade Cultural – Canadá), que falou sobre a diversidade cultural no âmbito do direito a acesso à produção e consumo de bens culturais, a diversidade cultural é uma fonte de conflitos e tensões, pois o acesso aos equipamentos, produções, mecanismos de financiamento, entre outros, ainda é restrito. “A indústria cultural tem crescido mais do que qualquer outra economia”, disse. Na opinião dele, é importante que um conjunto de medidas seja elaborado para sustentar a diversidade, levando em consideração apoio e subsídios para intercâmbio de artistas, compra e acesso a equipamentos.
 
“Não adianta ter um produto cultural, sem ter um mercado para ele”, alertou o produtor musical Paulo André (Recife). Uma experiência brasileira citada como referência de como comercializar fora da grande mídia é a do Fora do Eixo , que tem trazido os novos talentos à possibilidade de circulação. “Infelizmente, ainda não chegamos a um modelo sustentável, mas acredito que, a partir do momento em que tivermos uma conectividade total, quando o Plano Nacional de Banda Larga estiver efetivado, por exemplo, novos modelos vão surgir”, acredita Américo Córdula (MInC).  
 
Jesmael Mataga (Universidade Nacional do Lesoto – Zimbábue) lembrou que, apesar de mais de 160 países terem ratificado a convenção da Unesco, e de que a maioria dos países africanos também o fizeram, a circulação de artistas entre os hemisférios Norte e Sul encontram barreiras políticas muito grandes. Discriminação e deportação de artistas ainda são comuns nos circuitos culturais, envolvendo artistas africanos. 
 
As discussões sobre o tema foram desenvolvidas durante o Seminário Políticas para diversidade, realizado na Fundação João Fernandes da Cunha em Salvador, nos dias 7 e 8 de julho. O evento foi resultado da parceria entre o programa Multidisciplinar de Pós-Graduação em Cultura e Sociedade (PÓS-CULTURA), o Observatório da Diversidade Cultural (ODC) e a Rede U40 Brasil, com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb) e Ministério da Cultura. 
 
Para conferir outros pontos dos debates realizados durante o evento, acesse o blog: http://politicasparadiversidade.wordpress.com/ .
 
Veja também a primeira parte de uma entrevista feita com Giuliana Kauark, uma das organizadoras do Seminário Políticas para Diversidade Cultural, para o Blog Acesso – http://www.blogacesso.com.br/?p=3818
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Integrantes do ODC participam de mesa coordenada sobre “Mediação, interações midiáticas e diversidade cultural”
 
De 3 a 5 de agosto, pesquisadores, professores, estudantes e interessados na área da Cultura estarão reunidos no Encontro de Estudos Multidisciplinares em Cultura (Enecult 2011) , que será realizado na Universidade Federal da Bahia, em Salvador. Integrantes do ODC participam da mesa coordenada “Mediação, interações midiáticas e diversidade cultural – redes sociais, games e dispositivos móveis”, dentro do eixo temático Culturas e cidades, que acontece no dia 3 de agosto, de 14 às 16h.
 
O Enecult é realizado há seis anos, pelo Centro de Estudos Multidisciplinares em Cultura (CULT), junto ao Programa Multidisciplinar de Pós-Graduação em Cultura e Sociedade (Pós-Cultura), Instituto de Humanidades, Artes & Ciências Professor Milton Santos (IHAC), Faculdade de Comunicação (Facom) e Universidade Federal da Bahia (UFBa). O evento promove a interlocução entre os participantes, através da exposição de estudos em cultura realizados no país e na Ibero-América, em diversas áreas do conhecimento. 
 
O Encontro é composto pelos eixos temáticos: Culturas e Cidades; Culturas e mídias; Políticas culturais; Consumos e públicos culturais; Direitos autorais e culturais; Patrimônios culturais e memórias; Culturas e cidades; Culturas e desenvolvimentos; Culturas e religiões; Culturas digitais; Formações, gestões e produções culturais; Culturas e artes; Culturas, gêneros e sexualidades; Culturas e América Latina; Culturas e músicas; Culturas e territórios; Narrativas audiovisuais; Culturas e etnicidades.
 
ODC
O coordenador do ODC, José Márcio Barros coordenará a mesa “Mediação, interações midiáticas e diversidade cultural – redes sociais, games e dispositivos móveis”, e apresentará artigo de sua autoria e das pesquisadoras Renata de Alencar Teixeira e Tailze Melo Ferreira. “Narrativas urbanas e dispositivos móveis: a memória e a diversidade cultural revisitadas” discute como os dispositivos móveis, especificamente, os aparelhos celulares, alimentam a construção de narrativas midiáticas por parte do cidadão comum. Além disso, o artigo discute a possível reconfiguração das noções de memória, cidade e diversidade cultural. A investigação foi desenvolvida por meio de pesquisas de campo e laboratórios expressivos realizados nas cidades de Belo Horizonte e Ouro Preto. 
 
O colaborador do ODC, Maurício de Araújo Lima, tratará do tema: “Jogos presenciais e eletrônicos: testemunhas da diversidade cultural no espaço e no tempo”. Seu artigo discute o processo de remediação do jogo Mancala do ambiente presencial para o virtual. A análise procura entender o jogo como parte integrante da cultura, suas implicações no estudo da comunicação e o aprofundamento no conhecimento dos jogos de estratégia. A intenção é compreender as características culturais e comunicacionais dos jogos eletrônicos, de forma a permitir a comparação dos processos de interação e imersão, na situação presencial e na situação mediada pelo computador.
 
Em “Conexões urbanas e diversidade cultural: relatos sobre o cotidiano no Canal Motoboy”, Raquel Salomão, editora do Portal do ODC, reflete sobre o processo de produção, registro e difusão de relatos multimidiáticos e hipertextuais, por motoboys de São Paulo, através da mediação do website Canal Motoboy, vinculado à rede Megafone.net. O objetivo é observar o modo como os processos de produção, consumo e difusão da informação conformam práticas comunicativas, gerando territórios de sentido no espaço urbano e oportunizando, através do compartilhamento de experiências urbanas, a criação de situações comunicativas favoráveis à diversidade cultural.
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Blog divulga experiências de oficina de Memória e diversidade cultural e agora está aberto para receber depoimentos de leitores
 
O que você faz para lembrar e esquecer? Esta foi uma das perguntas que norteou as atividades da oficina “Modos de lembrar, esquecer e viver: memória e diversidade cultural”, realizada durante o Festival de Inverno de Ouro Preto 2011, por José Márcio Barros e Giselle Lucena, membros do Observatório da Diversidade Cultural. 
 
Além de discussões conceituais sobre costume, tradição, identidade, diversidade cultural, patrimônio e memória, algumas dinâmicas foram realizadas com o intuito de gerar reflexão, debate e registro de modos e estratégias informais que cada um tem para produzir lembrança e esquecimento, além de compreender a relação entre memória e diversidade cultural. 
 
O blog Oficina de Memória , é um dos resultados da experiência. Lá, estão disponibilizados textos, fotografias e vídeo dos trabalhos desenvolvidos, dados coletados em trabalho de campo realizado em Ouro Preto, além de depoimentos dos participantes. 
 
Agora, o site quer coletar e disponibilizar, também, depoimentos de leitores. Mande para o e-mail gisellelucena@observatoriodadiversidade.org.br, um texto sobre a sua memória mais antiga; sobre seus hábitos para lembrar, e, ainda, sobre o que você faz para esquecer. Envie também uma fotografia que ilustre seu depoimento. Os materiais enviados serão publicados integralmente no blog. A ideia é fomentar o debate, a reflexão, a descoberta e a divulgação de modos e estratégias, desde os mais singulares até os mais comuns. 
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O Observatório da Diversidade Cultural (ODC), por meio do Programa Pensar e Agir com a Cultura e a ArcelorMittal BioFlorestas promoverão Jornadas Culturais na região do Centro Oeste. A iniciativa tem o patrocínio da ArcelorMittal, por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura, apoio da Fundação ArcelorMittal Brasil e a parceria das prefeituras dos municípios de Quartel Geral, Dores do Indaiá e Martinho Campos. 
 
Nesses municípios, será realizada a palestra "Estratégias para elaboração de um Plano Municipal de Cultura", por Cesaria Macedo (Chefe da Representação do Ministério da Cultura em Minas Gerais) e Marcelo Santos (Gerente de Arte e Cultura da Fundação ArcelorMittal Brasil).
 
A palestra trata da Lei federal Nº 12.343, de 2 de dezembro de 2010, que institui o Plano Nacional de Cultura, um conjunto de orientações e compromissos do poder público federal, estadual e municipal, para o desenvolvimento de políticas culturais para os próximos 10 anos. Todos os municípios brasileiros deverão participar desse processo, mas, para tanto, deverão elaborar seu próprio Plano Municipal de Cultura, de forma articulada entre o poder público e todos os setores da sociedade civil, especialmente aqueles vinculados à cultura.
 
Dentre as questões abordadas, destacam-se: O que é um Plano Municipal de Cultura? Como elaborar? Qual a participação de artistas, agentes culturais, gestores, educadores e poder publico nesse processo? Quais as estratégias? Será apresentado, ainda, um pequeno histórico sobre o processo de institucionalização e organização da cultura, tendo em vista a contextualização dessas questões.
 
O debate envolverá, também, os seguintes assuntos: bases do Plano Nacional de Cultura que apontam para convergência de ações culturais e desenvolvimento; cultura e desenvolvimento local; desenvolvimento competitivo e desenvolvimento colaborativo; identidade cultural como elemento de diferenciação dos territórios; processos de mobilização social para planejamento de políticas públicas; processos formativos e reflexão crítica como elementos essenciais à mobilização social na conformação de políticas públicas; desafios e perspectivas; concentração e distribuição de recursos públicos: modelos de incentivo; papel das empresas no processo de desenvolvimento por meio de ações culturais responsáveis e estruturantes; consórcios intermunicipais e regionais; empoderamento e gestão participativa dos equipamentos de bens culturais; legitimidade e necessidade de articulação entre setores (governo, sociedade civil e mercado) para elaboração e execução de políticas públicas.
 
Mais informações: (31) 3463-3141 ou info@observatoriodadiversidade.org.br. 
 
Confira datas e locais:
 
Dores do Indaiá
 
Data: 05/08/2011, das 18h às 21h.
Local: Colégio São Luiz
 
 
Quartel Geral
 
Data: 11/08/2011, das 18h30 às 21h30.
Local: Salão Paroquial
 
Martinho Campos
 
Data: 12/08/2011, das 19h às 22h.
Local: Escola Municipal Geraldo de Assis


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História do graffiti, iniciativas de apropriação dos espaços e graffiti como potência para mediações em arte e educação são alguns conteúdos abordados
 
Estão abertas até 12 de agosto as inscrições para o curso “Graffiti”, oferecido pela Escola Guignard (Uemg). Ministrado pelo integrante do ODC, Warley Bombi, o curso de 60horas/aula será realizado a partir de 16 de agosto, sempre às terças-feiras, de 8h às 12h. Serão abordados os seguintes conteúdos: a história do graffiti e seu panorama atual; iniciativas que promovem a apropriação dos espaços; o graffiti como uma potência para as mediações em arte e educação; o diálogo entre Street Art e novas tecnologias e a produção colaborativa por meio das articulações em redes sociais.
 
“Graffiti” apresentará o contexto, técnicas e experiências de Graffiti, Stencil e Stiker; desenvolverá análises sobre experiências no ensino da arte; refletindo ainda sobre a intervenção em espaços públicos. Informações sobre os cursos de extensão oferecidos pela Uemg podem ser obtidas pelo telefone: (31) 3194-9310.
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O Ministério da Cultura apresenta a 11ª edição do FETO. O Festival lança edital e recebe de 08 de julho a 15 de agosto inscrições de espetáculos
 
Do site FETO
 
O FETO – Festival Estudantil de Teatro começa os preparativos para mais uma edição. A Associação No Ato Cultural, idealizadora do Festival, lança o edital de inscrições de espetáculos para a edição de 2011. Após lerem o edital, os grupos e interessados das categorias “Teatro na Escola” e “Escola de Teatro” devem inscrever-se pela internet no site do FETO (www.fetobh.art.br ), do dia 08 de julho a 15 de agosto.  A programação do Festival, além de apresentações de artes cênicas, inclui oficinas, análise de espetáculos, encontros e debates, aproximando o diálogo entre estudantes, educadores, grupos e produtores culturais.
 
Os espetáculos do FETO podem ser inscritos em duas categorias: a categoria Teatro na Escola, destinada a estudantes de qualquer nível nas redes de ensino fundamental, médio e superior; ou Escola de Teatro, voltada para estudantes de Teatro e Artes Cênicas em qualquer nível de formação. Os espetáculos selecionados das duas categorias serão divulgados até o dia 09 de setembro, e comporão a programação do Festival que acontecerá em outubro deste ano.
 
O FETO é um projeto que nasceu no ano de 1999 em Belo Horizonte e já recebeu milhares de estudantes, grupos, educadores e agentes culturais de todo o Brasil. Durante as dez edições passadas, o projeto foi porta de entrada para o diálogo, produção de conhecimento e estreitamento de redes entre pessoas interessadas no teatro em ambiente escolar. O Festival, ao longo dos anos, foi essencial também para o enriquecimento das produções acadêmicas nas artes cênicas, bem como para a profissionalização de estudantes em processo de formação artística.
 
O Festival também acredita que grandes ações são feitas com o diálogo e troca de conhecimentos entre pessoas, e em ambiente de redes, estas ações são otimizadas, por isso os usos de tecnologias e suportes digitais nos auxiliam na manutenção desses laços. É possível acompanhar as novidades do FETO no twitter (@fetobh), facebook (FETO Teatro) e youtube (centralfeto).
 
O FETO é uma realização da Associação No Ato Cultural, focado no trabalho com educação e cultura. O Festival conta com os benefícios da Lei Rouanet de Incentivo à Cultura, possui apoio institucional do Instituto Unimed BH e patrocínio da Cemig, através do Programa Cemig Cultural, realizado em parceria com a Secretaria de Estado da Cultura de Minas Gerais.
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Produção colaborativa e em rede emprega dispositivos móveis de comunicação associados à internet e uso integrado das redes sociais
 
Estão abertas até dia 26 de julho as inscrições para a Oficina de Comunicação Colaborativa  que será realizada de 13 de agosto a 17 de setembro. Durante a Oficina, os participantes produzirão registros multimidáticos relacionados às expressões e movimentos culturais na cidade. A produção colaborativa e em rede empregará dispositivos móveis de comunicação associados à internet e uso integrado das redes sociais. A Oficina integra as atividades do projeto Cultura, Cidade e Desenvolvimento - Faces e Interfaces: aprofundamento do Pensar e Agir com a Cultura 2011 .
 
A Oficina de Comunicação Colaborativa será ministrada por Raquel Utsch  e  Warley Bombi . Podem se inscrever alunos do Curso Pensar e Agir com a Cultura e demais interessados.
 
A ideia é promover o diálogo entre pessoas com experiências de vida e percursos profissionais e de formação diversos, através de processo de trabalho colaborativo e em rede. Outro objetivo é a articulação entre a produção e a Rede da Diversidade Cultural do ODC, por meio da integração entre os processos de trabalho, os usos e apropriações sociais das tecnologias e as produções disponibilizadas pelos participantes.
 
Os processos vivenciados e os produtos disponíveis no portal ODC, onde estará hospedado o blog da Oficina, servirão como fonte de informação sobre a diversidade, buscando alternativas para ampliar a visibilidade de ações de proteção e promoção da diversidade cultural.
 
Mais informações podem ser obtidas pelo telefone: (31) 3463-3141, de 14h às 17h; ou email: info@observatoriodadiversidade.org.br .]]>

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Atividades de aprofundamento do projeto Pensar e Agir com a Cultura 2011 serão realizadas de 3 de agosto a 17 de setembro
 
Estão abertas, até o dia 26 de julho, as inscrições para as atividades do projeto Cultura, Cidade e Desenvolvimento - Faces e Interfaces: aprofundamento do Pensar e Agir com a Cultura 2011. As atividades gratuitas, para os selecionados, serão realizadas no período de 3 de agosto a 17 de setembro, às   no Sesc Laces JK  e Palácio das Artes. A realização do projeto é do ODC e Pensar e Agir com a Cultura, com patrocínio da ArcelorMittal, por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura. A iniciativa conta ainda com parceria do Instituto Kairós, Sesc, Fundação Clóvis Salgado e Minc, e apoio da Fundação ArcelorMittal Brasil. A produção é da Aff! Comunicação e Cultura.
 
O conteúdo programático abrange os temas e oficinas: Política Pública e Sociedade Civil; Cultura e Desenvolvimento; Compartilhamento de Experiências - Visita ao Instituto Kairós; Oficina de Planejamento Financeiro e Prestação de Contas; Oficina de Processos Criativos e Diversidade Cultural; Política de Investimento Cultural e Responsabilidade Cultural e Oficina de Comunicação Colaborativa.
 
Serão oferecidas 60 vagas para as atividades de aprofundamento e 30 vagas para as oficinas de comunicação colaborativa, voltadas para ex-alunos do curso Desenvolvimento e Gestão Cultural e demais interessados. As inscrições serão feitas por meio de preenchimento de formulários disponíveis no Portal ODC. Serão emitidos certificados para quem cumprir 75% de freqüência nas atividades. Os selecionados receberão email e a lista completa será divulgada no site até o dia 1º de agosto. 
 
Mais informações podem ser obtidas pelo telefone: (31) 3463-3141, de 14 às 17h; ou email: info@observatoriodadiversidade.org.br


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Arte, Cultura e Educação estão presentes na formação e atuação profissional de Cesaria Macedo e marcam sua trajetória de vida
 
Nesta sexta-feira (15), às 11horas, na Funarte, será realizada a solenidade de posse da Chefe da Representação Regional de Minas Gerais, Cesaria Macedo. O evento acontece na Rua Januária, 68 - Floresta - Belo Horizonte/MG. 
 
Cesária Alice Macedo é Mestre em Educação, arte-educadora e gestora cultural, com formação em música e comunicação visual. Atua, desde os anos 1980, na mobilização, formulação e implementação de políticas públicas, programas e projetos nas áreas de cultura e educação nos âmbitos municipal - Prefeitura Municipal de Uberlândia, estadual – Secretaria de Estado da Cultura de Minas Gerais, e federal – Universidade Federal de Uberlândia e Ministério da Cultura.
 
Arte, Cultura e Educação estão presentes em sua formação e atuação profissional e marcam sua trajetória de vida. Seu trabalho no campo da cultura começou na Divisão de Cultura da Universidade Federal de Uberlândia, na Coordenação Local do Projeto Rede Nacional da Música da Funarte, em que também atuou como cantora no Teatro Vianinha na cidade de Ituiutaba – MG. Ainda na Universidade, foi professora do Departamento de Artes e coordenadora de projetos na Divisão de Cultura. 
 
Cesária atuou também na criação da Secretaria de Cultura de Uberlândia, onde trabalhou como Assessora Especial da Secretária e foi responsável pela regulamentação da Lei Municipal de Incentivo à Cultura, sendo presidente da Comissão de Análise e seleção de projetos. Na Secretaria de Estado da Cultura, foi responsável pela organização e realização da 1ª Conferência Estadual de Cultura e, também, pela implantação dos 100 Pontos de Cultura da Rede Estadual de Pontos de Minas. No Ministério da Cultura, foi Representante Regional e gerente do Programa Cultura Viva. 


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Rio Branco encaminha processo de construção do Plano Municipal de Cultura, com participação de integrantes do ODC
 
O atual contexto da cultura no Brasil envolve a discussão e construção de políticas para a área. As cidades brasileiras discutem hoje seus mecanismos de gestão, novas linhas de financiamento e formas de se garantir a participação civil nas decisões públicas. Uma das capitais que vive este processo é Rio Branco (AC). Depois de criar e implementar, no período de 2005 a 2008, o Sistema Municipal de Cultura - SMC, Rio Branco dedica-se agora à construção do Plano Municipal de Cultura - PMC. 
 
No período de 21 a 24 de junho, a Fundação Municipal de Cultura Garibaldi Brasil - FGB, órgão gestor das políticas públicas de cultura em Rio Branco, realizou um seminário com a participação de sua equipe técnica, conselheiros de cultura, convidados e parceiros, dentre eles, o professor José Márcio Barros e a jornalista, Giselle Lucena, integrantes do ODC.  A atividade faz parte do roteiro de trabalho para elaboração do Plano Municipal de Cultura do município que deverá ser debatida com os conselheiros de cultura locais, com votação e aprovação previstas até outubro, durante a III Conferência Municipal de Cultura da capital acreana. 
 
Durante o seminário, os participantes realizaram um diagnóstico do SMC, avaliando os avanços positivos e negativos dos novos mecanismos de gestão pública da cultura na cidade. Realizaram, também, discussões sobre as responsabilidades, riscos e desafios para a construção de um PMC. “Plano é instrumento de uma gestão que integra o SMC, e não apenas resultado de um processo. Sem ele, o Sistema não existe em sua plenitude”, define José Márcio. 
 
Para ele, o SMC é uma forma de articulação entre sujeitos, estruturas e mecanismos de deliberação e ação. Já o PMC reúne um conjunto de intenções e compromissos desdobrados em estratégias que exigem ações no presente, articuladas com o passado e futuro. 
 
A questão intersetorial 
Vários setores da sociedade estão articulando e discutindo planos específicos. Entre eles, o Plano do Livro e da Leitura, o Plano do Audiovisual, o Plano de Políticas LGBT, o Plano de Promoção da Igualdade Racial, o Plano de Políticas para Juventude, dentre outros. “Um dos grandes desafios do PMC é olhar para pontos de conexão entre os diferentes setores que envolvem a cultura e relacioná-los com o que é de todos. O plano requer cuidado para serem criadas as articulações necessárias e fundamentais”, explica o professor. 
 
O PMC deve atender a quatro dimensões: correspondência com experiências já consolidadas; abrangência temática, setorial e territorial; visão de longo prazo e integração, entre as diferentes dimensões das políticas públicas. 
 
Quanto à experiência do SMC de Rio Branco, José Márcio acredita que é um modelo politicamente avançado, com dificuldades e desafios técnicos e de gerência, mas com muitos acertos. “Um conselho aberto a todos os cidadãos, requer consolidação de formação contínua para que o conselho não se dilua em questões pontuais e disputas setoriais”, analisa. 
 
Esportes
Além do PMC, Rio Branco deve construir também o Plano Municipal de Esporte e Lazer - PMEL, que integrará o Sistema Municipal de Esporte e Lazer. Ambos os processos acontecem em diálogo com as experiências do campo da cultura. “O seminário foi e será de fundamental importância, pois o modelo do SMEL é semelhante ao do SMC em seu formato e o processo da construção do PMC nos orienta quanto à conceituação e à idéia da estrutura/conteúdo, respeitando e considerando nossas especificidades e experiências já acumuladas”, explica o diretor de esporte e lazer da FGB, Afrânio Moura. 
 
Conheça outras cidades que estão construindo ou consolidando seus Planos de Cultura:  
 
Recife (PE) - Plano Municipal de Cultura de Recife, aprovado em 2009  
 
Petrópolis (RJ) - Já disponibilizou a versão final do PMC para ser votado em audiência pública, no dia 28 de setembro. Veja o site do Conselho Municipal da cidade e confira o documento
 
Campo Grande (MS) – Veja o PMC de Campo Grande, aprovado em 2009
 
Palmas (TO) – A capital do Tocantins também está em processo de construção de políticas públicas para cultura
 
Rio Branco (AC) - Confira o blog da Fundação Municipal de Cultura Garibaldi Brasil
 
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Pesquisador e Secretário de Cultura da Bahia, Albino Rubim, lança livro com palestra e defende mudança de valores para desenvolvimento do país
 
A dinâmica da cultura precisa de uma boa crítica que contribua para impulsionar movimentos, mudanças de valores e criação de mercados. A idéia é defendida pelo pesquisador e secretário de Cultura do Estado da Bahia, Antônio Albino Canelas Rubim, que considera fundamental o processo de debate e reflexão sobre a cultura. Estas e outras questões foram discutidas durante palestra de lançamento de seu livro “Políticas Culturais e o Governo Lula”. O encontro do secretário com demais dirigentes e profissionais ligados à área aconteceu no dia 28 de junho, na Funarte, em Belo Horizonte, por meio de parceria entre a Fundação Perseu Abramo, ONG Contato e Observatório da Diversidade Cultural. 
 
O secretário tratou dos grandes problemas das políticas públicas para cultura no país. O primeiro deles está relacionado aos sistemas de financiamento. “Infelizmente a fonte primária não deixou de ser as leis de incentivo que não foram feitas para financiar a diversidade cultural”, disse Rubim. Segundo ele, não se trata de um produto qualquer, portanto, a cultura precisa de um sistema coerente com a sua complexidade. 
 
A criação de mercados culturais foi questão apontada pelo secretário. Para Rubim, estes mercados foram destruídos pelas leis de incentivo que não instigaram os artistas a garantirem sua sustentabilidade. “De qualquer forma, o estado tem e vai bancar para sempre determinadas áreas da cultura. Algumas áreas científicas são financiadas diretamente pelo estado e nunca houve nenhum problema com isso”, explicou. 
 
Nos últimos anos, a política cultural brasileira também viveu um momento de diálogo, em que grupos e comunidades tiveram pela primeira vez a chance de estabelecer contato com o poder público, reconhecidas como manifestações culturais. Mas isso não é tão simples assim. “Quando houve esta abertura, o estado mostrou seu caráter elitista. Afinal, trabalhava com estas comunidades da mesma forma e com as mesmas normas que tinha com as classes dominantes”, afirmou Albino. Para ele, democratizar o estado significa reconhecer diferenças e criar novas formas de relacionamento com as diferentes realidades culturais.
 
Em relação à história política cultural do país, o secretário alertou para a grande mudança social e econômica do Brasil: “Não existe hoje um movimento cultural que dê conta destas transformações sociais. Que políticas podem ser desenvolvidas para pessoas incluídas socialmente?” 
 
O pesquisador lembrou, ainda, que as grandes mudanças sempre acontecem acompanhadas por movimentos culturais, mas as políticas culturais não têm o dom de criá-los. Por isso, para Rubim, é preciso pensar em políticas culturais que estimulem estes movimentos. “Só chegaremos a ser um país desenvolvido efetivamente, se tivermos uma mudança cultural. O desenvolvimento se dá em várias dimensões, enfrentando a questão dos valores e os diálogos interculturais”, finalizou.
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Publicação lançada pelo ODC enfatiza promoção da igualdade de condições para interação das culturas   
 
Lançado em maio pelo Observatório da Diversidade Cultural, o livro “Diversidade Cultural e desigualdade de trocas – Participação, comércio e comunicação” pode ser conferido no site do Itaú Cultural .
 
A publicação reúne textos dos especialistas: Gustavo Lins Ribeiro (UNB), Jurema Machado (UNESCO Brasil), José Marcio Barros (ODC/PUC Minas/UEMG), Paulo Miguez (UFBA), Mariella Pitombo (UFBA), Giuliana Kauark e Lilian Hanania (U40), Gilson Schwartz (USP), Guilherme Canela (UNESCO Brasil), Alessandra Siqueira (UFTM), Luis Albornoz (UC3M), Laure Emperaire (IRD), Gustavo Lins Ribeiro (UNB).
 
Confira a apresentação do livro, por José Márcio Barros e Giuliana Kauark . ]]>
 
Livro conta trajetória de Lacarmélio Araújo, o quadrinista Celton, conhecido por sua originalidade ao vender gibis nos sinais de trânsito de BH    
 
 “As lições do maior vendedor de gibis do Brasil”. A promessa é anunciada na capa do livro “O fazedor de histórias”, escrito por Fidélis Alcântara sobre a trajetória do quadrinista Lacarmélio de Araújo, o Celton, conhecido por sua presença singular nos sinais de trânsito de BH. Celton é também o nome de um super herói genuinamente mineiro e principal personagem das histórias criadas por Lacarmélio e comercializadas nas ruas da capital mineira. 
 
“Todos os vencedores, de uma maneira ou de outra, são vendedores de seus produtos ou de suas ideias. Fazer o próprio caminho exige coragem”, anuncia uma das mensagens difundidas em placas que o artista exibe com personalidade única pelas ruas. “Eu fiquei preocupado se o livro ia passar uma mensagem legal, porque tudo que tem a ver com minha revista eu sempre fico preocupado em passar mensagens que podem ser úteis para as pessoas que leem as minhas obras”, diz Celton, em entrevista ao programa Agenda, da Rede Minas .
 
 
Hoje o quadrinista vende, no mínimo, 150 revistas por dia. Alguns títulos já alcançaram mais de 50 mil exemplares, dentre eles, “O Combate da Sogra com o Capeta” e “A História da Estrada Real”. Em 30 anos de trabalho, estima-se que tenha vendido em torno de 1 milhão deexemplares. A ideia do livro veio justamente do caráter empreendedor do artista, como relata Fidelis sobre o projeto apresentado pela Editora 361 no segundo semestre de 2009. “O editor João Chequer percebeu que a história do Lacarmélio era uma lição de vida e empreendedorismo autônomo. Fizemos algumas reuniões e depois passei a ir à casa de Celton, praticamente uma vez por semana, para entrevistá-lo”, diz Fidélis. 
 
 
Foram realizadas mais de 20 entrevistas com Celton ao longo do segundo semestre de 2009, sendo que o escritor também conversou com a mãe do artista, Hortelina, e a esposa Cássia. Pesquisou ainda sobre a Belo Horizonte das décadas de 1970 e 1980 e a história das revistas em quadrinhos no Brasil. A biografia revela as dificuldades e formas de superação dos obstáculos enfrentados por Celton, incluindo as formas de organização independente para o lançamento das primeiras revistas e os processos de edição, produção e distribuição das publicações que narram o cotidiano da cidade. 
 
“Com as entrevistas percebi que Celton empreende de maneira alternativa, totalmente foram do convencional. O livro virou uma biografia e depois de pronto alguns pontos foram destacados e o editor colocou algumas dicas de empreendedorismo”, afirma Fidélis. “Acredito que Lacarmélio é um exemplo para empreendedores e produtores culturais que buscam levar seus trabalhos até um público maior. A ideia de vender as próprias revistas surgiu depois que ele levou muitos ‘nãos’ de editoras no Rio de Janeiro e em São Paulo”, acrescenta o autor. 
 
De acordo com Fidélis, “O fazedor de histórias” relata, ainda, os encontros com os editores, na década de 1980, que impulsionaram a forma de publicação independente tornada marca registrada do artista. Até 1998, suas revistas eram vendidas na porta de cinemas, teatros e nas faculdades na região central, quando ele identifica a oportunidade de venda nos sinais e consolida seu trabalho, vivendo exclusivamente da venda das revistas. 
 
O livro “O fazedor de histórias” pode ser adquirido nas livrarias Leitura por R$ 29,90 e, em alguns sinais de trânsito de BH, por preço promocional de R$ 20. 
 
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Evento promete sociabilização, arte e cultura na infância
 
As férias escolares estão aí e já é tempo de programar os passeios com os pequenos. Vale a dica cultural do Festival Saci  que acontece de 16 a 24 de julho, no Palácio das Artes, Teatro Oi Futuro Klauss Vianna e Oi Futuro. Serão oferecidas apresentações para todos os gostos e idades. A programação diversificada inclui espetáculos de dança, música, teatro, dentre outras atrações, como cinema e jogos digitais. 


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Da assessoria de Comunicação do Plug Minas
 
Organizado pelo Plug Minas – Centro de Formação e Experimentação Digital, segunda edição do Festival oferece 42 oficinas, festa junina, DJ e mesa de discussão
 
Um fim de semana inteiro dedicado à arte e cultura digital. Essa é a proposta do Festival Plug Minas 2011 que acontecerá nos dias 1º, 2 e 3 de julho. A segunda edição do evento está cheia de novidades e conta com uma programação que inclui mais de quarenta oficinas, festa junina, DJ e mesa de discussão. Durante os três dias, estudantes, educadores e convidados têm um encontro marcado na sede do projeto Plug Minas – Centro de Formação e Experimentação Digital, que fica na Rua Santo Agostinho, número 1441 – Horto.
 
A programação começa na sexta-feira, 1º de julho, com a mesa de discussão “Juventudes: Cultura, Redes Sociais e Educação”, às 18h, no espaço do circo do Núcleo Valores de Minas. Para a conversa, foram convidados Macaé Maria Evaristo - Secretária Municipal de Educação de Belo Horizonte, Gabriel Sousa Marques de Azevedo - Subsecretário da Juventude do Governo de Minas, e Luiz Carlos Garrocho - Pesquisador e Gestor Cultural. A mediação do encontro ficará por conta de Warley Bombi, arte educador e coordenador do Núcleo de Produção da “Oi Kabum!”. Para encerrar o primeiro dia de atividade a DJ Black Josie vai comandar a mesa de som durante uma hora e tocar muita música boa. Vale dizer que a mesa de discussão será aberta e todos estão convidados a participar.
 
No sábado, a movimentação começa cedo. A partir das 8h da manhã, os oficineiros  ficam de prontidão e o dia só termina depois da Festa Junina, promovida pelo CODAP – Conselho Deliberativo dos Alunos do Plug Minas que vai receber os jovens, educadores e quem estiver participando das atividades. O domingo é o último dia do Festival e a programação termina um pouco mais tarde, às 19h, para que, além de participar das oficinas, os estudantes e convidados tenham um tempinho e vejam de perto o resultado de alguns trabalhos.
 
Programação
 
Criação, edição e animação de imagens em 2D, técnicas de tranças bordadas e a arte do tambor de guerra japonês. Essa é uma pequena amostra do que vai acontecer durante o Festival Plug Minas 2011. E como a ideia é promover integração, todas as atividades foram sugeridas e serão colocadas em prática por jovens e educadores do Plug Minas ou por profissionais indicados. 
 
PLUG MINAS – Centro de Formação e Experimentação Digital
 
Inaugurado em junho de 2009, o Plug Minas é um projeto do Governo de Minas concebido pela Secretaria de Estado de Cultura, em parceria com a Secretaria de Estado de Esportes e Juventude. Conta com gestão executiva da OSCIP - Instituto Cultural Sérgio Magnani. Voltado para jovens de 14 a 24 anos, estudantes da rede pública de ensino, o Plug Minas é organizado em núcleos e desenvolve atividades de formação e experimentação em diversas áreas, pautadas pela cultura digital e pelas artes.
 
Em 2010, já em pleno funcionamento, o projeto atendeu mais de 15 mil pessoas em atividades variadas. Arrojado e inovador, o Plug Minas promove o uso diferenciado e a apropriação da tecnologia e das artes, com o objetivo de atender a uma das principais demandas dos jovens na atualidade: o acesso ao mercado de trabalho.
 
Serviço
Evento: Festival Plug Minas 2011
Data: 01, 02 e 03 de Julho
Horário: 01.06 – 18h às 23h – Mesa de Discussão – Evento Aberto
02.06 – 8h às 18h (Oficinas) – 19h às 22h (Festa Junina)
03.06 – 8h às 18h (Oficinas) – 18h às 19h (Mostra de Trabalhos)
Local: Plug Minas – Centro de Formação e Experimentação Digital
Endereço: Rua Santo Agostinho, 1441 – Bairro Horto
Contato: 31 3484 1015 – Dep. Comunicação Plug Minas / www.plugminas.mg.gov.br
 
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Artistas expõem trabalhos e estabelecem diálogo e intercâmbio cultural com público e participantes do evento 

 

Estão abertas até o dia 3 de julho as inscrições para o 5º Festival de Arte Digital (FAD), que tem o objetivo de descobrir e apresentar ao público conteúdos artísticos desenvolvidos ou processados, em alguma de suas etapas, por meio da utilização de computadores, softwares, hardwares, celulares, filmadoras, câmeras digitais, dispositivos eletrônicos e/ou digitais.

 

Durante todo o mês de setembro, os artistas selecionados deverão expor seus trabalhos e  terão a oportunidade de estabelecer diálogo e intercâmbio cultural com o público e demais participantes do evento. Realizado por meio das leis de incentivo à cultura, o FAD é um festival independente que recebe patrocínio da iniciativa privada. A programação é aberta e gratuita. 

 

Mais informações no site do FAD
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Do site do Festival de Inverno de Ouro Preto e Mariana

 

Evento tem o objetivo de discutir e analisar práticas da Arte/Educação no ensino formal e não-formal

 

O Departamento de Artes da Universidade Federal de Ouro Preto, a Curadoria Infanto Juvenil do Festival de Inverno de Ouro Preto e Mariana – Fórum das Artes 2011, em parceria com a FAOP – Fundação de Arte de Ouro Preto, realizam o 2º Encontro de Arte/Educação de Ouro Preto. O evento tem o objetivo de discutir e analisar práticas da Arte/Educação no ensino formal e não-formal, através de palestras, debates e comunicações. Constitui-se como mais um lugar do fazer científico, onde pesquisadores possam apresentar seus trabalhos e trocar experiências sobre o desenvolvimento da Arte/Educação no Brasil.

 

Programação 

 

Dia 13 de julho de 2011 – /07 

 

8h – Recepção e Credenciamento.

 

9h – Abertura.

 

9:15 h – O Ensino da Arte na Fundação de Arte de Ouro Preto|FAOP 

Palestrante: César Teixeira de Carvalho: Arte/educador. Bacharel em Ciência da Computação (UFOP) com especialização em Educação Infantil (UNI-BH), Gestor Escolar (CEPPEMG) e Arte, Educação e Novas Tecnologias (UNB). Atualmente é Chefe de Gabinete da Fundação de Arte de Ouro Preto|FAOP.Coordenador do Núcleo de Arte da Escola de Arte Rodrigo Melo Franco de Andrade|FAOP (2007 a 2010). Professor Coordenador da Área de Arte da Secretaria Municipal de Educação de Prefeitura Municipal de Ouro Preto (2005|2006). Curador da Área Infanto-juvenil do Festival de Inverno de Ouro Preto e Mariana (2005|2007 e 2010). Professor de Arte da Rede Particular e Entidades não-governamentais (1996 a 2004).

Mediadora: Cláudia Regina dos Santos – Presidente da Associação Mineira de Arte/Educação – Amarte

10:15 às 10:45 h: Debate

 

10:45 h – Exibição de Documentário Temático em Arte/Educação

Mediador: Prof.: Emerson de Paula – DEART – UFOP

11:30 às 12 h: Debate

 

12 às 13:30 h: Almoço

 

13:30 h: Palestra: Texto e Jogo 

Palestrantes: Ingrid Dormien Koudela: Livre Docente pela ECA/USP e pesquisadora pelo CNPq, docente do Curso de Pós-Graduação em Artes Cênicas na ECA/USP. Autora de JOGOS TEATRAIS (Perspectiva, 2002). Tradutora e introdutora do Sistema de Jogos Teatrais no Brasil. Pesquisadora de Brecht, com ênfase na Peça Didática, propõe uma abordagem alternativa para o ensino/aprendizagem da linguagem teatral e do texto literário em suas publicações, entre outras TEXTO E JOGO (Koudela, Perspectiva, 2010) e BRECHT NA PÓS-MODERNIDADE (Koudela, Perspectiva, 1996).

Maia Dormien Koudela: Bacharel em Moda pela Universidade Anhembi Morumbi, Pós-graduada em Educação Ambiental pelo SENAC e em Pedagogia do Teatro pela Universidade de Sorocaba.

Mediador: Prof. Ms. Davi de Oliveira Pinto – DEART – UFOP

14:30 às 15 h: Debate

 

15 h: Palestra: A Arte/Educação e a Arterapia 

Palestrante: Maria Tereza Rodrigues de Souza: Licenciada em Artes Cênicas pela Universidade Federal de Ouro Preto, pós-graduada em Arteterapia pela Faculdade Mozarteum de São Paulo e pós-graduanda em Recursos Corporais e Artísticos – Jung e Corpo pela Universidade Paulista – UNIP. Compõe o grupo de estudos em Psicologia Analítica da Pfa. Dra. Irene Arcuri há três anos. Atualmente mantém um espaço (Setting terapêutico) na Clínica de Fisioterapia Dra. Rose Cundari em Boiçucança(SP) e coordena cursos de capacitação para professores das redes pública e particular.

Mediadora: Profa. Ms. Aline Andrade – DEART – UFOP

16 às 16:30 h: Debate

 

16:30 h: Exposição de Livros, CD’s e Materiais Pedagógicos.

 

17 h: Encerramento

 

Dia 14 de julho de 2011 – quinta-feira 

 

9h – Palestra: Corpos Dançantes em Instituições de Ensino Formal e Não-Formal: Propostas Artístico/Educacionais 

Palestrante: Alba Pedreira Vieira: Ph.D. em Dança (Universidade Temple, EUA, 2007), professora fundadora do Curso de Graduação em Dança da Universidade Federal de Viçosa/UFV, onde atua, paralelo às atividades acadêmicas, em trabalhos artísticos na direção de espetáculos cênicos cujos participantes são alunos do Curso de Dança da UFV e alunos de instituições de ensino formal e não-formal de projetos de pesquisa e extensão em dança. É autora de diversos artigos e capítulos de livro publicados no Brasil e no exterior, e organizadora do livro digital “Educação para as Artes” (2010). Atualmente, é professora da UFV (atuando dentre outros conteúdos, com educação somática, improvisação, composição coreográfica e solística), e professora colaboradora do Mestrado em Artes da UNESP (São Paulo), e do Curso de Especialização “Pedagogias do Corpo” (Goiânia). Coordena projetos de pesquisa em arte apoiados pelo CNPq, FAPEMIG e CAPES.

Mediador: Prof. Ms. Frederick Magalhães Hunzicker – DEART – UFOP

10h às 10:30 h: Debate

 

10h30 – Apresentação dos inscritos no grupo temático Corpo, Som, Símbolo e Educação: Experimentos e Propostas 

Mediadora: Profa. Michelle Gabrielli – Departamento de Artes e Humanidades/ Curso de Dança – UFV

11h30 às 11:45 h – Debate.

 

12h às 13:30 h – Almoço.

 

13:30 h – Palestra: Arte/Educação e Identidade Étnica 

Palestrante: Erisvaldo Pereira dos Santos: Doutor em Educação pela Universidade Federal de Minas Gerais (2004) e bacharel em Filosofia. Professor adjunto III no Departamento de Educação da Universidade Federal de Ouro Preto, na área de Metodologia Científica. Atualmente, realiza estágio de Pós-Doutorado no Programa Multidisciplinar de Pós-Graduação em Estudos Étnicos e Africanos do Centro de Estudos Afro-Orientais da Universidade Federal da Bahia. Atua também no ensino, pesquisa e extensão com a temática da cultura afro-brasileira e das religiões de matriz africana, em nível de graduação e de pós-graduação.

Atualmente desenvolve um projeto de pesquisa e extensão sobre a intolerância religiosa contra as religiões de matriz africana no contexto da escola.

Mediadora: Profa. Ms Irce Guimarães – DEPRO – UFOP

14:30 às 15 h – Debate

 

15h – Apresentação dos inscritos no grupo temático Arte/Educação e Espaços Não – Formais 

Mediador: Prof. Me. Acevesmoreno Flores Piegaz – DEART – UFOP

16:30 às 16:45 h – Debate

 

17 h: Encerramento

 
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Livro integra coleção “Brasil em Debate”, cujo objetivo é iniciar a discussão sobre as áreas nas quais a gestão Lula causou mais transformações, como foram feitas e o que permitiu os resultados alcançados


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

No próximo dia 28 de junho, a partir das 19h30, a Fundação Perseu Abramo , a ONG Contato e o Observatório da Diversidade Cultural promovem debate e lançamento do livro “Políticas Culturais e o Governo Lula”, de Antônio Albino Canelas Rubim. A publicação apresenta as vitórias e conquistas no setor cultural, durante os oito anos do governo Lula. O evento acontece na FUNARTE, que fica na Rua Januária, 68, bairro Floresta.

 

Albino Rubim é pesquisador em Comunicação e política, professor da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e, desde janeiro de 2011, é Secretário de Cultura do Estado da Bahia. Na obra, ele apresenta as conquistas desse campo e demonstra a importância dos mais diversos movimentos e partidos para moldar ideias e conceitos que garantiram um novo modelo de gestão cultural, mais popular e desenvolvido do que no período anterior ao governo Lula.

 

O livro é o quinto volume da coleção “Brasil em Debate”, lançada pela editora Fundação Perseu Abramo no ano passado. O objetivo da coleção é iniciar uma discussão sobre as áreas nas quais a gestão Lula causou mais transformações, como foram feitas e o que permitiu os resultados alcançados.

 

No dia também será vendido o livro “A criação de um novo futuro na educação, cultura, ciência e tecnologia, esportes e juventude”, da coleção “2003-2010, o Brasil em Transformação”, organizado por Juarez Guimarães, Elói Pietá e Natália Guimarães Duarte Sátyro.

 

Debate e lançamento do livro “Políticas culturais e o governo Lula”

Data: 28 de junho

Local: FUNARTE – Rua Januária, 68, bairro Floresta 

Horário: 19h30

Realização: Fundação Perseu Abramo, ONG Contato e                                  Observatório da Diversidade Cultural

Informações: Fundação Perseu Abramo / Belo Horizonte – (31) 3297.9063; ONG Contato – (31) 3281.5326

 
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UFBA, ODC e Rede U-40 Brasil realizam debates sobre o tema em Salvador

 

 

Em vigor há quase quatro anos, a Convenção da UNESCO sobre a Proteção e Promoção da Diversidade de Expressões Culturais é o principal documento internacional que orienta e legitima os países na elaboração e implementação de políticas culturais próprias, necessárias à proteção e promoção da diversidade cultural no mundo. Com publicação do documento, várias iniciativas relacionadas a pesquisas e a construção de políticas foram realizadas. No entanto, a Convenção, assim como os estudos desenvolvidos no campo, ainda precisa ser difundida e debatida. É neste sentido que será em realizado, em Salvador, o Seminário Políticas para a Diversidade Cultural: um evento que discutirá as aplicações de políticas para a diversidade cultural. 

 

 

Três grandes temas nortearão os debates: Política para a Diversidade Cultural, Política Externa para a Diversidade Cultural e Política para o comércio de bens e serviços culturais. Na programação gestores, produtores e pesquisadores da cultura como Charles Vallerand, Jurema Machado, Anna Steinkamp, Adriana Rodrigues e Lilian Hanania.

 

 

O Seminário será realizado na Fundação João Fernandes da Cunha, nos dias 7 e 8 de julho de 2011. Devido ao grande número de interessados, as inscrições já foram encerradas. Mas o ODC estará lá, registrando os debates pelo Twitter. Acompanhe: http://twitter.com/observatoriodc  . 

 

 

Uma conferência sobre Diversidade Cultural e Mundialização abre a programação que segue com mesa sobre Política Cultural para a Diversidade Cultural, mediada por José Márcio Barros (ODC), com a presença de Evelina Dagnino (UNICAMP), Sérgio Mamberti (Secretaria de Políticas Culturais – MINC) e Charles Vallerand (Federação Internacional de Coalizões para a Diversidade Cultural – Canadá). 

 

 

No segundo dia, a programação continua com mesa sobre “Política Externa para a Diversidade Cultural”, mediada por Paulo Miguez (UFBA) e reunindo Marcelo Dantas (Diretoria de Relações Internacionais – MINC); Jurema Machado (Unesco Brasil); Anna Steinkamp (Comissão alemã na Unesco); Geraldo Moraes (Coalizão Brasileira pela Diversidade Cultural). 

 

 

“Comércio de Bens e Serviços Culturais” é a mesa que encerra o seminário, com Adriana Rodrigues (APEX Brasil), Lilian Hanania (Ministério das Relações Exteriores da França) e Paulo André (Produtor musical de Recife), mediada por Giuliana Kauark (U40). 

 

 

O Seminário Políticas para a Diversidade Cultural é resultado da parceria entre o programa Multidisciplinar de Pós-Graduação em Cultura e Sociedade (PÓS-CULTURA) , o Observatório da Diversidade Cultural (ODC) , e a Rede U40 Brasil , e tem apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb) e Ministério da Cultura.




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Abertas as inscrições para as Jornadas que contarão com intervenções artísticas, encontros sobre produção cultural, carreiras artísticas e minicurso sobre elaboração de um Plano Municipal de Cultura

 

O Observatório da Diversidade Cultural (ODC), por meio do Programa Pensar e Agir com a Cultura, a ArcelorMittal BioFlorestas e a Fundação ArcelorMittal Brasil promoverão Jornadas Culturais na Região do Rio Doce. A iniciativa tem o patrocínio da ArcelorMittal por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura, e a parceria das prefeituras dos municípios de São Pedro dos Ferros, Dionísio e Marliéria. As Jornadas acontecerão nos referidos municípios, durante os meses de junho, julho e agosto, sempre às 19 horas, conforme cronograma e conteúdos seguintes:  

 

1º Encontro 

 

Datas: São Pedro dos Ferros: 27/06/11, Dionísio: 28/06/11 e Marliéria: 29/06/11

 

Professores: Priscilla D’Agostini e Isaque Ribeiro

 

Conteúdo programático: Apresentação artística e palestra sobre produção cultural. Após a intervenção, os artistas debaterão com a platéia questões relacionadas ao processo criativo e os aspectos  de produção, ou seja, como transformar ideia e trabalho artístico em projeto cultural.

 

2º Encontro

 

Datas: São Pedro dos Ferros: 21/07/11, Dionísio: 22/07/11 e Marliéria: 23/07/11

 

Professores: José Oliveira Junior e Gil Amâncio

 

Conteúdo programático: Apresentação artística e a questão das carreiras artísticas. O artista e arte educador Gil Amâncio e o gestor cultural José de Oliveira Júnior debatem com os participantes como as trajetórias dos artistas são construídas, considerando-se os aspectos estéticos, culturais, econômicos e políticos envolvidos.

 

3º Encontro

 

Datas: São Pedro dos Ferros: 06/08/11, Dionísio: 05/08/11 e Marliéria: 04/08/11 

 

Professor: José Oliveira Junior

 

Conteúdo programático: Minicurso “Estratégias para elaboração de um Plano Municipal de Cultura”. A Lei federal Nº 12.343, de 2 de dezembro de 2010 institui o Plano Nacional de Cultura, um conjunto de orientações e compromissos do poder público federal, estadual e municipal, para o desenvolvimento de políticas culturais para os próximos 10 anos. Todos os municípios brasileiros deverão participar desse processo, mas, para tanto, deverão elaborar seu próprio Plano Municipal de Cultura, de forma articulada entre o poder público e todos os setores da sociedade civil, especialmente aqueles vinculados à cultura. O que é um Plano Municipal de Cultura? Como elaborar? Qual a participação de artistas, agentes culturais, gestores, educadores e poder publico nesse processo. 

 

Confira os locais de inscrição e realização das Jornadas Culturais:

 

São Pedro dos Ferros:

 

Inscrições: Casa de Cultura, na Rua Alamêda dos Fundadores, 140 – Centro.  Telefone: (33) 3352-1685 (tirei o cel)

 

Local de realização: Escola Estadual Senador Levindo Coelho: Avenida Olegário Maciel, s/n.º - Bairro Lagoa Santa. Telefone: (33) 3352-1723. 

 

Dionísio:

 

Inscrições: Secretaria Municipal de Educação e Cultura: Rua José Rosa Filho, 46 – Centro. Telefone: (31) 3858-1611. 

 

Local de realização: Anfiteatro da Escola Municipal Doutor Gomes Lima (Rua Professor Benjamin Araújo, s/nº - Centro.

 

Marliéria:

 

Inscrições: Biblioteca Municipal, na Rua Rafael Moreira da Silva, 325 - Centro. Telefone: (31) 3844-1305. 

 

Local de realização: Escola Estadual Liberato de Castro, na Praça Professor Otacílio Fernandes D'Ávila, 37 - Centro. Telefone: (31) 3844-1166. 
 

 

Mais informações podem ser obtidas pelo email: info@observatoriodadiversidade.org.br
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Oficina realizada por integrantes do  ODC, durante o Festival de Ouro Preto e Mariana, aborda práticas cotidianas e jeitos de conviver com a dinâmica da lembrança e do esquecimento, criando fontes e compreendendo a relação entre memória e diversidade cultural

 

 

Mostra de cinema, declamação de poesia durante viagem de trem, apresentações musicais, espetáculos de teatro para crianças e adultos, além de 42 oficinas que oferecem a média de 1.200 vagas para participantes. Isto é um pouco do Festival de Inverno 2011 de Ouro Preto e Mariana, que vai promover encontros e debates sobre arte e cultura nos mais diversos segmentos, entre artistas, especialistas, professores, estudantes e comunidade. 

 

 

As oficinas estão divididas nas áreas de artes cênicas, artes plásticas, artes visuais, infanto-juvenil, literatura, música e patrimônio. Neste último, está incluída a oficina “Modos de lembrar, esquecer e viver: oficina de memória e diversidade cultural”, que acontecerá de 18 a 22 julho, das 13h às 18horas, na Estação Ferroviária de Ouro Preto. A oficina vai debater, experimentar e registrar práticas cotidianas e informais, hábitos, estratégias, alternativas e jeitos de conviver com a dinâmica da lembrança e do esquecimento, criando fontes e compreendendo, deste modo,  a relação memória e diversidade cultural. Quem ministra é o antropólogo e coordenador do ODC, José Márcio Barros, e a jornalista e também membro do ODC, Giselle Lucena. As inscrições custam R$ 20,00 podem ser feitas pela internet no site . Os valores das demais oficinas variam de R$ 15,00 a R$ 25,00. As outras atrações são gratuitas. 

 

 

Festival de Inverno de Ouro Preto e Mariana – Fórum das Artes 2011 vai acontecer no período de 8 a 24 de julho, e homenageia os 300 anos das vilas de minas.  A programação também inclui atrações ligadas à gastronomia, artesanato e ecoturismo. Estarão presentes artistas e grupos como Espanca! Cia Será Q. Galpão Cine Horto, Em Cena, Mamour Ba, Ricardo Aleixo, Hermeto Pascoal, Milton Nascimento, Tita Marçal, Paralamas do Sucesso, entre outros. 

 

Para mais informações confira a página do Festival no Facebook ou acesse o site
 ]]> Tradição guarani considera que a medicina dos “brancos” não responde totalmente as necessidades dos indígenas, que buscam atendimento nos rituais e líderes espirituais 
 

Os índios da etnia mbyá-guarani já podem receber atendimento de seu líder espiritual no hospital da cidade de São Miguel das Missões, a 500 quilômetros de Porto Alegre. A tradição guarani considera que a medicina dos “brancos” não responde totalmente as necessidades dos indígenas, que buscam atendimento nos rituais e nos “Karaí”, como são chamados os líderes espirituais dessas comunidades. Os rituais incluem a realização de rezas, cânticos e o uso do cachimbo, por isso, é reservado espaço onde os indígenas recebem os tratamentos médico e tradicional próprio de sua cultura.

 

Para o coordenador do Observatório da Diversidade Cultural, José Márcio Barros, a medida aponta para a proteção e promoção da diversidade cultural, contribuindo para a expressão da pluralidade social. "O que pode efetivamente garantir a existência das expressões da diversidade cultural é a criação de políticas públicas que protejam aos modos de viver, pensar e sentir”, defende Barros. “Os cuidados com a saúde e a doença expressam visões de mundo distintas, mas não necessariamente opostas. O diálogo entre a medicina ocidental e as cosmologias indígenas aponta para uma sociedade mais plural”, completa o coordenador.

 

Segundo reportagem do portal IG , a lei que regulamentou o Sistema Único de Saúde (SUS), ao falar do subsistema de atenção à saúde indígena, determina o atendimento das “especificidades da cultura dos povos indígenas”, que deve se pautar “por uma abordagem diferenciada e global”. Ainda de acordo com a reportagem, o coordenador do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) no Rio Grande do Sul, Roberto Liebgott, diz que apesar da lei prever um atendimento diferenciado aos indígenas, a prática não é comum, a não ser em comunidades indígenas do norte do Brasil.

 

Patrimônio mundial da humanidade por abrigar as ruínas da antiga redução dos jesuítas, São Miguel das Missões fica no noroeste do Rio Grande do Sul, onde moravam padres e índios durante o Brasil colonial. Leia mais sobre o assunto .
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Entre os documentos mais antigos, alguns códices precolombianos e os primeiros mapas da América

 

A Biblioteca Mundial da Unesco reúne mapas, textos, fotos, gravações e filmes de todas as épocas, revelando em sete idiomas relíquias culturais de todas as bibliotecas do planeta. “Tem, sobretudo, caráter patrimonial", afirmou em LA NACION Abdelaziz Abid, coordenador do projeto impulsionado pela UNESCO e outras 32 instituições. A BDM não oferecerá documentos correntes, a não ser "com valor de patrimônio, que permitirão apreciar e conhecer melhor as culturas do mundo em idiomas diferentes: árabe, chinês, inglês, francês, russo, espanhol e português. Mas há documentos em linha em mais de 50 idiomas".

 

 

Entre os documentos mais antigos há alguns códices precolombianos e os primeiros mapas da América. Está disponível ainda o Hyakumanto darani, documento em japonês publicado no ano 764 e considerado o primeiro texto impresso da história; um relato dos azetecas que constitui a primeira menção do Menino Jesus no Novo Mundo; trabalhos de cientistas árabes desvelando o mistério da álgebra; ossos utilizados como oráculos e esteiras chinesas; a Bíblia de Gutenberg; antigas fotos latino-americanas da Biblioteca Nacional do Brasil e a célebre Bíblia do Diabo, do século XIII, da Biblioteca Nacional da Suécia.

 

Leia mais sobre a Biblioteca Digital Mundial 
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Colaboradores do ODC refletem sobre a diversidade brasileira como diferencial; as “culturas em diálogo” na era Sarkozy e o corpo como potência política e poética 

 
 

Em seu artigo “A diversidade cultural brasileira pode ser um diferencial do país no cenário internacional ”, Maurício de Araújo Lima defende o conceito ampliado de tecnologia que compreende os conhecimentos científicos e a produção em geral; e a diversidade cultural como fonte de ideias criativas e inovadoras - expressivo diferencial do país na luta pelo desenvolvimento econômico e social.

 

Em “Culturas em Diálogo(?) ”, Alexandre Barbalho questiona o interesse dos parisienses em visitar o Musée du quai Branly em plena era Sarkozy. Assim, provoca o autor, “quem sabe não descobriríamos ali apenas a sombra das maiorias silenciosas?”. Já em “Corpo, política e poética ”, Barbalho convida a pensar sobre a potência do corpo enquanto dispositivo de ação política e resistência poética. “Não sem razão foi (o corpo) o alvo principal das técnicas disciplinares e, posteriormente, como corpo coletivo, preocupação principal da sociedade de controle e suas biopolíticas”, instiga Barbalho. Vale a pena conferir! 
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ODC e No Ato Cultural em prol da troca colaborativa

 

Da Redação do ODC. Fotos de Daniel Protzner.

 

“Quais trocas colaborativas posso fazer para ter uma cidade melhor?”. Esta foi a questão que norteou o “Diálogos Cênicos”, atividade que abriu a programação do Festival de Artes Cênicas de João Monlevade, no dia 5 de junho. A ação foi resultado de uma parceria entre o Observatório da Diversidade Cultural e a Associação No Ato Cultural.  

 

“Temos um carinho muito grande com o ODC e sempre acompanhamos as atividades realizadas. O desejo e a vontade de fazer alguma parceria era antiga”, conta Bárbara Bof, coordenadora geral do Festival. Em João Monlevade, o ODC realiza cursos na área de desenvolvimento e gestão cultural por meio do programa Pensar e Agir com a Cultura, desde 2008. Nesse sentido, de acordo com Bárbara Bof, a parceria foi importante para vencer o desafio de definir o que propor na cidade, e promover a interação no lugar, além de contribuir para estreitar e mediar as etapas iniciais de um processo que deve durar todo o ano. “Decidimos dialogar e começar o que esperamos ser uma série de parcerias. Ficamos muito satisfeitos com o formato de ação que o ODC trouxe, discutindo e promovendo a troca entre os artistas”, diz a coordenadora.

 

Os “Diálogos Cênicos” foram mediados por José Oliveira Júnior, professor e coordenador de projetos e articulação do ODC. Para ele, foi interessante notar alguns desdobramentos das ações formativas do ODC. “Ficamos felizes em ser parceiros de um projeto que conta com alguns ex-alunos dos nossos cursos atuando na produção”, conta. Segundo ele, a mobilização feita na cidade está gerando bons resultados. Os participantes, além de serem de diversas cidades, estão compromissados com o diálogo. “Foi uma iniciativa interessante no sentido de buscar alternativas para promover a articulação e a cooperação  para transformar a cidade”, diz.

 

Para a realização do festival, a No Ato realizou um mapeamento dos artistas em João Monlevade, e descobriu que, apesar da variedade de manifestações, os atores ainda não estão articulados. Nesse sentido, o “Diálogos Cênicos” consistiu na promoção de um espaço para convivência, trocas e reflexão sobre ações colaborativas na cultura, com o intuito de fazer com que as pessoas reconheçam o seu potencial e despertem o sentimento de pertencimento da cidade.

 
 

Mais de 35 participantes, entre artistas, agentes culturais, representantes do poder público, músicos, atores e estudantes, não só de João Monlevade, mas também de Catas Altas e São Gonçalo do Rio Abaixo, estiveram envolvidos em dinâmicas que sinalizaram as questões referentes ao trabalho colaborativo. “A delicadeza e o tato com que os diálogos foram realizados mostrou como a ideia de colaboração e cooperação deve estar nas ações mais cotidianas, e fez perceber o quanto as trocas são saudáveis, multiplicadoras e podem possibilitar a continuidade das ações”, conclui Bárbara. 

 

Confira aqui programação do Festival de Artes Cênicas: http://www.festivaldeartescenicas.com.br/

 

Para saber mais sobre a Associação No Ato Cultura, acesse o site: http://www.noatocultural.org.br/ ]]>



Seminário reúne instituições, poder público e estudantes em debate sobre diversidade cultural

 

Da Redação do ODC

 

Durante os dois dias de programação do VI Seminário Diversidade Cultural, realizado no Museu Inimá de Paula, em 19 e 20 de maio, cerca de 400 pessoas participaram das discussões ligadas à política cultural, comunicação, educação e economia criativa. Na ocasião, foi lançado e distribuído gratuitamente, o livro “Diversidade e Desigualdade”, organizado por José Márcio Barros (ODC/PUC) e Giuliana Kauark. A publicação reúne textos de especialistas como Gustavo Lins Ribeiro (UNB), Jurema Machado (UNESCO Brasil), Paulo Miguez (UFBA), Mariella Pitombo (UFBA), Gilson Schwartz (USP), Luis Albornoz (UC3M), Laure Emperaire (IRD), entre outros.

 

“O nosso objetivo é discutir diversidade cultural de forma diversa, produzir encontros e reverberações. Estamos muito felizes de realizar este evento, lançar publicações, convidar pessoas tão compromissadas com a questão da diversidade”, afirmou o antropólogo e coordenador do ODC, José Márcio Barros. Segundo ele, falar de diversidade cultural é falar de ambientes de troca, e as estratégias políticas que a envolvem devem ser contínuas e articular direito, inovação e sustentabilidade. 

 

O que é diversidade cultural para você?

 

O ODC lançou esta pergunta no twitter e, durante uma semana, recebeu a opinião dos seguidores, nos mais diversos estilos. Ao todo, 23 frases foram enviadas e duas foram selecionadas. Os autores vão receber um kit ODC, contendo: um exemplar do livro “As Mediações da Cultura – Arte, processo e cidadania”, o DVD “Mediações”, além de ímã, squeeze e bolsa. 

 

As respostas selecionadas foram: “É o reconhecimento do outro, o respeito pelo diferente. O diálogo das identidades. A singularidade em busca da pluralidade”, enviada por Efrén Colombani (@efren_colombani); e “Diversidade cultural é a pluralidade de costumes unidos pelo respeito mútuo”, enviada por Renata Lopes (@renataladyevil). 

 

Vídeos

 

Essa pergunta também foi feita aos participantes do VI Seminário Diversidade Cultural durante os dois dias de programação. O resultado foi um mosaico das mais diversas opiniões, jeitos e estilos de dizer o que é diversidade cultural entre artistas, pesquisadores, estudantes, entre outros. Veja aqui

 

Os principais pontos debatidos foram divulgados por meio do Twitter   e Facebook . Clique e confira a repercussão! 

 


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“Esse carnaval não presta, bom era no meu tempo” – Você já ouviu ou fez este comentário? 

 

Da Redação do ODC

 

De acordo com o professor Paulo Miguez  (UFBA), a festa sabe se reinventar e, neste saudosismo, o que está em jogo não é a ideia de um momento melhor da festa - porque isso não existe - mas sim uma saudade da juventude. Para ele, assim como a língua e a religião, a festa é elemento fundamental para se compreender a vida de um povo. “A festa é um fenômeno transcultural e trans-histórico. Ela está presente em todos os momentos da história”, diz. O professor apresentou um mosaico das celebrações brasileiras, desde o Brasil colonial. “A festa é a expressão mais viva e vibrante da diversidade cultural brasileira”. 

 

As festas tradicionais vão muito além dos carnavais e ciclos juninos. A indústria do entretenimento e do turismo reconheceram o potencial festivo e as tornaram um fenômeno midiático que constituiu uma economia da festa. Assim, as festas se tornaram grandes mercados, mas não deixaram de ser bens públicos e de criação coletiva; de ser importante por ser uma manifestação cultural.

 

Neste debate, Luiz Antonio Oliveira, do gabinete da Secretaria de Economia Criativa/MinC, fez um panorama sobre as políticas em torno dessa forma de pensar a economia. Segundo ele, planejamento, ação baseada na concepção de territórios criativos e realização de pesquisas são algumas das prioridades. “A economia criativa é vista cotidianamente como uma extensão da economia da cultura, agora, pela primeira vez, ela se institucionaliza e, assim, ganha um conjunto de políticas pública”, explica. 

 

Dessa forma, a cultura alcança um novo patamar no âmbito federal: pensar em que medida a cultura contribui para o desenvolvimento social e econômico do país. De acordo com Luiz Antônio, as políticas voltadas à Economia Criativa vão contemplar setores como expressões culturais (artes visuais, performáticas, manifestações populares); criações funcionais (design, arquitetura, publicidade, produção cultural), indústrias culturais (audiovisual, publicações e mídias impressas e produção de conteúdo para a indústria de informática). “Para isso é importante a formação, técnica e financeiramente, de redes e coletivos, de competências criativas e do empreendedorismo cultural”, disse.  

 

Criatividade e desenvolvimento

 

Para Isaura Botelho (ODC), é importante tratar da temporalidade e significações diversas que atravessam a arte e a cultura.  "As artes são mais interessantes para as indústrias criativas do que a cultura na sua dimensão antropológica", afirmou. Isaura tratou da passagem da indústria cultural para as indústrias criativas, chamando atenção para a emergência da classe criativa e sua determinação estratégica para o ordenamento urbano. “A criatividade e a diversidade passam a ser vistas e ressignificadas. A criatividade é e sempre foi o esteio da criação artística e me parece perigoso propor a instrumentalização das artes”. Segundo ela, cultura é um espaço para a transmissão de costumes e hábitos. Enquanto que, na arte, a ruptura é um ingrediente básico. Isaura alertou para o fato de que as condições de trabalho relacionadas à economia criativa, incluindo as exigências de flexibilidade e de renovação de projetos, tornam os atores da área adequados à lógica criativa que atende ao neoliberalismo. 


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Debate sobre o tema “Educar para a diversidade” mantém foco na cultura como valor que deve delinear os processos educacionais

 

Da Redação do ODC

 

Como estabelecer processos educacionais que, efetivamente, protejam e promovam a diversidade cultural? A secretária municipal de Educação, Macaé Evaristo , exemplificou o desafio da educação para a diversidade apontando a necessária inserção do conhecimento indígena no currículo escolar. Ela explicou que os povos indígenas não tinham acesso à educação e reivindicavam, por isso, a implementação de uma educação específica, com professores do grupo étnico, escolhidos pela comunidade. Assim, em 1996, a primeira ação proposta foi a constituição de um curso de formação profissional para jovens. Enfatizando que a escola deve ter “vinculação com projeto societário do povo e sua terra”, a secretária questionou quanto ao paradigma da educação intercultural: “Com quais lentes nos olhamos e enxergamos o mundo que nos cerca e com quais lentes enxergamos os outros?”

 

Ela lembrou que “a escola deve constituir-se como acervo vivo de experiências educacionais, pesquisando e interagindo com várias fontes, na busca de novos conhecimentos da aldeia e do mundo” e caracterizou o ambiente da educação como espaço de interação entre gerações, cujo objetivo é “fortalecer o pensamento e o nosso modo de aprender e ensinar, produzir, registrar, expressar, transmitir e avaliar a nossa vida e tudo o que faz parte dela hoje.’’

 

A Lei 11.645/2008 foi mencionada como referência importante para o exercício da diversidade, apontando para os processos envolvidos na educação intercultural, por meio dos quais a aula permite experiências entre turmas de diferentes faixas etárias e professores de diversos campos de conhecimento. Macaé citou, ainda, algumas ações da secretaria, premiada pela Secretaria de Políticas de Promoção e Igualdade Racial com o selo Educação para a Igualdade Racial: aquisição de material didático e livros que respondam a essa lei; mapeamento dos estudantes indígenas e o trabalho inicial de mapeamento das crianças ciganas; a inserção do aluno do quesito raça/cor na ficha de matrícula; formação de professores; apoio ao professor para elaboração de planos, projetos e seleção de conteúdos e mapeamento e divulgação de experiências em escolas.

 

Cultura afro e afro-brasileira

 

Povos são produtores de cultura e de formas de significar o mundo, no entanto, a associação dos africanos e afro-brasileiros às imagens midiáticas comprova como as representações midiáticas reduzem esses sujeitos históricos à condição de escravos, reforçando processos de mitificação e coisificação a seu respeito. Segundo a professora Lorene dos Santos  (PUC Minas), essas são imagens representativas de estereótipos, que enfatizam a ideia do uso do trabalho, tortura, castigos físicos, na perspectiva da vitimização desses sujeitos. Por outro lado, há imagens que podem ajudar a relativizar a visão única do escravo mitificado ou coisificado, porque têm a capacidade de tensionar a associação com a posição vitimadora, como as que ilustram as festividades, os diferentes papéis sociais exercidos, as outras formas de sociabilidade e as posições de poder ocupadas por esses sujeitos. 

 

Ao longo de sua exposição, Lorene defendeu que as condições de diversidade exigem pensar a cultura africana e afro-brasileira para além do que ocorreu durante o período da escravidão, que originou processos de exclusão e perpetuação das desigualdades na educação, habitação, saúde, mercado de trabalho, acesso aos bens materiais e culturais da sociedade. Demanda, ainda, o combate à ampla divulgação e disseminação do racismo científico, que afirma a superioridade da raça branca, e ao mito da democracia racial, ainda forte na sociedade brasileira, em que predomina a ideologia do branqueamento. “De caráter privado, pouco formalizado, acontece nas relações cotidianas e é pouco afirmado publicamente”, caracteriza Lorene.

 

Lembrando a lei 10639/03, que estabeleceu diretrizes curriculares nacionais para educação, no que se refere às relações étnico raciais e ao ensino de história e cultura africana e afro brasileira, ressaltou ainda ser indispensável a formação de professores e elaboração de materiais e processos de reconfiguração curricular, visando a positivação da identidade negra. “O ideal do embraquecimento acabou levando a uma invisibilidade dessa população”, disse, apontando alguns problemas resultantes desse processo, como a baixa auto-estima e o comprometimento dos resultados escolares.

 

A questão que se apresenta é de como o espaço escolar pode valorizar a cultura negra, efetivando sua descoberta e valorização, funcionando como lugar de partilha de experiências. Tomando como ponto de partida que as identidades são uma construção histórica e social, Lorene afirmou que “os riscos de essencialização e fixação dessa identidade devem ser ultrapassados”. Na contramão dessa perspectiva, deixou o alerta quanto ao caminho da negação da pluralidade, o que implica os “riscos de folclorização ou de trabalhar essas culturas como segunda natureza”. 

 

O professor Roberlei Panasiewicz  (PUC Minas), por sua vez, partiu de três paradigmas para falar sobre o pluralismo religioso no ambiente escolar.  O exclusivismo, expresso através da máxima: "Fora da minha igreja não há salvação"; o inclusivismo, que inclui o “outro” através da condição cristã, por meio da crença de que “só Jesus salva”, mas discrimina outros líderes religiosos; e o pluralismo, baseado na crença de que toda religião leva o fiel a Deus. Da verdade absoluta que caracterizava o pensamento da Idade Média à concepção moderna de liberdade - “liberdade é ter perspectivas, metas, princípios”, construiu-se a concepção de verdade relativa e relacional, amparada no pressuposto de que “quanto mais conversarmos mais teremos a verdade”.

 

“Educador por conseqüência”

 

“Sem o corpo nada se realiza”, afirmou Rui Moreira  ao iniciar sua participação no debate. A função de todos nós é a de “educador por conseqüência”, disse, ainda, referindo-se ao seu trabalho, que une arte e educação à frente da Cia Será Q . Nesse contexto, em que a educação supera o espaço da escola, apontando as fragilidades da instituição escolar, como se manter frente ao desconhecido, sem perder a si próprio? “Movimento potente e transformador, fazer é expressar capacidades lançando mão de tecnologias que materializam intenções”, sugeriu Rui.

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Para além das características do meio, os usos e apropriações sociais da rede orientam, na prática, a construção de espaços voltados à diversidade cultural

 

Da Redação do ODC

 

As tecnologias de comunicação potencializam a criação de espaços de diversidade cultural? A resposta parece se relacionar, cada vez mais, com as formas de mediação envolvidas no processo comunicacional e não apenas com os recursos e características desses dispositivos. Durante o Seminário Diversidade Cultural, a mesa “Comunicação e conteúdos culturais: criatividade ou fast food midiático?” discutiu, dentre outros assuntos, o trabalho da ONG Vídeo nas Aldeias, que mostra a importância da mediação social e técnica em propostas envolvendo dispositivos de comunicação. O trabalho combate, através da linguagem do cinema, a visão romântica historicamente construída sobre o índio que, na realidade, convive hoje tanto com as referências da tradição quanto da modernidade. 

 

O coordenador da Ong, Vincent Carelli , contou que a adesão dos índios ao projeto tem duas grandes faces: “A memória, a perda dos registros, pela qual passa o povo indígena; e a outra questão, de estratégia de sobrevivência, que é a de visibilidade nacional, de se expor para o Brasil e o mundo e ser visto e reconhecido em sua diversidade”. Identidade e visibilidade nacional são, portanto, eixos do trabalho, movido pela vontade de fazer “cinema de observação”, ou que valoriza o espontâneo, o imprevisto e as formas próprias de expressão. 

 

O trabalho colaborativo de produção cinematográfica possibilita o processo coletivo de aprendizagem, frente à experiência negativa de se sentir representado de forma equivocada, produzida pelos meios de comunicação. “O olhar do Brasil sobre eles é discutido e interfere na fase de produção. A questão da identidade passa pelo reconhecimento do outro. A diferença e a diversidade não podem ser mascaradas principalmente quando estamos falando de diferença de usos e costumes em outras culturas”, sustentou Vincent.

 

O professor da PUC SP, Marcus Bastos (à direita na foto), tratou dos processos de mediação no contexto da internet, relacionando-os à capacidade do meio de descentralização da difusão de conteúdo. Em um primeiro momento, conforme explicou, essas redes foram marcadas pelo desejo de mudança, com a emergência de conteúdos ligados à pirataria, cultura livre e remix. “A internet inicial aventava um caminhos possíveis para embate com o sistema tradicional. Construímos tecnologia cuja vocação era o acesso, a diversidade”, situou. Dessa forma, os sistemas peer to peer , com o napster  como software símbolo desse formato de distribuição, transportou o fluxo de rede para o ambiente doméstico. Esse ambiente comunicacional abriria, decisivamente, a “porta da conectividade”, permitindo a captura de arquivos e a mistura de suas matrizes para formação de outras novas.  

 

Web 2.0: inversão de lógica

 

Se o mecanismo central da internet inicial era o download que estimulava o acesso a conteúdos, na web 2.0 ocorre o reverso dessa lógica: as tecnologias passam a estimular as pessoas a enviarem seus conteúdos. “Isso acaba com a idéia de acesso amplo e irrestrito porque o conteúdo passa a ser hospedado no site dessas empresas”, pontuou Marcus. Assim, uma tecnologia que tinha por vocação estimular o acesso democrático acaba retomando o formato cultura de massas, com ênfase na comunicação em tempo real. O resultado é que, “em vez do consumo do conteúdo alheio, o que se estimula é que as pessoas publiquem, de forma cada vez mais veloz, coisas banais de seu cotidiano”, observou o professor. 

 

Ele considera que, embora apresente capacidade significativa para servir como espaço de diversidade, “as tecnologias foram tendo seu grande potencial de ruptura sutilmente esvaziados”. Isso porque há uma gradual domesticação da internet. “As pessoas precisam ser preparadas para usar as tecnologias de maneira menos ingênua”, acredita o professor. 

 

Mas, afinal, as atuais tecnologias de comunicação estão funcionando como meios alienantes, repetindo trajetórias anteriores? Para o professor da PUC Minas, Eduardo de Jesus , a hipótese confirma-se, em grande medida, se observarmos o desempenho das mídias hoje. “A nova forma de capitalismo está entranhada nos processos de subjetivação, especialmente os estéticos. O que vemos e a sua quase onipresença pautando a vida cotidiana, dando visibilidade às formas culturais, mas limpando-as, envolvendo-as em rótulos que as tornam impotentes para construir relações tolerantes com a diferença”, afirmou o professor.

 

Nesse contexto, há o acoplamento dos meios ao circuito tradicional de comunicação de massa e a possibilidade de uma comunicação interpessoal, pautada, no entanto, pelo circuito de massa e orientada pela busca da visibilidade midiática. “Não se trata de dar visibilidade ao sujeito comum, mas ao sujeito desejoso de celebrização”, ou seja, mais uma vez, a comunicação vista como ferramenta de audiência. “Quando todo mundo é igual, a convivência é muito assustadora”, enfatizou o professor, lembrando a cidade contemporânea como reflexo alarmante do distanciamento e recusa em relação ao diferente.

 

“Entretenimento, celebrização de uma igualdade fácil, niveladora, apaziguadora, identidade igualitária que não permite conflito. Qualquer emergência é cooptada, trazendo proteção”, critica Eduardo. Apesar disso, relativizou o professor, a internet tem certa potencialidade, uma vez que o meio apresenta situações comunicativas em que se verifica a apropriação do espaço para expressão de movimentos socioculturais, como nos blogs criados, recentemente, durante as manifestações políticas no Egito, ancorados, sempre, como ele destacou, em ações realizadas no território físico. Por isso, o atual cenário comunicacional é indissociável da análise das questões políticas e subjetivas. “É uma questão de experiência e não de suporte, uma questão de manejo de política das subjetividades”, esclareceu. 

 

Nesse sentido, para além das padronizações do mercado, a diversidade cultural deve gerar situações de confronto que construam políticas de subjetividade, ao contrário do “gerenciamento por uma elite medíocre que opera na superficialidade total: imagem sem conteúdo”, disse, acrescentando que o predomínio de uma “tagarelice digital que reprime a emergência do real” torna essas redes, na realidade, “antisociais”. Como possível reação, o professor instigou a pensar, em contraponto ao que prevê o atual padrão de interação na rede Facebook, “não a felicidade ‘I like’, mas a interpassividade, em vez de interatividade”.  




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Desafio político: a cidade como síntese e lugar da diferença 

 

Da Redação do ODC

 

A consolidação de políticas públicas para diversidade cultural requer a instituição de mecanismos de financiamento, de participação e ações institucionalizadas. É nesse sentido que se constroem as políticas de Estado: reconhecendo que o diálogo contínuo no campo simbólico e político é a chave para a diversidade cultural. 

 

“São necessárias políticas públicas que reconheçam a diferença, promovam a diversidade cultural e encorajem os processos heterogêneos", afirmou a secretária de cultura de Minas Gerais, Eliane Parreiras, que apresentou algumas das perspectivas institucionais  do poder público durante a mesa “Políticas Públicas para a diversidade cultural”, que abriu o VI Seminário Diversidade Cultural. 

 

Em um panorama sobre espaços, programas, fundações, órgãos, conselhos e mecanismos disponíveis no estado, a secretária falou da busca pela maneira mais adequada de se garantir a representatividade pública de forma organizada e democrática, seguindo, inclusive, as diretrizes do Plano Nacional de Cultura. Para ela, um dos grandes desafios é conciliar a promoção da identidade com a celebração da diversidade. “Não podemos deixar que a burocracia e a visão dos responsáveis políticos engessem o processo cultural através de modelos homogêneos que, em vez de ampliar, enquadrem os movimentos. É papel do Estado achar caminhos para fomentar as expressões e manifestações culturais”, disse.  

 

Apropriação da cidade

 

Um dos principais pontos do debate sobre política pública para a diversidade cultural referiu-se às diversas reações geradas pela ocupação da cidade por movimentos culturais e sociais. “A cidade é para viver, fazer arte, trabalhar e conviver. A gente só vai preservar a cidade se a ocuparmos. Afinal, ninguém cuida daquilo de que não se apropria”, disse o vereador Arnaldo Godoy. Para ele, políticas de cultura devem fazer com que a diversidade aconteça em todos os espaços urbanos. “A cidade não é só para o transporte, para a saúde, é também para os movimentos agirem e se expressarem”. Neste contexto, o vereador citou iniciativas como o “Praia da Estação ”, o “Juventude Okupa a Cidade ” e asmanifestações realizadas no Viaduto Santa Tereza

 

Na opinião de César Piva (MinC), é importante fazer com que a diversidade seja vivenciada e experimentada. “Não acredito que basta proteger e reconhecer as diversidades, sem criar uma relação de troca e respeito que gere uma vivência transformadora”, disse. 

 

Ao inserir a experiência dos programas Brasil Plural  eCultura Viva , ele afirma que a perspectiva é fazer com a diversidade cultural seja potencializada politicamente. “A população brasileira deve se apropriar dessa diversidade e protegê-la, para que, assim, avancemos no exercício da cidadania”. Assim, também é importante discutir política pública cultural a partir de outro conceito, citado por Marcelo Santos, gerente de Arte e Cultura da ArcelorMittal. “Esse diálogo deve contar com a força e o fortalecimento das identidades para que se possa ter um contexto da diversidade, onde se constrói um espaço democrático que se fortalece numa perspectiva de desenvolvimento”, salientou. 




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Durante o Seminário Diversidade Cultural, oficina “Se ocê quisé vem” promove sensibilização através da consciência do movimento
 

Da Redação do ODC

 
 

Quem participou da oficina “Se ocê quisé vem”, realizada pelo bailarino Rui Moreira nos dias 19 e 20 de maio, teve a oportunidade de se aproximar do próprio corpo, como espaço das emoções, autoconhecimento e abertura ao outro. O envolvimento com as dinâmicas era sutilmente mediado pelo bailarino, que incentivava os passos do grupo. Aos poucos, formava-se um universo afetivo do qual todos passavam a fazer parte, cada um a seu modo e tempo. A dança ia se formando, acompanhada por canções que acordavam a memória para materializar-se em gesto. 

 

“Proponho que possamos trabalhar com esse corpo as relações com outros corpos, materialidades com as quais podem se relacionar”, convidou Rui, com olhar expressivo, ao mesmo tempo leve e direto. O que ele propõe, com a oficina, é ressensibilizar os participantes através da consciência dos seus movimentos orgânicos. Para tanto, são realizados exercícios de respiração e alongamento de meridianos energéticos: uma “visitação nos cultivos individuais”, nas suas palavras, que busca gerar espaços de troca.

 

Como explica o educador, o percurso do movimento altera a respiração e a circulação sanguínea, potencializando processos químicos capazes de conectar novas possibilidades motoras e resgatar capacidades esquecidas. “Um auto-reencontro, seja no campo do desempenho físico, como no campo emocional. Vamos partir do princípio de que o batimento cardíaco demonstra o ritmo interno e externo do ser humano de maneira explicita. Sentir este movimento através do toque em si próprio e nas pessoas ao redor aumenta a sensação presença e interação”, disse Rui aos integrantes da oficina, enfatizando que a participação em práticas lúdicas coletivas ajuda a “espelhar as pessoas e promover interesses e afetos”.

 

Satisfeita com a experiência, Dalila Dolabela ressalta a qualidade profissional da experiência, que uniu vivências de alongamento, flexibilidade, descontração e interatividade. “Forneceu conhecimentos para descontração, entretenimento psico-social e físico”, elogiou a dançarina. Para Rui, é importante que o desenvolvimento de discursos intelectuais seja mediado por práticas corporais, especificamente, no trabalho do Observatório da Diversidade Cultural, porque leva as pessoas “a expressarem uma flexibilidade física e emocional que relativiza as tensões provocadas por aglutinações de ponto de vista”, afirmou. 


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Oficina discute a sala de aula como ambiente artístico em defesa da diversidade cultural

 

Da Redação do ODC

 

No método do Teatro do Oprimido, Augusto Boal propõe utilizar o teatro como ferramenta para atores e, principalmente, não atores trabalharem a “desmecanização” física e intelectual, a fim de que os sujeitos se livrem de amarras que não os pertencem. “O método parte do pressuposto de que na vida ou na sociedade existem sempre opressores e oprimidos, e que cabe a nós ‘desinventarmos’ essa lógica”, explica o professor Gil Esper, que ministrou a oficina “Diversidade, intercultura e educação: uma perspectiva teórico-prática para o trabalho do docente”, durante o VI Seminário Diversidade Cultural.

 

Durante a oficina, Esper fez uso de jogos propostos por Boal, buscando trabalhar a união e o respeito entre o grupo, além ativar olhares e sentidos. “A partir da leitura da linguagem corporal, busca-se a compreensão dos fatos representados na imagem, que é, ao mesmo tempo, uma realidade existente e a representação de uma realidade vivenciada”, diz.  Segundo ele, entender o lugar de enunciação e a ancestralidade dos alunos é condição básica no contexto educacional e ainda essencial para que respeitemos (enquanto professores e os alunos entre si) as diferenças existentes entre as turmas. “Tudo aquilo que nos formou, nossas referências familiares, nossa história de vida, nosso contexto sócio-cultural, nossa micro-pátria são fatores fundamentais, tanto para o processo educacional quanto para o artístico”, explica.

 

O respeito pelas diferenças, afinal, está diretamente ligado ao conhecimento das histórias e do peso de cada vida. “Devido à correria do cotidiano escolar, ao pouco tempo de aula, temos nos esquecido de conhecer os alunos e de fazê-los conhecer uns aos outros. Quando nos abrimos e ouvimos depoimentos sinceros, o respeito ganha outra esfera”, conclui Gil.   

 

A oficina reuniu professores da área de artes, química, física, geografia, história, entre outros que, segundo o professor, compreenderam a importância da aplicação do método do Teatro do Oprimido em qualquer disciplina. “Enquanto arte-educador, essa oficina foi, sem dúvida o passo mais importante que já dei, fomentando novos pensamentos em professores”, relata.

 
 ]]> Do Portal do Ministério da Cultura
 

Estão abertas as inscrições para o Seminário “A Modernização da Lei de Direitos Autorais: contribuições finais para o APL”. O evento, promovido pelo *Ministério da Cultura*, por meio da Diretoria de Direitos Intelectuais, visa a finalizar o processo colaborativo de elaboração e aperfeiçoamento do APL que altera e acresce dispositivos à Lei n. 9610/98.

 

Esse Seminário acontecerá nos *dias 31 de maio e 01 de junho de 2011 *no Auditório do Superior Tribunal de Justiça, na cidade de Brasília/DF.

 

A inscrição é gratuita e pode ser feita pela página www.cultura.gov.br . As vagas serão garantidas por ordem de inscrição e a programação do Seminário será divulgada em breve.

 

Maiores informações podem ser obtidas na Diretoria de Direitos Intelectuais (DDI) do Ministério da Cultura (MinC), pelo telefone (61) 2024-2640 ou pelo e-mail direito.autoral@cultura.gov.br.
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Do site do CEDEFES

 

O OKUPA é uma promoção do Observatório da Juventude da UFMG, em parceria com vários movimentos juvenis da cidade, com a proposta de criar um espaço de debates sobre a cidade e seus jovens, contribuindo para formar opiniões e construir, no diálogo entre diferentes, uma agenda comum de reivindicações que atendam aos justos anseios dos jovens por uma cidade mais democrática. 

 

O primeiro OKUPA, realizado em abril, reuniu um conjunto de movimentos juvenis que, na sua diversidade possuem em comum reivindicações em torno da cidade. Os movimentos Praia da Estação, Nova Cena, Todos contra o Aumento, Brigadas Populares e Duelo de MCs apresentaram as suas demandas, em um rico debate no qual ficou claro que a cidade se explica pela possibilidade da diferença entre as pessoas. E os diferentes precisam se encontrar em espaços públicos para a construção de uma cultura comum, superando assim os preconceitos e estereótipos. Neste sentido a cidade possui uma dimensão educativa, devendo ser um lugar onde as pessoas se encontram para conviver, para aprender, para participar da vida social e política e assim exercer seus direitos como cidadãos. Daí a necessidade posta pelos movimentos da “re-fundação” de Belo Horizonte, garantindo o direito ao seu uso e ocupação, ampliando seus espaços de encontro, de lazer, com maior grau de liberdade e de solidariedade. O desafio está posto.

 

Para este segundo debate, o tema é a segurança pública a partir do eixo: Qual segurança queremos? A idéia é discutir sobre a realidade da segurança pública em Belo Horizonte, e os desejos, as demandas e as necessidades de segurança na visão dos movimentos juvenis. Uma série de questões precisa ser debatida. Algumas delas de caráter mais geral: Porque os jovens e a população em geral tem medo, insegurança na sua relação com a cidade? Por que o medo de circular por uma região, medo de sair a noite, medo do outro, medo do mendigo, medo da sombra? É real ou é socialmente fabricada por aqueles que possuem uma concepção de uma cidade “higienizada”, limpa, vazia, sem gente ocupando suas ruas e praças? 

 

Outras questões dizem respeito às dificuldades que os jovens vêm encontrando para OKUPAR a cidade: Porque os jovens não podem ocupar as praças livremente com shows ou mesmo para se encontrarem? Porque é tão difícil conseguir apoio oficial para promoção de eventos gratuitos nas ruas? Neste sentido, podemos nos perguntar por que tanta dificuldade é colocada para a realização semanal do Duelo MCs? É tão difícil assim garantir o mínimo de conforto, como os banheiros químicos, e segurança para este evento que reúne centenas de jovens toda semana? Seria porque na sua maioria são jovens e pobres? Ou mesmo o que pode explicar a presença da polícia fortemente armada para impedir o carnaval de rua em fevereiro deste ano?

 

Mas também é necessário discutir questões mais pungentes: Porque tantos jovens morrem em Belo Horizonte? Porque será que a grande maioria destes são negros e pobres? Porque será que vem aumentando tanto o número de jovens encarcerados em Belo Horizonte? Por que a juventude, principalmente os pobres, tende a ser criminalizada? É necessário também se perguntar pelas conseqüências para a ROTAM e seu modo de operar depois do triste acontecimento ocorrido no Aglomerado da Serra.

 

Estas, dentre outras várias questões, expressam concepções de segurança publica e de cidade que vem sendo implementadas pelo poder público estadual, municipal e sua policia e precisam ser  entendidas e analisadas criticamente. Será que é a única possível? Haveria uma concepção de segurança publica cidadã? E diante deste contexto, é necessário se perguntar: os jovens e seus movimentos compartilham com estas concepções? Se não, quais seriam as demandas e necessidades dos jovens em relação à segurança pública na cidade? 

 

Venha debater e construir conosco uma agenda de segurança pública demandada pelos jovens da Região Metropolitana de Belo Horizonte.

 

QUANDO: DIA 3 DE JUNHO, SEXTA FEIRA, DE 19:30 ÀS 22HS

 

ONDE: CONSERVATÓRIO DE MÚSICA DA UFMG – Av. Afonso Pena 1534 (em frente ao Palácio das Artes)

 

COM QUEM:

MONGE, DUELO MCs/FAMILIA DE RUA

FIDELIS ALCÂNTARA, BANHISTA DA PRAIA DA ESTAÇÃO

GRAZIELE SANTARELLI, FRENTE ANTI-PRISIONAL DAS BRIGADAS POPULARES

PROF. LUIZ ALBERTO GONÇALVES ( FAE-UFMG)

 

E DEPOIS DO DEBATE: CORTEJO ATÉ O DUELO MCs
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Do site do CEFET-MG.

 

O CEFET-MG promove, de 23 a 27 de maio, a IV Semana da Diversidade Cultural e Inclusão Social. O evento acontece no Campus VI, em Belo Horizonte, das 19h30 às 22h, e sua programação inclui seis palestras. A participação é gratuita e aberta ao público.

 

A abertura será proferida pela profa. Silvaní Valentim, do Departamento de Educação do CEFET-MG, que falará sobre  “Diversidades, desigualdades e inclusão: instituições escolares em foco”. Acontecerão ainda, ao longo da semana, as palestras sobre “Relações étnico-raciais, políticas de inclusão das pessoas com necessidades especiais”, “Relações de gênero, homossexualidade e heteronormatividade nas escolas” e “Treinamento para inclusão de pessoas com deficiência intelectual no mercado de trabalho da construção civil”.

 

O prof. Francisco Martins, da Faculdade de Educação da UFMG, encerra o evento na sexta-feira, propondo reflexão sobre o tema: “Juventudes, diversidades e culturas: dimensão escola-sociedade”.

 

O Campus VI está localizado na av. Amazonas, 5855, no bairro Gameleira. Veja a programação completa .]]>  

Do site O Repórter

 

NOVA YORK (Rádio ONU)  - Por ocasião do Dia Mundial das Nações Unidas para a Diversidade Cultural, que se celebra no dia 21 de maio, a Unesco e a Aliança das Civilizações estão lançando uma campanha mundial online para criar um movimento de pessoas que defendem a diversidade.

 

A campanha "Faça Uma Coisa pela Diversidade e Inclusão", irá funcionar através de uma página do Facebook. Ela vai servir como uma plataforma para pessoas ao redor do mundo compartilharem suas experiências através de mensagens e vídeos.

 

Outras culturas

 

O objetivo é convidar pessoas a tomarem uma ação relevante para suas vidas, que promova a diversidade e inclusão - de experimentar outra cultura através do cinema, comida, ou museus, para aprender sobre outras culturas ou países, e serem voluntários para essa causa.

 

A diretora geral da Unesco, Irina Bokova afirmou que "as novas tecnologias mudaram a nossa forma de comunicar e de conhecer uns aos outros, mas ainda temos que aprender a aproveitar ao máximo a diversidade das nossas sociedades, usando as novas ferramentas e redes sociais"

 

Parceiros

 

Grandes empresas do Vale do Silício, incluindo Yahoo, Cisco, Intuit, McAfee, entre outros, estão participando da iniciativa.

 

Juntamente com os parceiros das empresas, centenas de ONGs e fundações também estão aderindo à campanha de apoio da opinião pública mundial para a diversidade cultural e inclusão social.

 

Dia Mundial da Diversidade

 

Esta iniciativa culminará com o Quarto Fórum Anual da Aliança das Civilizações que se realiza em Doha, no Catar, em dezembro deste ano.

 

Desde 2001, a Assembléia Geral da ONU declarou a data de 21 de maio como o Dia Mundial da Diversidade Cultural para o Diálogo e o Desenvolvimento.
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Responda: O que é diversidade cultural para você? E concorra!No mês do VI Seminário da Diversidade Cultural, o ODC retoma a promoção “O que é diversidade cultural para você?”, via Twitter. Para participar, é só direcionar quantas respostas você quiser para o perfil <@observatoriodc>. Os autores das duas respostas mais criativas vão ganhar um kit ODC, contendo: um exemplar do livro “As Mediações da Cultura – Arte, processo e cidadania”, o DVD “Mediações”, além de ímã, squeeze e bolsa. 

 

Os participantes devem enviar suas respostas até o próximo dia 20 (sexta-feira), às 16horas. Mas atenção: só valerão as mensagens de quem estiver seguindo o Observatório no Twitter. Os vencedores serão anunciados no final do seminário. Seja criativo e encare o desafio de definir Diversidade Cultural em 140 caracteres!  

 

O VI Seminário da Diversidade Cultural vai acontecer nos dias 19 e 20, no Museu Inimá de Paula. O evento integra o Ano Interamericano da Cultura, incluindo debates sobre diversidade cultural e criação, interações midiatizadas, produção de conhecimento, educação e economia criativa, além de oficinas que incentivam a experimentação e a troca de experiências. As inscrições já estão abertas pelo e-mail: inscricoes@observatoriodadiversidade.org.br.

 

Livro: "As mediações da cultura: Arte, Processo e Cidadania", organizado pelo antropólogo e professor José Márcio Barros e publicado pela editora PUC Minas. A obra reúne trabalhos de pesquisadores e gestores culturais, resultantes de pesquisas com diferentes comunidades e grupos culturais de Belo Horizonte. Clarice Libânio, Diego Henrique Ribeiro, Fayga Moreira, Renata Alencar e Tailze Melo são alguns dos autores presentes.

 

DVD: O vídeo “Mediações” promove uma reflexão sobre a potência transformadora e os desafios das práticas de mediação cultural, por meio de ações e experiências no campo das artes e da educação. Dirigido por Gustavo Jardim, o vídeo integra o projeto “Arte e Cultura: Expansão de Fronteiras”, realizado por meio da Lei Estadual de Cultura e patrocinado pela ArcelorMittal Brasil. “Mediações” foi lançado no início deste ano, durante as comemorações de 5 anos do Observatório da Diversidade Cultural.

 

Mais informações aqui: http://www.observatoriodadiversidade.org.br

Ou: http://www.twitter.com/observatoriodc

 
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Em foco o potencial das redes sociais para a geração e manutenção de espaços de diversidade cultural 

 

Por Raquel Utsch

 

Comunicação e conteúdos culturais: criatividade ou fast food midiático? O tema é um dos destaques do Seminário da Diversidade Cultural , que discutirá, dentre outros assuntos, o potencial das redes midiáticas para a inventividade e a diversidade cultural. Em outras palavras, de que forma as tecnologias da comunicação articulam a organização em redes sociais, permitindo a criação de espaços voltados à proteção e promoção da diversidade cultural? Estarão reunidos, em torno da questão, Vincent Carelli (Ong Vídeo nas Aldeias – Brasil) e os professores Eduardo de Jesus (PUC-Minas) e Marcus Bastos (PUC-SP), no dia 19 de maio, a partir das 17h, no Museu Inimá de Paula. As inscrições para o seminário podem ser realizadas baixando este  formulário  e enviando para inscricoes@observatoriodadiversidade.com.br.  

 

Para o professor da PUC Minas, Eduardo de Jesus, a rede pode potencializar determinada organização social, mas é preciso não superestimar essa possibilidade e observar a rede, sempre, de acordo com os usos e apropriações sociais que se faz desse espaço. Para isso, deve-se considerar como eixo de análise a vinculação entre as situações comunicativas e a evolução dos acontecimentos no espaço físico. “Nos atuais embates políticos no Oriente Médio muito se falou do papel das redes nessas manifestações. Certamente se alcançou uma visibilidade maior e uma abrangência, no entanto, a gestação desses movimentos já estava em curso”, exemplifica o professor.

 

Por outro lado, na sua análise, deve-se considerar a vigência de uma espécie de individualismo, marcado pela celebração do "eu" na rede. Nesse contexto, o excesso de informação e a reprodução dos sistemas de alienação social comprometem a dimensão política desses processos, como enfatiza o professor: “Não sou assim tão otimista em relação a ver as redes sociais mediadas como um lugar de diversidade cultural. Nesse universo, confesso que vejo apenas (e ainda, pode ser que tudo mude) uma forma social desgastada, típica da classe média culpada, que não consegue gerar, digamos, uma organização”.

 

Assim como a organização em rede articula os territórios virtual e físico, também entrelaça os sistemas de comunicação massivo e pós-massivo. Este é, ainda, espaço contemporâneo onde experiência cotidiana detém, na avaliação do professor, dimensão central para o desenvolvimento de projetos voltados à diversidade cultural. “Pensar em diversidade cultural no domínio do neo-liberalismo  e do capitalismo cognitivo pode ser uma forma de dar visibilidade a  uma diversidade que seja politicamente correta, mas distante da experiência mais direta de construção de uma vida comum, de uma comunidade ou de uma forma de ‘viver juntos’. Parece tudo uma fachada  que encobre nossa deficiências ainda pré-modernas”, destaca. 

 

Portanto, não se trata de adotar a perspectiva unilateral de uma mídia tradicional que apenas reforça estereótipos e homogeneíza a realidade, nem de definir as redes sociais como o oposto dessa realidade. A rede conforma-se, para além das características do suporte, como decorrência da forma de sua inserção na vida social, o que permite uma “possível desestabilização para a criação coletiva da realidade”, como explica Eduardo de Jesus. “Talvez existam alguns pontos nas redes sociais mediadas que consigam criar alguma desestabilização para a criação coletiva da realidade”, diz, lembrando o uso criativo das redes pelos movimentos antiglobalização ou pela Guerrila Girls, movimento feminista radical dos Estados Unidos iniciado antes da internet. “No Brasil, ainda estamos tentando garantir o mínimo para as pessoas. Tudo tão pouco, tão ruim, tão pífio... que as redes sociais refletem isso. Além de estarem a reboque de uma forma de celebrização que toma as formas do pós-massivo como modo de chegar ao  massivo”, reflete o professor.

 


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Debate sobre pluralismo religioso e ensino das culturas afro-brasileira e indígena repercute papel central da escola na formação para a diversidade cultural 

 

A escola como espaço de pluralismo religioso e a importância da educação para a diversidade cultural demandam, cada vez mais, reflexão aprofundada sobre as diretrizes adotadas na construção de currículos e práticas escolares. Para o professor Roberlei Panasiewicz (PUC Minas), um dos participantes da mesa “Educar para a diversidade”, que integra o Seminário da Diversidade Cultural , a construção de novos currículos e práticas escolares deve problematizar a visão pedagógica tradicional. O professor tratará, na ocasião, de aspectos ligados ao “Pluralismo religioso em tempos de diversidade cultural”, junto ao bailarino Rui Moreira (Será Q.), Lorene dos Santos (PUC Minas), que abordará os “Desafios para o ensino da história e cultura afro-brasileira”, e Macaé Rodrigues (SMED BH), com o tema: “Desafios para o ensino da história e cultura indígena”. 

 

O desafio de educar para a diversidade implica, para Panasiewicz, combater a visão etnocêntrica que impede a percepção da pluralidade. “Pontos de vista diferentes não significam que uns estejam certos e outros errados. Significa que são diferentes. A educação tem que levar a sério a diversidade cultural e, nesta, a presença do pluralismo religioso”, afirma. “Não temos uma orientação pedagógica e uma referência religiosa únicas. Estar aberto e ter posturas críticas são fundamentais para pensar novos currículos e novas práticas escolares”, completa o professor.

 

Ele destaca, ainda, que a mediação dos processos educacionais possibilita a consciência e práticas éticas, baseadas no respeito a si mesmo, ao outro e ao “cosmos”. Nas suas palavras, “a escola é um ambiente privilegiado para esta aprendizagem, pois coloca em relacionamento pessoas com compreensões e práticas religiosas diversas ou, mesmo, sem práticas religiosas. Dentre os desafios que rondam a educação, podemos pensar em educar para a tolerância e para a criatividade. Isto possibilita o educando formar-se para a liberdade e, mais, permite que a alteridade desponte”. 

 

Nesse contexto, a educação para a diversidade cultural deve priorizar a formação docente, dimensão essencial do compromisso do ensino com a formação cidadã, valorizando o pluralismo religioso e, principalmente, a defesa dos grupos minoritários. Assim, não basta apenas a mudança curricular, como pontua o professor, sendo necessária a participação dos professores na atualização dos conteúdos, bem como as formas de incentivo e capacitação, para sua inserção na prática educacional. “As disciplinas têm que dar conta de seu conteúdo específico, estar abertas à realidade atual e apregoar o direito a diferença”, defende, especificando: a história como articuladora “da consciência do passado e postura no presente”; a biologia, refletindo sobre “a lógica interna da vida e seu compromisso com ela” e a matemática, “que deve habilitar o raciocínio para discernir a realidade”.      

 
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“É possível falar de uma economia criativa que proteja e promova a diversidade cultural?” A questão norteará o debate sobre a importante relação entre economia e cultura, durante o Seminário da Diversidade Cultural

 

Por Raquel Utsch

 

A relação fundamental entre economia criativa e diversidade cultural, assim como suas implicações para o desenvolvimento social, serão pontos debatidos, nos próximos dias 19 e 20 de maio, a partir das 16h30, dentro da programação Seminário da Diversidade Cultural . Para refletir sobre o assunto, estarão presentes os convidados: Paulo Miguez (UFBA), que tratará do tema “Economia da festa e diversidade cultural”; Isaura Botelho (ODC-Brasil), com a análise sobre “Economia criativa: modismo ou nova perspectiva de sustentabilidade?” e Claudia Leitão (MINC- Brasil, discorrendo acerca de “Uma política pública para a Economia Criativa”. A mesa “Diversidade Cultural e Economia Criativa” integra o evento, organizado pelo Observatório da Diversidade Cultural, no Museu Inimá de Paula, com inscrições abertas e gratuitas

 

Paulo Miguez refletirá sobre economia criativa, proteção e promoção da diversidade cultural, na perspectiva dos arranjos produtivos locais e das políticas públicas. A ideia é a criação de mecanismos de efetivação das riquezas simbólicas como riquezas  materiais, contexto social em que se enfatiza a necessidade de que o plano econômico não prevaleça sobre o simbólico. Isso significa não privilegiar repertórios culturais hegemônicos - adaptáveis às condições do mercado - com sério prejuízo, portanto, à diversidade cultural. “O fundamental é que tais políticas de fomento à economia criativa tenham como elemento balizador a compreensão de que a dimensão simbólica das ações criativas do campo cultural não pode estar subordinada às possibilidades e potencialidades econômicas”, afirma o professor do Instituto de Humanidades, Artes e Ciências e coordenador do Programa Multidisciplinar de Pós-Graduação em Cultura e Sociedade da Universidade Federal da Bahia (UFBA). 

 

Assim, para Miguez, o desafio trazido pela questão: “É possível falar de uma economia criativa que proteja e promova a diversidade cultural?”, parte da ideia de desenvolvimento econômico ancorado na promoção da cultura, ou seja, como política pública de desenvolvimento humano e estruturação da vida em sociedade. Ao defender que todo processo de desenvolvimento é “um fato de cultura”, ele acredita que delimitar a compreensão dessas questões ao campo econômico insiste em um modelo historicamente incapaz de resolver problemas como as desigualdades sociais e aqueles ligados à dimensão ambiental. “Assumir a cultura como eixo estratégico e organizador do desenvolvimento é condição fundamental para a reconceituação teórica e inscrição político-prática do desenvolvimento, numa perspectiva inclusiva e sustentável”, enfatiza o professor da UFBA. 

 

Quanto à economia brasileira, especificamente, a organização da festa destaca-se como ponto central para a promoção da diversidade cultural, de acordo com Miguez, especialmente, no tocante às grandes festas brasileiras, como os carnavais e o ciclo de festas juninas do Nordeste. As relações construídas por esses fatos, ao mesmo tempo econômicos e culturais, geram renda e ocupação para diversos setores sociais, movimentando empresas de turismo e de equipamentos e infra-estrutura urbana, além do setor midiático e pequenos empreendimentos empresariais e individuais. 

 

O professor esclarece que, no entanto, a organização desse potencial para o desenvolvimento social passa, fundamentalmente, pela atuação do Estado, instância responsável pela dimensão do patrimônio cultural intangível. Por isso, a necessidade de políticas que fomentem a economia da festa, “não apenas em favor dos grandes capitais, mas, também, e principalmente, dos setores sociais que, por vezes, têm na festa a única possibilidade de atividade econômica, sempre dentro dos limites indispensáveis à proteção da diversidade cultural”. Miguez aponta que, ao contrário, o desenvolvimento dos mercados criados pelas festas nacionais acaba à margem de regulação. Na perspectiva da festa como fenômeno cultural e simbólico, essa situação “compromete a riqueza de manifestações artístico-culturais constitutivas da diversidade cultural”, afirma o professor. ]]>  

Seminário finaliza projeto que incluiu a oferta de mini-cursos na área; equipe de cobertura colaborativa disponibiliza registros em vários formatos

 

Por Giselle Lucena

 

Novas formas, espaços e mecanismos disponíveis para construção de sentido e significados geram possibilidades nunca antes vistas para a comunicação e cultura – o que já não é nenhuma novidade. No entanto, no cenário onde se tem muita possibilidade de acesso às tecnologias, às trocas de conteúdo e espaço para muitas vozes, passa a ser questionável o poder de escuta e reflexão crítica de cada um. Afinal, qual o significado de um país ter o maior número de perfis nas redes sociais ou estar entre os que mais disponibilizam conteúdos?

 

“Os diálogos propõem o silêncio e o espaço de escuta. A sociedade está rouca de tanto falar, e esse excesso pode impedir o verdadeiro diálogo. As redes sociais não produzem necessariamente um novo espaço coletivo e político”, defende a professora e pesquisadora Vera França, ao apresentar uma retrospectiva dos conceitos que rodeiam o termo “cultura” e a forma como ele permanece no cenário do debate contemporâneo. “Conceituar cultura é quase um contra-senso, pela sua complexidade social e histórica. Da criação de porcos a um quadro do Picasso, cultura é uma questão de natureza e espírito”, afirma. Para ela, os contrastes e as diferentes perspectivas se refazem na sociedade contemporânea diante do surgimento de novos terrenos e valores. 

 

Na análise sobre comunicação e cultura, os contextos e sujeitos são variáveis centrais. Nesse sentido, para o antropólogo José Márcio Barros, comunicação e cultura se fundem independente dos meios utilizados por cada uma. Mais importante que discutir e analisar os meios onde cultura e comunicação se relacionam, é analisar as mediações que acontecem entre elas. “Vivemos num cenário de novos modos operativos da informação e de transmissão de sinais, de diluição das fronteiras entre as culturas, e uma maturação tecnológica marcada pela hibridização de mídias e de linguagens”, explica o professor. Nesse universo, o indivíduo é solicitado a viver no interior das tecno-interações, em que o horizonte comunicacional é a interatividade absoluta ou a conectividade permanente. “Percebo que temos cada vez mais acesso e interação, mas cada vez menor capacidade reflexiva. Estamos cada vez mais conectados, mas cada vez mais impacientes”, diz. 

 

Barros convida a pensar a agenda política brasileira da cultura e da comunicação. Analisando documentos das Conferências de Comunicação e de Cultura e o Plano Nacional de Cultura, o professor aponta para questões comuns entre elas, como a regionalização da produção cultural e comunicacional; o acesso à internet e inclusão digital; processos de outorga que dialoguem com a diversidade cultural; bem como a articulação das políticas de comunicação e cultura, entre outros. 

 

Estas e outras reflexões foram realizadas durante as mesas de debate do Seminário “Comunicação para a Cultura”, realizado pela AFF Comunicação e Cultura e Observatório da Diversidade Cultural, nos dias 29 e 30 de abril. O seminário finalizou um ciclo de cinco mini-cursos oferecidos de março a abril para profissionais de comunicação, artistas, gestores e agentes culturais, estudantes e interessados em geral, de temas ligados às mídias, assessoria, planejamento, dentre outros. “Podemos ver de diversas formas como os conceitos de comunicação e cultura, entre seus consensos e contrastes, funcionam na teoria e na prática, e isso gera a criação de novas idéias e novas formas de trabalho, a partir das opiniões colocadas e exemplos citados”, afirma Pedro Jaued, jornalista e assessor de imprensa da área cultural, que participou de um dos mini-cursos e conferiu o seminário.  

 

Espaço midiático, sociedade civil e iniciativa privada

O espaço midiático é ocupado e utilizado pela sociedade civil de diferentes formas. Como numa nuvem de tags, o gestor cultural Gustavo Jardim sugere a seleção de palavras-chaves que englobam o tema comunicação e cultura, e mostra como é possível inserir reflexões que vão desde o uso, por uma tribo indígena, de uma árvore para ecoar sons e transmitir mensagens a longas-distâncias, até uma experiência no Planetário de Belo Horizonte. “Para se comunicar não é preciso mídia. As ferramentas estão sendo criadas e podem ser utilizadas de diferentes maneiras por diversos grupos. O que não pode é a sociedade civil ficar a serviço dos meios de comunicação”, explica.

 

Reconhecendo os caminhos abertos e a amplitude de possibilidades nas novas formas de comunicação, muitas empresas se dedicam a construir políticas que englobam as novas tecnologias. Para o gerente nacional de Cultura e Sustentabilidade da Vivo, Marcos Barreto, a mídia social é mais efetiva e exige menos custos que a mídia tradicional. Afinal, o “curtiu” no Facebook tem sido mais interessante que a matéria em jornais. Além disso, tem importado cada vez menos os locais onde os eventos culturais têm acontecido, pois, com a internet, as pessoas podem assistir e conferir eventos em qualquer lugar. Ana Fátima Sousa, que gerencia a área de Comunicação e Relacionamento do Instituto Itaú Cultural, tem opinião semelhante. Segundo ela, a grande mídia perdeu o seu poder, e as pessoas se tornaram fundamentais na divulgação de projetos. “Daí a importância de se estar associado às redes de difusão”, diz.  

 

Nenhum olhar é o verdadeiro 

Se a internet oferece espaço para novas opiniões a respeito da produção cultural, o que acontece, então, com a crítica e o jornalismo cultural? Para o professor Leo Cunha, a crítica pode se analisada a partir de um continuum, que a caracteriza como jornalística, ensaística ou acadêmica. “Cada publicação vai se situando neste processo, de acordo com perfil e público, mas a internet permite a presença de todo esse continuum”. Nesse sentido, para o jornalista Israel do Vale, a forma de receber e produzir conteúdo está mudando. “Acho muito saudável que hoje qualquer pessoa possa ter um blog. Na internet, o crítico pode escrever quando bem entender, por isso há um ganho de qualidade, afinal, no veículo impresso, o jornalista é um especialista em generalidades o que dificulta a opinião qualificada. Mas é importante estar atento à diferença entre crítica e opinião”, explica.  

 

Processos e produtos - O ciclo de mini-cursos foi aberto com a oficina de Mídias Livres, ministrada por Flávio Charchar, Luiz Ramos e Fabíola Rodrigues, todos do Centro Multimídia Fora do Eixo. Depois de discutir sobre comunicação compartilhada, midialivrismo, colaboratividade, mídias sociais e organização, o grupo formou uma equipe que promoveu a cobertura colaborativa de todo o seminário. “Para isso, utilizamos a dinâmica da pró-atividade, onde cada participante poderia escolher por afinidade, experiência ou vontade de aprendizado, as áreas que permeiam a cobertura colaborativa: redação, fotografia, vídeo, podcast e redes sociais”, explica Flávio Charchar. Com essa característica, Charchar explica que o principal desafio da experiência é o entendimento de colaboratividade, por meio do qual processos e experiências são mais importantes. “Nossa idéia é sempre valorizar mais o processo de construção do que o produto final em si”, define. 

 

PARA CONFERIR

Fotos, textos e vídeos sobre o que aconteceu durante o seminário estão disponíveis nos links: 

Blog: http://www.affcomunicacaoecultura.com.br/blog/

Twitter: http://twitter.com/affcult

Flickr: http://www.flickr.com/photos/coletivopegada/sets/72157626234643317/

http://www.flickr.com/photos/coletivopegada/sets/72157626326312022/

Facebook: http://www.facebook.com/pages/AFF-Comunica%C3%A7%C3%A3o-e-Cultura/134219716646870

 
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Programa do Itaú Cultural chega ao seu 14º ano contribuindo intensamente para a carreira de muitos dos seus participantes

 

Por Leandro Lopes

 

Se o objetivo desse texto for divulgar uma oportunidade, ele começaria assim: Estão abertas as inscrições para as categorias de Artes Visuais; Educação, Cultura e Arte e Jornalismo Cultural do programa Rumos Itaú Cultural... Mas, se a intenção for explicar a importância desse projeto para a promoção da cultura brasileira, o início deve ser: Estão abertas as inscrições para a possibilidade de novos rumos. 

 

O programa do Itaú Cultural, que chega ao seu 14º ano e, desde sua primeira edição, objetiva democratizar o fazer cultural e mapear a produção artística do Brasil, vem mesmo contribuindo intensamente para a carreira de muitos dos seus participantes, dando-lhes visibilidade, abastecendo-os de conhecimento e promovendo o diálogo e o encontro. 

 

“Das lavadeiras e romeiras do Ceará, como Dona Maria do Horto à mais nova geração de documentaristas brasileiros. Desde sua criação, o programa Rumos já recebeu inscrição de mais de 20 mil projetos, apoiou e apoia o desenvolvimento de cerca de mil trabalhos entre vários segmentos culturais. Até hoje, o Rumos levou a obra dos selecionados a cerca de 4 milhões de pessoas em todo o país”, enumera o diretor do Itaú Cultural, Eduardo Saron. Os números comprovam a intenção de revelar os muitos brasis que convivem em um único país e desfaz impressões como a do músico Eliankin Rufino, de Boa Vista, em Roraima. “A participação da região Norte era tão pequena que eu achei um pouco pretensioso anunciar um mapeamento nacional. Mas aí o Edson Natale (gerente de música do Itaú Cultural) fez uma turnê nacional divulgando o projeto, conquistou o país, ampliou a participação, democratizou o acesso, apostou na pluralidade e, quando eu participei, já na terceira edição do Rumos Música [2007], reconheci a importância desta ação cultural e hoje só tenho aplausos”, afirma.

 

Descentralização é justamente uma das propostas mais interessantes do Rumos, que não se fixa no eixo RJ-SP. “Ao contrário, vai buscar nas diversas regiões do Brasil, os novos talentos para que se integrem ao circuito da indústria cultural e cheguem a todos os públicos”, afirma Saron. Segundo Rufino, além de democratizar, o projeto ainda viabiliza a produção dos selecionados por meio das publicações. No caso da carteira música, são feitas caixas com CDs e DVDs das obras, os artistas fazem turnês pelo país e ainda se encontram com outros músicos selecionados de regiões diferentes do Brasil. “Se me pedissem uma nota, eu daria nota 10 para o Rumos Itaú Cultural. E não só na área da Música. Em 2008, conheci os estudantes selecionados no Rumos Jornalismo Cultural, os selecionados em Gestão Cultural, recebi os DVDs de dança para exibir aqui em Roraima, escrevi um texto para um livro sobre a produção atual de música popular no Brasil e mantenho uma relação duradoura e amistosa com toda a equipe Rumos”, declara.

 

Além da música, são mapeadas pelo Rumos as áreas: Arte Cibernética, Artes Visuais, Cinema e Vídeo, Dança, Educação, Jornalismo Cultural, Literatura, Música e Pesquisa Acadêmica e Teatro. No entanto, atualmente, apenas três editais estão abertos, o que, segundo Saron, não significa que as outras categorias estejam paradas. Durante todo o ano, o Rumos Música, por exemplo, promove shows de difusão e gravação dos trabalhos dos selecionados, assim como Arte Cibernética, que, no final de junho, abre exposição com as obras contempladas na edição passada. O Rumos Dança está divulgando a publicação “Cartografia Rumos Dança” e por aí vai. Aliás, é possível acompanhar o passo a passo das atividades rumeiras no blog do programa: http://rumositaucultural.wordpress.com, atualizado por um ex-rumeiro: Reuben da Cunha Rocha. 

 

NOVOS RUMOS

Reuben era estudante de jornalismo na Universidade Federão do Maranhão – UFMA –quando recebeu um e-mail sobre o Rumos. “Pareceu-me a única chance num raio de 1 trilhão de metros de fazer um jornalismo divertido, estimulante e desafiador”, lembra o “ex-rumeiro” que participou da primeira edição do Rumos Jornalismo Cultural, em 2004. Segundo ele, o Rumos mostrou a possibilidade de fazer diferente. “Requer trabalho e obstinação. Mas é isso: você vai até onde a sua persistência lhe levar”, afirma Reuben que, atualmente, mora em São Paulo, é aluno do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação da Universidade de São Paulo – USP e editor da revista Semeiosis, do Grupo de Pesquisa Semiótica da Comunicação.

 

Para Ana Fridman, o Itaú Cultural inaugurou uma fase em que seu trabalho instrumental foi mais reconhecido. “Já tinha sido selecionada para uma bolsa de estudos no exterior e mostras musicais em São Paulo, mas o Rumos trouxe uma projeção em maior escala. A partir daí, consegui um financiamento para meu segundo trabalho instrumental, fui selecionada mais vezes e sigo tocando meu barco, cada vez mais cheio de músicos competentes ao meu lado. O Rumos foi um marco”, afirma Fridman. Tanto ela como Eliankin Rufino tiveram seus shows gravados em DVD, com exibição nacional pela TV Cultura e TV Educativa. Já Reuben participou, durante um ano, de um laboratório online de discussão e reflexão sobre o Jornalismo Cultural. 

 

“Ser selecionado para participar do Rumos é a mesma sensação de vencer um festival. Os músicos da minha banda ficaram entusiasmados com a possibilidade de sair de Boa Vista pra todo o país”, lembra Rufino. “Torço para que o Rumos seja exemplo para outras iniciativas de divulgação e mapeamento cultural sem fronteiras. Os artistas agradecem”, afirma Fridman. Para Saron, o retorno dos artistas e a recepção do público são sempre altamente positivos. “Isso incentiva e estimula o instituto a prosseguir neste caminho”, afirma o diretor do Itaú Cultural.

 

Para conhecer tudo sobre os editais abertos e acompanhar todas as outras categorias, basta acessar aqui

 

INSCRIÇÕES

No momento, estão abertas as inscrições para as categorias de Artes Visuais; Educação, Cultura e Arte; e Jornalismo Cultural. Para Artes Visuais, as inscrições vão até 29 de maio.Podem participar artistas atuantes no Brasil com trajetória profissional iniciada a partir de 2000. A categoria Educação contempla profissionais que estejam desenvolvendo, no país, propostas diferenciadas nos campos da cultura e da arte, por meio da educação não formal. Os interessados devem se inscrever até 30 de junho. Professores e estudantes de comunicação social e/ou jornalismo podem participar da categoria Jornalismo Cultural, que tem inscrições abertas até 15 de julho.  

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Mapeamento do Grupo Somos busca rastrear o que está sendo produzido artisticamente pela população de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais no Brasil

 

Por Leandro Lopes

 

Trabalhos de alta qualidade artística produzidos pelas comunidades LGBTs de todo o Brasil não acessam os espaços consagrados da cultura e os financiamentos para viabilização das suas produções. É o que pensa o coordenador de cultura do grupo Somos, Sandro Ka. Parece a mesma e velha reclamação dos segmentos culturais do país, mas, nesse caso, é difícil de discordar.

 

Talvez nem falte recurso, falte mobilização. Para mudar essa história e descobrir onde está a lacuna no processo de produção e viabilização, o Somos Pontão de Cultura LGBT, de Porto Alegre, começou a rastrear as iniciativas artísticas de todas as capitais do território brasileiro. Trata-se do “Mapeamento Cultural LGBT” – uma ação de pesquisa com o objetivo de identificar e registrar um panorama atual das manifestações artísticas ligadas à população de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais. O trabalho procura promover um levantamento inédito sobre a diversidade de expressões e linguagens artísticas produzida pelo segmento. 

 

PROCESSO DE PRODUÇÃO

E, para isso funcionar, uma equipe de três pessoas – dois pesquisadores do Somos e um produtor local – passa dois ou três dias em cada capital. Na cidade, eles registram depoimentos de artistas. “O produtor tem papel fundamental no processo porque cria uma espécie de curadoria ao indicar e contextualizar a importância dos entrevistados, assim como ao montar a agenda da cidade. Dessa forma, ele permite que o mapeamento tenha um caráter mais integrado à realidade do lugar”, explica Sandro Ka.

 

Essa equipe já passou por Florianópolis, Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Vitória, Campo Grande, Cuiabá, Goiânia, Brasília, Palmas, Salvador e Aracaju. Durante um ano, todas as capitais brasileiras serão visitadas e o resultado ganhará as páginas de um catálogo e um espaço interativo na internet. “No catálogo serão levantadas algumas questões como a importância e o papel das Paradas do Orgulho LGBT e a Arte Transformista. Essas discussões serão ilustradas com depoimentos e imagens. Já o site funcionará como um portal, com a apresentação de todas as iniciativas visitadas, inscritas por e-mail ou enviadas pelo correio”, detalha Ka. Segundo ele, a ideia não é criar um "álbum de figurinhas" e sim, a partir deste levantamento qualitativo, problematizar questões que dizem respeito a essas novas formas de produção de cultura.

 

PREVISÃO

“A previsão de lançamento dos produtos finais é para o segundo semestre de 2012”, afirma. Mas até lá é possível contribuir com a iniciativa. Segundo Ka, durante as visitas nem todos os artistas locais são contatados. “Desta forma, artistas que não foram acessados poderão se inscrever por email ou enviar portfólio para a produção do projeto. Além disso, todos podem contribuir nos debates que norteiam a Cultura LGBT através de discussão e questionamentos que venham a colaborar e engrandecer este trabalho”, explica. Para isso, basta acessar o blog do projeto, por meio do qual é possível acompanhar o dia-a-dia das equipes nas cidades, e também o twitter.

 

Participe:

Site: www.somos.org.br

Blog do Mapeamento: http://somos.org.br/mapeamento/

Twitter: http://twitter.com/#!/mapeamentolgbt
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Interessados têm até 16 de maio para inscrição de trabalhos

 

Da redação do ODC 

 

Promovido pelo Núcleo de Estudos e Pesquisa em Direito, Artes e Políticas – NEDAC, o Seminário “Direitos, Artes e Políticas Culturais” será realizado nos dias 9 e 10 de junho de 2011, na Av. Marechal Câmara, n. 210, Centro, Rio de Janeiro. Profissionais de diversas instituições e setores da sociedade estarão reunidos para apresentar e debater temas como “Acesso à Cultura”, “Economia Criativa”, “Reforma da Lei de Direitos Autorais”, “Cultura Digital” e “Compartilhamento de Arquivos”. Os interessados em enviar trabalhos têm até o dia 16 de maio para se inscrever. Os artigos devem ser inéditos, de até dois autores e possuir de 12 a 20 laudas no formato Word. Serão escolhidos trabalhos para cada uma das seguintes áreas: (GT 1) Políticas Públicas Culturais; (GT 2) Artes e Acesso à Cultura; e (GT 3) Direitos Autorais e Desenvolvimento.

Para conferir as normas de inscrição, acesse: http://www.nedac.com.br/pdf/NEDAC-chamada_trabalhos_e_submiso.pdf

Mais informações: seminário@nedac.com.br
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Evento é realizado pela Asociación Latinoamericana de Investigadores de la Comunicación e ocorre no Itaú Cultural

 

Da assessoria do Itaú Cultural

 

Até 15 de julho, estão abertas as inscrições para o VI Seminário Internacional da Asociación Latinoamericana de Investigadores de la Comunicación (Alaic). O evento integra o 1º Congresso Mundial de Comunicação Ibero-Americana e ocorre na sede do Itaú Cultural, em São Paulo, nos dias 29 e 30 de julho.

 

Os debates têm quatro temas centrais: Pensamento Social e Comunicacional Latino-Americano; Pesquisa em Comunicação na América Latina; Políticas de Comunicação e Cultura na América Latina; e Pluralismo e Liberdade de Expressão na América Latina.

 

A inscrição é gratuita. Para se cadastrar, basta enviar nome, ocupação/titulação, instituição de origem e e-mail de contato para seminarioalaic2011@gmail.com.

 

Confira abaixo a programação.

 

 

VI Seminário Internacional da Alaic

 

sexta 29 e sábado 30 de julho

 

inscrições até 15 de julho pelo e-mail seminarioalaic2011@gmail.com

 

Programação:

 

sexta 29 de julho

 

9h Abertura

 

9h30 Mesa 1 - Pensamento Social e Comunicacional Latino-Americano

com Cesar Bolaño (Brasil), Eliseo Colón Zayas (Porto Rico), Ruy Sardinha Lopes (Brasil) 

 

11h Mesa 2 - Pesquisa em Comunicação na América Latina  

com Maria Cristina Gobbi (Brasil), Delia Crovi (México), Gustavo Cimadevilla (Argentina), Maria Immacolata V. de Lopes (Brasil) 

 

14h30 Mesa 3 - Políticas de Comunicação e Cultura na América Latina

com Anita Simis (Brasil), Carlos Maurício Arroyo Gonçalves (Bolívia), Murilo Cesár Ramos (Brasil), Valério Brittos (Brasil)  

 

 

sábado 30 de julho

 

9h Mesa Especial Alaic-Unesco: Pluralismo e Liberdade de Expressão na América Latina; apresentação do primeiro número do Journal of Latin American Communication Research

 

com Fernando Oliveira Paulino (Brasil), Mauro Porto (Unesco), José Marques de Melo (Brasil - Cátedra Unesco), Vincent Defourny (Unesco)

 

16h Assembleia extraordinária da Alaic

 

 ]]> Da Redação do ODC
 
O coordenador do Observatório da Diversidade Cultural (ODC), José Márcio Barros, participará do I Congresso Mundial de Comunicação Iberoamericano (CONFIBERCOM), que será realizado de 1º a 6 de agosto de 2011, na Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA / USP). O evento é organizado pelas Associações Científicas e Acadêmicas da Comunicação e a Federação Brasileira de Associações Científicas e Acadêmicas de Comunicação (Socicom). O CONFIBERCOM tem como tema central os "Sistemas de Comunicação em tempos de diversidade cultural" e como subtemas: "Sistemas Iberoamericanos de Comunicação" e "Diversidade Cultural Iberoamericana", abordados em painéis temáticos. O coordenador do ODC participará como expositor do painel “Diversidade cultural ibero-americana”, no dia 02 de agosto, das 14h30 às 17h30.

 

O congresso é o resultado do "Protocolo de Guadalajara", firmado em 23 de novembro de 2007, por 10 organizações representantes da comunicação no âmbito iberoamericano que se reuniram no campus da Universidade de Guadalajara (México), durante o X Ibercom (Congresso Iberoamericano de Comunicação), respaldando, em 2009, a criação do CONFIBERCOM. Um dos objetivos estabelecidos foi a organização de um congresso de caráter mundial para fortalecer os laços entre as culturas Ibero-Americanas e projetá-las no cenário internacional, possibilitando o resgate dos trabalhos dos iberoamericanistas. Dessa forma, a intenção, com a iniciativa, é organizar e difundir o conhecimento gerado na iberoamérica, contribuindo para o fortalecimento da diversidade de pensamento comunicacional mediante a criação de mecanismos para a coperação intra-regional. 

 

Mais informações sobre o evento podem ser obtidas no site do CONFIBERCOM .
 ]]> Evento integra o Ano Interamericano da Cultura, incluindo debates sobre diversidade cultural e criação, interações midiatizadas, produção de conhecimento, educação e economia criativa, além de oficinas que incentivam a experimentação e a troca de experiências

Da Redação do ODC

Estão abertas as inscrições gratuitas para o VI Seminário  Diversidade  Cultural, que acontecerá nos próximos dias 19 e 20 de maio, no Museu Inimá de Paula. Organizado pelo Observatório da Diversidade Cultural (ODC), o evento tem o patrocínio da empresa ArcelorMittal, por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura. O Seminário consiste em espaço de ampliação e aprofundamento das reflexões sobre as realidades e os processos de proteção e promoção da diversidade das expressões culturais, além de oportunidade de articulação entre os participantes. A intenção é que a programação e a divulgação de seus resultados ampliem as perspectivas de alinhamento e a atuação conjunta de instituições públicas e organizações da sociedade civil nos desafios para a construção de uma sociedade plural. O evento conta ainda com a parceria da UNESCO, Ministério da Cultura (MinC), Observatório Itaú Cultural e Fundação Clóvis Salgado, além das empresas Transversal e Diversas.

Em sua sexta edição, o Seminário integra o Ano Interamericano da Cultura , que celebra a grande diversidade cultural das Américas, visando oportunizar o desenho e implementação de políticas públicas orientadas para o fortalecimento das indústrias locais e à promoção da cultura como ferramenta de inclusão e participação social. Outro diferencial da programação do Seminário  Diversidade Cultural, em 2011, é o lançamento, pelo ODC, do livro: “Diversidade e Desigualdade”, no dia 19 de maio, às 19h30. A publicação reúne textos dos especialistas: Jurema Machado (UNESCO Brasil), Gustavo Lins Ribeiro (UNB), José Marcio Barros (ODC/PUC Minas/UEMG), Paulo Miguez (UFBA), Mariella Pitombo (UFBA), Giuliana Kauark e Lilian Hanania (U40), Gilson Schwartz (USP), Guilherme Canela (UNESCO Brasil), Alessandra Siqueira (UFTM), Luis Albornoz (UC3M), Laure Emperaire (IRD) e Gustavo Lins Ribeiro (UNB).

Dentre os assuntos que serão discutidos, durante os encontros, estão as políticas públicas de desenvolvimento na área, com foco nas perspectivas institucionais de proteção e promoção da diversidade. O debate sobre a relação entre comunicação e conteúdos culturais abordará, por sua vez, a extensão e diversificação dos aparatos tecnológicos de comunicação. No centro da discussão, o atual cenário comunicacional, cujas evidências apontam que os modos de apropriação e uso dos aparatos midiáticos reforçam identidades e oportunizam diálogos, ao mesmo tempo em que re-instituem riscos de padronização e empobrecimento das possibilidades criativas. A educação e a escola como espaços sociais de reprodução e superação das formas de intolerância e preconceito em relação à diversidade cultural e as possibilidades de uma economia criativa que proteja e promova a diversidade serão, também, assuntos tratados pelos convidados durante o evento.

Além da programação do seminário, serão oferecidas as oficinas: “Se ocê quisé vem”, com o bailarino Rui Moreira; e “Diversidade, intercultura e educação: uma perspectiva teórico-prática para o trabalho do docente”, com o professor Gil Esper.

Inscrições para o seminário e oficinas – Através de preenchimento de formulário e envio para o email: inscricoes@observatoriodadiversidade.org.br .

Baixe aqui  o formulário de inscrição.

PROGRAMAÇÃO

SEMINÁRIO

19 de maio

9 às 12 h – Oficinas

14h - Abertura com autoridades e parceiros

14h30 - MESA 1: Políticas públicas para a diversidade cultural

Mediação: José Márcio Barros
Convidados:
Marta Porto (MinC)
Eliane Parreiras (SEC MG) 
Thaís Pimentel (FMC de BH);

17h - MESA 2:  Comunicação e conteúdos culturais: criatividade ou fast food midiático?

Mediação: José Oliveira Junior (ODC)
Convidados: Eduardo de Jesus (PUC  Minas)
Marcus Bastos (PUC – SP)
Vincent Carelli (Vídeo nas Aldeias - Brasil);

19h30: Coquetel de lançamento do livro “Diversidade e Desigualdade”

20 de maio

9 às 12 h – Oficinas

14 às 16 h – MESA 3: Educar para a diversidade

Mediação: José Oliveira Júnior (ODC)
Convidados:
Roberlei Panasiewicz (PUC Minas)
Lorene dos Santos (PUC Minas)
Macaé Evaristo (SMED BH) 
Rui Moreira (Cia SeráQ.);

16:30 h – MESA 4: Diversidade cultural e economia criativa

Mediação: José Márcio Barros
Convidados:
Paulo Miguez (UFBA)
Isaura Botelho (ODC)
Claudia Leitão (MinC);

19h – Encerramento

OFICINAS
19 e 20 de maio, das 9h às 12h
Duração: 6 horas/atividade
Vagas: 40

1. Si ocê quisé vem

A oficina Si ocê quisé vem é uma das conclusões de uma investigação artística e estética iniciada com a pesquisa sobre os festejos relacionados à cultura afro brasileira, realizada pelo diretor artístico da Cia SeráQ., Rui Moreira, através do financiamento da Bolsa Vitae, especificamente sobre folclore afro mineiro. Garimpar para compreender essas manifestações populares junto ao seu público de origem foi um dos objetivos primordiais do projeto intitulado “Ês quiz q’eu isse co ês”, que quer dizer “Eles quiseram que eu fosse com eles”, pronunciado com um estilizado acento regional chamado de “mineirês”. Na oficina “Si ocê quisé vem”, o público é convidado a dançar e cantar as danças e canções patrimoniais e, também, a participar de jogos lúdicos envolvendo percussão corporal.

Rui Moreira: Paulista radicado em Belo Horizonte desde 1984. A carreira deste bailarino e coreógrafo é fortemente marcada por sua participação no Grupo Corpo, de Minas Gerais e nas companhias paulistanas Cisne Negro e Balé da Cidade de São Paulo. Atualmente, dedica-se à SeráQ. Companhia de Dança onde desde 1993 desenvolve criações a partir de pesquisas de linguagens cênicas tendo como mote principal as culturas populares do Brasil. Construindo repertório como coreógrafo ou como intérprete criador dirige e ou interage com atores, músicos, bailarinos, dançarinos populares, de street dance, poetas, vídeo makers, Djs, materializando uma linguagem gestual contemporânea.

Público Alvo: Interessados com idade mínima de 16 anos.
Local: Sala de Educação Continuada da Fundação Clóvis Salgado

2. Diversidade, intercultura e educação: uma perspectiva teórico-prática para o trabalho do docente

A oficina pretende fazer uma reflexão teórico-prática sobre a diversidade por meio da arte; trabalhar o teatro como ferramenta metodológica de inserção e “desaprisionamento” do olhar; pensar a sala de aula como um ambiente artístico-cultural por excelência e instrumentalizar educadores para o trabalho da arte como meio de socialização ou de “ressocialização”.

Gil Esper – Professor assistente da Faculdade de Comunicação, Artes e Letras da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD). Licenciado em artes cênicas pela Escola de Belas Artes da UFMG. Além de educador, é diretor, iluminador e cenógrafo de espetáculos teatrais. No campo da educação e diversidade, desenvolveu trabalhos de arte em ONGs, aulas de teatro e projetos artísticos em escolas públicas e particulares, minicurso para professores indígenas, no curso superior de licenciatura indígena da UFGD e participou, como colaborador, de um projeto artístico-pedagógico, também da UFGD, no Itamaraty, maior assentamento sem-terra da América Latina.

Público Alvo: Educadores e Artistas
Local: Sala de vídeo da Fundação Clóvis Salgado

SERVIÇO
Seminário  Diversidade  Cultural
Realização: Observatório da Diversidade Cultural 
Patrocínio: ArcelorMittal e Lei Estadual de Incentivo à Cultura
Parceria: Transversal, Diversas, Fundação Clóvis Salgado, UNESCO, Minc e Observatório Itaú Cultural.
Produção: Aff! Comunicação e Cultura
Apoio: Museu Inimá de Paula - Rua da Bahia, 1021, Centro
Promoção: Rede Minas e Rádio Inconfidência
Inscrições para o seminário e oficinas: inscricoes@observatoriodadiversidade.org.br . Mais informações: (31) 3463-3141 / info@observatoriodadiversidade.org.br .
Vagas limitadas. Serão emitidos certificados.]]>
Publicação enfatiza promoção da equidade de condições para livre florescimento e interação das culturas em benefício mútuo, atingindo campos da economia, política e comunicação

No próximo dia 19, às 19h30, o Observatório da Diversidade Cultural (ODC) lançará o livro: “Diversidade e Desigualdade”. O lançamento integra a programação do Seminário da Diversidade Cultural , que acontece nos dias 19 e 20 desse mês, no Museu Inimá de Paula. O Seminário funciona como espaço de ampliação e aprofundamento das reflexões sobre as realidades e os processos de proteção e promoção da diversidade das expressões culturais, além de oportunidade de articulação entre os participantes.

O livro “Diversidade e Desigualdade” reúne textos dos especialistas: Gustavo Lins Ribeiro (UNB), Jurema Machado (UNESCO Brasil), José Marcio Barros (ODC/PUC Minas/UEMG), Paulo Miguez (UFBA), Mariella Pitombo (UFBA), Giuliana Kauark e Lilian Hanania (U40), Gilson Schwartz (USP), Guilherme Canela (UNESCO Brasil), Alessandra Siqueira (UFTM), Luis Albornoz (UC3M), Laure Emperaire (IRD), Gustavo Lins Ribeiro (UNB).

Organizado pelo Observatório da Diversidade Cultural (ODC), o Seminário da Diversidade Cultural tem o patrocínio da empresa ArcelorMittal, por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura. O evento conta ainda com a parceria da UNESCO, Ministério da Cultura (Minc), Observatório Itaú Cultural e Fundação Clóvis Salgado, além das empresas Transversal e Diversas.

Confira a apresentação do livro, por José Márcio Barros e Giuliana Kauark.

Diversidade cultural e desigualdade de trocas

São vários os atuais desafios para que a proteção e a promoção da diversidade cultural transcendam o campo discursivo das afirmações inclusivas e se efetivem como expressão de direitos de uma sociedade mais justa e plural.  Dentre os mais centrais e urgentes, podem-se destacar a ampliação do processo de adesão dos países membros da UNESCO à Convenção sobre a Proteção e Promoção da Diversidade das Expressões Culturais, a criação de políticas públicas e marcos legais específicos nos países que a ratificaram, a consolidação da participação da Sociedade Civil neste processo, o investimento na educação e na comunicação como meios efetivos de construção de realidades favoráveis à diversidade, o embate com os acordos comerciais internacionais, a construção de relações com a biodiversidade e, finalmente, a integração da defesa pela proteção e promoção da diversidade cultural ao enfrentamento da desigualdade.  Este último aspecto se constitui como uma espécie de antítese desafiadora ao cenário que se busca construir.

Nesse sentido, se de um lado reconhecemos que o problema da desigualdade social, econômica, política e cultural não será resolvido pelo simples endosso ou aplicação das Diretrizes Operacionais da Convenção, de outro constatamos que, sem o seu devido enfrentamento, a questão da diversidade cultural resta coadjuvante das agendas de prioridades mundiais e a integração da cultura nas políticas de desenvolvimento sustentável cada vez mais distante. A interseção que constatamos aqui está no fato de sermos muito diferentes, mas tais diferenças conviverem com realidades similares de profunda desigualdade de trocas, sejam elas econômicas, políticas ou comunicacionais. 

Para além do reconhecimento das diferenças culturais como constitutivas de nosso rico patrimônio, o desafio que se desenha está em transformar a plataforma de sua defesa num programa de promoção da equidade de condições para o livre florescimento e interação das culturas em benefício mútuo, como consta na própria Convenção, atingindo, assim, os campos da economia, política e comunicação. Como afirmou Thabo Mbeki, ex-presidente da África do Sul, na Conferência Rio+10, em Joanesburgo (2002), “uma sociedade humana global baseada na pobreza para muitos e na prosperidade para poucos, caracterizada por ilhas de riqueza cercada por um mar de pobreza, é insustentável”.

Sabemos que a riqueza simbólica da cultura dá provas de sobreviver mesmo em contextos de baixos níveis de sobrevivência material, de grande violência e de ausência de respeito, tolerância e democracia. Mas, a acomodação e a naturalização deste quadro paradoxal tornam pueril e estéril a defesa da diversidade. 

Às diversas faces da desigualdade – a pobreza, a opressão política e a falta de acesso a condições mínimas para uma sobrevivência digna – se somam aos desequilíbrios e exclusões promovidos no contexto das indústrias culturais, da ausência de políticas públicas para a cultura e no divórcio entre a cultura e as demais dimensões do campo social, como a educação, a comunicação e o meio ambiente. Compreender a diversidade cultural e o combate à desigualdade das trocas deve, portanto, partir de uma perspectiva coerente com o dialogismo entre as partes e o todo, o que a torna uma tarefa complexa, porém, necessária e urgente.

Os primeiros cinco anos de existência da Convenção constituem um momento político singular para novos alinhamentos discursivos, avaliações e reflexões, bem como para o delineamento de projetos políticos constitutivos de novos cenários. Este livro procura enfrentar algumas questões que demandam atualização contínua, reunindo perguntas e possíveis respostas trazidas por professores e pesquisadores de diversas instituições e ativistas da diversidade cultural. É resultado da parceria entre o Observatório da Diversidade Cultural (ODC), o Instituto Itaú Cultural, a UNESCO Brasil e a Rede U40 Brasil. Na primeira parte, diversidade cultural e as relações políticas e comerciais internacionais, os autores problematizam os conflitos de interesses revelados no processo de criação e consolidação da Convenção, as ações e as perspectivas de cooperação internacional, bem como as tensões entre políticas culturais e tratados de comércio mundiais.

Em seu artigo, Paulo Miguez (UFBA) remonta a problemática do comércio mundial de produtos e serviços culturais, enfatizando o histórico das negociações, desde a consolidação da indústria cinematográfica, até os dias atuais. Também sob esta perspectiva de destaque da cultura na economia globalizada, Mariella Pitombo (UFBA) analisa as disputas de interesse durante o processo de criação da Convenção. Começando a tratar da aplicação deste instrumento, Giuliana Kauark (U40) destaca o artigo sobre consulta e coordenação cultural, cuja finalidade é fortalecer os objetivos de cooperação internacional, propiciando o debate da diversidade cultural em outras instâncias internacionais da área do comércio e do desenvolvimento, por exemplo. Retratando um exemplo prático de cooperação internacional, Lilian Hanania (U40) analisa os efeitos da Convenção sobre os acordos de comércio bilaterais e no âmbito da Organização Mundial do Comércio.

Já na segunda parte, que trata da diversidade cultural e a comunicação, os autores questionam quais os impactos positivos e negativos dos processos de produção e circulação de informações na promoção da diversidade cultural, quais os marcos regulatórios, práticas institucionais e iniciativas sociais no desenvolvimento e uso de tecnologias de informação e comunicação e ainda, quais as possibilidades de articulação entre comunicação, informação e diversidade cultural no contexto atual. 

Iniciando essa discussão, Gilson Schwartz (USP) aproxima o tema da diversidade cultural com a revolução das novas tecnologias de informação e telecomunicação, que vem atraindo interesses políticos, econômicos e empresariais, promovendo também, à controversa dos defensores da cultura digital, desigualdades. Para Guilherme Canela (UNESCO Brasil) e Alessandra Siqueira (UFTM), essas desigualdades são resultado ainda da ausência de regulação da mídia, indicada pelos autores como instituição-chave para a realização do direito à liberdade de expressão e da proteção e promoção da diversidade cultural. Por fim, para Luis Albornoz (UC3M) resulta claro que um dos fatores para esta proteção e promoção é o acesso de diferentes grupos na gestão dos serviços de radiodifusão, numa oposição à situação atual dos países iberoamericanos em que conglomerados empresariais detêm, em seus respectivos mercados, posições dominantes na produção e distribuição de conteúdos culturais.

Com o tema diversidade cultural e a desigualdade, que sintetiza esta publicação, a terceira parte apresenta análise dos autores sobre questões centrais tais como as relações entre as diferenças culturais e as desigualdades sociais, políticas e econômicas, os desafios para a integração de agendas para a promoção da diversidade e a superação das desigualdades, bem como as expectativas quanto à participação da sociedade civil e contribuição da educação nesse processo.

O artigo de José Márcio Barros (ODC/PUC Minas/UEMG) aborda o conceito e os papéis da Sociedade Civil, bem como a centralidade da educação e do pluralismo na promoção e proteção da diversidade cultural. Já Laure Emperaire (IRD), ao tratar de sistemas agrícolas cerceados por mecanismos de apropriação fundiária e monopólios sobre recursos comuns como a água, estabelece uma relação entre biodiversidade e diversidade cultural para tratar da questão da desigualdade. Retomando o Relatório Mundial da UNESCO sobre a Cultura de 2009, Jurema Machado (UNESCO Brasil) registra a gradativa compreensão e abordagem da diversidade cultural na construção de estratégias mais sustentáveis para o desenvolvimento. Concluindo com a defesa por um projeto intercultural crítico, Gustavo Lins Ribeiro (UNB) apresenta a diversidade como uma característica constitutiva da experiência humana que, tanto é matéria prima na construção de identidades, como pode ser na construção de desigualdades.

Ao disponibilizar este conjunto de reflexões esperamos contribuir para a difusão e qualificação dos debates sobre a temática da diversidade cultural e seus desdobramentos. Iguais na diversidade, equânimes nas diferenças, plurais na convivência, estas talvez sejam as principais dimensões do nosso desafio.]]>
Esta é a principal missão do Observatório da Diversidade Cultural e das Relações Interculturais no Ensino Superior, criado pela UNESCO-IESALC 

Por Leandro Lopes

Tudo começou em Belo Horizonte, onde foi realizada, nos dias 6 e 7 de agosto de 2009, a Oficina Regional sobre Diversidade Cultural e Relações Interculturais na Educação Superior da América Latina. O encontro, que contou com a presença de representantes de todos os países do continente, resultou em uma declaração de 16 páginas. Junto às recomendações da Conferência Regional de Educação Superior – ocorrida na Colômbia em 2008 – O documento serviu de base para a criação do Observatório da Diversidade Cultural e das Relações Interculturais no Ensino Superior , pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) e o Instituto Internacional para a Educação Superior na América Latina e Caribe (IESALC).

Trata-se de uma ferramenta que pretende acompanhar como a diversidade cultural está sendo tratada e representada no ensino superior de toda a América Latina e no Caribe. “Podemos dizer que o Observatório é um diálogo aberto e contínuo que visa promover o desenvolvimento do ensino superior. Ele pretende se tornar uma plataforma de colaboração cultural entre instituições e atores da sociedade civil e viabilizar que estas instituições apoiem o desenvolvimento de programas acadêmicos concebidos para reconhecer e valorizar a diversidade cultural”, resume a coordenadora executiva do Observatório, Jessica Gerdel.

Segundo ela, apesar dos progressos significativos na valorização da diversidade cultural e da não discriminação por razões culturais, ainda existem muitos obstáculos práticos para o reconhecimento da diversidade e do multiculturalismo. “O ensino superior deve ser orientado para gerar e fortalecer as relações de cooperação cultural com base na avaliação de conhecimentos, modos de produção e aprendizagem específica, como para as comunidades indígenas e afro-descendentes”, defende. Jessica explica que para se alcançar tais objetivos é preciso facilitar e promover o diálogo de saberes. E, para isso, é imprescindível a participação de estudiosos das próprias comunidades. “Eles são os portadores e produtores do conhecimento que está enraizado nas realidades locais de cada um”.

COLABORAÇÃO
Para evitar que na prática a teoria se torne outra, o caminho adotado pelo Observatório da UNESCO-IESALC foi o da colaboração, através das contribuições de pessoas interessadas no campo do ensino superior.  Futuramente haverá um campo no portal para armazenamento de notícias relevantes sobre o tema e uma equipe atuará rastreando pesquisas e materiais que possam ser disponibilizados no site.

Além de seções de notícias, entrevistas e opiniões, o portal tem um campo só para divulgar eventos, outro para iniciativas que merecem destaques e um fórum para discussão. “No Fórum, além dos tópicos de debates já existentes, qualquer participante pode criar um novo assunto e abrir uma nova discussão. O objetivo é que ele possa estabelecer mecanismos de cooperação e intercâmbio de ideias entre pessoas interessadas no campo da diversidade cultural”, explica o coordenador geral do projeto, Daniel Mato.

Para colaborar é preciso acessar o link “Colabora con nosotros”. É possível enviar documentos, estudos, divulgar eventos, publicar entrevistas e artigos de opinião. Para participar do Fórum de Discussão é preciso se cadastrar. Vale lembrar que só uma parte do conteúdo do site está em Português.

DIVERSIDADE CULTURAL
De acordo com Daniel, estudos da UNESCO-IESALC revelam uma evolução significativa nos projetos desenvolvidos por universidades públicas e privadas com foco na cultura indígena e africana. “Desde o final dos anos 80 do século XX é crescente o número de propostas feitas por intelectuais, profissionais liberais e descendentes de indígenas e africanos nesse sentido. Muitas vezes, essas ideias têm muito a contribuir para a resolução dos problemas das sociedades contemporâneas e das instituições de ensino superior. Portanto, não podem nem devem ser ignoradas”, releva. 

São ideias, segundo Jessica, que abrem leques de possibilidades. Não só em termos de formas de conhecimento e da dinâmica, mas também nas maneiras de se relacionar e lidar com diferentes situações. “A missão central do ensino superior é a de ajudar a compreender, interpretar, preservar, melhorar, promover e divulgar a cultura num contexto de pluralismo. Por conseguinte, é necessário incorporar o diálogo de saberes e o reconhecimento da diversidade das formas de aprendizagem como aspectos centrais das práticas no domínio do ensino superior”, diz. 

Para entrar em contato com a coordenação do Observatório da Diversidade Cultural e das Relações Interculturais no Ensino Superior, é só escrever para obs_interculturalidad@unesco.org.ve .]]>
Ferramenta do IBGE apresenta indicadores econômicos, sociais, demográficos e geográficos de 196 países

Da Redação do ODC

Uma ferramenta do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas – IBGE – pode ser um mecanismo importante de consultas para aqueles que vivem precisando descobrir indicadores econômicos, sociais, demográficos ou geográficos de diferentes realidades. O serviço Países@ disponibiliza um mapa-múndi online com imagens de satélite, gráficos, fotos, bandeira e mapas detalhados de 196 países em todo o mundo.

Desenvolvido em 2007, o site traça números que possam indicar estatísticas coincidentes com os oito Objetivos do Milênio , criados em 2000 pela Organização das Nações Unidas – ONU. A navegação acontece em cada país individualmente e o serviço possibilita que o usuário faça o download dos números de cada país em formato de planilha. Os textos estão em português, inglês e espanhol.

Conheça o serviço Países@ .]]>

Lista de aprovados para a turma de João Monlevade do curso Desenvolvimento e Gestão Cultural 2011/1

1- Adriana Cristina Freitas
2- Aline Márcia de Melo Teixeira
3- André Luiz de Souza Carvalho Ferreira
4- Ângela Maria Tomaz Lima Cruz
5- Camila Mayara Rodrigues Figueiredo
6- Claudia Conceição Guimarães
7- Edméa Saldanha Lima
8- Edna Corrêa da Silva Magalhães
9- Edson Geraldo Pereira
10- Eufêmia Marisa Perez
11- Evandro Bruno Andrade Mendes
12- Francisco Expedito de Souza
13- Geísa de Souza Carvalho Correia
14- Gizele de Cássia da Costa
15- Gláucio Antônio Santos
16- Glória Regina da Silva
17- Hêmile de Araújo Magalhães
18- Janaina Mara da Silva e Mendonça
19- José Nilson Teixeira
20- Julliana Cristina Silva Alves de Barros
21- Jussimere de Souza
22- Karine de Figueiredo Gonçalves
23- Leandro de Moura
24- Lourdes Conceição de Ramos Delazeri
25- Marcelo Vieira Barbosa
26- Márcia Maria dos Santos
27- Marcos Leal Ferreira
28- Maria Helena da Silva Campos Cruz
29- Maria Izabel dos Santos Cota
30- Maria José de Oliveira
31- Marilene Aparecida Silva
32- Marina Quintão Rodrigues
33- Pâmela Alves de Paula
34- Paulo de Souza Novais
35- Rainner de Oliveira Grijó
36- Raquel de Alcântara Rodrigues
37- Renata Couto da Silva
38- Renata Viana Brandão Lima
39- Rodrigo Rimenes Josefino
40- Rodrigo Rodrigues Gomes
41- Rubens Teixeira Campos
42- Sabrina Guimarães Ferreira
43- Sâmia Soares
44- Sara de Oliveira Silva
45- Simone De Oliveira Barcelos
46- Sônia Aparecida Leles Silva
47- Suelem Assis Mendes
48- Tiago Rodrigo Santos de Sena
49- Vanilda Vieira Rocha
50- Vasconcelos Aguiar Santos

Os aprovados serão comunicados por email e/ou telefone informados na ficha de inscrição. É necessário confirmar presença respondendo a este comunicado, porque caso haja desistências, os candidatos da lista de excedentes serão convocados.

O curso terá início no dia 16 de Abril.]]>
Programação aberta ao público aborda os seguintes temas de interesse público: Comunicação para a cultura, Espaço midiático e cidadania; Comunicação e investimento privado em cultura e Jornalismo cultural e crítica de arte

Da Redação do ODC

Estão abertas as inscrições gratuitas para o seminário “Comunicação e Cultura”, que acontece nos próximos dias 29 e 30 de abril, no Museu Abílio Barreto (Belo Horizonte). Promovido pela Aff! Comunicação e Cultura e Observatório da Diversidade Cultural (ODC), o seminário encerra a programação do projeto Ciclo Comunicação e Cultura, que incluiu a realização de cinco minicursos sobre temáticas da atualidade ligadas à área. A programação é voltada aos profissionais de comunicação, artistas, gestores e agentes culturais, estudantes e interessados em geral.

O projeto Ciclo Comunicação e Cultura tem os objetivos de discutir o papel e a importância da comunicação como área estratégica nos programas culturais; tratar das novas tendências da área de comunicação voltadas para o segmento cultural; atualizar e aperfeiçoar os profissionais que já atuam na área ou almejam atuar e promover o debate sobre a conjunção entre comunicação e cultura para o ambiente da gestão cultural.  A iniciativa conta com o patrocínio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura, por meio do Fundo de Projetos Culturais; parceria da Fundação Clóvis Salgado e comunicação colaborativa do Coletivo Pegada. As inscrições para o Seminário Comunicação e Cultura podem ser feitas no site . O Museu Abílio Barreto fica na Avenida Prudente de Morais, 202 - Cidade Jardim.

PROGRAMAÇÃO

Mesa 1 - COMUNICAÇÃO PARA A CULTURA
Dia e horário: 29 de abril às 19h30
Palestrantes: José Márcio Barros e Vera França

José Márcio Barros possui graduação em Ciências Sociais pela UFMG (1980), Mestrado em Antropologia Social pela Universidade Estadual de Campinas (1992) e Doutorado em Comunicação e Cultura pela UFRJ (2003). É professor do Programa de Pós Graduação em Comunicação da PUC/Minas, além de integrar o corpo docente do Curso de Ciências Sociais e Comunicação Social da PUC/Minas. É professor da Escola Guignard/UEMG, onde coordena o Curso de Pós-Graduação Lato Sensu em Ensino e Pesquisa. Atua na área da Antropologia Urbana e da Comunicação, com ênfase nas temáticas da identidade cultural, política cultural, cidade e cultura, gestão cultural e da diversidade cultural. É autor dentre outros trabalhos, do livro “Comunicação e Cultura nas avenidas de contorno”, (Editora PUC/Minas) e organizador dos livros “Diversidade Cultural - da proteção à promoção”, (Editora Autêntica) e “As mediações da Cultura” (Editora PUC/Minas).

Vera França é professora do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFMG; pesquisadora do CNPq e coordenadora do GRIS (Grupo de Pesquisa em Imagem e Sociabilidade da FAFICH/UFMG), atua nas áreas de Teorias da Comunicação, Comunicação e Cultura Midiática, Metodologia de Pesquisa em Comunicação. É formada em Comunicação Social / Jornalismo pela PUC-MG, com mestrado em Comunicação pela UnB, DEA e doutorado em Ciências Sociais na Université René Descartes - Paris V (1989-1993). Fez estágio de pós-doutorado em Sociologia junto à Ecole des Hautes Etudes en Sciences Sociales (EHESS), na França (2005-2006). Foi presidente da Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação (COMPÓS) no biênio 2001-2003.

Mediador: Rodrigo Neiva

Rodrigo Neiva é mestre em Comunicação Social e especialista em Gestão Estratégica de Marketing pela PUC Minas. Foi assessor da Subsecretaria de Ensino Superior da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior- SECTES. Atualmente é membro da Diretoria Acadêmica do Grupo Ănima Educação. e Pesquisador do grupo de pesquisa “Comunicação no contexto organizacional: aspectos teórico-conceituais” (PUC Minas/CNPq).

Mesa 2 – ESPAÇO MIDIÁTICO E CIDADANIA: OS NOVOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO A SERVIÇO DA SOCIEDADE CIVIL
Dia e horário: 30 de abril às 10h30
Palestrantes: Alexandre Barbalho, César Piva e Gustavo Jardim

Alexandre Barbalho é doutor em Comunicação e Cultura Contemporâneas pela UFBA. Professor de História e do Mestrado em Políticas Públicas da UECE e do Mestrado em Comunicação da UFC. Líder do Grupo de Estudos e Pesquisas em Políticas de Cultura e de Comunicação UECE/CNPq. Vice-coordenador do GT Comunicação e Cidadania da Compós. Autor, entre outros, dos seguintes livros: Relações entre Estado e cultura no Brasil (Unijuí, 1988); A modernização da cultura (UFC, 2005) e Textos Nômades (BNB, 2009). Organizou a obra Brasil, brasis: identidade, cultura e mídia (FDR, 2008) e co-organizou com Raquel Paiva, Comunicação e cultura das minorias (Paulus, 2005); com Albino Rubim, Políticas culturais no Brasil (UFBA, 2005) e com Bruno Fuser e Denise Cogo, Comunicação para a cidadania (Intercom, 2010).

César Piva é gestor cultural da Fábrica do Futuro - Residência Criartiva do Audiovisual, participa em diversas redes de cooperação e comunicação em âmbito nacional e internacional, com destaque para: "Programa Vivo Lab"; "Rede de Realizadores  Audiovisuais Canal Futura", "Cineport" de países de língua portuguesa e "Raia" - Rede Audiovisual Iberoamericana. Foi membro do Conselho Nacional de Políticas Culturais do Ministério da Cultura de 2007 a 2010.

Gustavo Jardim é vídeoartista e gestor cultural. Trabalha com vídeos documentários, filmes experimentais, instalações e construção de roteiros multimídia. Bacharel em Relações Internacionais pela PUC-Minas, com extensão no curso de Comunicação Social e de Cinema Etnográfico, na Universidade de Toronto. Integra do coletivo artístico DuRolo e a Residência de Pesquisa Transdisciplinar da Rede VivoLab, em Belo Horizonte. É professor em cursos ligados à produção e gestão cultural de universidades e colaborador junto a organizações do terceiro setor ligadas ao audiovisual em Minas Gerais.

Mediador: Carlos Falci

Carlos Henrique Falci é doutor em Literatura pela Universidade Federal de Santa Catarina, mestre em Ciência da Informação pela Universidade Federal de Minas Gerais. É professor da UFMG, na Escola de Belas Artes, no curso de Cinema de Animação/Artes Digitais, na área de arte mídia. É membro do grupo de Pesquisa 1maginári0, da UFMG, que produz e investiga obras que conjugam arte e tecnologia. Atualmente desenvolve pesquisa sobre processos colaborativos e imersão em obras de arte computacional presentes em redes sócio-técnicas.

Mesa 3 – COMUNICAÇÃO E INVESTIMENTO PRIVADO EM CULTURA
Dia e horário: 30 de abril às 14h
Palestrantes: Ana de Fátima Sousa, Marcelo Santos e Marcos Barreto

Ana de Fátima Sousa é jornalista formada pela Universidade Federal de Pernambuco. Há mais de 15 anos trabalha a comunicação voltada à área cultural. Há pouco mais de cinco anos criou e gerencia a área de Comunicação e Relacionamento do Instituto Itaú Cultural.

Marcelo Santos é graduado em Letras pela UFMG onde também fez pós-graduação em Turismo e Desenvolvimento Sustentável. O Desenvolvimento também é tema de sua atual pesquisa de mestrado em Gestão Social pelo Centro Universitário UNA. Atua no segmento cultural há 15 anos. Foi assessor de marketing da Fundação Clóvis Salgado, analista de projetos na Usiminas e, atualmente, é Gerente de Arte e Cultura da Fundação ArcelorMittal.

Marcos Barreto Corrêa tem atuado nos diversos campos do mercado cultural ao longo dos últimos 20 anos. Desde 2008, é gerente nacional de Cultura e Sustentabilidade da Vivo, após 9 anos como Gerente de Desenvolvimento Cultural da Telemig Celular e 3 anos como gerente de Desenvolvimento Cultural da Amazônia Celular. Foi diretor do Instituto Telemig Celular desde sua criação, em 2000, e diretor-executivo da instituição de 2007 a 2010. Em 2004 lançou o livro "Do Marketing ao Desenvolvimento Cultural - Relacionamento entre Empresa e Cultura - Reflexões e Experiências", distribuído em versão impressa e em pdf para mais de 15.000 pessoas. O livro foi tema de palestras feitas pelo autor em várias cidades do Brasil (2004 a 2007), em Portugal (Lisboa, 2004 e 2007), EUA (Fort Lauderdale, Flórida, 2005) e Bélgica (Liège, 2007). Formado em Publicidade (UFMG), com especializações em Marketing (UFMG), MBA em Telecomunicações (IBMEC) e Master of Science in Arts Administration (Boston Universtity / EUA). Como bolsista das instituições Fulbright (EUA), Capes e Vitae (Brasil) vivenciou experiências profissionais em instituições norte-americanas, incluindo os departamentos de Marketing e Development da Boston Symphony Orchestra (1998).

Mediador: Piatã Stoklos

Piatã Stoklos Kignel é membro do Fórum Mundial U40 para promoção da Convenção da UNESCO sobre a proteção e promoção da diversidade das expressões culturais. Atuou como coordenador pedagógico pela Associação Cidade Escola Aprendiz, supervisor de cultura da Subprefeitura de Pinheiros – São Paulo e articulador de redes da 2a edição Claro Curtas, pela Casa Redonda Produções. Foi professor de políticas e conceitos culturais pelo Observatório da Diversidade Cultural - MG e atualmente trabalha como coordenador de projetos culturais do Santander no Brasil.

16h às 16h30 – Coffee Break

Mesa 4 – Jornalismo cultural e crítica de Arte: limites e perspectivas para o Brasil – 16h30 às 18h30
Israel do Vale e Leonardo Cunha

Israel do Vale é jornalista graduado pela Universidade Metodista (SP). Atua profissionalmente há 23 anos no jornalismo cultural. Foi gerente-executivo de conteúdo da TV Brasil e coordenador geral  na rede pública federal de televisão do programa de fomento ao documentário DOCTV, diretor de programação e produção da Rede Minas , redator, repórter e editor-adjunto do caderno Ilustrada, na Folha de S.Paulo, editor e colunista do caderno Magazine do jornal O Tempo (BH) e outros. Formatou e orientou, ao longo de um ano, o laboratório on-line da primeira edição do programa Rumos Jornalismo Cultural, do Itaú Cultural, com estudantes de jornalismo de nove estados. Coordenou a comunicação de eventos de grande porte como o FIT-BH - Festival Internacional de Teatro (BH/MG), Festival de Inverno da UFMG (Ouro Preto/MG) e Mostra de Cinema de Tiradentes (MG), dentre outros.

Leo Cunha é formado em Jornalismo e Publicidade, com Mestrado em Ciência da Informação e Doutorado em Cinema. Professor universitário há 15 anos, foi colaborador de diversos jornais e revistas e desde 2008 é redator da Web-revista "Filmes Polvo". Autor de mais de 40 livros de crônica e literatura infanto-juvenil, já recebeu prêmios como o Jabuti, Nestlé, João de Barro, entre outros.

Mediador: Nísio Teixeira

Nísio Teixeira é professor do curso de Jornalismo da Fafich/UFMG e jornalista. Trabalhou para os jornais O Tempo, Gazeta Mercantil e, principalmente, Hoje em Dia, onde foi repórter e editor-adjunto do caderno de Cultura.  Professor desde 1997, lecionou também nos cursos de graduação e pós-graduação da PUC-MG e UNI-BH. É autor de vários artigos sobre jornalismo cultural, dois deles presentes como capítulos dos livros "Sete Propostas para o Jornalismo Cultural" e "Mapeamento do Ensino de Jornalismo Cultural no Brasil em 2008".]]>















“A minha cabeça está virada de pernas para o ar neste mundo maravilhoso da cultura”, diz Daiany Angela, aluna que participou das atividades do ODC na cidade

Por Leandro Lopes

À primeira vista, andar por São José do Goiabal, município do estado de Minas Gerais, distante 184 quilômetros da capital Belo Horizonte, é como percorrer os caminhos de boa parte das cidades do interior do Brasil. Poucas ruas, algumas sem calçamento, uma praça, uma igreja, uma avenida dedicada ao comércio, casinhas simples ao lado de alguns casarões, um posto de gasolina e vários carros tentando o status de trio elétrico.

Entretanto, São José do Goiabal, com população estimada em quase 6 mil habitantes, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, tem um diferencial em relação a muitos dos quase 5.600 municípios do país: o trabalho integrado de artistas e agentes culturais locais com uma organização não-governamental, o Observatório da Diversidade Cultural – ODC – e uma empresa com política cultural,  a ArcelorMittal. Juntos vem promovendo ações de formação na cidade, mudando percepções, contribuindo para a valorização da cultura e para a promoção da diversidade cultural.

Em 2009, o Curso de Desenvolvimento e Gestão Cultural capacitou pessoas para o trabalho com a cultura, enquanto vetor central do desenvolvimento humano ancorado em bases locais e regionais. Nas últimas semanas, de março e início de abril, o ODC voltou à cidade e promoveu uma série de atividades intituladas Educação Continuada. Foram realizadas palestras, seminários e oficinas que aprofundaram ainda mais os conteúdos abordados na atividade de 2009.  Estas são ações que dão novos rumos aos interessados pelo tema da cultura.

“Atividades como as do Observatório são de fundamental importância nesta cidade, tendo em vista que a valorização da cultura de nossos jovens, bem como da população, de um modo geral, é ainda muito tímida. Seria a oportunidade que nós professores sempre sonhamos. Diria mais: seria a chave para despontar e desenvolver as potencialidades e talentos de nossos alunos, nesse universo”, afirma a professora Cecília Santiago, aluna da Educação Continuada.

Sua opinião encontra coro na voz de outra participante das atividades, Daiany Angela. “Foi um aprendizado muito importante que nos abriu os olhos para a cultura. Descobrimos que sabemos fazer coisas que achávamos que nunca seriamos capazes, aprendemos a descobrir as nossas raízes e lembramos pessoas que já fazem a cultura de nossa cidade e não são lembradas. Passamos a entender que o nosso papel é sempre mobilizar”.

Segundo o músico Gil Amâncio, que ministrou uma das oficinas da Educação Continuada, as atividades do ODC fazem exatamente isso: promovem a mobilização. “A função das ações é levar outras formas de pensar e produzir arte e cultura. Além disso, reunir pessoas de diferentes atividades para pensar o papel dessa arte e dessa cultura na cidade”. Para ele, Goiabal não é um lugar desprovido de atividades culturais. “É carente de equipamentos como cinema, teatro, biblioteca, livraria, lojas de discos. Mas a cidade tem um grupo de teatro, tem duas bandas de música, tem festas populares, congado, artistas visuais”, diz.

As temáticas das atividades, que aconteceram nos dias 18, 19, 25 e 26 de março e 1º e 2 de abril, passaram por assuntos como “Política de Investimento Cultural e Responsabilidade Social”, com o gerente de Arte e Cultura da ArcelorMittal, Marcelo Santos; “Planejamento Financeiro e Prestação de Contas”, com a gestora cultural Alcione Souza, “Seminário de Intervenção Sociocultural – Compartilhamento de Experiências com o Instituto Kairós”, com a coordenadora do Instituto Kairós, Rosana Bianchini; uma oficina de comunicação colaborativa (foto), com a equipe do ODC e o seminário de imersão criativa “Oficina Cena Negra Contemporânea”, com Gil Amâncio.
“Foi muito legal a participação dos alunos, não só pelo número, como também pelo interesse. Estavam ali pessoas ligadas à educação, poder público, administração, comércio, artes e todas com muita disposição para melhorar a qualidade de vida da cidade”, resume Amâncio.

“A minha cabeça está virada de pernas para o ar neste mundo maravilhoso que descobri da cultura. Estou com uma ideia de montar uma exposição de coisas feitas por pessoas de nossa cidade. Temos muitos artistas e eles não podem ficar escondidos!”, planeja Daiany Angela.

De acordo com Amâncio, que deu a última atividade do ciclo, os comentários na sala de aula mostraram a importância do encadeamento das ações de formação. “Durante a minha oficina, pude perceber o quanto das oficinas anteriores estavam contribuindo para que as pessoas se envolvessem mais com o tema e como eles identificavam e contribuíam com a reflexão, trazendo falas que outros professores haviam dito anteriormente, por exemplo”, lembra.

Para quem participou, fica o desejo de que mais cursos como esse aconteçam na cidade. “Essas atividades mudaram muita coisa na minha vida. Sempre me interessei por valorizar a diversidade cultural e pretendo apoiar, de alguma forma, bem como participar dos demais cursos que vierem. Na vida de Goiabal, esses cursos farão a diferença, haja vista que investir em educação, mais que investir no futuro, é garantia de qualidade de vida para todos”, afirma Cecília.]]>
ONG Contato realiza palestra e lança revista “Cultura e Pensamento”

Por Giselle Lucena

Com palestras sobre “Políticas para a cultura e Cooperação Internacional”, a ONG Contato, por meio do programa Cultura e Pensamento – Juventude e Ativismo, lançou a revista “Cultura e Pensamento”, na última quinta-feira (31), na Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa. Como palestrantes, foram convidados o diretor de cultura da Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI), Fernando Vicário e o ex-secretário-executivo do Ministério da Cultura, Alfredo Manevy. Além do debate, o evento contou com exibição de vídeos produzidos por realizadores e coletivos de vários países. Exemplares da revista foram distribuídos gratuitamente para o público presente e está disponível para acesso pela internet.

Conceitos, atores, instrumentos e mecanismos de avaliação no que se refere à cooperação internacional foram apresentados por Fernando Vicário. Segundo ele, a cooperação cultural funciona a partir de três módulos: diplomacia cultural, ligada às instituições e imagens; cooperação horizontal, que se refere às relações de parceria; e a cultura como ferramenta de desenvolvimento. “Cooperação internacional não é pedir, é trabalhar, fundamentalmente, com parceiros”, disse. Para tanto, explicou, é importante estar atento à interdisciplinaridade da cultura. “A cooperação é com todos. A cultura transforma a ciência, o meio ambiente, a educação, a saúde e a economia, é preciso reconhecer a importância de equipes multidisciplinares e o valor político da ação cultural”, disse.

Na cooperação internacional, Vicário alertou para a presença de atores desde governos federal, estadual e municipal, como também de ONGs, coletivos e até indivíduos, destacando o uso das redes, centros culturais, além de programas e convênios, observatórios e sistema de indicadores. Para ele, cultura e cooperação se complementam. “A cultura é um processo de cooperação. Um quadro, por exemplo, só passa a ser um objeto cultural quando passa por um curador, entra numa galeria e fica disponível ao público”. De acordo com Vicário, a cooperação cultural se sustenta em três pilares: equidade, uma vez que nenhuma cultura é melhor ou mais rica que a outra; criatividade, que é a subjetividade espontânea e impulso para a capacidade de criar; e, para finalizar, a diversidade. “Quando não se incluem as diferenças, não se está trabalhando com cultura”, concluiu.

Dinâmicas e desafios das políticas de cultura e de juventude foram abordadas por Alfredo Manevy. Ele destacou a importância de revistas como a Cultura e Pensamento para as políticas públicas da área. “Certamente estamos diante de uma importante revista para o debate cultural em todo o país. As revistas culturais têm um espaço privilegiado na interferência dos debates”, disse. Na opinião de Manevy, é perfeitamente possível e necessário construir políticas universais e políticas focais no que diz respeito à cultura e à juventude. “O grande desafio é compreender a juventude como produtora de um código e uma linguagem”, alertou.

Segundo ele, existem mais mudanças na forma de organização da sociedade do que simplesmente nos conteúdos ou temas. Daí a importância de o governo estar aberto para os novos códigos da sociedade civil e aceitar as transformações. Para exemplificar, Manevy falou do caso de um grupo de Hip Hop que fez a prestação de contas de seu projeto com um vídeo que mostra a realização das atividades, pois acredita que, dessa forma, é mais eficaz do que o preenchimento de papéis e relatórios. “A política de Estado deve construir consensos, afinal, é preciso ter um degrau para se avançar. Mas é importante estar aberto a estes novos códigos e formas de organização. Não há qualificação da democracia sem que nos perguntemos até que ponto essa democracia pode vivenciar e garantir a existência da diversidade cultural”, explicou.

CULTURA E PENSAMENTO - A revista “Cultura e Pensamento” é um dos resultados do encontro de diversos atores do campo da cultural do Brasil, Cuba, Espanha, Estados Unidos, México e Senegal, que aconteceu no ano passado, em Belo Horizonte, durante o “Cultura e Pensamento: Juventude e Ativismo”. A publicação dá continuidade e amplia as reflexões e debates fomentados por intelectuais, jovens artistas, gestores culturais e representantes de ONGs e Ministério da Cultura do Brasil.

O material aborda temas como juventude e diversidade cultural, diálogos artísticos, cultura e meio ambiente, comunicação e cooperação internacional, além de questionar o papel da juventude nos encontros entre diferentes culturas, a importância da ocupação de espaços de participação cultural e política, e as possibilidades e desafios da relação entre arte e novas tecnologias. A revista conta com textos de autores como o antropólogo e coordenador do ODC, José Márcio Barros; James N. Green, professor de história do Brasil na Brown University, nos EUA; Talles Lopes, cientista social e um dos realizadores do festival Jambolada e do Coletivo Goma; Lionel Valdívia Aguiar, mestre em Cultura Lationamericana e professor do Instituto Superior de Arte, em Cuba; Boubacar Diop, escritor e intelectual africano, e outros.

A Revista está disponível aqui . Para saber mais sobre o programa “Cultura e Pensamento – Juventude e Ativismo”, acesse o site .]]>
Fundo da Unesco está recebendo inscrições em Edital de financiamento para programas e projetos

Do Portal do MinC

O Fundo Internacional para a Diversidade Cultural está recebendo propostas de financiamento para programas e projetos. Criado pela Convenção sobre a Proteção e a Promoção da Diversidade das Expressões Culturais, adotada na Unesco em 2005, o Fundo tem como objetivo apoiar programas e projetos de países em desenvolvimento, especialmente no que se refere à implementação de políticas culturais e ao fortalecimento de infraestruturas institucionais correspondentes; ao fortalecimento das capacidades culturais; ao fortalecimento das indústrias culturais existentes; à criação de novas indústrias culturais; e à proteção de expressões culturais comprovadamente em risco de extinção.

As solicitações poderão ser apresentadas por governos dos países em desenvolvimento membros da Convenção, ONGs nacionais da área da cultura, grupos vulneráveis ou outros grupos sociais minoritários. Os pedidos serão avaliados por um painel de seis especialistas nomeados pelo Comitê Intergovernamental da Convenção, formado por 24 países, dentre os quais o Brasil.

O teto máximo de recursos é de US$ 100.000,00 (cem mil dólares) para os programas e projetos, e de US$ 10.000,00 (dez mil dólares) para a assistência preparatória. Em sua primeira edição, em 2010, o processo de seleção foi realizado por seis especialistas eleitos pelo Comitê, que recomendou o financiamento de 32 projetos de países em desenvolvimento, sendo 20 da África e 9 das Américas.

No Brasil, os pedidos devem ser enviados, até o dia 15 de junho deste ano, para a Divisão de Assuntos Multilaterais Culturais do Ministério das Relações Exteriores (DAMC/MRE), onde os projetos passarão por uma pré-seleção realizada por uma comissão conjunta com o MinC.

ESCASSEZ DE RECURSOS
O Fundo da Diversidade Cultural dispõe atualmente de poucos recursos, parte deles obtidos por meio de doações espontâneas de alguns dos 116 países que atualmente integram a Convenção. Devido à essa escassez de recursos, além da prioridade dada aos países em desenvolvimento, especialmente aqueles que têm uma indústria cultural menos estruturada, o Comitê Intergovernamental da Convenção, também valoriza projetos de cooperação internacional.

COMO PARTICIPAR
Os interessados devem preencher o formulário de pedidos de financiamento, obrigatoriamente em francês ou inglês e enviá-los para a Divisão de Assuntos Multilaterais Culturais do Ministério das Relações Exteriores (DAMC/MRE) no seguinte endereço: Palácio do Itamaraty, Esplanada dos Ministérios, Bloco H, Brasília -DF, Brasil, CEP.: 70.170-900.

O formulário de pedidos de financiamento (em francês e inglês) e outras informações poderão ser obtidos aqui .

Maiores informações podem ser obtidas pelos e-mails DAMC@itamaraty.gov.br e giselle.dupin@cultura.gov.br .]]>
Já está no ar o vídeo que registra e comemora os cinco anos do Observatório da Diversidade Cultural. Assista !]]> Órgão é lançado oficialmente no Congresso Nacional

Da Redação do ODC, com informação do MinC

Se, na prática, a teoria não for tão diferente assim, a cultura ganhará agora, por direito, mais força nas discussões parlamentares do Brasil. Foi instalada, nesta quarta-feira, dia 6, a Frente Parlamentar Mista de Apoio à Cultura, em cerimônia no Salão Nobre do Congresso Nacional, aos gritos vibrantes de membros do setor cultural do país.

A proposta, segundo o Estatuto lançado semana passada, é que a Frente reúna deputados e senadores para acompanhar a política governamental, os projetos e programas direcionados à promoção da cultura e à preservação do patrimônio histórico (material e imaterial) e arquitetônico, além de incentivar e fomentar mecanismos de preservação e difusão da cultura popular brasileira.

Segundo a Ministra da Cultura, Ana de Hollanda, a Frente é um instrumento fundamental no fomento do diálogo. Para ela, a partir de agora, alguns projetos que tramitam no Congresso serão mais lembrados. “O Vale-Cultura é importantíssimo neste momento, porque vai permitir o acesso do trabalhador a um vale de R$ 50 que ele poderá usar para ir ao teatro, comprar um livro etc. Há outras medidas, como a Proposta de Emenda à Constituição PEC- 150/03, que prevê 2% do Orçamento da União para a cultura. Há, ainda, projetos na área do circo, do cinema e outros”, afirmou.

A Frente começou suas atividades com um importante quórum. Já são mais de 300 deputados e senadores inscritos para participar das suas atividades. Segundo Jandira Feghali (PCdoB-RJ), eleita, também, na semana passada, para presidir a entidade, um dos principais desafios do grupo é acelerar a pauta relativa à cultura e fazer uma mediação com a sociedade e com os diversos governos. “Precisamos que essa pauta ganhe relevância, não apenas em torno dos projetos que já estão aqui, mas também em torno de grandes questões que a sociedade tem de debater”, avaliou.

O processo de trabalho da Frente Parlamentar será descentralizado. Foram escolhidos coordenadores estaduais e todas as federações serão representadas por um parlamentar. Um conselho executivo formado por nove pessoas reunirão as demandas e levantarão as discussões em Brasília. É importante que se conheça um a um para que possam ser cobrados pela atividade. Para saber quem faz parte e também para ler o Estatuto na íntegra, basta clicar na notícia “Estatuto da Frente em Defesa da Cultura”, de 1º de Abril, aqui no site.]]>
Fundação Casa de Rui Barbosa recebe propostas para apresentação de trabalhos a partir do dia 1º de maio

Da Redação do ODC

A Fundação Casa de Rui de Barbosa abrirá inscrições, a partir do dia 1º de maio,  para interessados em apresentar propostas de trabalhos no II Seminário Internacional de Políticas Culturais, que acontecerá entre os dias 21 e 23 setembro deste ano, no Rio de Janeiro. Serão aceitos trabalhos que tenham como foco a área de políticas culturais.

Segundo a organização, o objetivo é a apresentação e discussão de estudos que promovam a reflexão e o debate entre estudantes, pesquisadores, professores e demais profissionais e entusiastas da área de políticas culturais.

INSCRIÇÕES
Poderão submeter trabalhos estudantes em nível de pós-graduação (mestrado e doutorado), pesquisadores (mestres e doutores) e professores.

As inscrições serão feitas mediante o envio do texto completo, de acordo com as normas editoriais da FCRB. Os trabalhos deverão ter entre 08 e 15 laudas, incluindo as referências bibliográficas, Times New Roman 12, espaço 1,5 e estar em formato Word 97/2000. Na primeira página, devem constar os seguintes itens: título do artigo centralizado, em caixa alta e em negrito; nome completo do(s) autor(es) alinhado(s) à direita, indicando em nota de rodapé o(s) vínculo institucional e e-mail do(s) mesmo(s); resumo de 5 (cinco) a 10 (dez) linhas, com espaçamento simples; e 3 (três) a 5 (cinco) palavras-chave.

O envio do trabalho deverá ser feito exclusivamente por e-mail, para o endereço politica.cultural@rb.gov.br , constando em "assunto": submissão de artigo. Mais informações no telefone 21- 3289- 4636, pelo e-mail politica.cultural@rb.gov.br ou pelo site da Fundação.]]>
Na Funarte MG, a discussão sobre políticas públicas no campo da cidadania e da diversidade cultural acontece em 7 de abril

Do Portal da Funarte

Abertos à participação dos diversos segmentos da sociedade – artistas, produtores e gestores, coletivos e grupos do setor cultural, veículos de comunicação e universidades, em especial, participantes dos Programas Cultura Viva e Brasil Plural, os Encontros Rumo à Cidadania Cultural têm a promoção da Secretaria da Cidadania e Diversidade Cultural do Ministério da Cultura (MinC).

O objetivo principal é apresentar as propostas e refletir sobre caminhos para as políticas públicas no campo da cidadania e da diversidade cultural da nova Secretaria – resultado da fusão das Secretarias de Cidadania Cultural (SCC) e Identidade e Diversidade (SID) do Ministério da Cultura.

Os encontros também se propõem a ampliar o diálogo com fóruns e dirigentes de cultura de estados e municípios de todo o país, com objetivo de fortalecer as ações e programas já existentes, repactuar estratégias e iniciar futuras parcerias.

Em Minas Gerais acontece o primeiro encontro, na quinta-feira, 7 de abril, às 16 horas, na sede da Funarte MG – Rua Januária, 68 – Floresta, Belo Horizonte.

Nos meses de abril e maio, serão realizadas mais sete reuniões em outras capitais do país. A relação de datas e locais dos Encontros Rumo à Cidadania Cultural está no site www.cultura.gov.br .

SERVIÇO:
Encontros Rumo à Cidadania Cultural
Quinta-feira, 7 de abril, 16h
Local: Funarte MG
Rua Januária, 68 – Floresta – Belo Horizonte (MG)
(31) 3213-3084]]>
Evento, que acontece em Salvador, na Bahia, entre 1º e 5 de agosto, recebe inscrições até 20 de abril

Da Redação do ODC

Estão abertas e seguem até 20 de abril as inscrições para o Curso Internacional Avançado em Estudos Étnicos e Raciais que acontecerá entre os dias 1º e 5 de agosto, em Salvador. Promovido pela Universidade Federal da Bahia – UFBA, o evento, que terá como tema “Identidades e Desigualdades em Portugal e nos países de colonização portuguesa: perspectivas comparativas”, é um resultado das várias discussões levantadas há oito meses, durante o 11º Congresso Luso-Afro-Brasileiro de Ciências Sociais.

O curso consistirá de oito horas de aulas diárias durante cinco dias. Cada sessão tratará de um tema numa perspectiva interdisciplinar, composta pelas abordagens histórica, sociológica, antropológica, linguística, filosófica e literária. A intenção é que três temas sejam tratados: a relação entre cultura e desigualdade; memória e patrimônio; e as questões das desigualdades e identidades étnico-raciais.

Para esta edição do evento, serão escolhidos até 30 alunos, por meio de uma seleção internacional. Os candidatos deverão estar cursando ou concluído o mestrado e/ou doutorado. Se você se interessa é preciso correr!

REQUISITOS PARA INSCRIÇÃO:
Os candidatos deverão ter formação pós-graduada ou equivalente. Uma comissão fará a seleção com base na documentação apresentada e suas decisões serão definitivas. Os interessados em participar deverão preencher o formulário online disponível no site , até o dia 20 de abril. O formulário poderá ser preenchido em português, espanhol ou na versão em inglês.

No preenchimento deste formulário, deve-se prestar atenção para anexar os seguintes documentos:

- Uma carta (no máximo duas laudas) que exponha os motivos do interesse pelo curso e descreva em que medida este contribuirá para a formação do candidato e o desenvolvimento da pesquisa;

- Curriculum Vitae resumido (no máximo 5 laudas), no formato Lattes para os brasileiros;

- Uma síntese do projeto de pesquisa com, no máximo, 5 laudas (espaço simples, fonte Times New Roman 12), incluída a bibliografia utilizada;

- Cópia de um artigo, ou um capítulo da dissertação ou da tese de doutorado.
O resultado da seleção será divulgado até 15 de maio de 2011. Para saber mais, acesse o site .]]>
Artistas, agentes e produtores culturais reivindicam diretrizes para política pública. Mobilizações acontecem na internet, em instituições e nas ruas em diversos lugares

Por Giselle Lucena, da Redação do ODC

Um novo cenário cultural está sendo montado em várias cidades do país. Artistas, produtores e agentes culturais voltam a se mobilizar em busca da construção de políticas culturais. As razões são várias e vão desde a consolidação de um Sistema articulado de cultura com mecanismos de financiamento, participação e gestão democráticos; passando pelo debate sobre uma Lei do Direito Autoral que equilibre a linha tênue entre produtores e consumidores; abarcando a manutenção dos Pontos de Cultura, ocupação justa de espaços públicos culturais, Leis de Incentivo e Fundos de Cultura que atendam a diversidade cultural brasileira... Enfim, a pauta política da cultura é vasta e complexa. Mas, além de sua vastidão e complexidade, o uso de ferramentas digitais para consulta e participação da sociedade civil é outra característica deste cenário, ao lado da antiga tradição de ir às ruas com apito, cartazes e tambores.

NOVA CENA, AUDIÊNCIA PÚBLICA E CAMINHADA EM BH
O mais recente exemplo de articulação dos movimentos culturais diante das políticas públicas em Belo Horizonte – MG, é a Caminhada da Cultura, que aconteceu na segunda-feira (28), com concentração em frente ao Teatro Marília e término na Prefeitura Municipal de Belo Horizonte. A caminhada é um desdobramento da Audiência Pública pela Cultura, conduzida pelo movimento Nova Cena, junto ao vereador Arnaldo Godoy, presidente da Comissão de Educação, Ciência, Tecnologia, Cultura, Desporto, Lazer e Turismo, realizada no último dia 23, na Câmara Municipal de Vereadores.

Na Audiência Pública, produtores culturais e lideranças artísticas, principalmente do teatro e da música, apresentaram questionamentos a respeito da Lei Municipal de Incentivo à Cultura, do Conselho Municipal de Cultura, da descontinuidade de projetos culturais, dos equipamentos culturais, entre outros. Os apontamentos e reivindicações foram organizados num documento entregue ao prefeito de Belo Horizonte, durante a caminhada. Na opinião do ator Gustavo Bones, “a cidade está num momento muito especial de mobilização e efervescência cultural. No entanto, o poder público se mantém distante e inoperante, falta diálogo com a sociedade civil”.

O Movimento Nova Cena, criado há um ano, reúne grupos, artistas e produtores independentes numa rotina de estudos e discussões sobre a articulação política e os mecanismos de gestão. “Fizemos um diagnóstico sobre a situação cultural de Belo Horizonte, e notamos uma curva decrescente no que diz respeito ao desenvolvimento dos programas e orçamentos. A audiência pública foi um resultado dessa percepção. Queremos promover um diálogo direto com a gestão pública para construção de uma diretriz política. A sociedade civil está preparada para esta discussão, e isso se reflete na série de iniciativas dos artistas”, explica o ator Leo Lessa.

A produtora cultural Luana Gonçalves é uma das centenas de pessoas que estão atentas à importância da organização e fundamentação das reivindicações. “As pessoas têm que se articular de forma democrática e organizada para exigir do governo uma explicação referente às demandas pontuadas pela sociedade civil. O corpo coletivo aqui é muito valioso, não se tem uma preocupação de se ter uma liderança, mas sim, se organizar e ter voz fundamentada nas leis. A audiência pública foi um passo importante e não podemos deixar a peteca cair”, afirma.

Para conhecer mais sobre o Movimento Nova Cena, acesse o site ou o Twitter . Veja aqui o documento entregue à prefeitura de Belo Horizonte durante a caminhada.

PRAIA DA ESTAÇÃO
Há pouco mais de um ano, a Praça da Estação tem sido palco para uma das mais criativas formas de manifestação política da área cultural em Minas Gerais. Artistas, estudantes e produtores se encontram na grande praia de concreto - com direito a trajes de banho - como forma de chamar atenção ao direito de usar livremente o local e à preservação do patrimônio. A manifestação passou a ser chamada “Praia da Estação” e teve início depois da publicação do decreto municipal nº 13.798 de dezembro de 2009, que limitou a realização de eventos no local e ainda acontece de forma regular. No blog criado para publicações a respeito dos encontros e outras manifestações, o Praia da Estação é caracterizado como “longe de ser um ‘movimento organizado’ de indivíduos com um único e mesmo objetivo, a Praia da Estação parece ser a confluência de uma heterogeneidade de pessoas que dão a ela sentidos e significados diversos". O endereço é: http://pracalivrebh.wordpress.com/ .

CIRCUITO FORA DO EIXO E COLETIVOS DE CULTURA
Outro importante movimento de organização da sociedade civil em prol do desenvolvimento cultural é o Circuito Fora do Eixo, que reúne cerca 36 coletivos de cultura distribuídos no Brasil. Os coletivos seguem uma carta de princípios que direcionam a promoção de alternativas de sustentabilidade pautadas no uso de tecnologias sociais e numa perspectiva solidária. O que começou com o objetivo de estimular a circulação de bandas, o intercâmbio e o escoamento de produtos na rota então batizada de "Circuito Fora do Eixo”, configura-se hoje numa rede nacional de coletivos culturais articulados em todo o país. Iniciativas como o Cubo card, de Cuiabá, ou os festivais que se proliferavam em toda a rede, mostram as possibilidades da auto-sustentabilidade e do contato direto entre produtores de diferentes regiões, por meio de uma rede de informações e sob a lógica da união de pequenos em prol de grandes ações.

Em Minas Gerais, três coletivos podem ser destacados: o Fórceps, o Pegada e o Coletivo Sem Paredes. O primeiro, criado na cidade histórica de Sabará, atua desde 2007 com ações focadas no pluralismo cultural e sua no desenvolvimento intelectual, social e artístico da cena cultural alternativa/independente brasileira. Nesse sentido, atua também o Coletivo Pegada que, formado em 2008, insere Belo Horizonte no contexto nacional da articulação dos coletivos, e trabalha pautado em ações em rede, na cooperação, na descentralização e na economia solidária. Já o Sem Paredes, atua em Juiz de Fora sob novos moldes de comportamento, subjetividade, circulação de ideias e “modos de fazer” do produtor cultural.

“Sendo uma organização da sociedade civil, é natural que nós, coletivos e agentes do Circuito Fora do Eixo, participemos dessas movimentações políticas e sócio-culturais, nacionais e locais”, explica Flávio Charchar, coordenador de Comunicação e Audiovisual do Coletivo Pegada e Coordenador de Comunicação do Clube de Cinema Fora do Eixo. Segundo ele, o próprio fato do grupo se organizar, já é um posicionamento perante o poder público, com o qual o coletivo se relaciona constantemente na busca de viabilizar melhorias e encaminhamentos para a realização de idéias e projetos. “Acredito que a característica de todo e qualquer processo de aproximação ser organizado e coletivo, é a melhor forma de lidar com a situação, e costuma gerar os resultados mais aceitos e condizentes como uma opinião da parte da sociedade que se sente representada”, explica Charchar.

SAIBA MAIS:
Coletivo Fórceps - http://www.forceps.com.br/
Coletivo Pegada - http://coletivopegada.org/
Coletivo Sem Paredes - http://coletivosemparedes.wordpress.com/

PARTIDO DA CULTURA
Enquanto isso, o Partido da Cultura – PCult, uma mobilização nacional, surgiu no ano passado com o intuito de agrupar entidades, instâncias e foros de discussão e deliberação em torno de um debate visando identificar candidatos, às Eleições 2010, realmente comprometidos com as pautas estratégicas da cultura em nosso país. Hoje, o PCult continua atuando no aprofundamento do debate e comprometimento político com o intuito de fortalecer a presença do setor cultural nos parlamentos e nos governos. O site é: http://www.partidodacultura.com.br/. No twitter, é possível encontrar vários perfis ligados ao PCult em diferentes estados brasileiros, como o @PCult_PB, @PCult_MG, @PCult_AM, entre outros.

O ESTADO TAMBÉM ADERE AO DEBATE: FÓRUM DEMOCRÁTICO NA ALMG E DEBATES SETORIAIS
O Fórum Democrático para o Desenvolvimento de Minas Gerais foi realizado na Assembleia Legislativa de Minas Gerais – ALMG, em Belo Horizonte, no período de 15 a 24 de fevereiro. No dia 17, debateu o tema “Cultura”, a fim de levantar sugestões para subsidiar a Mesa Diretora, as Comissões Temáticas e o conjunto dos deputados na elaboração da agenda institucional da Casa para os próximos anos.

Na mesa sobre Cultura, estavam presentes o Coordenador de Relações Federativas e Sociedade do Ministério da Cultura, Bernardo Novais da Mata Machado, a Coordenadora do Projeto Favela é Isso Aí, Clarice de Assis Libânio, e o Coordenador do Observatório da Diversidade Cultural, José Márcio Barros.

Durante a realização do Fórum, o site da ALMG manteve aberto um espaço para consulta pública com o objetivo de identificar, com a sociedade, os principais desafios para o desenvolvimento do estado. Entre os temas propostos, o maior número de contribuições públicas foi no item “Governança Regional e Urbana", com 226 contribuições, seguido de “Educação”, com 111. “Cultura” ficou em 4°lugar, com 57 contribuições, logo abaixo de “Defesa Social”, com 59. Todas as contribuições podem ser conferidas aqui .

Na última terça-feira (29), o Ministério da Cultura deu início a uma série de encontros com artistas e representantes da cadeia produtiva do setor. As reuniões contarão com a presença da ministra Ana de Holanda e do presidente da Fundação Nacional de Arte – Funarte, Antônio Grassi. Nos encontros serão discutidas as demandas específicas e as políticas públicas do governo federal para a área. No primeiro encontro, o segmento pautado foi a música. O próximo será com o setor do Teatro. Leia mais aqui .]]>
Atitudes como conhecer quem são os envolvidos na Frente, fiscalizar e cobrar resultados serão mais que necessárias nos próximos meses

Da Redação do ODC

Um importante passo para as discussões das políticas públicas da cultura do Brasil foi dado na semana passada com a aprovação do Estatuto da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Cultura. O documento deixa claro que a intenção dos deputados e senadores que a compõe é de acompanhar a política governamental, os projetos e programas direcionados à promoção da cultura e à preservação do patrimônio histórico (material e imaterial), arquitetônico, além de incentivar e fomentar mecanismos de preservação e difusão da cultura popular brasileira.

Nessa mesma reunião, que aconteceu no dia 22 de março, a deputada Jandira Feghali (PCdoB/RJ) foi eleita presidente da Frente que conta com mais de 250 congressistas e que tem como membros nomes como de Cristovam Buarque (PDT/DF) e Antonio Roberto (PV/MG). Para que todo o país se veja representado foi montado um organograma com coordenadores estaduais de todas as federações brasileiras.

A iniciativa parece ter excelentes intenções na teoria. Porém, é preciso ficar atento como tudo isso se comportará na prática. Atitudes como conhecer quem são os envolvidos na Frente, fiscalizar e cobrar resultados serão mais que necessárias nos próximos meses para que essa excelente ideia funcione. Abaixo também conheça o estatuto.

QUEM SÃO ELES?

Conselho Executivo:
Presidência: Deputada Jandira Feghali (PC do B/RJ)
Primeira  Vice-Presidência: Senador Cristovam Buarque (PDT/DF)
Segunda  Vice-Presidência: Deputado Antonio Roberto (PV/MG)
Terceira  Vice-Presidência: Deputado Stepan Nercessian (PPS/RJ)
Primeira Secretaria: Deputado Angelo Vanhoni (PT/PR)
Segunda  Secretaria: Deputado Raul Henry (PMDB/PE)
Terceira Secretaria : Senadora Marisa Serrano (PSDB/MS)
Primeira Tesouraria: Deputada Rebecca Garcia (PP/AM)
Segunda Tesouraria: Deputado Ariosto Holanda (PSB/CE)

Membros Natos:
Deputada Fátima Bezerra (PT) - Presidente da Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados;
Senador Roberto Requião (PMDB) - Presidente da Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado Federal.
Coordenadores Estaduais e Coordenador do Distrito Federal:
Acre: Deputado Gladson Cameli (PP)
Alagoas: Deputado Givaldo Carimbão (PSB)
Amapá: Deputado Sebastião Bala Rocha (PDT)
Amazonas: Deputado Silas Câmara (PSC)
Bahia: Deputada Alice Portugal (PCdoB)
Ceará: Senador Inácio Arruda (PCdo B)
Distrito Federal: Senador Rodrigo Rollemberg (PSB)
Espírito Santo: Senadora Ana Rita (PT)
Goiás:  Deputada Marina Santana (PT)
Maranhão:  Domingos Dutra (PT)
Mato Grosso do Sul: Deputado Fábio Trad (PMDB)
Mato Grosso: Deputado Homero Pereira (PR)
Minas Gerais: Deputado Domingos Sávio (PSDB)
Pará: Deputado Luíz Otávio (PMDB)
Paraíba: Senador Cícero Lucena (PSDB)
Paraná:  Deputada Cida Borguetti ( PP)
Pernambuco: Deputada Luciana Santos (PC do B)
Piaui:  Deputado Paes Landim (PTB)
Rio Grande do Norte: Deputada Sandra Rosado (PSB)
Rio de Janeiro: Deputado Jean Wyllys (PSOL)
Rio Grande do Sul: Deputada Manuela D´Àvila(PCdoB)
Rondônia: Deputada Marinha Raupp (PMDB)
Roraima: Deputado Luciano Castro (PR)
Santa Catarina: Deputada Carmen Zanotto (PPS)
São Paulo: Deputado Tiririca (PR)
Sergipe: Deputado Valadares Filho (PSB)
Tocantins: Deputada Professora Dorinha Seabra Rezende (DEM)

ESTATUTO  DA FRENTE PARLAMENTAR MISTA EM DEFESA DA CULTURA

Art. 1º A Frente Parlamentar Mista em Defesa da Cultura, doravante designada neste Estatuto com Frente Parlamentar da Cultura, é uma entidade civil sem fins lucrativos de natureza politica e suprapartidária, constituída no âmbito do Congresso Nacional e integrada por senadores da república e deputados federais, com sede e foro em Brasília, Distrito Federal, e atuação em todo o território nacional, funcionará por tempo indeterminado e reger-se-á conforme a legislação pertinente e por este Estatuto.

Art. 2º São finalidades da Frente Parlamentar da Cultura:
I.        Acompanhar a política governamental, os projetos e programas direcionados à preservação, promoção e incentivo da cultura e de todo o patrimônio histórico, arquitetônico e cultural brasileiro, de natureza material e imaterial, manifestando-se quanto aos aspectos mais importantes de sua aplicabilidade e execução;
II.        Incentivar; promover e fomentar mecanismos de preservação e difusão da cultura popular brasileira;
III.        Promover encontros, debates, simpósios, seminários, comemorações e outros eventos referentes ao exame, discussão e destaque de sua temática, divulgando amplamente seus resultados;
IV.        Aprimorar e propor inovações na legislação voltada à criação, implementação, promoção, divulgação, acompanhamento, fomento e avaliação de políticas e ações relacionadas à cultura e ao patrimônio histórico, arquitetônico e cultural, buscando atuar transversalmente no processo legislativo, a partir das comissões temáticas do Senado Federal e da Câmara dos Deputados;
V.        Trabalhar para aumentar a efetividade das políticas, programas e mecanismos existentes e, quando necessário, desenvolver ou sugerir a adoção de outros mais apropriados ao desenvolvimento, promoção e preservação da cultura e do patrimônio histórico cultural brasileiro;
VI.        Articular-se com os órgãos do Executivo, Judiciário e Ministério Público da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, com as Casas Legislativas Estaduais, Municipais e Distrital, bem como com as entidades empresariais, não-governamentais e do Terceiro Setor, tendo em vista acompanhar e incentivar a adoção de políticas e ações de desenvolvimento da cultura e do patrimônio histórico cultural.
VII.        Recolher e divulgar informações sobre fontes de fomento, financiamento e outras formas de apoio a projetos relacionados à promoção, difusão, proteção e manutenção da cultura e do patrimônio histórico cultural;
VIII.        Promover o intercâmbio com entes assemelhados dos Parlamentares de outros países, visando à troca, registro e difusão de experiências na área, sobretudo as bem-sucedidas, e ao aperfeiçoamento recíproco das respectivas políticas nacionais, regionais e locais de apoio a cultura e aos respectivos patrimônios históricos e culturais;
IX.        Sugerir, incentivar e promover, onde e quando couber:
a produção de material didático, comunicacional, promocional alusivo ao tema da Frente;
a realização de campanhas de educação, de divulgação das leis de proteção e de iniciativas de identificação, catalogação, difusão e preservação da cultura e do patrimônio histórico cultural nacional;
a criação e o desenvolvimento de formas de gestão coletiva e de articulação entre o poder público e os agentes sociais, para o cumprimento da tarefa de promover e preservar a cultura e o patrimônio histórico cultural nacional;
a formação de grupos de crianças e jovens "guardiões da cultura" nas escolas públicas, através de cursos, palestras e visitas, repassando o instrumental necessário para a educação de agentes e animadores locais, visando à defesa e divulgação da cultura e do patrimônio histórico cultural;
a formação e qualificação de professores, tutores e monitores na área de educação cultural e patrimonial.
X.        Acolher, verificar e encaminhar soluções para as denúncias de descuido ou infração para com o patrimônio histórico cultural, provenientes da sociedade;
XI.        Zelar pelo cumprimento da legislação que visa a proteger, promover e difundir a diversidade de bens e expressões culturais;
XII.        Promover, incentivar e lutar pela preservação da cultura e do patrimônio cultural de natureza imaterial, consubstanciados em atividades folclóricas, festivas e tradicionais, manifestações populares e formas de fazer, de viver e de se expressar da sociedade brasileira;
XIII.        Promover e sugerir, junto a UNESCO, o reconhecimento de cidades, monumentos, igrejas, demais expressões arquitetônicas e parques brasileiros como sendo patrimônio cultural, histórico ou natural da humanidade.

Art. 3º Integram a Frente Parlamentar da Cultura:
I.        Como membros-fundadores: todos os parlamentares integrantes da atual Legislatura que subscreverem o Termo de Adesão;
II.        Como membros natos: o presidente da Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados e o presidente da Comissão de Educação, Cultura e Turismo do Senado Federal;
III.        Como membros-colaboradores: os ex-parlamentares que se interessem em subscrever os objetivos da Frente.

Art. 4º Compõem a Frente:
I.        A Assembléia Geral, composta pelos Parlamentares filiados à Frente.
II.        O Conselho Executivo integrado pelo:
Presidente;
Primeiro, Segundo e Terceiro Vice-presidentes;
Primeiro, Segundo e Terceiro Secretários;
Primeiro e Segundo Tesoureiros;
Membros natos.
III.        Coordenadores Estaduais, cada um representando um estado brasileiro e o Distrito Federal;
IV.        O Conselho Consultivo, integrado por 19 (dezenove) conselheiros efetivos indicados pelo Conselho Executivo, em reunião convocada para este fim.
§ 1º O mandato dos membros do Conselho Executivo, dos coordenadores dos estados e do Distrito Federal e os membros do conselho consultivo será de 1 (um) ano, com direito a 1(uma) reeleição, excetuando-se os membros natos que estão vinculados aos mandatos das comissões que presidem.
§ 2º A representação do Conselho Consultivo deverá abranger gestores, as diversas linguagens artísticas e culturais, áreas afins, instituições e empresas de apoio a arte e cultura, tais como:
Fórum Nacional de Secretários Estaduais de Cultura;
Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes Municipais de Cultura;
Fóruns ou Comissões Nacionais de Pontos de Cultura;
Fórum Nacional de Cultura Popular;
Circo;
Teatro;
Dança;
Música;
Áudio-visual;
Artes visuais;
Radiodifusão - dos veículos de comunicação públicos e privados, incluídos os abertos, os fechados, os comunitários, os universitários e outros;
Cultura digital;
Cultura urbana;
Livro, literatura e poesia;
Memória e patrimônio histórico;
Empresas públicas e privadas, com notórias ações de incentivo, financiamento e patrocínio à cultura.
§ 4º Consultores externos poderão ser convidados pelo Conselho Executivo para assessoria temporária em temas específicos.
§ 5º A participação nos cargos previstos neste artigo não ensejará qualquer forma de remuneração.

Art. 5º Compete à Assembléia Geral:
I.        Eleger ou destituir os integrantes do Conselho Executivo;
II.        Aprovar os relatórios apresentados pelo Conselho Executivo;
III.        Estabelecer as diretrizes políticas da atuação da Frente;
IV.        Supervisionar a atuação do Conselho Executivo.
§ 1º A Assembléia Geral reunir-se-á ordinariamente a cada 2 (dois) meses e extraordinariamente sempre que convocada.
§ 2º As decisões da Assembléia Geral serão tomadas por maioria simples dos votantes, presente a maioria simples dos votantes em primeira chamada e dez por cento de seus membros, na hipótese de segunda chamada.

Art. 6º Compete ao Conselho Executivo:
I.       Implementar as diretrizes políticas estabelecidas pela Assembléia Geral;
II.       Tomar as decisões políticas e administrativas necessárias para que se atinjam os objetivos da Frente;
III.       Elaborar relatórios sobre a atuação da Frente, com periodicidade, no mínimo, semestral;
IV.       Convocar a Assembléia Geral.
§ 1º São atribuições do Presidente:
Representar a Frente perante a Câmara dos Deputados, nos termos do art. parágrafo único, do Ato da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados nº 69 de 2005, e o Senado Federal;
Representar a Frente junto a entidades públicas e privadas;
Convocar as reuniões do Conselho Executivo;
Presidir as reuniões do Conselho Executivo e da Assembléia Geral.
§ 2º São atribuições do Primeiro Vice-presidente auxiliar o Presidente e substituí-lo em casos de impedimento ou ausência.
§ 3º São atribuições do Segundo e Terceiro Vice-presidentes, auxiliar o Primeiro Vice-presidente e substituí-lo em casos de impedimento ou ausência.
§ 4º São atribuições do Primeiro Secretário:
Planejar e coordenar as atividades do Conselho Executivo;
Tomar iniciativas necessárias para que as decisões do Conselho Executivo sejam cumpridas.
§ 5º São atribuições do Segundo e do Terceiro Secretários, auxiliarem o Primeiro Secretário e substituí-lo em casos de impedimento ou ausência.
§ 6º São atribuições do Primeiro Tesoureiro:
Superintender os serviços de Tesouraria e Contabilidade;
Assinar ou endossar, com o Presidente, ou procurador com poderes especiais, todos os cheques, ordens de pagamento, títulos e demais documentos que envolvam responsabilidade financeira da Frente Parlamentar da Cultura ou que se relacionem com o seu patrimônio;
Pagar as despesas autorizadas;
Apresentar, ao Presidente, balancete geral de receita e despesa, e relatórios das atividades da tesouraria e da prestação de contas.
§ 7º São atribuições do Segundo Tesoureiro auxiliar o Primeiro Tesoureiro e substituí-lo em casos de impedimento ou ausência.
§ 8º Os cargos do Conselho Executivo são privativos de Deputados Federais e Senadores.

Art. 7º Compete aos Coordenadores Estaduais apoiar o Conselho Executivo no levantamento das demandas e na mobilização dos atores culturais nos estados e no Distrito Federal.

Art. 8º Compete ao Conselho Consultivo assessorar o Conselho Executivo e a Assembléia Geral, sempre que demandado.
Parágrafo Único. Em caso de urgência, a nomeação de consultores convidados poderá ser feita pelo Conselho Executivo, ad referendum da Assembléia Geral.

Art. 9º A Frente Parlamentar da Cultura poderá constituir renda através de:
I.        Legados e doações;
II.        Contribuições dos filiados;
III.        Auxílios e subvenções do Poder Público e outros valores que venha a receber;
IV.        Patrocínios do setor privado.

Art. 10º A Frente Parlamentar da Cultura será dissolvida por decisão da maioria absoluta dos membros da Assembléia Geral.

Art. 11º Os casos omissos neste Estatuto serão analisados e resolvidos pelo Conselho Executivo.

Art. 12º A Assembléia Geral aprovará normas específicas regulando:
I.        As eleições periódicas para os cargos do Conselho Executivo;
II.        O ingresso de novos filiados;
III.        A desfiliação voluntária ou compulsória.

Art. 13º Este Estatuto poderá ser alterado ou reformado em Assembléia Geral Extraordinária, especialmente convocada para esse fim, desde que conte com os votos favoráveis de, pelo menos, 2/3 (dois terços) dos filiados presentes com direito a voto.

Art. 14º O presente Estatuto entra em vigor na data de sua aprovação pelos membros da Frente Parlamentar da Cultura.]]>

Da Redação do ODC
Foto: Leandro Lopes

O coordenador do Observatório da Diversidade Cultural (ODC), José Márcio Barros, foi homenageado, no último dia 29, com Diploma de Honra ao Mérito na Câmara Municipal de Belo Horizonte. A condecoração foi realizada por iniciativa do vereador Arnaldo Godoy e contou com a presença de autoridades e profissionais da área da cultura, artistas, alunos e ex-alunos que foram parabenizar Barros pelos seus 25 anos de atuação profissional. Dentre as iniciativas em favor do desenvolvimento da cultura, destaca-se a atuação à frente do ODC, organização não-governamental que recebeu reconhecimento da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura – UNESCO – e da Fundação Ásia-Europa – ASEF, como uma das 39 melhores práticas de promoção da diversidade cultural no mundo.

Ao ressaltar a admiração pela trajetória do amigo e sua importância profissional no contexto cultural da cidade, o vereador Arnaldo Godoy disse que a homenagem foi motivada, especialmente, pelo significado do professor no cotidiano e para a coletividade. Barros está “entre aqueles que fazem de Belo Horizonte uma cidade mais agradável, que conseguem trazer um pouco de encantamento à cidade”, justificou, lembrando a persistência do professor em investir na educação como atividade propulsora do desenvolvimento nacional.

A esposa Adriana Vasconcelos e o filho Luan Barros expressaram, em nome da família, reconhecimento e admiração. “Sempre encontramos um ex-aluno que comenta sobre o prazer de ter aulas com ele”, lembrou Luan sobre os vínculos gerados na vida acadêmica. A diretora da Companhia de Dança do Palácio das Artes, Sônia Mota, agradeceu a contribuição dada por Barros ao trabalho desenvolvido na Fundação Clóvis Salgado, que contribui para o conhecimento e integração da dança com outras áreas. “José Márcio fala de ética de uma maneira comprometida, com simplicidade”, afirmou.

O sentido de conviver e agir no espaço público, pautado pelo valor da honestidade e da busca da excelência, foi destacado pelo coordenador de articulação do Observatório da Diversidade Cultural, José Júnior, como inspiração às atividades no dia a dia. “Aprendemos com ele a conviver com a diferença e amá-la como base do conhecimento”, disse Júnior, referindo-se ao parceiro profissional. Júnior enfatizou a relação de aprendizado, proporcionada pela convivência com o professor. “Aprendemos com ele a considerar o outro sempre como sujeito”, completou.

Também homenagearam o professor a ex-aluna Daniele Freitas, a cantora Valquíria Gomes e o músico André Milagres (Fundação Clóvis Salgado), e o poeta Wilmar Silva e atriz Ana Gusmão (projeto Terças Poéticas).

Emocionado, José Márcio Barros dividiu com os amigos o que sintetizou como “o sonho de que a cultura continue no centro do desenvolvimento”. Para se referir ao sentido desse projeto de vida, lembrou o conceito de dádiva como importante aliança que “mistura interesses e compromissos, planejamento e acaso, destino traçado por buscas e encontros, intenção e disponibilidade”. Durante a vida, as situações de crises, que devem ser pensadas como possibilidade e necessidade de fazer escolhas, mostram-se como “momentos de decidir e julgar”, pontuou. “Somos o que fazemos para mudar o que somos”, afirmou, ainda, ao se recordar de passagens marcantes que construíram seu percurso pessoal e profissional.

Barros dedicou a homenagem aos presentes e também àqueles que não puderam comparecer à celebração, especialmente à sua mãe, exemplo de coragem e determinação. “Buscamos um mundo renovado pela cultura, para que esta tenha o seu devido lugar na cidade”, disse, com a lição de quem sabe que o encontro entre as pessoas, dentro e fora da sala de aula, é mesmo uma dádiva em que vale a pena acreditar.

Trajetória
José Márcio Barros é Doutor em Comunicação e Cultura (Comunicação e Cultura nas ruas de Belo Horizonte e La Plata), Mestre em Antropologia (Os daqui e os de lá), pesquisador e pensador com intensa atuação nas áreas de Cultura e Educação em Minas e no Brasil há muitos anos. Consultor do IPEA e do Ministério da Cultura, em 2011completa 25 anos como professor da Universidade do Estado (UEMG). Implantou e coordena, desde 2005, o Observatório da Diversidade Cultural, instituição reconhecida pela UNESCO em 2010 como uma das principais experiências no mundo em proteção e promoção da diversidade cultural, e o programa “Pensar e Agir com a Cultura”, responsável pela formação de centenas de gestores culturais em diversos estados do país.

UEMG – Professor efetivo desde 1986; Coordenador da pós-graduação da escola Guignard e da especialização em Mediação em Arte, Cultura e Educação;

PUC Minas – Professor adjunto departamento de Comunicação e Ciências Sociais. Foi diretor de Arte e Cultura, coordenador do curso de Ciências Sociais; é membro do conselho universitário; professor do Programa de Pós Graduação em Comunicação;

Fundação Clóvis Salgado – Professor desde 2004;

Prefeitura de Belo Horizonte – Implantou e dirigiu o CRAV – Centro de Referência Audio Visual de Belo Horizonte; foi Diretor de Ação Cultural e Diretor do Museu Abílio Barreto; Membro do Conselho deliberativo municipal do patrimônio e Presidente da Comissão Municipal de Incentivo a Cultura (1998-1999).]]>
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Lista de aprovados para a turma de Contagem do curso Desenvolvimento e Gestão Cultural 2011/1

 

1         AIDA NEVES DE ARAUJO 

2         ALBERT ROCHA DINIZ TORRES 

3         ALESSANDRA ASSIS DE OLIVEIRA SOARES 

4         ANA FLÁVIA NASCIMENTO PAES 

5         ANA LUIZA RABELO CISCOTTO 

6         ANA THEREZA ALEXANDRINA DAMASIO 

7         BRENDA ALVES DA SILVA  

8         BRENO BALDONI RIBEIRO 

9         CARLA BERNARDES SILVA BENEVIDES 

10       CHARLES MORAES DE LIMA 

11       CRISTINA GOUVEIA DE FIGUEIREDO 

12       DÂMARIS STARLING FERREIRA ARAÚJO 

13       DANIELE APARECIDA SANTOS CIPRIANO 

14       DANIELE DE PAULA BARBOSA 

15       DENILSON MARINS DE MATOS 

16       FÁBIO LUCAS BELOTTE 

17       FREDERICO GUILHERME HENRIQUE 

18       HUGO EDUARDO HONORATO DE OLIVEIRA 

19       JANE MARY SOARES 

20       JESSICA RIBEIRO DE OLIVEIRA 

21       JESUS GILBERTO DO NASCIMENTO 

22       JOÃO RAFAEL DA FONSECA 

23       JOSÉ EURÍALO DOS REIS 

24       JOYCE ALAIDE BARROS DA ROCHA 

25       JULIO CESAR BRITO DO NASCIMENTO 

26       KAROLINE STÉFANI DE CARVALHO ARGENTINA 

27       LUANA ATHAYDES FERNANDES OLIVEIRA 

28       LUCIANO ERICKSON DA SILVA 

29       MARIA GORETTI NUNES GOMES 

30       MARIA LUIZA D´ANGELO SEABRA EIRAS 

31       MAURA RODRIGUES ESTEVAO 

32       MENDERSON RIVADÁVIA ALVES AMARAL 

33       MICHELI V ANDRADE FEITAL 

34       MISAEL ELIAS GONÇALVES 

35       PRISCILA COSTA VIDOTTO 

36       RAFAEL LUIZ DE AQUINO 

37       RAONI LUAN SILVA MIRANDA 

38       REGINA AZEREDO CAMARGOS FREITAS 

39       RENATO TEODORO MORCATTI 

40       ROBERTO DA SILVAJUNIOR 

41       ROBERTO MAGALHÃES JÚNIOR 

42       RODRIGO ADLEY FERREIRA 

43       RODRIGO NOMINATO REIS 

44       RODRIGUES EUSTÁQUIO CIPRIANO JUNIOR 

45       RONILDA INACIO TORRES LOPES 

46       SEBASTIÃO WILLIAM DA SILVA 

47       SUELI ALVES AMORIM 

48       THIAGO HERBERT GUILHERME CAMPOS 

49       VALÉRIA REGINA DELFIMTERRES 

50       VICTOR MACHADO FERREIRA 

      

      

Os aprovados serão comunicados por email e/ou telefone informados na ficha de inscrição. É necessário confirmar presença respondendo a este comunicado, porque caso haja desistências, os candidatos da lista de excedentes serão convocados.

 

Tivemos nesta edição um processo seletivo bastante concorrido, totalizando 222 inscritos para a cidade de Contagem. O curso terá início amanhã, dia 26/03.

 

 

 

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CURSO DESENVOLVIMENTO E GESTÃO CULTURAL – EDIÇÃO 2011/1º SEMESTRE

CRITÉRIOS DE SELEÇÃO BASEADOS NAS INFORMAÇÕES SOLICITADAS NO FORMULÁRIO DE INSCRIÇÃO

 

FORMAÇÃO     

Graduados ou acima, receberam 05 pontos

Para graduandos, demos 04 pontos

Para quem tem ensino médio completo demos 03 pontos

Para quem tem ensino médio incompleto, demos 02 pontos

 

ATUAÇÃO       

Quem tinha atuação e experiência na área cultural, devidamente especificadas no texto recebeu 05 pontos;

Quem tinha atuação em áreas afins recebeu 04 pontos;

Quem tinha atuação, mas pouca experiência, recebeu 03 pontos;

Quem ainda não tinha atuação, recebeu nota 00 (quem estava nesta situação, mas demonstrou interesse concreto, será convidado para outras ações do ODC voltadas para iniciantes, assim que forem lançadas);

 

INTERESSE

Quem demonstrava no texto interesse concreto (tendo ou não atuação), com elementos que fundamentassem o interesse, recebeu 05 pontos,

Quem demonstrava interesse, mas era de outra área, recebeu 04 pontos,

Quem afirmava ter interesse, mas de modo pouco claro ou pouco especificado, recebeu entre 03 e 02;

Quem não disse nada, considerando que se inscreveu (e isto significa algum interesse) recebeu 01 ponto;

 

JUSTIFICATIVA          

Quem conseguiu justificar bem e de modo objetivo, recebeu 05 pontos;

Depois, à medida que a justificativa se tornava mais generalista, a pontuação diminuía;

 

DISPONIBILIDADE E COMPROMISSO EM PARTICIPAR DO CURSO    

Quem assinalou 100% recebeu 05 pontos;

Quem assinalou entre 75% e 100% recebeu 03 pontos;

 

APLICAÇÃO DOS CONTEÚDOS EM SEU TRABALHO

Quem conseguiu demonstrar que a participação melhoraria sua atuação pessoal e profissional (apontada no item atuação) recebeu 05 pontos;

Depois, à medida que a explicação se tornava mais generalista, a pontuação diminuía;

 

APLICAÇÃO DOS CONTEÚDOS NA REGIÃO ONDE ATUA         

Quem conseguiu demonstrar que a participação, além de melhorar sua atuação pessoal, garantia retorno de cunho coletivo ou microrregional recebeu 05 pontos;

Depois, à medida que a explicação se tornava mais generalista, a pontuação diminuía;

 

PONTUAÇÃO MÁXIMA: 35

 ]]> Coordenador do ODC será condecorado na Câmara Municipal de Belo Horizonte pelos seus 25 anos como docente e pesquisador

Da Redação do ODC

José Márcio Barros é antes de tudo um multiplicador de conhecimento. Há 25 anos professa o que pesquisa e estuda pelas salas de aulas, palestras, entrevistas, mesas-redondas e no dia-a-dia de quem tem a oportunidade de estar ao seu lado. É impossível mensurar quantos estudantes e interessados prestaram atenção e aprenderam com suas palavras. Certamente algumas centenas que ecoaram suas ideias em teses e pesquisas anos mais tarde.

Pela dedicação no cotidiano do ensinar e por idealizar e estar à frente do Observatório da Diversidade Cultural – iniciativa que recebeu recentemente reconhecimento da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura – UNESCO – e da Fundação Ásia-Europa – ASEF, como uma das 39 melhores práticas de promoção da diversidade cultural no mundo, José Márcio Barros será homenageado com honra ao mérito.

A condecoração da Câmara Municipal de Belo Horizonte é uma iniciativa do vereador Arnaldo Godoy e acontece na próxima terça-feira, dia 29 de março, a partir das 19h30, na própria Câmara – Avenida dos Andradas, 3.100. A solenidade contará com a presença de amigos e claro, de alunos e ex-alunos do professor.

Para quem não o conhece, um breve histórico: José Márcio Barros possui graduação em Ciências Sociais pela UFMG (1980), Mestrado em Antropologia Social pela Universidade Estadual de Campinas (1992) e Doutorado em Comunicação e Cultura pela UFRJ (2003). É professor do Programa de Pós Graduação em Comunicação da PUC/Minas, além de integrar o corpo docente do Curso de Ciências Sociais e Comunicação Social da PUC/Minas. É professor da Escola Guignard/UEMG, onde coordena o Curso de Pós-Graduação Lato Sensu em Ensino e Pesquisa. Atua na área da Antropologia Urbana e da Comunicação, com ênfase nas temáticas da identidade cultural, política cultural, cidade e cultura, gestão cultural e da diversidade cultural. É autor dentre outros trabalhos, do livro “Comunicação e Cultura nas avenidas de contorno”, (Editora PUC/Minas) e organizador dos livros “Diversidade Cultural - da proteção à promoção”, (Editora Autêntica) e “As mediações da Cultura” (Editora PUC/Minas).]]>
Evento acontece entre os dias 5 e 9 de abril














Da Redação do ODC

Entre os dias 5 e 9 de abril acontece em Belo Horizonte, o 3º Encontro Nacional de Capoeira Angola. O evento pretende debater o papel da capoeira como patrimônio imaterial e instrumento de educação na formação da criança e do adolescente. Além disso, colocará em discussão o papel cultural e social da capoeira na atualidade, reafirmando a importância de ações de reconhecimento da diversidade étnica e de valorização da cultura afro-brasileira.

Entre os debatedores presentes estarão o antropólogo, professor e coordenador do Observatório da Diversidade Cultural, José Márcio Barros, a representante do Iphan, Corina Moreira, a pedagoga Rosa Margarida – da Secretaria Municipal de Educação de Belo Horizonte, a pesquisadora Michelle Arroyo – da Fundação Municipal de Cultura de Belo Horizonte, a cientista política Diva Moreira, o historiador Marcos Cardoso, entre outros.

Entretanto, muito da ginga e da beleza dessa arte será colocado em prática com a participação de importantes grupos de capoeira, pesquisadores e mestres capoeiristas de diversos lugares do Brasil. O Encontro irá fazer também uma homenagem aos mestres da capoeira regional pioneiros na capital mineira: Mestre Cavalieri, Meste Dunga e Mestre Boca.

O Encontro, que acontecerá na Funarte Casa do Conde e também na sede do IUNA, reservou um espaço para oficinas. Os interessados podem se inscrever no local. Toda a programação é gratuita. Para saber mais, basta acessar aqui .

O 3º Encontro Nacional de Capoeira Angola é promovido pelo Grupo Iúna de Capoeira Angola, com patrocício do Fundo Municipal de Cultura e apoio do Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - Iphan, Funarte e Grupo Sant'Angelo (Itália).

GRUPO IÚNA
É uma ONG criada em 1983 - primeiro grupo de capoeira angola de BH -, que tem como finalidade a promoção e a valorização da capoeira angola como bem cultural. Coordenado por Mestre Primo e organizado por jovens e moradores da comunidade do bairro Saudade/BH, o grupo é um Ponto de Cultura e oferece em sua sede oficinas gratuitas de capoeira para mais de 150 crianças e adolescentes de escolas públicas do bairro. Além disso, realiza atividades culturais voltadas para a capoeira angola com o objetivo de fortalecer a relação da ONG com a comunidade, expandir o conhecimento dos jovens e crianças sobre a capoeira, e contribuir para melhorar a qualidade de vida daquela localidade.

SERVIÇO:
3º Encontro Nacional de Capoeira Angola
Data: 05 a 09 de abril de 2011
Horário: das 16 h às 18 h
Abertura com roda de Capoeira Angola na Praça Sete - Centro - BH, com a presença dos mestres de capoeira da cidade.
Data: 06 a 08 de abril de 2011
Horário: das 9 h às 19h30
Local: Funarte Casa do Conde - Rua Januária, 68 - Floresta - Belo Horizonte - MG
Inscrições para as oficinas: no local
Data: 09 de abril de 2011
Horário: das 14 h às 19 h
Local: Em frente à sede do IUNA - Rua Dr. Brochado, 1.500 - Saudade - Belo Horizonte - MG
Informações: (31) 3483-5301 e (31) 9171-9082
Blog: www.grupoiuna.blogspot.com .]]>
O prazo para submissão de mesas-coordenadas, trabalhos e intervenções artísticas encerra na próxima quinta-feira

Da Redação do ODC

O prazo de inscrição para submissão de mesas-coordenadas, trabalhos e intervenções artísticas no VII Encontro de Estudos Multidisciplinares em Cultura – Enecult, que acontecerá em Salvador, Bahia, entre os dias 3 e 5 de agosto, encerra-se na próxima quinta-feira, dia 31 de março.

Professores, estudantes, pesquisadores, artistas e demais interessados nas diversas áreas da cultura que desejam participar do encontro, devem ficar atentos às normas para submissão de propostas, que encontram-se disponíveis no site: www.enecult.ufba.br . A avaliação dos trabalhos sugeridos acontecem até 30 de abril, sendo que os resultados serão divulgados no dia 5 de maio.

SÉTIMA EDIÇÃO
A sétima edição conta com várias novidades. Além da mudança de data (de maio para agosto), nesse ano propostas de intervenções artísticas também poderão ser encaminhadas de acordo com as áreas temáticas do Enecult. Novas áreas foram criadas para atender o perfil dos trabalhos que vem sendo apresentados no evento.

O Enecult é realizado pelo Centro de Estudos Multidisciplinares em Cultura (CULT),  Programa Multidisciplinar de Pós-Graduação em Cultura e Sociedade (Pós-Cultura), Instituto de Humanidades, Artes e Ciências Professor Milton Santos (IHAC) e Faculdade de Comunicação (FACOM), instituições da Universidade Federal da Bahia (UFBA).

Para mais informações aqui . Para tirar dúvidas, é possível fazer contato pelo email: cult@ufba.br .]]>
Prazo para submissão de trabalhos é até dia 30 de março

Da Redação do ODC

Acontecerá em Manaus, Amazonas, entre os dias 29 de junho e 1º de julho, o I Congresso Internacional de Criatividade e Inovação, com o tema Criatividade e Inovação: Visão e Prática em diferentes contextos. A proposta é reunir pesquisadores nacionais e internacionais para apresentar trabalhos e debater questões relacionadas às mais diferentes áreas e seus impactos nos processos e produtos decorrentes da síntese entre a criatividade e a inovação.

O prazo para a submissão de trabalhos, que podem se encaixar nas categorias de Pôster, Comunicação Oral, Oficina, Curso e Mesa-Redonda, vão até o dia 30 de março.

Para saber mais, clique aqui .]]>

Membros do programa U40 voltam a se encontrar. Desta vez será na cidade de Toluca, no México, entre os dias 19 e 22 de maio. Em parceria com a Universidade Autônoma do México e poderes públicos da cidade de Toluca, o encontro servirá para enfatizar a aplicação da Convenção sobre a Promoção e Proteção da Diversidade das Expressões Culturais da UNESCO e retomar muitas das discussões levantadas em maio de 2010, em Montreal.

O evento, que foi apoiado pelo Fundo Internacional para a Diversidade Cultural da UNESCO, ainda não está com a programação fechada e disponibilizará isso em breve, mas já é possível encontrar as temáticas que serão abordadas. Para isso, clique aqui . Para mais informações, aqui . ]]>

 

Projeto ainda recebe inscrições gratuitas para minicursos

 

Da Redação do ODC

 

O projeto “Ciclo Comunicação e Cultura” começou suas atividades na última sexta-feira, dia 18 de março, mas segue até 16 de abril. Para os minicursos que ainda não iniciaram suas atividades, as inscrições ainda estão abertas. Promovido pela Aff! Comunicação e Cultura e Observatório da Diversidade Cultural (ODC), o projeto disponibiliza 40 vagas gratuitas para cada um dos cinco minicursos oferecidos. O programa tem os objetivos de discutir o papel e a importância da comunicação como área estratégica nos programas culturais; tratar das novas tendências da área de comunicação voltadas para o segmento cultural; atualizar e aperfeiçoar os profissionais que já atuam na área ou almejam atuar e promover o debate acerca da conjunção entre a comunicação e a cultura para o ambiente da gestão cultural.  

 

A programação é voltada aos profissionais de comunicação, artistas, gestores e agentes culturais, estudantes e interessados em geral. O projeto Ciclo Comunicação e Cultura conta com o  patrocínio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura, por meio do Fundo de Projetos Culturais, parceria da Fundação Clóvis Salgado e comunicação colaborativa do Coletivo Pegada. Nos dias 28 e 29 de abril, será realizado o Seminário de Comunicação e Cultura, que encerra a programação. As informações sobre o seminário serão disponibilizadas, em breve, no site www.affcomunicacaoecultura.com.br. 

 

Minicursos: conteúdos destacam temas atuais

 

Midialivristas (18 e 19/3)  - A formação de agentes de comunicação livres, trabalho colaborativo e interdisciplinar na área de comunicação, planejamento e execução de cobertura de eventos seja em texto, vídeo, foto e novas mídias, principalmente, voltado para internet. A oficina busca passar conhecimento com uma linguagem simplificada e ferramentas acessíveis, além de discutir os conceitos envolvidos na forma de trabalho do Centro Multimídia, como o Cidadão Multimídia e Repórter Multimídia. A prática será realizada por meio da cobertura colaborativa do Projeto Ciclo Comunicação e Cultura.

 

Planejamento de comunicação para a cultura  (25 e 26/3)  - A importância do planejamento para a área cultural; as etapas para a elaboração de um planejamento para projetos e programas da área cultural; estudos de viabilidade, análise do micro e macro ambiente; elaboração de um diagnóstico; elaboração de um conceito e posicionamento de comunicação, construção de estratégias e ações de comunicação.

 

Leitura crítica da mídia  (1º e 2/4)  - Interesse público em Comunicação; Novas Tecnologias em Comunicação e democratização; Informação, Conhecimento e Desenvolvimento Social; O estágio atual das resoluções internacionais; Mídia e cotidiano; Mídia e construção social da realidade; Elementos de análise da mídia, segundo a Convenção da Diversidade Cultural.

 

Assessoria de imprensa para a cultura  (8 e 9/4)  - Elementos específicos e informações articuladas sobre o trabalho da assessoria de imprensa para a área da cultura. Pequeno histórico da assessoria de imprensa; o que se espera dos artistas e produtores, do assessor de imprensa e dos jornalistas; a elaboração de releases; a importância das fotos e das imagens; a relação assessor de imprensa/jornalistas; critérios para o preenchimento do espaço na mídia; a importância do mailing list;  ferramentas alternativas de divulgação; a divulgação através da Internet. Estratégias da assessoria de imprensa em âmbito regional, nacional e internacional.

 

Estratégias de comunicação e marketing para projetos culturais  (15 e 16/4)  - O relacionamento do gestor com as empresas, poder público e público; estratégias de comunicação e marketing para captação e fechamento de parcerias em projetos culturais; principais diretrizes ao se formatar um projeto para captação; premissas para a fidelização de parcerias.

 

Ciclo Comunicação e Cultura

Período: de 18 de março a 16 de abril 

Data e horário dos minicursos: sextas-feiras, de 19h a 22h30; sábados, das 9h30 às 18h.

Local: Sala de Educação Continuada (Palácio das Artes) – Av. Afonso Pena, 1537 – Centro.

Total de vagas: 40 para cada minicurso

Público-alvo: profissionais de comunicação, artistas, gestores e agentes culturais, estudantes e interessados em geral

Realização: Aff! Comunicação e Cultura  

Co-realização: Observatório da Diversidade Cultural  

Patrocínio: Lei Municipal de Incentivo à Cultura-FPC 

Parceria: Fundação Clóvis Salgado 

Comunicação Colaborativa: Coletivo Pegada 

Apoio: Impacto Multimídia 

Informações: (31) 3463-3141, de 14h às 18h, ou atendimento@affcomunicacaoecultura.com.br.
 ]]>

 

A palestra “Política de Investimento Cultural e Responsabilidade Social” abriu programação na cidade

 

Da Redação do ODC

 

Entre os dias 18 de março e 2 de abril, a cidade de São José do Goaibal, em Minas Gerais, recebe uma série de atividades de formação do Observatório da Diversidade Cultural – ODC. São seminários, palestras e uma oficina que têm como objetivo aprofundar o conteúdo abordado no Curso Desenvolvimento e Gestão Cultural realizado no município em 2009.

 

A abertura das atividades aconteceu na última sexta-feira, dia 18, com a palestra “Política de Investimento Cultural e Responsabilidade Social”, ministrada pelo gerente de Arte e Cultura da ArcelorMittal, Marcelo Santos. No sábado, dia 19, foi a vez do tema “Planejamento Financeiro e Prestação de Contas”, com Alcione Souza, gestora cultural e contadora. Conheça as próximas atividades:

 

25 de março 

Horário: de 19h às 22h

Seminário de Intervenção Sociocultural – Compartilhamento de Experiências com o Instituto Kairós 

Rosana Bianchini –  coordenadora do Instituto Kairós

 

26 de março 

Horário: de  9h às 17h30

Oficina: Comunicação Colaborativa

Equipe do Observatório da Diversidade Cultural

 

01 e 02 de abril 

Horário:  sexta de 19h às 22h30 e sábado de 9h às 17h30

Seminário de Imersão Criativa – Oficina Cena Negra Contemporânea

Gil Amâncio – produtor musical, ator e percussionista
 ]]> Lista de aprovados para o curso Desenvolvimento e Gestão Cultural em Belo Horizonte
 

01        Alexis Mattos Parrot 

02        Aline de Castro Solar 

03        Ana Clara Lima Buratto Silva 

04        Ana Flávia Batista Amaral 

05        Ana Helena de Sousa Campos 

06        Ana Paula Pinheiro de Barcellos 

07        Ana Rosa Domingues 

08        Anna Angélica dos Reis Soares 

09        Avelino Augusto de Resende Filho 

10        Carime Zunzarren 

11        Claudia Regina Adrianzen Lapouble 

12        Cleide Aparecida Fernandes 

13        Daniela Aparecida Guimarães Vargas 

14        Daniela Corrêa Nogueira Cunha 

15        Edilene Puccini Cunha 

16        Eliana de Oliveira Leal 

17        Evanilsa Alves Caldeira 

18        Fernanda de Freitas Alves 

19        Fernanda Maziero Junqueira 

20        Filipe Antônio Tavares 

21        Gabriela Guerra de Almeida 

22        Gaya Dandara Campos 

23        Guilherme Augusto Dutra Gonçalves 

24        Gustavo Abreu Reis 

25        Heberle Sales Babetto 

26        Igor de Oliveira Silva 

27        Isabella Corrêa Dias 

28        José Abdon Braga 

29        Jucelia Alves dos Reis 

30        Katya Albano Salomão 

31        Lívia Vieira Bacelete 

32        Luci de Fátima Pereira Lobato Silva 

33        Ludmilla Cristina da Silva Andrade 

34        Marcelle de Albuquerque Fernandes 

35        Maria Carolina Fescina Silva 

36        Marluce de Fatima Silva Cirino 

37        Maximira Luíza de Jesus

38        Mayana Silva Vinti 

39        Orlando Fernandes de Araújo Júnior 

40        Patrícia Barcellos Guimarães 

41        Patrícia de Lima Machado

42        Renata Barbosa Botelho 

43        Rogério de Oliveira Sepúlveda  

44        Rogério Pinto Ribeiro 

45        Rosalee Fernandes Pereira 

46        Sheila Aparecida Silva 

47        Vânia de Fátima Fonseca Pinto 

48        Vicente Paula de Souza 

49        Yani Mabel

50        Yuri Leite Silva 

 

Os aprovados serão comunicados por email e/ou telefone informados na ficha de inscrição. É necessário confirmar presença respondendo a este comunicado, porque caso haja desistências, os candidatos da lista de excedentes serão convocados.

 

Tivemos nesta edição um processo seletivo bastante concorrido, totalizando 378 inscritos para a cidade de Belo Horizonte.

 

O curso terá início na próxima terça-feira, dia 15/03.

 

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CRITÉRIOS DE SELEÇÃO BASEADOS NAS INFORMAÇÕES SOLICITADAS NO FORMULÁRIO DE INSCRIÇÃO

 

FORMAÇÃO     

Graduados ou acima, receberam 05 pontos

Para graduandos, demos 04 pontos

Para quem tem ensino médio completo demos 03 pontos

Para quem tem ensino médio incompleto, demos 02 pontos

 

ATUAÇÃO       

Quem tinha atuação e experiência na área cultural, devidamente especificadas no texto recebeu 05 pontos;

Quem tinha atuação em áreas afins recebeu 04 pontos;

Quem tinha atuação, mas pouca experiência, recebeu 03 pontos;

Quem ainda não tinha atuação, recebeu nota 00 (quem estava nesta situação, mas demonstrou interesse concreto, será convidado para outras ações do ODC voltadas para iniciantes, assim que forem lançadas);

 

INTERESSE

Quem demonstrava no texto interesse concreto (tendo ou não atuação), com elementos que fundamentassem o interesse, recebeu 05 pontos,

Quem demonstrava interesse, mas era de outra área, recebeu 04 pontos,

Quem afirmava ter interesse, mas de modo pouco claro ou pouco especificado, recebeu entre 03 e 02;

Quem não disse nada, considerando que se inscreveu (e isto significa algum interesse) recebeu 01 ponto;

 

JUSTIFICATIVA          

Quem conseguiu justificar bem e de modo objetivo, recebeu 05 pontos;

Depois, à medida que a justificativa se tornava mais generalista, a pontuação diminuía;

 

DISPONIBILIDADE E COMPROMISSO EM PARTICIPAR DO CURSO    

Quem assinalou 100% recebeu 05 pontos;

Quem assinalou entre 75% e 100% recebeu 03 pontos;

 

APLICAÇÃO DOS CONTEÚDOS EM SEU TRABALHO

Quem conseguiu demonstrar que a participação melhoraria sua atuação pessoal e profissional (apontada no item atuação) recebeu 05 pontos;

Depois, à medida que a explicação se tornava mais generalista, a pontuação diminuía;

 

APLICAÇÃO DOS CONTEÚDOS NA REGIÃO ONDE ATUA         

Quem conseguiu demonstrar que a participação, além de melhorar sua atuação pessoal, garantia retorno de cunho coletivo ou microrregional recebeu 05 pontos;

Depois, à medida que a explicação se tornava mais generalista, a pontuação diminuía;

 

PONTUAÇÃO MÁXIMA: 35]]>

 

Curso é promovido pelo Observatório da Diversidade Cultural e Arcelor Mittal  

 

No período de 26 de março a 9 de julho, o Observatório da Diversidade Cultural promove, com o patrocínio da ArcelorMittal, por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura, e apoio da Prefeitura Municipal de Contagem, a 11ª edição do curso gratuito “Desenvolvimento e Gestão Cultural 2011”. O curso, que será oferecido, também, nas cidades mineiras de Belo Horizonte e João Monlevade, integra o programa Pensar e Agir com a Cultura, do ODC, e visa a capacitação de gestores e agentes culturais.

 

O público alvo inclui ainda artistas, arte-educadores, educadores sociais, além de pessoas que atuam nas áreas da cultura, do meio ambiente, da educação, da comunicação e interessados em geral. As aulas serão realizadas no Auditório da Belgo Bekaert Arames – BBA,  na Rua David Sarnof, 909 – Portaria 1, Contagem, aos sábados das 9h às 17h30. Excepcionalmente, haverá aulas às sextas-feiras, dias 03/06; 10/06; 17/06; 01/07; 08/07, de 19h às 22h30. Quem se interessar tem até o dia 22 de março para se inscrever, no formulário disponível no Portal do ODC.

 

Os alunos selecionados para o Desenvolvimento e Gestão Cultural 2011 serão capacitados para a construção de projetos, programas e políticas culturais comprometidos com o desenvolvimento local e microrregional. A programação é integrada pelos eixos conceitual e prático, além do Seminário da Diversidade Cultural, que acontece nos dias 19 e 20 de maio. O eixo conceitual inclui os módulos: Cultura, diversidade e desenvolvimento; Trabalho colaborativo e em rede com a cultura; Planejamento estratégico na cultura I e II (Diagnóstico da realidade cultural local); Mecanismos de financiamento à cultura; e Gestão de projetos e programas culturais. A programação completa pode ser conferida no site do ODC, no link “Cursos”.

 

Os candidatos selecionados receberão um e-mail confirmando a participação no curso. A lista completa dos participantes será disponibilizada no portal do Observatório da Diversidade Cultural até o dia 24 de março.  Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (31) 3463-3141, de 14 às 18h e no e-mail: info@observatoriodadiversidade.org.br.

 

SERVIÇO

Curso Desenvolvimento e Gestão Cultural 2011 - Contagem

Local: Auditório da Belgo Bekaert Arames – BBA,  na Rua David Sarnof, 909 – Portaria 1, Contagem.

Data e horário: De 26 de março a 9 de julho, aos sábados das 9h às 17h30 e sextas (03/06; 10/06; 17/06; 01/07; 08/07) das 19h às 22h30.

Inscrições: www.observatoriodadiversidade.org.br

Realização: Observatório da Diversidade Cultural  

Patrocínio: ArcelorMittal, por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura.

Parceiros de realização: Transversal Consultoria e Projetos; Diversas Consultoria Cultural.

Produção: Aff!  Comunicação e Cultura.

Parceiros locais: ArcelorMittal / Belgo Bekaert Arames; Fórum Popular de Cultura e Bangalô Cultural. 
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Projeto recebe inscrições gratuitas para minicursos. Aulas terão início no próximo dia 18 de março

 

Estão abertas as inscrições para os minicursos do “Ciclo Comunicação e Cultura”, que acontecem no período de 18 de março a 16 de abril. Promovido pela Aff! Comunicação e Cultura e Observatório da Diversidade Cultural (ODC), o projeto disponibiliza 40 vagas gratuitas para cada um dos cinco minicursos oferecidos. O programa tem os objetivos de discutir o papel e a importância da comunicação como área estratégica nos programas culturais; tratar das novas tendências da área de comunicação voltadas para o segmento cultural; atualizar e aperfeiçoar os profissionais que já atuam na área ou almejam atuar e promover o debate acerca da conjunção entre a comunicação e a cultura para o ambiente da gestão cultural.  

 

A programação é voltada aos profissionais de comunicação, artistas, gestores e agentes culturais, estudantes e interessados em geral. O projeto Ciclo Comunicação e Cultura conta com o  patrocínio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura, por meio do Fundo de Projetos Culturais, parceria da Fundação Clóvis Salgado e comunicação colaborativa do Coletivo Pegada. Nos dias 28 e 29 de abril, será realizado o Seminário de Comunicação e Cultura, que encerra a programação. As informações sobre o seminário serão disponibilizadas, em breve, no site www.affcomunicacaoecultura.com.br. 

 

Minicursos: conteúdos destacam temas atuais

 

Midialivristas (18 e 19/3)  - A formação de agentes de comunicação livres, trabalho colaborativo e interdisciplinar na área de comunicação, planejamento e execução de cobertura de eventos seja em texto, vídeo, foto e novas mídias, principalmente, voltado para internet. A oficina busca passar conhecimento com uma linguagem simplificada e ferramentas acessíveis, além de discutir os conceitos envolvidos na forma de trabalho do Centro Multimídia, como o Cidadão Multimídia e Repórter Multimídia. A prática será realizada por meio da cobertura colaborativa do Projeto Ciclo Comunicação e Cultura.

 

Planejamento de comunicação para a cultura  (25 e 26/3)  - A importância do planejamento para a área cultural; as etapas para a elaboração de um planejamento para projetos e programas da área cultural; estudos de viabilidade, análise do micro e macro ambiente; elaboração de um diagnóstico; elaboração de um conceito e posicionamento de comunicação, construção de estratégias e ações de comunicação.

 

Leitura crítica da mídia  (1º e 2/4)  - Interesse público em Comunicação; Novas Tecnologias em Comunicação e democratização; Informação, Conhecimento e Desenvolvimento Social; O estágio atual das resoluções internacionais; Mídia e cotidiano; Mídia e construção social da realidade; Elementos de análise da mídia, segundo a Convenção da Diversidade Cultural.

 

Assessoria de imprensa para a cultura  (8 e 9/4)  - Elementos específicos e informações articuladas sobre o trabalho da assessoria de imprensa para a área da cultura. Pequeno histórico da assessoria de imprensa; o que se espera dos artistas e produtores, do assessor de imprensa e dos jornalistas; a elaboração de releases; a importância das fotos e das imagens; a relação assessor de imprensa/jornalistas; critérios para o preenchimento do espaço na mídia; a importância do mailing list;  ferramentas alternativas de divulgação; a divulgação através da Internet. Estratégias da assessoria de imprensa em âmbito regional, nacional e internacional.

 

Estratégias de comunicação e marketing para projetos culturais  (15 e 16/4)  - O relacionamento do gestor com as empresas, poder público e público; estratégias de comunicação e marketing para captação e fechamento de parcerias em projetos culturais; principais diretrizes ao se formatar um projeto para captação; premissas para a fidelização de parcerias.

 

Ciclo Comunicação e Cultura

Período: de 18 de março a 16 de abril 

Data e horário dos minicursos: sextas-feiras, de 19h a 22h30; sábados, das 9h30 às 18h.

Local: Sala de Educação Continuada (Palácio das Artes) – Av. Afonso Pena, 1537 – Centro.

Total de vagas: 40 para cada minicurso

Público-alvo: profissionais de comunicação, artistas, gestores e agentes culturais, estudantes e interessados em geral

Realização: Aff! Comunicação e Cultura

Co-realização: Observatório da Diversidade Cultural  

Patrocínio: Lei Municipal de Incentivo à Cultura-FPC

Parceria: Fundação Clóvis Salgado

Comunicação Colaborativa: Coletivo Pegada

Apoio: Impacto Multimídia

Informações: (31) 3463-3141, de 14h às 18h, ou atendimento@affcomunicacaoecultura.com.br.]]> O resultado da seleção para a próxima edição do curso Desenvolvimento e Gestão Cultural em Belo Horizonte  será divulgado aqui no site até o dia 11 de Março.]]>
Interessados têm até o dia 20 de março para se inscreverem. Curso é gratuito.

Da Redação do ODC

No período de 26 de março a 9 de julho, o Observatório da Diversidade Cultural promove, com o patrocínio da ArcelorMittal, por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura, e apoio da Prefeitura Municipal de Contagem, a 11ª edição do curso gratuito “Desenvolvimento e Gestão Cultural 2011”. O curso, que será oferecido, também, nas cidades mineiras de Belo Horizonte e João Monlevade, integra o programa Pensar e Agir com a Cultura, do ODC, e visa a capacitação de gestores e agentes culturais.

O público alvo inclui ainda artistas, arte-educadores, educadores sociais, além de pessoas que atuam nas áreas da cultura, do meio ambiente, da educação, da comunicação e interessados em geral. As aulas serão realizadas no Auditório da Belgo Bekaert Arames – BBA,  na Rua David Sarnof, 909 – Portaria 1, Contagem, aos sábados das 9h às 17h30. Excepcionalmente, haverá três aulas às sextas-feiras, dias 06 de maio, 03 e 10 de junho, de 19h às 22h30. Quem se interessar tem até o dia 20 de março para se inscrever, no formulário online disponível aqui .

Os alunos selecionados para o Desenvolvimento e Gestão Cultural 2011 serão capacitados para a construção de projetos, programas e políticas culturais comprometidos com o desenvolvimento local e microrregional. A programação é integrada pelos eixos conceitual e prático, além do Seminário da Diversidade Cultural, que acontece nos dias 19 e 20 de maio. O eixo conceitual inclui os módulos: Cultura, diversidade e desenvolvimento; Trabalho colaborativo e em rede com a cultura; Planejamento estratégico na cultura I e II (Diagnóstico da realidade cultural local); Mecanismos de financiamento à cultura; e Gestão de projetos e programas culturais. A programação completa pode ser conferida no site do ODC, no link Cursos.

Os candidatos selecionados receberão um e-mail confirmando a participação no curso. A lista completa dos participantes será disponibilizada no portal do Observatório da Diversidade Cultural até o dia 23 de março.  Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (31) 3463-3141, de 14 às 18h e no e-mail: info@observatoriodadiversidade.org.br.

SERVIÇO
Curso Desenvolvimento e Gestão Cultural 2011 - Contagem
Local: Auditório da Belgo Bekaert Arames – BBA,  na Rua David Sarnof, 909 – Portaria 1, Contagem.
Data e horário: sábados, das 9h às 17h30 e sextas (6/5; 3/6 e 10/6) de 19h às 22h30.
Realização: Observatório da Diversidade Cultural  
Patrocínio: ArcelorMittal, por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura.
Parceiros de realização: Transversal Consultoria e Projetos; Diversas Consultoria Cultural.
Produção: Aff!  Comunicação e Cultura.
Parceiros locais: ArcelorMittal / Belgo Bekaert Arames; Fórum Popular de Cultura e Bangalô Cultural. 
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Além do vídeo “Mediações”, foram apresentados ao público novo portal e rede do ODC, e a programação do VI Seminário da Diversidade Cultural e do curso de Desenvolvimento e Gestão Cultural

Da Redação do ODC
Foto: Giselle Lucena

As comemorações dos cinco anos do Observatório da Diversidade Cultural – ODC, no último dia 28, teve casa lotada. A sala Humberto Mauro, no Palácio das Artes, sediou o encontro que reuniu público interessado na temática da diversidade cultural. Os participantes conferiram o lançamento do vídeo “Mediações” e do novo portal e rede do ODC, além da programação do VI Seminário da Diversidade Cultural e do curso Desenvolvimento e Gestão Cultural, cujas inscrições estão abertas para turma em Belo Horizonte.

Os lançamentos comemoram fase importante do trabalho da Ong, iniciado como projeto de extensão, na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, sob a coordenação do pesquisador José Márcio Barros. Segundo o coordenador do ODC(foto), a intenção é dar continuidade às atividades e investir na ampliação das ações desenvolvidas, o que significa a produção continuada de material audiovisual, realização de pesquisas sobre indicadores da diversidade cultural, monitoramento das discussões em torno das políticas públicas e prestação de consultoria a empresas para implantação de comitês da diversidade. 

Os cinco anos do ODC foram festejados com as boas vindas aos participantes do encontro e agradecimento especial a equipe e parceiros, nas palavras do coordenador do Observatório: “A presença de vocês nos honra e enche de esperança de que, a cada cinco anos, teremos muito que comemorar”. O coordenador reforçou, ainda, a importância da discussão em torno do tema “Mediações”, que dá nome ao vídeo lançado para comemorar os cinco anos das atividades: “Nós festejamos muito nossas diferenças, mas não sabemos transformá-las em pluralidade e diversidade”, justificou.

O evento no Palácio das Artes comemorou também, o reconhecimento obtido pela Ong, no final do ano passado, da Comissão Alemã da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura – UNESCO – e da Fundação Ásia-Europa – ASEF , por meio de um projeto do U40. Essas entidades selecionaram 39 iniciativas consideradas como experiências bem-sucedidas e que contribuem para a proteção e promoção da diversidade das expressões culturais em torno do mundo. “Fomos agraciados pela representação alemã da Unesco. Com muita alegria, honra e, ao mesmo tempo, muita responsabilidade, esperamos estar à altura desse reconhecimento, para proteção e promoção da diversidade cultural”, disse Barros.

Já o coordenador de articulação do ODC, José Oliveira Junior, sintetizou o papel do ODC como entidade que promove um “encontro entre pessoas que têm interesse em desenvolver o mundo através da cultura”. Ele apresentou o novo portal e rede que reforçam os pilares do ODC: informação, formação e pesquisa. O novo site reúne, em um mesmo espaço, como explicou Júnior, informações necessárias para o trabalho com a diversidade cultural. 

Além disso, o site tem uma face mais institucional, possibilitando melhor navegabilidade e destaque aos parceiros que permitem a realização das atividades do ODC. “Vamos fazer com que os trabalhos conjuntos aconteçam”, afirmou Júnior sobre a “Rede da Diversidade Cultural”, que reunirá alunos, ex-alunos e professores dos cursos de formação do Observatório. O coordenador esclareceu que a ideia é promover a geração de conteúdo colaborativo. “Principalmente, que as pessoas possam acompanhar as políticas públicas e trocar experiências de diversos locais”, completou. 

Júnior apresentou, ainda, a programação do VI Seminário da Diversidade Cultural – que será realizado em maio – e também do curso Desenvolvimento e Gestão Cultural, que já formou mais de 2000 pessoas, desde 2003, e cujas inscrições estão abertas para turma em Belo Horizonte.

Mediações 
O vídeo “Mediações” foi apresentado pelo diretor Gustavo Jardim como uma forma de “provocação às pessoas, em linguagem audiovisual, para trabalhar um conceito de mediação cultural”. O interesse sobre como a teoria poderia potencializar as ações motivou o trabalho. “Espero que o vídeo possa reverberar essas ações”, expressou Jardim. Com o desejo especial “de que todo mundo seja tocado pelo tema”, o coordenador de equipe e fotografia, Luan Barros, concluiu, agradecendo aos que colaboraram para a realização do vídeo.

“Mediações” integra o projeto “Arte e Cultura: Expansão de Fronteiras”, realizado por meio da Lei Estadual de Cultura e patrocinado pela ArcelorMittal Brasil. Após a exibição do vídeo, foi a vez do coquetel de confraternização, para o merecido brinde à saúde e aos muitos anos de vida do Observatório da Diversidade Cultural.

“MEDIAÇÕES”
Direção - Gustavo Jardim / Coordenação de equipe e fotografia - Luan Barros / Câmera e montagem - Felipe Galuppo/ Finalização – Fernando Mendes / Arte - Binho Barreto / Perfomance de Dança - Rui Moreira e Bete Arenque / Produção - Juliana Rabello / Imagens e depoimentos - participantes e colaboradores de projetos de educação através da arte nas cidades de Bom Despacho, Juiz de Fora e Belo Horizonte (MG) / Patrocínio - ArcelorMittal, por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura / Parceiros na realização do vídeo - Usiminas, UEMG - Escola Guignard, Universidade Federal de Juiz de Fora, Prefeitura Municipal de Bom Despacho e Durolo.]]>

Período para submissão de propostas está aberto

Com informações do Enecult

O período de submissão de mesas-coordenadas, trabalhos e intervenções artísticas para o Encontro de Estudos Multidisciplinares em Cultura –VII Enecult, que acontece em Salvador, entre os dias 3 e 5 de agosto, está aberto e recebe propostas até o dia 31 de março.

Professores, estudantes, pesquisadores, artistas e demais interessados nas diversas áreas da cultura que desejam participar do encontro, devem ficar atentos às normas para submissão de propostas, que encontram-se disponíveis no site: www.enecult.ufba.br. A avaliação dos trabalhos sugeridos acontecem até 30 de abril, sendo que os resultados serão divulgados no dia 5 de maio.

SÉTIMA EDIÇÃO
A sétima edição conta com várias novidades. Além da mudança de data (de maio para agosto), nesse ano propostas de intervenções artísticas também poderão ser encaminhadas de acordo com as áreas temáticas do Enecult. Novas áreas foram criadas para atender o perfil dos trabalhos que vem sendo apresentados no evento.

O Enecult é realizado pelo Centro de Estudos Multidisciplinares em Cultura (CULT),  Programa Multidisciplinar de Pós-Graduação em Cultura e Sociedade (Pós-Cultura), Instituto de Humanidades, Artes e Ciências Professor Milton Santos (IHAC) e Faculdade de Comunicação (FACOM), instituições da Universidade Federal da Bahia (UFBA). 

Para mais informações, aqui . Para tirar dúvidas, é possível fazer contato pelo email: cult@ufba.br.
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Iniciativa que acontece em Portugal pode servir de exemplo para a imprensa brasileira

Da Redação do ODC

O Alto Comissariado para a Imigração e Diálogo Intercultural –Acidi – promove mais uma edição do Prêmio de Jornalismo pela Diversidade Cultural. A proposta é premiar trabalhos publicados em Portugal por profissionais de comunicação que “retratem e/ou promovam a diversidade cultural enquanto ativo de uma sociedade mais justa e mais plural”.

O prazo das inscrições vai de 1° de março até dia 15 de abril e a premiação irá distinguir trabalhos entre imprensa escrita, rádio, meios audiovisuais e multimídia. Todos devem ter sido publicados ou veiculados em 2010 nos meios de comunicação de Portugal.

Os prêmios são de € 2.500 e € 5.000, dependendo da categoria. O Prêmio de Jornalismo pela Diversidade Cultural poderia servir de exemplo para se instituir essa iniciativa na imprensa brasileira. Para conhecer o regulamento, clique aqui . Para conhecer a Acidi, clique aqui .
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UFRJ promove encontro entre organizações sociais e gestores públicos em educação para debater diversidade sexual e de gênero na escola

Da assessoria da UFRJ

A Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ, através do Projeto Diversidade Sexual na Escola, vinculado ao Programa Papo Cabeça, realiza, nos dias 30 e 31 de março e 01 de abril de 2011, a segunda edição do Seminário Educação, Sexualidade Gênero e Diversidade. Desta vez o evento será voltado especialmente a representantes de secretarias de educação, de programas e projetos governamentais e membros de organizações da sociedade civil que trabalham no campo da diversidade, direitos humanos, direitos sexuais, sexualidade e gênero. Mas, se você não se encaixa em nenhuma dessas categorias, também pode se inscrever como ouvinte.

A ideia do evento é articular o setor público e a sociedade civil organizada para reforçar e construir políticas públicas e ações sociais que promovam o reconhecimento da diversidade, da igualdade e da diferença no que diz respeito à sexualidade e ao gênero de cada ser humano. E é claro, o foco do debate é a Educação, em especial, a escola - mas não só ela.

O objetivo é que seminário se torne um espaço de troca e de aprendizado, tanto para as organizações sociais e para os gestores públicos, quanto para a própria universidade. A programação vai contar com espaços de formação, debate e articulação, onde serão discutidos temas como discriminação, violência, sexismo e heteronormatividade, currículo e práticas pedagógicas, legislação e políticas públicas.

Representantes de organizações da sociedade civil de fora da área metropolitana poderão receber apoio para transporte e hospedagem. Para inscrever a sua organização, entre em contato com a coordenação do Projeto Diversidade Sexual na Escola por telefone (21) 2598-1892 ou correio eletrônico diversidadeppc@me.ufrj.br .

Visite a página do Projeto Diversidade Sexual na Escola para inscrições e mais informações.

PROJETO DIVERSIDADE SEXUAL NA ESCOLA
O Projeto Diversidade Sexual na Escola, vinculado ao Programa Papo Cabeça, é uma realização da Universidade Federal do Rio de Janeiro, realizado em parceria com a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade do Ministério da Educação e a Secretaria Especial de Direitos Humanos. Como ações principais, o projeto realiza atividades de formação e sensibilização junto a profissionais de educação da rede pública e estudantes da educação básica, além do desenvolvimento de materiais de orientação para educadores.]]>

 

As inscrições estão abertas até o dia 04 de março

 

Da Redação do ODC

 

O Observatório da Diversidade Cultural e a Fundação Clóvis Salgado renovam a parceria de co-realização em mais uma edição do curso de capacitação Desenvolvimento e Gestão Cultural. Com carga horária total de 125 horas, o curso é composto pelos eixos Conceitual e Prático e integra o Programa Pensar Agir com a Cultura, uma das diretrizes de ação do ODC.

 

As atividades iniciam-se no dia 15 de março e finalizam em 30 de junho, com aulas às terças e quintas-feiras, de 19h às 22h30, na sala de educação continuada da Fundação Clóvis Salgado. O objetivo é capacitar  seus participantes para o planejamento de programas e projetos de interesse público, por meio de ações colaborativas e integradas. 

 

Voltado para gestores e agentes culturais, arte-educadores, educadores sociais, pessoas que atuam na área da cultura, do meio ambiente e da educação, o curso apresenta como critérios de seleção a análise do currículo, disponibilidade de horárias e o texto justificando o interesse em participar, elaborado pelos candidatos no momento da inscrição online. 

 

Informações gerais podem ser obtidas pelo email info@observatoriodadiversidade.org.br ou pelo telefone (31) 3463-3141, de 14h às 17h. 
]]> Possui graduação em Direto pela Universidade Federal do Ceará-UFC (1981), graduação/licenciatura em Educação Artística pela Universidade Estadual do Ceará-UECE (1986), mestrado em Sociologia do Direito pela Universidade de São Paulo-USP (1988) e doutorado em Sociologia - Université Paris V/ René Descartes (1993). Foi Diretora Regional do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial - SENAC/CE (2001-2002), Secretária Estadual de Cultura do Ceará (2003-2006), tendo obtido o primeiro lugar do Prêmio Cultura Viva (Ministério da Cultura) na categoria Gestão Pública. Foi Coordenadora da Especialização em Gestão Cultural, do Mestrado Acadêmico do Curso de Administração e do Curso de Mestrado Profissional em Gestão de Negócios Turísticos da UECE. É professora e pesquisadora do Mestrado em Políticas Públicas e Sociedade da UECE, onde lidera o Grupo de Estudos e Pesquisas em Políticas Públicas e Indústrias Criativas. É bolsista e parecerista ad hoc do CNPq, desenvolvendo pesquisas sobre políticas públicas para o desenvolvimento a partir do fomento às indústrias criativas. Foi assessora acadêmica da Faculdade Christus entre fevereiro de 2007 e janeiro de 2011 e consultora associada da Animacult Criatividade e Desenvolvimento, entre fevereiro de 2007 e janeiro de 2011, prestando consultorias na área da cultura e criatividade para organizações públicas e privadas em diversos estados brasileiros. É conselheira do Programa Cultura Viva do Ministério da Cultura, membro da redepcult (rede de pesquisadores em políticas culturais), integrando o conselho de redação da revista eletrônica www.politicasculturaisemrevista.ufba.com.br . Tem publicado livros e artigos nas áreas das Políticas Públicas, Indústrias Culturais, Educação e Gestão.]]>


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Lançamento integra série de ações que marcam os cinco anos do Observatório da Diversidade Cultural. Entrada para o evento, que acontece na Sala Humberto Mauro, está sujeita à lotação do espaço

 

Da Redação do ODC

 

Hoje, dia 28, a partir das 21h, o Observatório da Diversidade Cultural – ODC – comemora cinco anos de atividades. E para festejar, promove evento no Cine Humberto Mauro e lançará oficialmente seu novo portal na internet, a programação do VI Seminário da Diversidade Cultural, o curso “Desenvolvimento e Gestão Cultural” em Belo Horizonte e o vídeo “Mediações”.

 

 “Nossos primeiros cinco anos foram dedicados, especialmente, ao trabalho de divulgação do debate político sobre a diversidade cultural como pré-requisito para uma sociedade plural e o acompanhamento e divulgação da Convenção da UNESCO. Fizemos isso através do site, de cursos, seminários anuais, publicações e de uma forte parceria com o Ministério da Cultura e a Fundação ArcelorMittal”, explica o coordenador do ODC, José Márcio Barros. 

 

O Observatório da Diversidade Cultural iniciou suas atividades em 2005, como um projeto de extensão coordenado por José Márcio Barros, na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Ao longo dos seus cinco anos, realizou inúmeras atividades de formação, pesquisa,  informação e consultoria. Realiza anualmente o Seminário da Diversidade Cultural e edita periodicamente livros sobre o tema. 

 

Recentemente foi reconhecida pela Comissão Alemã da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura - UNESCO, e a Fundação Ásia-Europa - ASEF, por meio de um projeto do U40, como uma das 39 iniciativas consideradas como experiências bem-sucedidas e que contribuem para a proteção e promoção da diversidade das expressões culturais em torno do mundo.

 

Segundo José Márcio Barros, a perspectiva, a partir de agora, consiste em dar continuidade a essas atividades e ampliar a atuação do ODC. Isso significa envolver uma produção continuada de material audiovisual, realizar pesquisas sobre indicadores da diversidade cultural, monitorar as discussões em torno das políticas públicas e a prestação de consultoria a empresas para a implantação de comitês da diversidade.

 

O evento de comemoração dos cinco anos das atividades do Observatório é aberto ao público, com entrada gratuita. Além do vídeo “Mediações”, serão lançados na ocasião o novo portal do ODC, a Rede da Diversidade Cultural e a programação do VI Seminário da Diversidade Cultural e do curso “Desenvolvimento e Gestão Cultural”. Em seguida, haverá um coquetel de confraternização. Mas atenção, a entrada para o evento está sujeito à lotação da casa. Portanto, chegue cedo.

 

VÍDEO MEDIAÇÕES 

O vídeo “Mediações” integra o projeto “Arte e Cultura: Expansão de Fronteiras”, realizado por meio da Lei Estadual de Cultura e patrocinado pela ArcelorMittal Brasil. “Mediações” promove uma reflexão sobre a potência transformadora e os desafios das práticas de mediação cultural, por meio de ações e experiências no campo das artes e da educação. Durante o evento de lançamento, o vídeo será apresentado pelo diretor Gustavo Jardim e o coordenador de equipe e fotógrafo Luan Barros. 

 

A ideia, segundo Jardim, era “propor algo com a mesma dinâmica do conceito trabalhado. A linguagem teria que passar pela ‘troca, diálogo, trânsito’, propostos pelas mediações, e o vídeo foi, assim, construído através do próprio processo e contato com os personagens e sua obra, esta, também, presente como sujeito na narrativa”. De acordo com Luan Barros, "Mediações" é uma obra audiovisual para gerar diálogo em torno desse ponto de vista da construção da cultura,  da educação e da coletividade. “As ideias são expostas para gerar uma reação espontânea, mas intensa; um convite ao espectador para interagir na formação e compartilhamento de conhecimento e experiências. As conclusões ficam para além do filme”, afirma.

 

SINOPSE

A mediação é sempre um processo de troca, diálogo e trânsito. Opera um percurso e aciona uma circularidade de sentidos entre a esfera pública e o espaço singular do indivíduo. Tem como tarefa reduzir a distância entre sujeitos e objetos de sentido, tornando assim, a vida coletiva possível e a experiência cultural um processo em construção contínua. A mediação para além de sua dimensão metodológia e pedagógica é uma prática política de aproximação, apropriação e reinvenção.

 

FICHA TÉCNICA:

Direção – Gustavo Jardim

Coordenação de equipe e fotografia – Luan Barros

Câmera e montagem – Felipe Galuppo

Finalização – Fernando Mendes

Arte – Binho Barreto

Perfomance de Dança: Rui Moreira e Bete Arenque 

Produção – Juliana Rabello

 

As imagens e depoimentos que compoe o vídeo foram realizados com participantes e colaboradores de projetos de educação através da arte nas cidades de Bom Despacho, Juiz de Fora e Belo Horizonte, em Minas Gerais. 

 

NOVO PORTAL E REDE

O evento de comemoração dos cinco anos do ODC destaca a importância da atual fase da entidade, com o lançamento, também, de seu novo portal (www.observatoriodadiversidade.org.br) e a apresentação da Rede da Diversidade Cultural – um espaço que deverá entrar no ar daqui a algumas semanas e reunirá alunos, ex-alunos, professores e parceiros, para debates, troca de experiências, desdobramento de discussões e proposição de ações, a partir das atividades formativas realizadas em cursos, palestras e oficinas.  

 

O site por sua vez reforça os pilares que sustentam os objetivos do ODC: informação, formação e pesquisa e terá uma face mais institucional, possibilitando melhor navegabilidade. 
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"As redes não são apenas grandes espaços de encontro virtual. As redes são espaços para a diversidade"

 

Por Leandro Lopes

 

Fernando Vicário tem formação em Jornalismo e Ciências da Informação, nasceu e cresceu na Espanha, mas boa parte da sua vida manteve o olhar na cultura dos países latinos-americanos. Fez dessas observações do terceiro mundo, seu principal foco de estudo. Hoje, roda o mundo traçando esses diagnósticos, ministrando cursos e palestras. É Diretor de Cultura da Organização dos Estados Ibero-Americanos – OEI – e membro da International Federation of Arts Councils and Culture Agencies – IFACCA.

 

Esteve no Brasil diversas vezes em 2010. Em uma delas, participando de uma mesa-redonda no “Cultura e Pensamento – Juventude e Ativismo”, evento organizado pela ONG Contato, em Belo Horizonte, no início de agosto. Desde então, o Observatório da Diversidade Cultural vem mantendo contato e fez uma entrevista com o pesquisador por e-mail. Vicário fala de acesso à informação e conhecimento, detalha como os meios possibilitam e incentivam ou não-incentivam a promoção da diversidade cultural e como se ter conteúdo de qualidade nos veículos comunicacionais. 

 

Observatório da Diversidade Cultural – A temática proposta na mesa da qual o senhor participou no Cultura e Pensamento - Juventude e Ativismo, em Belo Horizonte, afirmava que os meios de comunicação possibilitaram o acesso à diversidade cultural. Isso é verdade?

Fernando Vicário – Em uma pequena porcentagem a mídia contribui para respeitar, compreender e viver com a diversidade cultural, sim. Apesar de termos poucos programas que mostram coisas diferentes dos padrões e poucos sites na qual a informação é diferenciada. Porém, eu queria diferenciar os conceitos: estes são os meios de informação e não de comunicação. A comunicação através da mídia é um pouco mais complexa e dá mais mostras da diversidade e da diferença, isso porque é feita por aqueles que procuram e aqueles que ajudam a encontrar. Quando há comunicação, há interação. Quando há informação, apenas uma das partes decide o que quer contar e a outra parte decide se quer ou não que contem. Por isso, tem que se ganhar audiência e as vezes se subestima o ouvinte unificando seus gostos. É mais fácil fingir que todos são iguais. Assim, os custos de produção são mais baratos. Isso porém, tem muitas consequencias negativas a longo prazo. 

 

ODC – Informação é o mesmo que conhecimento?

FV – Sem dúvida que para a construção do conhecimento, é essencial a informação. Porém, tão importante quanto é a compreensão do que é dito por meio da informação. É preciso analisá-la, sintetizá-la e assimilá-la. Depois de todo este processo, aí a informação se transforma em conhecimento. É muito semelhante ao que acontece com os alimentos. Se temos muita informação, mas não temos conhecimento, estamos apenas armazenando gordura nas nossas cabeças. Matérias que não nos servem e que vamos ter que se desfazer, em algum momento.

 

ODC – Quando é possível perceber que estamos sendo atolados de informação e estamos deixando de lado o conhecimento?

FV – Isso acontece quando você perde toda a capacidade de analisar, quando não mais distingue o que é bom e o que é ruim. O conhecimento pessoal é muito parecido com o sentimento. No final sempre sentimos através de uma série de hábitos cultuais que são nos impostos e que a gente adotou para nós mesmos. Nós inventamos a melhor forma de amar, de odiar, de beijar e de brigar. O teste final é quando as nossas ideias concordam 100% com a mídia que vemos, ouvimos ou lemos. 

 

ODC – Nesse processo de possibilitar acesso à diversidade cultural, as redes sociais têm alguma importância? São elas uma ferramenta que podem contribuir para isso?

FV – As redes sociais são uma maravilhosa invenção do século. É uma das mais completas e abrangentes ferramentas para trabalhar com o outro com qualidade, rapidez, eficiência e baixos custos. Claro que a ferramenta está definida e precisamos saber como usá-la e ter consciência das finalidades de se aproximar dela. Se for para manter contato com amigos, pode contribuir para se ter mais consciência da diversidade e da diferença, mas se a intenção foi alimentar outras preocupação, pode ser uma grande experiência. 

 

Eu recebo em minha rede várias propostas de pessoas que entendem de comunicação de uma maneira muito diferente de como eu a entendo. Isso me enriquece e me alimentou a capacidade de enfrentar e considerar outras medidas. As redes de hoje não são apenas grandes espaços de encontro virtual, nem apenas poderosas janelas abertas através do qual eu só tenho que olhar. As redes são espaços para a diversidade. 

 

ODC – Com a internet e o surgimento dessas novas possibilidades de interação e comunicação vem mudando a vida das pessoas. Nesse sentido, em que medida o acesso e a interação entre as diferentes culturas pode ou deve ser considerado satisfatório?

FV – As redes sociais e a internet podem ser ferramentas que nos servem ou pelas quais devemos servir. Se simplesmente se conectar à internet para ver o que está acontecendo dia após dia, vamos ser um daqueles que alimentam as estatísticas que servem as grandes empresas. Como em qualquer iniciativa, deve ser você e não a máquina, que deve explorar as possibilidades. Se você deixar a iniciativa para a máquina é muito provável que as chances de interação acabe sendo zero.

 

ODC – Por fim, quais os desafios e as possibilidades de articulação entre informação, comunicação e diversidade atualmente?

FV – O principal desafio é a coragem. Nenhum estado no espaço Ibero-Americano se atreveu a ir contra a grande mídia. É preciso dialogar, promover um debate aberto e franco e não duvidar da capacidade dos espectadores de tirar suas próprias conclusões. Para isso, o Estado e a sociedade precisam ser corajosos e se atreverem a perder poder, mas ganhar espaços para a divesidade, cidadania e o respeito. 
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Entre as ações para festejar a data, lança seu novo portal e o vídeo “Mediações” durante evento aberto ao público, com entrada gratuita

 

Da Redação do ODC

 

No próximo dia 28, o Observatório da Diversidade Cultural – ODC – comemora cinco anos de atividades. E para festejar, promove evento no Cine Humberto Mauro, às 21h, e lançará oficialmente seu novo portal, sua nova Rede da Diversidade Cultural e o vídeo “Mediações”.

 

“Nossos primeiros cinco anos foram dedicados, especialmente, ao trabalho de divulgação do debate político sobre a diversidade cultural como pré-requisito para uma sociedade plural e o acompanhamento e divulgação da Convenção da UNESCO. Fizemos isso através do site, de cursos, seminários anuais, publicações e de uma forte parceria com o Ministério da Cultura e a Fundação ArcelorMittal”, explica o coordenador do ODC, José Márcio Barros. 

 

No final do ano passado, o Observatório recebeu o reconhecimento da UNESCO como uma das 39 ações bem-sucedidas em todo o mundo que contribui para a proteção e a promoção da diversidade das expressões culturais. Apenas quatro dessas ações são brasileiras.

 

Segundo José Márcio Barros, a perspectiva, a partir de agora, consiste em dar continuidade a essas ações e ampliar a atuação do ODC. Isso significa envolver uma produção continuada de material audiovisual, realizar pesquisas sobre indicadores da diversidade cultural, monitorar as discussões em torno das políticas públicas e a prestação de consultoria a empresas para a implantação de comitês da diversidade.

 

O evento de comemoração dos cinco anos das atividades do Observatório é aberto ao público, com entrada gratuita. Além do vídeo “Mediações”, serão lançados na ocasião o novo portal do ODC, a Rede da Diversidade Cultural e a programação do VI Seminário da Diversidade Cultural e do curso “Desenvolvimento e Gestão Cultural”. Em seguida, haverá um coquetel de confraternização.

 

Atualmente, o Observatório da Diversidade Cultural conta com a parceria da Secretaria da Cidadania e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura do Brasil; Observatório do Instituto Itaú Cultural; PUC Minas; Rede de Pesquisadores em Políticas Culturais – REDEPcult; Escola Guignard/UEMG; Escritório da UNESCO no Brasil; Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais; ArcelorMittal; representação brasileira do U-40 e grupos da sociedade civil.

 

VÍDEO MEDIAÇÕES 

O vídeo “Mediações” integra o projeto “Arte e Cultura: Expansão de Fronteiras”, realizado por meio da Lei Estadual de Cultura e patrocinado pela ArcelorMittal Brasil. “Mediações” promove uma reflexão sobre a potência transformadora e os desafios das práticas de mediação cultural, por meio de ações e experiências no campo das artes e da educação. Durante o evento de lançamento, o vídeo será apresentado pelo diretor Gustavo Jardim e o coordenador de equipe e fotógrafo Luan Barros. 

 

A ideia, segundo Jardim, era “propor algo com a mesma dinâmica do conceito trabalhado. A linguagem teria que passar pela ‘troca, diálogo, trânsito’, propostos pelas mediações, e o vídeo foi, assim, construído através do próprio processo e contato com os personagens e sua obra, esta, também, presente como sujeito na narrativa”. De acordo com Luan Barros, "Mediações" é uma obra audiovisual para gerar diálogo em torno desse ponto de vista da construção da cultura,  da educação e da coletividade. “As ideias são expostas para gerar uma reação espontânea, mas intensa; um convite ao espectador para interagir na formação e compartilhamento de conhecimento e experiências. As conclusões ficam para além do filme”, afirma. 

 

NOVO PORTAL E REDE

O evento de comemoração dos cinco anos do ODC destaca a importância da atual fase da entidade, com o lançamento, também, de seu novo portal (www.observatoriodadiversidade.org.br) e da Rede da Diversidade Cultural. 

 

O site, que reforça os pilares que sustentam os objetivos do ODC: informação, formação e pesquisa, terá uma face mais institucional e irá possibilitar melhor navegabilidade. A Rede, reunirá alunos, ex-alunos, professores e parceiros, para debates, troca de experiências, desdobramento de discussões e proposição de ações, a partir das atividades formativas realizadas em cursos, palestras e oficinas.  
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Da Redação do ODC

 

Uma intensa programação tentará, em quatro dias de evento, fomentar o trabalho em rede. O projeto Red Lab Minas, que acontece entre os dias 22 e 25 de fevereiro, no Espaço Cultural CentoeQuatro, no centro de Belo Horizonte, reunirá representantes dos setores cultural, governamental e iniciativa privada para conseguir atingir tal objetivo. A intenção é que essas pessoas desenvolvam projetos voltados para a gestão cultural, alternativas de comunicação e novas apropriações das mídias digitais.

 

As ferramentas para que essa nova forma de trabalho se concretize são as velhas conhecidas: debates, oficinas, laboratórios e até performances. E qualquer pessoa pode contribuir participando de qualquer uma das modalidades na programação. Durante o evento, 14 projetos irão expor suas experiências. Para conhecê-los, clique aqui .

 

Além disso, no espaço das Arenas, o público poderá debater com os participantes dos projetos e demais convidados sobre os principais temas que influenciam e determinam tendências no cenário da cultura, mídias digitais, redes e educação. A programação completa do evento e mais informações, podem ser encontradas aqui . Toda a programação é gratuita.

 

Red Lab é um projeto que faz parte do Programa Vivo Lab - uma iniciativa da Vivo que tem como objetivo fomentar, na sociedade em rede, atividades de formação, pesquisa e experimentação artística a partir da promoção de iniciativas e projetos nas áreas do audiovisual e de tecnologias digitais.
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Da Redação do ODC

 

Os integrantes da Comissão Nacional de Incentivo à Cultura – CNIC, do Ministério da Cultura – MinC, experimentaram uma forma diferente de elaborar seus pareceres dos projetos que pleiteiam a autorização para captação de recursos com apoio na Lei Federal de Incentivo à Cultura – a Lei Rouanet. Usando a tecnologia a seu favor, os membros tiveram vantagens como a unificação, eletronicamente, das informações necessárias e puderam dispensar o manuseio dos processos físicos. Detalhes como ter acesso aos projetos antes das reuniões fazem toda a diferença e o novo sistema, o Módulo de Análise do Sistema de Apoio às Leis de Incentivo à Cultura, permite isso.

 

Para Henilton Menezes, secretário de Fomento e Incentivo à Cultura, o novo processo garantiu maior agilidade, segurança e qualidade na tramitação dos projetos. “A ferramenta traz maior dinamismo e abre espaço para a discussão de temas estratégicos para a CNIC, como súmulas e moções, além de uma agenda de palestras de gestores do MinC e representantes da sociedade”, disse ele em reportagem no site do MinC.

 

O sistema, que foi elaborado pela Diretoria de Desenvolvimento e Avaliação de Mecanismos de Financiamento da Sefic, em parceria com a Coordenação-Geral de Tecnologia da Informação, foi desenvolvido para atender às necessidades levantadas e aos requisitos propostos, mas mesmo tendo sido aprovado nos testes durante a homologação, o usuário será o melhor termômetro para avaliar a possibilidade de melhorias.

 

Para Eduardo Saron, representante das Artes Visuais, ganhou-se agilidade, transparência e eficiência com o novo sistema. “O melhor é que o proponente e a sociedade ganham com todos esses avanços. Mais rapidez, transparência, fluxos claros, melhor governança, e, acima de tudo, mais cultura e arte para os nossos vários brasis”, disse Saron.

 

DESCENTRALIZAÇÃO

Além do novo sistema, a CNIC, apresentou na semana passada, durante a 184ª Reunião Ordinária da Comissão Nacional de Incentivo à Cultura, outra novidade. Agora, as reuniões também acontecerão em outras cidades. A ideia é que a CNIC reforce o caráter opinativo e ganhe uma cara descentralizada. Segundo a ministra Ana de Hollanda, com isso, os membros terão maior contato com o resto do Brasil. A primeira reunião fora de Brasília acontecerá em Aracaju, Sergipe, no mês de abril.

 

Para conhecer o calendário, clique aqui .

 

Conheça também o resultado da 184ª Reunião Ordinária, aqui .

 

Outras informações no telefone (61) 2024.2137 / e-mail cnic@cultura.gov.br.
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Por Leandro Lopes, da Redação do ODC

 

O Fórum Democrático para o Desenvolvimento de Minas Gerais que está acontecendo na Assembleia Legislativa de Minas Gerais – ALMG, em Belo Horizonte, desde o dia 15 e segue até 24 de fevereiro, debateu na manhã do dia 17, o tema “Cultura”. A proposta do evento é levantar sugestões para subsidiar a Mesa Diretora, as Comissões Temáticas e o conjunto dos deputados na elaboração da agenda institucional da Casa para os próximos anos.

 

Além da cultura, assuntos como educação, o esporte e juventude, a saúde pública, a assistência social, a defesa social, o desenvolvimento econômico, a governança regional e urbana, o meio ambiente e os direitos humanos, fazem parte das pautas de discussão. 

 

Na mesa sobre Cultura, estavam presentes o Coordenador de Relações Federativas e Sociedade do Ministério da Cultura, Bernardo Novais da Mata Machado, a Coordenadora do Projeto Favela é Isso Aí, Clarice de Assis Libânio, e o Coordenador do Observatório da Diversidade Cultural, José Márcio Barros.

 

"Inicialmente precisamos entender o que a ALMG está chamando de agenda para o desenvolvimento de Minas Gerais para a Cultura”, questiona José Márcio no início da sua fala. Segundo ele, a ALMG tem três grandes papéis: Representar o povo, elaborar leis e fiscalizar a execução daquilo que foi consagrado como necessidades para a população. “Portanto, para que essa casa represente o povo, ela tem que expressar sua diversidade e para isso, a gente precisa colocar na agenda dessa casa a reforma política. Segundo, se essa casa é para criar lei, a gente precisa criar mecanismos para, politicamente, se agir diversamente. E, terceiro, se essa casa tem a obrigação de fiscalizar, é preciso fazer isso com ética”, sugere.

 

Baseado nesses três pontos e aconselhando uma revisão no que se entende por desenvolvimento que, de acordo com José Márcio, não pode estar ligada as questões de crescimento, ele sugeriu alguns objetivos. “Precisamos fortalecer o lugar da cultura aqui na Assembleia; Acompanhar as propostas que foram eleitas como prioritárias nas conferências Estadual e Nacional; Na linha dos mecanismos, temos que festejar muitas coisas. Entretanto, a gente ainda enfrenta processos burocratizados e poucas participações de empresas de pequeno porte nos incentivos culturais; Precisamos aumentar os recursos para a cultura, mas ir além. É preciso avaliar e perceber os efeitos que esses financiamentos produzem no dia-a-dia da população de Minas Gerais”, diz.

 

Em um dos momentos da sua fala, José Márcio Barros, arrancando aplausos do plenário, propôs a recomposição e o fortalecimento da Comissão Permanente de Cultura da Assembleia Legislativa de Minas Gerais. “Ela se enfraqueceu. Das 20 reuniões previstas no ano passado, apenas nove aconteceram”, analisa.

 

Ao encerrar sua fala, José Márcio Barros ainda propõe o investimento em formação para a cultura. “O debate sobre a cultura nesse Estado precisa ser qualificado e só com formação isso é possível”, conclui.

 

O Observatório da Diversidade Cultural irá disponibilizar a mesa temática sobre cultura no seu campo de vídeos em alguns dias. Para quem quer acompanhar as outras mesas do Fórum Democrático para o Desenvolvimento de Minas Gerais, clique aqui .
 ]]> Por Leandro Lopes, do ODC

ODC também disponibiliza sua nova rede que fará conexões entre alunos e ex-alunos das suas atividades de formação

O Observatório da Diversidade Cultural – ODC, lança seu mais novo portal na internet. A página, com nova identidade visual e funcionalidades, ganha uma face mais institucional e possibilita melhor navegabilidade entre os três pilares que sustentam os objetivos do ODC: informação, formação e pesquisa. “A proposta é oferecer aos interessados e envolvidos na proteção e promoção da Diversidade Cultural, novas alternativas de participação e interação, nas vertentes de atuação do Observatório”, explica o coordenador geral, José Márcio Barros.

Logo na primeira página do novo site é possível visualizar o menu e escolher entre os campos “pesquisa” – que disponibiliza estudos feitos pelo ODC ou instituições parceiras sobre o tema da diversidade cultural, assim como indicações de leituras, uma cronologia referente aos instrumentos institucionais da diversidade cultural (linha do tempo) e ainda um espaço  para os colaboradores de diversas instituições nacionais e internacionais; “informação” – onde é possível encontrar textos atualizados semanalmente, entrevistas, vídeos e fotos que tenham a ver com a diversidade; e “formação” – que oferece informações detalhadas sobre as ações do ODC, como o curso de desenvolvimento e gestão cultural, palestras, jornadas e o VI Seminário da Diversidade Cultural que acontecerá em maio deste ano.

“Aos interessados em conhecer melhor sobre o Observatório da Diversidade Cultural, também vamos disponibilizar um espaço institucional, explicando quem somos, quais são nossos objetivos e ainda o que fizemos até aqui, nesses cinco anos de história do ODC”, detalha José Márcio Barros. Um outro campo pode ser utilizado para contato direto com a organização do ODC. Em “contato” é possível enviar mensagens direta para setores específicos como a secretaria e a produção do Observatório.

IMAGENS E SONS DA DIVERSIDADE CULTURAL
Com o novo portal, o ODC também disponibiliza no campo “informação” um espaço para participação do público. Os internautas poderão enviar fotos e vídeos que tenham como tema a diversidade cultural. Uma comissão permanente selecionará as melhores imagens para fazer parte do banco de dados do site. Os autores selecionados ganharão livros publicados pelo ODC ou de outras instituições sobre a temática da diversidade. O regulamento ficará pronto em poucos dias.

REDE DA DIVERSIDADE CULTURAL
O novo portal também traz de volta a Rede da Diversidade Cultural. Uma ferramenta de expansão das atividades de formação, informação e pesquisa desenvolvidas pelo ODC. Um espaço que reunirá alunos, ex-alunos, professores e parceiros para debates, troca de experiências, desdobramento de discussões e proposição de ações a partir das atividades formativas realizadas em cursos, palestras e oficinas. “O objetivo da rede é mobilizar e alimentar atitudes e ações de proteção e promoção da diversidade cultural. Nesse sentido, a Rede é uma ferramenta para construir, impulsionar e firmar pontes sociais e parcerias mediadas por processos colaborativos envolvendo pessoas de diferentes contextos sócio-culturais”, explica José de Oliveira Junior, coordenador de Articulação do ODC.

Uma boa visita!]]>
Da Redação do ODC

Em seu novo texto, Alexandre Barbalho, nos leva até a cultura Galega e nos mostra a semelhança daquele povo com o Brasil

Você lê e imagina-se percorrendo o lugar. Ou melhor, você não lê, desliza. Essa é a sensação que se tem ao fazer a leitura do texto mais novo texto do colunista Alexandre Barbalho aqui no portal do Observatório da Diversidade Cultural. Ele traz aos internautas uma descrição de sua visita ao Museo do Pobo Galego e ao Centro Galego de Arte Contemporânea, na Espanha, e traduz suas percepções em comparativos da cultura de lá, com as tradições brasileiras.

“Para um visitante brasileiro, além, claro, da descoberta das paisagens, gentes e costumes singulares, há o espanto com as semelhanças. Uma espécie de déjà vu diante de fotografias que retratam as festas populares (incluindo o carnaval com bonecos que fazem inveja aos de Olinda), os cortejos religiosos, os pagadores de promessa, os ex-votos”, escreve ele.

Para conhecer sobre o Museo do Pobo Galego, aqui .

Transtempo (ou o que há de Galego em nós)

Por Alexandre Barbalho

Em Santiago de Compostela, um prédio de fins do século XVII, onde funcionava um convento, abriga hoje o Museu do Povo Galego. O acervo retrata em várias salas múltiplos aspectos dessa cultura da qual, segundo defendem os galegos, se originou a língua portuguesa. As artes e os ofícios ligados ao mar, ao campo, à cidade, os trajes, a música, a arquitetura e seus interiores, arqueologia e obras de arte – são vários os objetos que conduzem o visitante ao uma viagem pela Galícia de outros tempos.

Em uma das salas, a da música, entre os instrumentos tradicionais da região se inclui a gaita de fole, aquela mesma que é símbolo da Escócia – o que se explica pela presença celta entre os antigos ocupantes daquelas terras da península ibérica. Também é possível escutar algumas músicas e uma delas remete à melodia dos cantadores ainda muito comuns nas feiras nordestinas. Ou dos mestres rabequeiros que vagam pelo sertão Brasil afora.

Defronte ao Museo do Pobo Galego, encontra-se o Centro Galego de Arte Contemporânea (CGAC): as pedras escuras do prédio de inícios da era moderna dialogam com as brancas do prédio contemporâneo traçado por Álvaro Siza. Desde sua inauguração em 1993, o CGAC se constitui em importante centro de formação e apreciação das linguagens artísticas, com destaque para as artes visuais, produzidas em todo o mundo. Por exemplo, a exposição que está, agora, em processo de montagem é a da artista brasileira (nascida na Itália) Anna Maria Maiolino.

Entre as exposições em cartaz, a de fotografias de Cristina García Rodero, intitulada “Transtempo”, reunindo dezenas de imagens que a artista foi recolhendo ao longo de três décadas em andanças pelos interiores da Galícia. Considerada uma referência da produção fotográfica contemporânea na Espanha, foi a primeira fotógrafa de seu país a ser admitida como membro de pleno direito na agência Magnum. Recebeu, entre outros, o Premio Nacional de Fotografía (2006), o Bartolomé Ros de PHotoEspaña (2000) e o World Press Photo (1993, 1997 e 2008).

Para um visitante brasileiro, além, claro, da descoberta das paisagens, gentes e costumes singulares, há o espanto com as semelhanças. Uma espécie de déjà vu diante de fotografias que retratam as festas populares (incluindo o carnaval com bonecos que fazem inveja aos de Olinda), os cortejos religiosos, os pagadores de promessa, os ex-votos. A exposição funciona, para nós, habitantes deste lado de cá do Atlântico, como um dispositivo que sobrepõe tempos e espaços, passado e presente, noroeste da Espanha e nordeste brasileiro – um “transtempo”, mas também um “translugar”. Não é de se estranhar que três músicos galegos, Abe Rábade, Guadi Galego e Ugía Pedreira, tenham feito um disco intitulado “Nordestinos”.

Uma das fotos de Cristina García Rodero, intitulada “El arrebato”, mostra uma grande quantidade de pessoas dispostas uma ao lado da outra no meio-fio da rua como se estivessem vendo um desfile. Destacando-se dessa fileira e ocupando o lugar central da imagem, um senhor flexiona as pernas com muito esforço, segurando a mão esquerda de uma mulher que, poderia dizer, é a própria “passista de escola de samba brasileira”. Seu movimento é o de beijar a mão daquela passante vestida em mínimos trajes sob olhares, risos e aplausos de toda a platéia. É o beijo da Galícia no Brasil, símbolo de sua presença em nós.

*Doutor em Comunicação e Cultura Contemporâneas pela UFBA e professor dos PPgs em Políticas Públicas da UECE e em Comunicação da UFC onde pesquisa sobre políticas culturais e de comunicação e sobre cultura das minorias. Autor e organizador de inúmeros livros entre os quais: Relações entre Estado e cultura no Brasil (1998); Comunicação e cultura das minorias (organizado junto com Raquel Paiva - 2005); Políticas culturais no Brasil (organizado junto com Albino Rubim - 2007) e Brasil, brasis: identidades cultura e mídia (2008).

Conheça os outros texto de Alexandre Barbalho acessando sua coluna no submenu Colaboradores, no menu Pesquisa.]]>
Da Redação do ODC

Evento acontece entre os dias 10 e 13 de julho, em Curitiba, e contará com a presença do coordenador do ODC em um dos grupos de trabalho

A Universidade Federal do Paraná – UFPR, receberá entre os dias 10 e 13 de julho de 2011, a IX Reunião de Antropologia do Mercosul – RAM. O evento, que neste ano tem como tema “Culturas, Encontros e Desigualdades”, recebe propostas para a realização de Grupos de Trabalho até a próxima quinta-feira, dia 17. Para participação como espectador, o prazo é 3 de março.

Um dos grupos já definidos, cujo tema é “Política e Cultura: identidade e diversidade na América Latina”, contará com a presença do coordenador do Observatório da Diversidade Cultural – ODC, José Márcio Barros, do Secretário de Cultura da Bahia, Antônio Albino Rubim, e com o professor Rubens Bayardo, da Universidade San Martin. De acordo com a ementa, o objetivo deste GT é abrigar pesquisas e reflexões, a partir de uma perspectiva interdisciplinar, sobre as políticas culturais e seu papel no desenvolvimento da diversidade nas sociedades contemporâneas.

Porém a proposta não é apenas dar visibilidade às pesquisas, mas possibilitar a elaboração de quadros conceituais, de pesquisas comparadas, de projetos coordenados entre instituições dos países do MERCOSUL e outros países, bem como fornecer subsídios para os formuladores de políticas públicas de cultura.

Os GTs, que se reunirão nas tardes dos dias 11, 12 e 13, ocorrerão em três sessões, com o máximo de seis apresentações orais por sessão, não ultrapassando o total de 18 trabalhos por grupo. Em cada GT poderão ser igualmente selecionados até seis trabalhos para serem apresentados em formato de painéis, perfazendo dois painéis por sessão. As propostas serão avaliadas pelo comitê acadêmico, que poderá recomendar agrupamentos por afinidade temática após prévia consulta aos coordenadores.

A IX RAM está sendo organizada pelo Programa de Pós-Graduação em Antropologia e pelo Departamento de Antropologia da Universidade Federal do Paraná. Para saber mais, acesse aqui .]]>
Da Redação do ODC

Comunidades GLBTs levarão centenas de pessoas para a Avenida Paulista no próximo dia 19

Transformar a Avenida Paulista, em São Paulo, em um mar de guarda-chuvas coloridos. Essa é a intenção de várias comunidades GLBTs na Marcha Contra Homofobia, que acontecerá no dia 19 de fevereiro, a partir das 15h, com concentração na Praça do Ciclista. O objetivo é protestar contra crimes cometidos aos gays, lésbicas, bissexuais, intersexuais, transexuais ou travestis. Além disso, busca-se pressionar parlamentares para a aprovação do Projeto de Lei 122/2006, que tramita no Senado, em Brasília. A PL criminaliza a homofobia, bem como a discriminação das pessoas deficientes e dos idosos.

As entidades de gêneros levantam sempre os assustadores números brasileiros. Só em 2010, segundo números do site Quinta Diversidade, mais de 500 pessoas foram assassinadas, unicamente por serem gays, lésbicas, bissexuais, intersexuais, transexuais ou travestis.

“Ainda que agressão e assassinato já sejam crimes, o preconceito, que é a origem dessa violência sem sentido e que se concretiza diariamente por meio de ofensas verbais e tratamento discriminatório nos mais diversos ambientes sociais – nos estabelecimentos comerciais, no trabalho, na escola ou na família – ainda não é adequadamente coibido”, diz texto no portal.

Para saber mais sobre o evento ou conhecer melhor o Quinta Diversidade, acesse aqui .]]>
Da Redação do ODC

Evento acontece entre os dias 15 e 24 de fevereiro. Para participar é preciso se inscrever até o dia 14

Dez temáticas serão a base de discussões para o Fórum Democrático para o Desenvolvimento de Minas Gerais, que acontecerá entre os dias 15 e 24 de fevereiro, na Assembleia Legislativa de Minas Gerais – ALMG, em Belo Horizonte. A proposta parte da idéia de entender o que deverá estar na agenda da instituição para promover o desenvolvimento do Estado. Um dos temas é a Cultura, que contará com a presença do professor e coordenador do Observatório da Diversidade Cultural, José Márcio Barros.

O evento traça também como temática a educação, o esporte e juventude, a saúde pública, a assistência social, a defesa social, o desenvolvimento econômico, a governança regional e urbana, o meio ambiente e os direitos humanos. Para todos, o objetivo é levantar sugestões para subsidiar a Mesa Diretora, as Comissões Temáticas e o conjunto dos deputados na elaboração da agenda institucional da Casa para os próximos anos.

Os interessados em participar de qualquer um dos temas precisam se inscrever até a próxima segunda-feira, dia 14 de fevereiro. Para isso, clique aqui . Para saber mais sobre o Fórum, aqui .]]>
Celpa traz a Belém Agenda Cultural ]]> Participantes fazem avaliação positiva do Fórum de Gestores Culturais da Região Norte ]]> Curso de Capacitação em Desenvolvimento e Gestão Cultural ]]> Sistema Municipal de Cultura - Rio Branco/Acre ]]> Curso Desenvolvimento e Gestão Cultural ]]> Curso de Desenvolvimento e Gestão Cultural ]]> Armatrux realiza Jornada de Gestão Cultural em Extrema ]]> Rumos das políticas culturais da Região Norte serão discutidos em fórum ]]> Notícias em Quartel Geral ]]> Pensar e agir com a Cultura ]]> Cultura, Cidade e Desenvolvimento: Face e Interfaces. ]]> Cultura, Cidade e Desenvolvimento ]]> Inscrições abertas para oficinas do projeto: Cultura, Cidade e Desenvolvimento - Faces e Interfaces
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Diálogos Cênicos ]]> Diálogos Cênicos ]]> VI Seminário da Diversidade Cultural ]]> Participe do Sexto Seminário da Diversidade Cultural! ]]> Seminário Diversidade Cultural recebe inscrições. ]]> Seminário Diversidade Cultural recebe inscrições gratuitas ]]> VI Seminário Diversidade Cultural recebe inscrições ]]> Diversidade Cultural em debate
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VI Seminário da Diversidade Cultural ]]> VI Seminário Diversidade Cultural recebe inscrições ]]> Seminário debate Comunicação e Cultura em Belo Horizonte ]]> Nota sobre inscrições do Seminário Comunicação e Cultural, publicada no Jornal Hoje em Dia do dia 21 de Abril de 2011

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Comunicação e Cultura são temas de seminário em Belo Horizonte ]]> Inscrições abertas para o Seminário: 'Comunicação e Cultura' ]]> Seminário Comunicação e Cultura: entrada gratuita ]]> Câmara Municipal homenageia o professor José Márcio de Barros
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Projeto Ciclo Comunicação e Cultura
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Projeto ``Ciclo Comunicação e Cultura´´ recebe inscrições gratuitas para minicursos
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Minicursos: ''Ciclo Comunicação e Cultura''
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Ciclo Comunicação e Cultura
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Oficina “Midialivristas” no Projeto Ciclo Comunicação e Cultura!
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Agenda: Ciclo Comunicação e Cultura ]]> ]]>  
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Curso de gestão cultural

 

 

 

 
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Curso gratuito vai capacitar gestores culturais na cidade

 

 

 
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Curso gratuito de Desenvolvimento e Gestão Cultural em Contagem

 

 



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Curso gratuito de Desenvolvimento e Gestão Cultural ]]>

 

Múltiplas expressões

 

 
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Observatório da Diversidade Cultural comemora cinco anos em BH

 

 

 

 
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A diferença transformada em diversidade

 

 
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Curso Desenvolvimento e Gestão Cultural

 

 

 
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O desafio da experimentação artística de forma descentralizada

 

 

 
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Comemoração dos cinco anos do Observatório da Diversidade Cultural e lançamento do Vídeo Mediações ]]>

Observatório da Diversidade Cultural completa 5 anos e lança vídeo no Palácio das Artes  
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Observatório da Diversidade Cultural tem ações reconhecidas internacionalmente  

 

 

 



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Diversidade Cultural  

 

 
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SID e ODC receberm reconhecimento internacional

 

 
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Observatório da Diversidade Cultural ganha reconhecimento internacional

 

 
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Observatório da Diversidade Cultural é destaque na ASEF

 

 
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Seminário Pensar e Agir com a Cultura 2010

 

 
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V Seminário Pensar e Agir com a Cultura - Políticas Públicas para a Cultura: avanços e desafios no Brasil e em Minas Gerais

 

 
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V Seminário Pensar e Agir com a Cultura

 

 
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V Seminário Pensar e Agir com a Cultura | 27 e 28 de agosto

 

 
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V Seminário Pensar e Agir com a Cultura

 

 
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Política pública para a cultura em debate
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João Monlevade - Site da prefeitura

 

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Matéria publicada no jornal A Cidade, de João Monlevade, no dia 30 de abril de 2010.

 

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Matéria publicada no jornal A Notícia, de João Monlevade, no dia 26/04/2010.

 

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Matéria publicada no jornal Bom Dia, de João Monlevade, no dia 23/04/2010

 

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O que pode um corpo, perguntava Spinoza lá no início da era moderna. Não sem razão foi (o corpo) o alvo principal das técnicas disciplinares e, posteriormente, como corpo coletivo, preocupação principal da sociedade de controle e suas biopolíticas. A resposta, a resistência sempre esteve presente, mas, de maneira geral, desvalorizada por uma visão pouco afetiva e efetiva da política que destinava às questões corporais o espaço do privado, do doméstico. Aí tem lugar o papel decisivo dos movimentos feministas, tanto em suas elaborações teóricas, quanto em suas práticas de luta e reivindicações, na politização do corpo e sua problematização nas esferas públicas

 

Stuart Hall, solicitado a fazer um percurso dos Estudos Culturais, reconhece o papel que as pensadoras feministas tiveram para descentrar ainda mais o sujeito cartesiano apontando as relações de poder específicas à questão de gênero, bem como o cruzamento destas com outros tipos de micro e macro poderes. Ora, as artistas estavam presentes nesse processo, que podemos situar com mais clareza por volta dos anos 1960. E recorrendo ao que naquele momento configuravam-se como as novas tecnologias a serviço de suas capacidades criativas e comunicativas, como o vídeo. No Brasil, Letícia Parente, em plena ditadura militar, se filmou bordando na planta de seu próprio pé com agulha, linha e sangue a mensagem: Made in Brazil. 

 

Uma das pioneiras nesse uso artístico e político do vídeo, tendo o corpo como materialidade prima de suas obras, é a artistasaustríaca VALIE EXPORT, marca que Waltraud Lehner começou a usar em fins dos sessenta. Recentemente, se encerrou a primeira exposição individual desta artista de Viena no Brasil. Intitulada “VALIE EXPORT: CORPO = LINGUAGEM”, a mostra esteve entre os dias 6 de abril e 1º de maio no Centro de Arte Contemporânea e Fotografia, em Belo Horizonte.

 

A curadora responsável, Berta Sichel, reuniu um conjunto significativo de obras da artista que, como situa Sichel, “faz aparecer o corpo e o espaço em múltiplas formas e encarnações”, transformando o espaço urbano em sua arena e o vídeo em espaço alternativo. Também em Belo Horizonte, na FUNARTE, do dia 12 de abril até 12 de junho, a exposição da artista Milena Travassos, intitulada “Sala de Jejum”. Meio século depois, o corpo e o vídeo continuam se misturando como possibilidade de resistência política. Mas se na década de 1960, o dado político era mais explícito, como afirmação de uma posição, hoje ele é mais poético. Travassos, uma artista que inicia sua produção no novo milênio, recorre a um texto de Benjamin, Sala de Desjejum, para conceituar e nomear sua mostra. 

 

Trata-se daquele momento, no texto do filósofo e nas obras da artista, em que já acordados, não estamos ainda despertos, e nos encontramos em um “entre”, um limiar entre sonho e realidade. Como situa Travassos, sua obra é “composta por vídeos e vídeo-instalações que evidenciam um interesse do corpo em cena, dos pequenos gestos, das paisagens abertas, da imagem”.

 

Milena Travassos traz o corpo para o círculo de sortilégio do sonho, não por medo dos homens, nem, talvez, por amor ao recolhimento anterior, mas pela força poético-política da capacidade de fabular contra o deserto do real.
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Um dos mais novos museus de Paris, o Musée du quai Branly situa-se próximo ao rio Sena e à torre Eiffel. Também um dos mais visitados, não apenas pelos turistas, mas pelos citadinos parisienses ou de outras paragens francesas. É lá onde as culturas dialogam, diz a propaganda oficial. Nesse exato momento, é possível visitar, entre outras, uma exposição sobre a cultura Dogon, de Mali, ou uma mostra de roupas femininas do Oriente Próximo com curadoria do costureiro Christian Lacroix. 

 

Parte considerável de seu acervo (em torno de 300.000 peças) vem da época da França imperial, presente na África, Ásia, América e Oceania. Portanto, fruto de pilhagem dos bens culturais de diversas etnias colonizadas. Resulta da junção da coleção de objetos oriundos do laboratório de etnologia do Museu do Homem e do Museu Nacional de Artes da África e da Oceania.

 

É claro que hoje a disposição dos variados objetos não responde mais ao olhar etnocêntrico e evolucionista e à possibilidade de contatar esses Outros excêntricos e atrasados. A exposição privilegia a informação de cada um deles em sua relação com a realidade de origem. Para isso, recorre a vídeos, documentários de época ou feitos mais recentemente. Um museu politicamente correto que não procura apenas espetacularizar culturas, mas disponibilizar elementos para uma leitura crítica, relativista, de religiões, costumes, moradias que não aquelas que margeiam a Avenue des Champs-Élysées e que culminam no Arco do Triunfo.

 

No entanto, há algo que soa estranho nessa passagem demorada de franceses em frente a vitrines que mostram roupas e utensílios de povos não-europeus. O ruído se dá porque se vive, naquele país, um momento de acirramento da população indígena com os estrangeiros oriundos exatamente daqueles lugares que admiram por detrás do vidro.

 

Na era Sarkozy, quando a expressão cultural do uso da burca torna-se proibida e a história do garoto curdo que é perseguido pelas novas leis da sociedade de controle francesa vira o filme “Bem-vindo” de Philippe Lioret, como compreender esse afã em visitar o quai Branly? Certamente, grande parte dos franceses não está envolvida nessa rede social de intransigência contra árabes, africanos, latinos, mas ainda assim é uma pergunta relevante. Talvez uma boa pesquisa de público, que agrada tanto aos órgãos gestores da cultura na França, possa nos dizer algo sobre esse paradoxo. 

 

Ou simulacro. Quem sabe não descobriríamos ali apenas a sombra das maiorias silenciosas? 
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Muito tem se falado, ultimamente, de Bogotá como exemplo de uma cidade que superou em parte a violência e impôs uma qualidade de vida a partir da cultura. De fato, transformações possibilitadas por políticas culturais e cultura políticas democráticas, apoiadas por uma gestão municipal progressista.

 

Como ilustração, podemos seguir os acontecimentos de uma semana de outubro de 2009 na capital colombiana.  

 

Dia 23, sábado. Em um belo centro cultural situado no bairro histórico La Candelaria ocorre o encerramento de um curso de quatro meses sobre direitos humanos promovido pela Universidade Distrital com 400 integrantes, entre crianças, jovens, adultos e representantes da melhor idade. A ideia é que os/as formandos/as possam atuar como multiplicadores/as em suas comunidades sobre as questões discutidas.

 

Dia 24, domingo. Dia Nacional do Patrimônio Histórico e a Alcaldía Mayor (a prefeitura) promove o programa Siga, Esta Es Su Casa, com roteiros que nos levam para as ruas operárias, para os bairros industriais ou para a rota das artes públicas, entre outras opções. Os museus estão abertos gratuitamente e o povo faz fila para entrar. Outro tanto de pessoas está na rua, caminhando, andando de bicicleta, se divertindo nos inúmeros parques municipais.

 

Dia 25, segunda. Abertura do XXII Encontro Latino-Americano de Faculdades de Comunicação Social na Pontifícia Universidade Javeriana, uma das inúmeras unidades de ensino superior da cidade, e cujo curso de jornalismo completa 70 anos. A palestra inaugural foi de Jesús Martín-Barbero, referência dos estudos de comunicação e de cultura na América Latina, em especial das pesquisas em recepção. Martín-Barbero, professor da Javeriana, abordou o tema central do encontro: “Cidadanias em tempos de incerteza”.

 

Dia 28, sexta. As mulheres na rua defendem o “Dia pelo fim das penas ao aborto na América Latina e no Caribe”. Afirmam seus direitos de decidirem livre e responsavelmente o momento de serem mães, sem pressões sociais, religiosas ou legais.

 

Dia 29, sábado. Acontece o encerramento da Missão Internacional de Verificação sobre a Situação Humanitária dos Povos Indígenas na Colômbia. Promovida pelo Conselho Nacional Indígena de Paz, reuniu lideranças de vários povos indígenas com observadores internacionais. Juntos avaliaram o grau de cumprimento, por parte do governo colombiano, das recomendações feitas pela ONU em prol dos direitos humanos e das liberdades fundamentais dos povos indígenas.

 

Algumas destas e outras ações faziam parte, ou eram apoiadas, pelo projeto Bogotá sin indiferencia (Bogotá sem indiferença) coordenado pela Alcaldia Mayor da capital colombiana. A proposta era favorecer a vida entre os diferentes na cidade, uma cidade de um país marcado pelas violências física e simbólica causadas pelos aparatos militar, paramilitar, guerrilheiro e pelos EUA.

 

Mas uma cidade rica em patrimônio material e imaterial, com seu casario colonial e igrejas barrocas, seus museus arqueológicos e históricos. E também uma cidade contemporânea como demonstravam as obras reunidas em 2009 no 40o Salão Nacional de Artistas, onde instalações, performances, vídeos e outras expressões visuais nos falavam da vida cotidiana dos colombianos, de suas tradições, de sua modernidade, de seus híbridos pós-modernos.

 

Toda essa agenda positiva e como saber dela? Por nossos meios de comunicação pautados pelas grandes agências internacionais a quem não interessa romper com a imagem simplista de uma Bogotá violenta?

 

Como fazer com que as incertezas de nosso tempo, em muito causadas pelas “certezas” mídiaticas, possam “ser também o ponto de partida para a construção de uma sociedade menos dogmática e menos maniqueísta, e para que nos agrupemos como sociedade diversa, mas capaz de compartilhar e construir juntos projetos novos de sociedade”, como provocou Martín-Barbero em sua intervenção na Pontifícia Universidade Javeriana?

 

Bogotá está arriscando nesse sentido. Mas nada sabemos, pois na telinha, a Colômbia se resume à guerrilha e ao tráfico. E continuamos nossa vidinha cheia de indiferenças.

 

*Alexandre Barbalho é Doutor em Comunicação e Cultura Contemporâneas pela UFBA e professor dos PPgs em Políticas Públicas da UECE e em Comunicação da UFC onde pesquisa sobre políticas culturais e de comunicação e sobre cultura das minorias. Autor e organizador de inúmeros livros entre os quais: Relações entre Estado e cultura no Brasil (1998); Comunicação e cultura das minorias (organizado junto com Raquel Paiva - 2005); Políticas culturais no Brasil (organizado junto com Albino Rubim - 2007) e Brasil, brasis: identidades cultura e mídia (2008).
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Em Santiago de Compostela, um prédio de fins do século XVII, onde funcionava um convento, abriga hoje o Museu do Povo Galego. O acervo retrata em várias salas múltiplos aspectos dessa cultura da qual, segundo defendem os galegos, se originou a língua portuguesa. As artes e os ofícios ligados ao mar, ao campo, à cidade, os trajes, a música, a arquitetura e seus interiores, arqueologia e obras de arte – são vários os objetos que conduzem o visitante ao uma viagem pela Galícia de outros tempos.

 

Em uma das salas, a da música, entre os instrumentos tradicionais da região se inclui a gaita de fole, aquela mesma que é símbolo da Escócia – o que se explica pela presença celta entre os antigos ocupantes daquelas terras da península ibérica. Também é possível escutar algumas músicas e uma delas remete à melodia dos cantadores ainda muito comuns nas feiras nordestinas. Ou dos mestres rabequeiros que vagam pelo sertão Brasil afora.

 

Defronte ao Museo do Pobo Galego, encontra-se o Centro Galego de Arte Contemporânea (CGAC): as pedras escuras do prédio de inícios da era moderna dialogam com as brancas do prédio contemporâneo traçado por Álvaro Siza. Desde sua inauguração em 1993, o CGAC se constitui em importante centro de formação e apreciação das linguagens artísticas, com destaque para as artes visuais, produzidas em todo o mundo. Por exemplo, a exposição que está, agora, em processo de montagem é a da artista brasileira (nascida na Itália) Anna Maria Maiolino.

 

Entre as exposições em cartaz, a de fotografias de Cristina García Rodero, intitulada “Transtempo”, reunindo dezenas de imagens que a artista foi recolhendo ao longo de três décadas em andanças pelos interiores da Galícia. Considerada uma referência da produção fotográfica contemporânea na Espanha, foi a primeira fotógrafa de seu país a ser admitida como membro de pleno direito na agência Magnum. Recebeu, entre outros, o Premio Nacional de Fotografía (2006), o Bartolomé Ros de PHotoEspaña (2000) e o World Press Photo (1993, 1997 e 2008).

 

Para um visitante brasileiro, além, claro, da descoberta das paisagens, gentes e costumes singulares, há o espanto com as semelhanças. Uma espécie de déjà vu diante de fotografias que retratam as festas populares (incluindo o carnaval com bonecos que fazem inveja aos de Olinda), os cortejos religiosos, os pagadores de promessa, os ex-votos. A exposição funciona, para nós, habitantes deste lado de cá do Atlântico, como um dispositivo que sobrepõe tempos e espaços, passado e presente, noroeste da Espanha e nordeste brasileiro – um “transtempo”, mas também um “translugar”. Não é de se estranhar que três músicos galegos, Abe Rábade, Guadi Galego e Ugía Pedreira, tenham feito um disco intitulado “Nordestinos”.

 

Uma das fotos de Cristina García Rodero, intitulada “El arrebato”, mostra uma grande quantidade de pessoas dispostas uma ao lado da outra no meio-fio da rua como se estivessem vendo um desfile. Destacando-se dessa fileira e ocupando o lugar central da imagem, um senhor flexiona as pernas com muito esforço, segurando a mão esquerda de uma mulher que, poderia dizer, é a própria “passista de escola de samba brasileira”. Seu movimento é o de beijar a mão daquela passante vestida em mínimos trajes sob olhares, risos e aplausos de toda a platéia. É o beijo da Galícia no Brasil, símbolo de sua presença em nós.

 

*Alexandre Barbalho é Doutor em Comunicação e Cultura Contemporâneas pela UFBA e professor dos PPgs em Políticas Públicas da UECE e em Comunicação da UFC onde pesquisa sobre políticas culturais e de comunicação e sobre cultura das minorias. Autor e organizador de inúmeros livros entre os quais: Relações entre Estado e cultura no Brasil (1998); Comunicação e cultura das minorias (organizado junto com Raquel Paiva - 2005); Políticas culturais no Brasil (organizado junto com Albino Rubim - 2007) e Brasil, brasis: identidades cultura e mídia (2008).
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No dia 05 de janeiro, a manchete dos jornais cearenses era uma só: o assassinato de Idelfonso Maia da Cunha, o Mainha, o mais temido dos pistoleiros do estado. Quem matou estava em um Citröen preto e efetuou pelo menos 14 disparos. Mainha tinha 55 anos e morreu quando, montado em um burro, ia em direção ao sítio onde vivia, cumprindo regime semi-aberto. Era acusado de vários crimes, mas corria à boca pequena que o número de mortos era mais de cem. 

 

Ele negava esse tanto todo. Mainha era um pistoleiro da velha guarda, que ainda guardava um certo código de conduta. Estudou em colégio de padre e trabalhava na roça até ser chamado para o mundo do crime. Dizia-se um justiceiro, pois matava só por vingança. Para fazer justiça a amigos ou parentes. Seu enterro, em Castanhão Novo, interior cearense, foi acompanhado por centenas de pessoas. Dizem até que ônibus e topics foram fretados para transportar curiosos de cidades da região que queriam ver o matador morto. 

 

No dia 05 de janeiro, recebo em minha caixa de correio eletrônico, um e-mail intitulado “Jovens pregam assassinato de Dilma no Twitter‏”. O texto fazia referência ao blog Curso Básico de Jornalismo Manipulativo (http://cbjm.wordpress.com/2011/01/01/a-perigosa-catarse-da-oposicao-derrotada) que coletou bem mais de uma centena de mensagens no twitter de jovens expressando seu desejo que algum pistoleiro assassinasse a presidenta eleita do Brasil, Dilma Rouseff, no dia de sua posse em Brasília. 

 

(Talvez fossem eles e elas os que, após a derrota de Serra, pregaram a morte de nordestinos e nortistas. Talvez entre eles estivessem os garotos que espancaram outros em plena Avenida Paulista com o pretexto de que estes eram homossexuais. Talvez fossem os mesmo que transformaram jovens obesas em montaria na festa de alunos da Unesp-Araraquara. A “brincadeira” se intitulava inocentemente “rodeio de gordas”).

 

Ingrid Fraga, por exemplo, proclama: “Vendo a Dilma chegar de Rolls Royce, lembrei do Kennedy... Não tem nenhum atirador de elite aqui? O alvo é gordinho...”. Já a Dominique Fonseca não quer só a morte da atual presidenta, mas também de seu antecessor: “Essa é a hora do atirador agir... Lula e Dilma dando mole bem na hora da posse...”. 

 

O Fabiano Cisticerco faz um apelo desesperado: “Algum atirador de elite está on-line? Só avisando que daqui a pouco a Dilma vai desfilar em carro aberto”. E a Rayane Belo está danada da vida com sua diversão predileta: ficar assistindo TV. O problema é que “Hoje a tv vai encher o saco com a posse da puta da Dilma. E o atirador? Já está pronto?”.

 

O que há de comum entre o pistoleiro cearense morto e a centena de jovens twitteros que desejam a morte da presidenta do país? Diria que é o autoritarismo sócio-cultural que permeia nossa história desde o período colonial. Ele vai se adaptando aos novos tempos, claro. Mas o patrimonialismo, o clientelismo, o favoritismo, a cordialidade, o cumpadrio e outras mazelas mais, apontadas e interpretadas por vários leitores do Brasil, permanecem. Elas dão um jeitinho e chegam ao novo milênio.

 

Assim, há uma sincronia entre o pistoleiro que mata por favor ou por relação de parentesco e a garota classe média que prega a morte da presidenta eleita democraticamente. Mainha e Ingrid são contemporâneos em suas perversidades. 

Ps. Para escrever esse texto, fui ao blog Curso Básico de Jornalismo Manipulativo e vi lá outra expressão do autoritarismo que grassa nesse país: no dia seis de janeiro, a torcida do Flamengo em vigília defronte o hotel Copacabana Palace é classificada por twitteros como “arrastão”, “ralé, “assaltantes”, “traficantes”, “marginais”...

 

*Alexandre Barbalho é Doutor em Comunicação e Cultura Contemporâneas pela UFBA e professor dos PPgs em Políticas Públicas da UECE e em Comunicação da UFC onde pesquisa sobre políticas culturais e de comunicação e sobre cultura das minorias. Autor e organizador de inúmeros livros entre os quais: Relações entre Estado e cultura no Brasil (1998); Comunicação e cultura das minorias (organizado junto com Raquel Paiva - 2005); Políticas culturais no Brasil (organizado junto com Albino Rubim - 2007) e Brasil, brasis: identidades cultura e mídia (2008).
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"No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por meio dele": João, capítulo 1, versículos 1 a 3. Na bela tradução do Gênese, por Haroldo de Campos: “No começar Deus criando: o fogoágua / e a terra era lodo torvo / e a treva sobre o rosto do abismo / e o sopro-Deus revoa sobre o rosto da água / E Deus disse seja luz / e foi luz”.

 

Indiferente à discussão teológica ou à ligação destes extratos da bíblia a algumas religiões e Igrejas específicas, importa perceber a força da palavra, do verbo, da narrativa na criação do universo em muitas culturas. Afinal, nos constituímos e o mundo cotidiano, ordinário, ao redor, por meio de narrações: quando falamos (e silenciamos) também gestamos nossa “terra e céu-fogoágua”.

 

As narrativas são dispositivos e estratégias ao nosso dispor para organizar histórias e dar sentidos, sejam quais forem. Vivemos desde sempre em um mundo povoado destes discursos. Há aqueles de pequeno alcance, mas também os que possuem grandes pretensões, universais, meta-discursos. Há desde os poemas épicos das antigas culturas aos roteiros de videogames jogados no ciberespaço. 

 

Um destes chama-se Faveladogame, recém-chegado ao Brasil, onde é ambientado em uma favela do Rio de Janeiro. O usuário é chamado a se tornar um favelado - o que poderia ser uma instigante experiência com a alteridade para os jovens classe média e alta que vivem fechados em seus condomínios-prisões!

 

Mas não se trata de adentrar, por meio da narrativa do game, nas vielas de um morro carioca para ver como vive o trabalhador, o garoto que rala na escola e nos biscates, a dona de casa fazendo mágica na hora do almoço para multiplicar a ceia.

 

Nada disso! O site do jogo (www.faveladogame.com.br) logo entrega seu pressuposto: “torne-se um favelado, grátis e sem risco”; “seja você o rei dos favelados”; “funde sua própria gangue”. Quando vamos atrás de mais informações, descobrimos que o objetivo é levar seu avatar à riqueza, a ponto de comprar o Maracanã! Isso pode ser feito pedindo esmola, tocando um instrumento musical, catando latas.

 

Mas, adverte os responsáveis pelo jogo, o faveladogame não trata da realidade fielmente. O que ele quer mesmo é mostrar para os jovens de forma “satírica”, “lúdica”, “nem sempre politicamente correta”, o problema dos meninos de rua e das diferenças sociais no Brasil. Que genial inversão de valores: o estereótipo do favelado vira um recurso para denunciar esse mesmo tom pejorativo com o qual os pobres do país são vistos.

 

Dia desses (parece já há tanto tempo!) assistimos pelas mídias eletrônicas a subida dos morros cariocas pelas forças policiais e militares. Por um momento, pareceu mais uma etapa do faveladogame que o Brasil todo estava jogando simultaneamente: era o momento em que os reis dos favelados caiam do trono. 

 

E nessa narrativa midiática mais uma vez perdemos a oportunidade de fazermos a relação de nós mesmos como os outros, e não apenas com os outros. Como o jogo, preferimos não correr risco do que trazer luz sobre nossos preconceitos do tempo de nossa gênese.

 

*Alexandre Barbalho é Doutor em Comunicação e Cultura Contemporâneas pela UFBA e professor dos PPgs em Políticas Públicas da UECE e em Comunicação da UFC onde pesquisa sobre políticas culturais e de comunicação e sobre cultura das minorias. Autor e organizador de inúmeros livros entre os quais: Relações entre Estado e cultura no Brasil (1998); Comunicação e cultura das minorias (organizado junto com Raquel Paiva - 2005); Políticas culturais no Brasil (organizado junto com Albino Rubim - 2007) e Brasil, brasis: identidades cultura e mídia (2008).
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Em determinado momento, fazer parte do Terceiro Mundo poderia significar não um destino, mas uma opção política, uma alternativa entre os dois principais polos de poder comandados um pelos EUA, o outro pela URSS. Era a tentativa de algumas lideranças e intelectuais terceiro-mundistas de proporem uma visão de mundo que não passasse nem pela lógica do capital, nem pelo autoritarismo stalinista.

Existiu, inclusive, uma publicação denominada Cadernos do Terceiro Mundo. Foi criada na Argentina em 1974. Depois passou a ser editada no México em 1976 e em 1980 aportou no Brasil. Saía em três idiomas (português, inglês e espanhol) e chegava a mais de 70 países. O último número circulou em 2005. Um de seus fundadores foi Neiva Moreira, jornalista e escritor brasileiro, nascido em Nova Iorque, município do sertão maranhense.

O fim do bloco socialista e também da história (segundo alguns), o processo acelerado de globalização e mundialização, a imposição de um pensamento único liberal e de um único modo de produção (capitalismo) tornaram as divisões de mundo uma coisa do passado. Agora se fala em países desenvolvidos e em desenvolvimento. Ou seja, estamos todos no mesmo barco desenvolvimentista.

Por outro lado, as divisões simplistas, binárias, ficaram mais difíceis. O que é interessante. Por exemplo, a demarcação entre centro e periferia. Não é que os centros e as periferias deixaram de existir. Ao contrário, na realidade eles e elas aumentaram em número e tamanho. O que aconteceu é que os lugares fixos deles(as), de antes, implodiram e agora estão em toda parte.

A África tem seus centros e suas periferias; a África do Sul tem seus centros e suas periferias; a Cidade do Cabo tem seus centros e suas periferias. O mesmo acontece com a Europa, com a Inglaterra, com Londres. E assim podemos percorrer todos os continentes. Caminhe, por exemplo, em Saint-Denis, nos arredores de Paris.

Desça na estação do RER e siga pela rue Republique até a Basílica, onde estão enterrados os reis de França. Difícil encontrar alguém que corresponda ao estereótipo de um "francês legítimo". As feições, as roupas, os sons, as lojas, as mercadorias nos remetem à África e ao Oriente, um pouco menos à América latina.

O terceiro mundo está ali. Inclusive como posição política contra as novas leis anti-migração, contra os preconceitos religiosos e étnicos, contra os preconceitos de classe. O terceiro mundo está ali, mesmo que não seja bem-vindo (vide o filme homônimo francês de Philippe Lioret, lançado ano passado). Mas lembrando que o pós-colonialismo não é mero artifício discursivo, mas a realidade concreta para milhares de pessoas.

INDICAÇÃO DE LEITURA:
Rego, Fausto. Bom Combate. Entrevista com Beatriz Bissio. Disponível em http://www.wooz.org.br/entrevistarits9.htm .
Wancquant, Loïc. Parias urbains: Ghetto, banlieues, État. Paris, la Découvert, 2006.

*Alexandre Barbalho é Doutor em Comunicação e Cultura Contemporâneas pela UFBA e professor dos PPgs em Políticas Públicas da UECE e em Comunicação da UFC onde pesquisa sobre políticas culturais e de comunicação e sobre cultura das minorias. Autor e organizador de inúmeros livros entre os quais: Relações entre Estado e cultura no Brasil (1998); Comunicação e cultura das minorias (organizado junto com Raquel Paiva - 2005); Políticas culturais no Brasil (organizado junto com Albino Rubim - 2007) e Brasil, brasis: identidades cultura e mídia (2008).]]>

O ICS possui vários observatórios - um tipo interessante de instrumento para acompanhar os acontecimentos sociais, apesar de sua possível ligação com a lógica da sociedade de controle. De todo modo, os observatórios vêm se espalhando mundo afora. Há observatório de imprensa, de políticas públicas, de cultura, de juventude, de mulheres, das cidades.

No caso específico do ICS, são quatro. Um deles é o Observatório das Actividades Culturais (OAC) é uma associação que resulta da parceria entre o ICS com o Ministério da Cultura e o Instituto Nacional de Estatística de Portugal. Sua função é produzir e difundir conhecimentos acerca das transformações das atividades culturais, com especial atenção para estudos de públicos, eventos culturais e respectivos impactos, políticas, instituições e agentes culturais.

O primeiro presidente do OAC foi Maria de Lourdes Lima dos Santos sucedida por José Machado Pais, ambos pesquisadores do ICS. Na gestão deste, o OAC e o ICS realizaram em novembro de 2008 o colóquio internacional "Novos trilhos culturais: Práticas e políticas" reunindo pesquisadores de Portugal, Espanha e Brasil. Pois agora, o ICS reuniu as palestras do colóquio e publicou-as em livro que recebeu o mesmo título do evento.

Organizado por Maria de Lourdes Lima dos Santos e José Machado Pais, a obra possui cinco partes intituladas: 1. Novas valências da cultura; 2. Criação/produção cultural e artísticas: novos contextos e novas relações; 3. A cultura, os media e as novas tecnologias; 4. Políticas culturais e desafios atuais; e 5. Que destaques nos novos trilhos da cultura?

É impossível dar conta de todos os artigos e muito menos das várias contribuições que cada um propicia ao pensamento sobre a arte e a cultura. Por afinidades pessoais, me deterei à parte 4 que reúne os artigos: "Contradança" de Orlando Alves Garcia; "Cultura e educação: desafios de uma política compartilhada" de Vanda Lourenço; "Trabalho no setor cultural - dois tópicos em foco: flexibilidade e regulação" de Teresa Duarte Martinho e "Políticas culturais e novos desafios" de Antonio Albino Canelas Rubim.

Orlando Garcia traz um debate sobre os vários desafios que a política cultural em Portugal deve enfrentar - mas arriscaria dizer que muito do que aponta faz parte também de outras realidades nacionais. Como, por exemplo, a necessidade premente de "decifrar" as políticas culturais nos âmbitos governamental, do terceiro setor e das empresas.

Vanda Lourenço, por sua vez, discute sobre a imprescindível interlocução que as políticas de cultura e de educação devem construir. Sua análise vai pela necessidade de não mais democratizar somente a "oferta", mas a "procura" cultural, o que, na avaliação da autora, se dá por meio de investimentos pedagógicos, seja no sistema educacional, com a implementação da educação artística, ou com a criação de serviços educativos nos diversos equipamentos culturais.

Já Teresa Marinho enfrenta um tema particularmente delicado nesses tempos de pensamento liberal e capitalismo pós-fordista: a dimensão do trabalho no setor cultural. Seu foco recai sobre a questão da flexibilização e regulação deste tipo de trabalho em Portugal, em especial sobre a sua precariedade e os desafios da qualificação.

Por fim, o texto de Albino Rubim que apresenta uma discussão mais ampla sobre a questão das políticas culturais na contemporaneidade, privilegiando em sua análise a UNESCO e sua importante posição no campo da política cultural, em especial na sua defesa da diversidade cultural no planeta.

O texto de Rubim se encerra com os desafios que os dias correntes impõem aos que elaboram e executam políticas para a cultura. Uma delas é justamente articular as dimensões local, nacional, regional e global. Claro que não existem fórmulas prontas para tal empreitada, o que exige sempre o esforço analítico sobre as diversas experiências. Em outras palavras, o contemporâneo nos exige atenção com os novos trilhos culturais. Só assim podemos dar conta, minimamente, de suas práticas e políticas.

*Alexandre Barbalho é Doutor em Comunicação e Cultura Contemporâneas pela UFBA e professor dos PPgs em Políticas Públicas da UECE e em Comunicação da UFC onde pesquisa sobre políticas culturais e de comunicação e sobre cultura das minorias. Autor e organizador de inúmeros livros entre os quais: Relações entre Estado e cultura no Brasil (1998); Comunicação e cultura das minorias (organizado junto com Raquel Paiva - 2005); Políticas culturais no Brasil (organizado junto com Albino Rubim - 2007) e Brasil, brasis: identidades cultura e mídia (2008).]]>

Outra coisa que deixava o escritor enfurecido era a apologia que se fazia à juventude. Por todos os cantos havia um clamor pelos jovens, um apelo para que eles garantissem que o país fosse, de fato, o do futuro! Nelson tripudiava desse ôba-ôba em torno da força juvenil. Talvez já percebesse o processo de juvenilização que assola o mundo contemporâneo.

Todos querem ser jovens nos dias correntes. A juventude deixou de ser apenas uma palavra, como diria Bourdieu, e se tornou uma imposição para toda a sociedade, um modo de vida a ser compartilhados por todos os cidadãos independente da faixa etária ou social, do gênero, da etnia, da religião. Uma unanimidade. A sociedade de consumo, por meio de seu porta-voz que é a grande mídia, nos bombardeia à exaustão com o tipo-ideal que devemos chegar o mais próximo possível: homens e mulheres com carros e roupas esportistas, eternamente prontos para as baladas.

No início de setembro, o XXXIII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, mais conhecido como Intercom, aconteceu em Caxias do Sul. O maior encontro acadêmico de comunicação do país, que reuniu milhares de pessoas, muitos deles jovens estudantes de graduação e pós, teve como tema este ano "Comunicação, cultura e juventude".

Foram diversas mesas-redondas, conferências, apresentações de pesquisas tratando da questão que merece mesmo olhares críticos, em especial daqueles que se detêm sobre os processos comunicacionais, pois é aí, quando os jovens tentam experimentar de forma cidadã as possibilidades da mídia, que eles são capturados pelo discursos e projetos protagonistas.

Essa é outra unanimidade perversa da atualidade: a noção de protagonismo. Voltado prioritariamente para os jovens das classes subalternas, aparentemente o protagonismo chama estes jovens para a esfera da política, mas de uma política asséptica, sem luta, sem disputa de poder, transformada em cenário, onde atuam como "ator social".

Nesse cenário, o discurso do protagonismo prescreve ao jovem a atuação individual e que serve para integrá-lo. E isso se dá, especialmente, pela fabricação do consenso. A atividade que se coloca para o jovem é a de fazer coisas, em especial através do trabalho voluntário. O fazer coisas ocupa o lugar da cidadania, com ela se confunde e oferece uma alternativa saudável de participação juvenil - aqui não há protesto, mas conformidade à regra. Não há também criação, mas criatividade na execução de projetos em busca de soluções para problemas, assim o conflito é omitido pelo consenso.

Fazem parte do universo semântico do protagonismo juvenil palavras de arrepiar: empoderamento, empreendedorismo, capital social, empregabilidade etc etc etc - todas tiradas dos manuais norte-americanos de gestão de pessoas e apropriadas à valorização do mercado, do individualismo e da lógica da concorrência.

Muito das experiências de ONGs e governos que envolvem "jovens comunicadores" baseia-se nessa vontade de transformar esse jovem pobre, marginalizado, subalternizado, em um protagonista de si mesmo, um empreendedor. Muitas vezes, com boa vontade e até com um intuito crítico, apesar de não atentar para a origem destas noções. Mas, no mais das vezes, o objetivo é mesmo o de capitalizar socialmente esse jovem para que assim possa se desenvolver, ou seja, entrar de vez na sociedade de consumo e se transformar em um cidadão-consumidor. Em uma unanimidade burra!

SUGESTÕES DE LEITURA
Bourdieu, Pierre. Questões de sociologia. Rio de Janeiro, Marco Zero, 1983.
Sousa, Regina Magalhães de. O discurso do protagonismo juvenil. São Paulo, Paulus, 2008.

*Alexandre Barbalho é Doutor em Comunicação e Cultura Contemporâneas pela UFBA e professor dos PPgs em Políticas Públicas da UECE e em Comunicação da UFC onde pesquisa sobre políticas culturais e de comunicação e sobre cultura das minorias. Autor e organizador de inúmeros livros entre os quais: Relações entre Estado e cultura no Brasil (1998); Comunicação e cultura das minorias (organizado junto com Raquel Paiva - 2005); Políticas culturais no Brasil (organizado junto com Albino Rubim - 2007) e Brasil, brasis: identidades cultura e mídia (2008).]]>

Mas tínhamos uma grande efervescência política, social e cultural que atravessou aquele período e alcançou os anos sessenta e setenta. Uma efervescência que nem mesmo a repressão pós-64 conseguiu exterminar de imediato: grandes mobilizações populares a favor das reformas de base, os debates e os embates do nacionalismo, as Ligas Camponesas, as organizações sindicais, o crescimento do movimento estudantil.

Na música, a bossa-nova rejeitada pelos puristas ganhou Ipanema e depois Nova Iorque. O cinema novo, com sua extrema criatividade compensando a falta de recursos e tecnologias, conquistou vários e importantes festivais mundo afora...

No campo da política institucional, o segundo governo Vargas e o seu suicídio, um dos fatos trágicos de nossa história, o desenvolvimentismo de JK e o populismo de esquerda de Jango são alguns desses momentos-chave para a compreensão da cultura política de nosso país ainda hoje. E em contato ora convergente, ora conflituoso com o nacionalismo, o Brasil entrava com mais força na ordem mundial.

O que se materializou com as montadoras automobilísticas que se instalam por aqui. Mas também, ou talvez até mais simbólico, a materialização da utopia modernista do urbanismo que foi Brasília. Le Corbusier jamais imaginaria que suas ideias se transformariam em cidade no centro da América do Sul pelas mãos de arquitetos e urbanistas brasileiros. A enorme quantidade de concreto gasto para construir a futura capital parece que influenciou nossa produção poética que com a poesia concreta e sua santíssima trindade Augusto, Haroldo de Campos e Décio Pignatari estabeleceram pontes com as vanguardas internacionais da época.

O peso do concreto e das linhas abstratas da arquitetura moderna marcaram também a fotografia e as artes visuais. Uma boa maneira de acessar esse diálogo é visitar a exposição “Moderna Para Sempre – Fotografia Modernista Brasileira na Coleção Itaú”, em cartaz no Museu de Artes do Rio Grande do Sul até 10 de outubro. E depois margear o rio Guaíba e aportar na Fundação Iberê Camargo onde se encontra a mostra “Desenhar no Espaço”, que vai até o dia 31 de outubro.

Na primeira, uma mostra rara de fotógrafos brasileiros ou aqui atuantes que optaram por uma experimentação abstrata em suas imagens, escapando da força que o fotodocumentarismo tem ainda hoje no país. São fotografias pouco vistas, algumas até inéditas para o público mais amplo. Artistas como Geraldo de Barros, Thomaz Farkas, José Yalenti e German Lorca que interferiam no negativo para obter o grau de abstracionismo desejado ou que fotografavam objetos e espaços geométricos para assim dar um sentido de “concretismo” em suas fotos.

Já em “Desenhar no espaço”, que reúne artistas abstratos brasileiros e venezuelanos presentes na coleção Patrícia Phelps de Cisneros, o público pode acessar artistas fundamentais do neoconcretismo, segundo nomeou o poeta Ferreira Gullar, uma espécie de teórico do movimento: Lygia Clark, Hélio Oiticica e Willys de Castro. A curadoria de Ariel Jiménez possibilita o paralelo dos movimentos abstratos no Brasil e na Venezuela, colocando em contato sempre as obras de dois artistas dos dois paises. Os artistas venezuelanos foram Carlos Cruz-Diez, Alejandro Otero e Jesús Soto.

Como afirmou certa vez Roberto Schawrz, naquele início dos anos sessenta o Brasil estava irreconhecivelmente inteligente. Um pouco daquela inteligência se encontra nestas exposições: das fotografias abstratas aos não-objetos neoconcretos, um país se desenhava e se abstraía. E se concretizava em sua contemporaneidade.

*Alexandre Barbalho é Doutor em Comunicação e Cultura Contemporâneas pela UFBA e professor dos PPgs em Políticas Públicas da UECE e em Comunicação da UFC onde pesquisa sobre políticas culturais e de comunicação e sobre cultura das minorias. Autor e organizador de inúmeros livros entre os quais: Relações entre Estado e cultura no Brasil (1998); Comunicação e cultura das minorias (organizado junto com Raquel Paiva - 2005); Políticas culturais no Brasil (organizado junto com Albino Rubim - 2007) e Brasil, brasis: identidades cultura e mídia (2008).]]>

Não havia Congresso, os direitos e os mandatos políticos estavam cassados, o habeas corpus suspenso, tribunais militares julgando presos políticos, atuação desenfreada da censura, enfim, o Brasil estava em estado de sítio. Em um regime de exceção onde todos os brasileiros eram potencialmente vida sem qualidade, que poderia ser eliminada sem maiores consequências. Bastava um passo em falso. Diante desse quadro, o que fazer?

No dia 24 de setembro de 2010, no Teatro de Arena no centro da capital paulista, Moacir dos Anjos, um dos curadores da 29ª Bienal de São Paulo ao lado de Agnaldo Farias, conversou com o artista Cildo Meireles. A conversa faz parte de um projeto associado do CAPACETE à Bienal que se iniciou no dia 10 de março com a palestra de Henri Sala e segue até 10 de novembro na presença de Ducha & Jarbas.

Moacir trouxe alguns trabalhos de Cildo para animar o debate. Entre os quais uma de suas obras da série “Inserções em Circuitos Ideológicos”, que começou a desenvolver em 1970 e foi exposta pela primeira vez naquele ano na mostra Information no Museu de Arte Moderna de Nova York. O numero 1 das inserções foi o Projeto Coca-Cola: impressão em garrafas de Coca de mensagens contrárias à lógica mercantil ou à lógica política dominante, como por exemplo, “yankees, go home”. Acontece que essas garrafas eram inseridas no circuito comercial e provocavam curtos-circuitos. O sujeito ia matar sua sede e se deparava com uns escritos que lhe colocavam em xeque.

Mais especificamente, Moacir mostrou e comentou para o público que lotou o pequeno teatro o Projeto Cédula: impressão por meio de serigrafia ou carimbo em cédulas do dinheiro nacional (na época, o cruzeiro) de mensagens críticas à ditadura militar. A mais conhecida foi “Quem matou Herzog?”, em alusão ao jornalista Vladimir Herzog “suicidado” na sede do DOI-Codi (Destacamento de Operações de Informações/ Centro de Operações de Defesa Interna) em São Paulo no ano de 1975. Vlado estava morto, mas a nota que perguntava sobre a identidade de seus assassinos circulava de mão e mão, entre um troco e outro, questionando os porões do regime onde os seus zeladores menos esperavam.

Cildo Meireles, na conversa daquela noite chuvosa de São Paulo, afirmou que sua obra como um todo não é política. Moacir, seguindo a risca e o risco do recorte curatorial desta nova Bienal, que privilegia as relações entre a arte e a política, defendia que sim, que muitos de seus trabalhos diziam respeito a temas marcados pelas disputas de poder, pelo político. Afinal, estas suas inserções claramente iam contra o controle social naqueles anos contaminados.

Em tempos de poucos possíveis, Meireles mostrava uma das formas de dizer algo, de respirar, de interferir! Trinta anos depois, vivemos um momento raro de nossa democracia, mas nem por isso: outras inserções nos circuitos ideológicos continuam fundamentais para abalar nossas convicções. Isto é fazer política. Aprendemos com Cildo.

*Alexandre Barbalho é Doutor em Comunicação e Cultura Contemporâneas pela UFBA e professor dos PPgs em Políticas Públicas da UECE e em Comunicação da UFC onde pesquisa sobre políticas culturais e de comunicação e sobre cultura das minorias. Autor e organizador de inúmeros livros entre os quais: Relações entre Estado e cultura no Brasil (1998); Comunicação e cultura das minorias (organizado junto com Raquel Paiva - 2005); Políticas culturais no Brasil (organizado junto com Albino Rubim - 2007) e Brasil, brasis: identidades cultura e mídia (2008).]]>

Diversidade na unidade: eis o lema da política cultural dos governos militares. Somos muitos, mas há algo que nos une: a nacionalidade. O discurso da identidade nacional tem sido uma marca das relações entre o Estado e a cultura no Brasil. Claro que com inúmeras variáveis. Não dá para comparar o discurso da brasilidade como mercadoria a ser vendida no exterior, marca dos anos FHC/Weffort no MinC, com o da inclusão de setores historicamente marginalizados de nossa cultura, que faz parte do governo Lula e da gestão Gil/Juca.

Mas o fato é que nunca assumimos de frente as tensões que dilaceram esse país. Queremos continuar achando que nos damos muito bem. Que o conflito é apenas de ordem econômica e social, nunca cultural (como se essas esferas pudessem ser separadas). Assim, vamos perdendo as chances de construir mediações entre as visões, muitas vezes preconceituosas sim, de Brasil que existem por aí. Elas ficam sublimadas. Jogadas para debaixo do tapete. Mas em alguns momentos de trauma, vêm à tona. E descobrimos que nossa história não é tão incruenta assim!

No Facebook de uma cearense radicada há anos em São Paulo, alguém postou a mensagem logo após nossa última eleição para presidente: “... volte para a m. do teu Ceará”. Nesse sentido, este período eleitoral pode ser visto como um fato traumático, naquele sentido de revelar sentimentos recônditos, que não expressamos em público, só no espaço privado. A raiva provocada pela derrota e a busca de culpados fazem com que as fobias aflorem no espaço da rua, ou melhor, do ciberespaço.

Uma estudante de direito paulista postou também em seu Facebook, logo após o resultado das eleições: “Nordestisto (sic) não é gente. Faça um favor a SP: mate um nordestino afogado!”. Sua palavra de ordem ecoou em outros(as) frequentadores(as) do espaço virtual! Muitos foram os apoios, apesar da reação contrária também se fazer presente. Às vezes com semelhante ódio, tanto de um lado, quanto de outro.

Ou seja, não conseguimos romper com a idéia da existência de uma harmonia entre os brasis. Não colocamos na sua radicalidade a questão da identidade em seu conflito com a diferença e, portanto, dos conflitos. O que se coloca para nossa sociedade é como assumir e lidar com as manifestações que não se encaixam perfeitamente como peças de um quebra-cabeça porque suas arestas não permitem. Não se trata do respeito tolerante ao outro, onde as diferenças acabam se ajustando em um retrato representando a Humanidade. Ou a Brasilidade.

A questão é assumir que existem os antagonismos que atravessam a sociedade. Só assim poderemos lidar com eles. Estabelecer lugares de convívio entre essas percepções contrárias para que elas possam ser negociadas. Ou, em muitos casos, combatidas, quando se assumirem em seus traços fascistas. Como esses casos relatados acima! E de tanto outros!

Enquanto acharmos que nossa história é incruenta, que somos cordiais, que vivemos em uma democracia racial e outros mitos mais, continuaremos levando “sustos” em períodos traumáticos como o que vivemos nesses últimos dias. Até que em algum dia acordaremos espantados em um estado de exceção. E ficaremos nos perguntando: mas como isso pode acontecer, meu Deus?!

*Alexandre Barbalho é Doutor em Comunicação e Cultura Contemporâneas pela UFBA e professor dos PPgs em Políticas Públicas da UECE e em Comunicação da UFC onde pesquisa sobre políticas culturais e de comunicação e sobre cultura das minorias. Autor e organizador de inúmeros livros entre os quais: Relações entre Estado e cultura no Brasil (1998); Comunicação e cultura das minorias (organizado junto com Raquel Paiva - 2005); Políticas culturais no Brasil (organizado junto com Albino Rubim - 2007) e Brasil, brasis: identidades cultura e mídia (2008).]]>

Gayle Rubin

Na última reflexão proposta aqui tivemos como foco o modo como diferenças implicam em desigualdades. Desigualdades de posições, mas também de forças na arena social. Hoje gostaria de comentar a morte de uma jovem de 15 anos, de cafêlandia, interior de São Paulo que morreu em decorrência do abuso desmedido do controle que seus pais julgavam ter sobre seu corpo e seus sentimentos.

Num contexto em que listas feministas comemoram a chegada de uma mulher ao cargo político mais importante do país e aproveitam também para aquecer as discussões em torno das principais bandeiras em torno dos direitos sexuais e reprodutivos, de equidade em oportunidades de trabalho e salários e, sobretudo, do direito de viverem livre de ameaças e violência somos surpreendidos com fatos como este.

A mim parece que estamos vivendo um enorme refluxo das conquistas feministas neste país, especialmente no que tange ao recrudescimento também político de nossa sociedade que compõe cada vez mais uma forte e crescente bancada religiosa nas câmaras e no senado. Bem, olhando por este lado pareço-me pessimista por demais. Mas quero poder pensar diferente, quero crer que a sensibilização da sociedade brasileira quanto aos custos da reprodução de nossas desigualdades ainda não foi o bastante. Quero crer que muitos homens e mulheres do nosso país ainda não tiveram a oportunidade de pensar o quanto estamos impregnados de machismos, sexismos e misoginias.

Há quem diga que o pai desta garota agiu de forma corretiva, por suas mentiras e por fim para protegê-la. Que tipo de cuidado permite a um homem espancar até a morte? Estou certa de que não fora a mentira tampouco a desobediência que levou a atitude de tamanha truculência. Mas certamente estamos diante de uma relação de abuso. Abuso de um poder que muitos pais, maridos e namorados julgam ter sobre os corpos de suas mulheres. Mais lamentável ainda é ter de reconhecer que fomos nós mesmo que demos a estes homens falso entendimento sobre si mesmos. Quando valorizamos sua força, sua virilidade, sua capacidade de cuidar e decidir podemos estar buscando complementaridades em nossos distintos desafios mundanos, mas de fato estamos reproduzindo falsas idéias do que devam ser homens e mulheres em nossa sociedade.

Quantas mulheres precisarão ser espancadas, seqüestradas, violentadas para compreendermos que a postura de cada um de nós precisa ser radicalmente modificada cotidianamente até que este imaginário esquizofrênico sobre a diferença de gênero não implique mais em desigualdades?

*Ana Laura Lobato é mestranda em Antropologia Social pela Universidade Estadual de Campinas (2008-2010) e Bacharel em Ciências Sociais pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (2007). Tem experiência na área de Antropologia Urbana e Sociologia, com ênfase em Gênero, sexualidade e Juventude.]]>

As diferenças sociais entre os comportamentos do gênero Masculino e Feminino se diluem entre o provedor e a dona de casa para um espectro bem mais largo de possibilidades sobre a experiência mundana dos corpos. Homens e mulheres tem tido a possibilidade de performatizar suas identificações no universo masculino e/ou feminino sem que isso os destitua das posições sociais à qual lhes é esperada socialmente.

Como grande propulsores desta nova configuração tomamos o movimento feminista e Homossexual (LésbicasGaysBissexuaisTranssexuaisTravestis) que impulsionaram desestabilizações profundas na noção do sujeito contemporâneo mudando significativamente nosso modo de ver e entender os corpos e desejos. Para além de homem/mulher; heterossexual/homossexual, lidamos hoje com um sem número de nomes e práticas para designar a atuação dos corpos nas interações sociais. Sejam machos, valentões, sarados, boyszinhos, bofes, bichas, gays, fruta, metrossexual ou também, mulherzinhas, patricinhas, santinhas, piriguetes, lobas,  lésbicas, caminhoneiras,  ladyes.

O que me instiga aqui neste espaço de diálogo com os interessados na diversidade cultural é pensar no alcance bem como nas implicações das mudanças no âmbito das relações de gênero e da sexualidade como dimensões sociais que inscritas no corpo, nosso principal modo de nos apresentar ao outro, nos põe em distintas formas de vivenciar o mundo ainda extremamente marcado por hierarquias e discriminações baseadas na diferença.

*Ana Laura Lobato é mestranda em Antropologia Social pela Universidade Estadual de Campinas (2008-2010) e Bacharel em Ciências Sociais pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (2007). Tem experiência na área de Antropologia Urbana e Sociologia, com ênfase em Gênero, sexualidade e Juventude.]]>

O sexo feminino, agora entendido em si mesmo, foi alvo de investigação intensa. Seus contornos, movimentos, genitálias, seus comportamentos e desejos eram fonte de conhecimento não apenas anatômico como também moral. O que poderia se esperar; de uma mulher que revelava os calores vindos de suas partes baixas? De uma jovem, bem casada, que ansiava pelo carinho íntimo de seu marido?

Por muito tempo, estas mulheres foram monitoradas por equipes psiquiátricas e muitas delas passaram parte ou mesmo o resto de suas vidas em hospitais pelo simples fato de desejarem outros corpos junto aos seus, por serem apaixonadas por seus maridos -  que delas só pareciam desejar companhia social - que obtinham prazer em outros lugares com outras mulheres.

No laborioso projeto de consolidar o campo da sociologia Durkheim e Mauss, mostraram-nos o quanto de nossas capacidades classificatórias havia de arbitrariedade que só poderia ser inteligível se considerássemos o contexto social em que eram produzidas. Da necessidade de classificar, Lévi-Strauss mais tarde nos diria, mas o como em nenhuma lógica parecia se apoiar. E toda a ciência do século XIX foi fundamentada e consolidada em suas regras e métodos classificatórios. Com a pretensão de um conhecimento neutro o que vimos refletir no século XX foi justamente o peso de ideologias e projetos políticos que das classificações emanavam preconceitos e discriminações. Racismo, sexismo e homofobia, nada mais são de que produtos de diferenciações baseadas em pensamentos hierárquicos.

Com a antropóloga Margareth Mead aprendemos que para além da diferença sexual - baseada na distinção anatômica - havia outra diferença, mas da ordem cultural, que por sua vez era histórica e socialmente construída. A noção de papéis sexuais em seus estudos dos anos 1930 indicava comportamentos masculinos e femininos que eram localmente ordenados conforme os costumes de cada grupo. Entre os três grupos por ela estudados o comportamento socialmente esperado por homens e mulheres variava sensivelmente. O que era do domínio do masculino em um lugar, poderia ser do feminino em outro - o que nos impede de fixar as dimensões femininas e masculinas da vida social em um único escopo.

Por mais cambiáveis que estas dimensões possam ser o que fica é a rigorosa e aparente necessidade de diferenciar o que é do âmbito masculino e feminino, seja qual forem suas atribuições sociais. O movimento feminista impulsionou nas últimas décadas sofisticadas discussões em torno das atribuições sociais de gênero e de fato as mudanças na representação social em torno do feminino e masculino se desestabilizaram sensivelmente, seja no mundo do trabalho ou mesmo doméstico. Mas ainda estamos longe de fazer com que estas distinções deixem de justificar hieraquizações e produções de desigualdades. 

*Ana Laura Lobato é mestranda em Antropologia Social pela Universidade Estadual de Campinas (2008-2010) e Bacharel em Ciências Sociais pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (2007). Tem experiência na área de Antropologia Urbana e Sociologia, com ênfase em Gênero, sexualidade e Juventude.]]>

Fui indicada, pelos Ministérios da Cultura e das Relações Internacionais, como o Ponto Focal do Brasil junto à Unesco para os assuntos referentes a esta Convenção, conforme previsto no item b de seu artigo 9 - Intercâmbio de Informações e Transparência. Constato que minha primeira tarefa é exercitar a paciência - imprescindível nas relações internacionais -, pois os processos são marcados pela lentidão, o que faz com que eu ainda não tenha recebido da Unesco nenhuma instrução sobre minhas funções enquanto Ponto Focal.

Também são longos os prazos para a ratificação da Convenção por novos países, e para sua negociação, implantação e efetivação nos 104 países onde foi adotada até janeiro de 2010. Em sua última reunião, realizada em dezembro de 2009, o Comitê Intergovernamental discutiu e aprovou uma estratégia para encorajar novas ratificações, principalmente nas regiões onde elas aconteceram em menor número, que são a Ásia e os países árabes. De maneira geral, ao se comparar o número atual de países membros com os 148 países que votaram, na Assembléia Geral da Unesco realizada em outubro de 2005, pela adoção desse instrumento legal, conclui-se que ainda faltam, no mínimo, 45 países a aderir, o que poderá elevar o número total a 149 países - lembrando que a Austrália, apesar de sua abstenção durante aquela reunião, acabou ratificando a Convenção.

Se estavam inicialmente a favor da Convenção, por que esses países ainda não a ratificaram? As respostas são as mais diversas e vão desde dificuldades organizacionais internas de alguns Estados nacionais (caso do Timor Leste, que alegou, há cerca de dois anos, não dispor de orçamento para a tradução do texto para o português, e, mesmo depois de obter essa versão do texto junto à delegação de Portugal, ainda não incluiu a votação na pauta do seu Congresso), até à suspeita de que a inclusão da liberalização do audiovisual em acordos assinados ou em vias de serem assinados com os Estados Unidos tornem inútil a assinatura da Convenção, tendo em vista alguns de seus principais objetivos. Este pode ser o caso de Singapura, Coréia, Tailândia e Guiné Bissau.

Mas, afinal, que diferença faz o número de países que aderem à Convenção? Do ponto de vista das relações internacionais, quanto mais países participantes tiver um acordo, mais ele terá força e importância, principalmente em se tratando de um instrumento legal que nasceu com a pretensão de contribuir para a defesa das políticas públicas nacionais de cultura, especialmente no caso destas serem questionadas no âmbito da OMC. Um exemplo desse cenário foi a recente disputa, na OMC, envolvendo os Estados Unidos e a China: a questão, para os norte-americanos, era "derrubar" as restrições legais chinesas a filmes, livros e produtos audiovisuais importados. A China perdeu a disputa, apesar de ser signatária da Convenção da Diversidade Cultural que afirma, em seu artigo 5 - Regra geral em matéria de direitos e obrigações, que "As Partes reafirmam seu direito soberano de formular e implementar as suas políticas culturais e de adotar medidas para a proteção e a promoção da diversidade das expressões culturais" e, em seu artigo 20 - Relações com outros instrumentos, que esta Convenção não está subordinada a qualquer outro tratado, pelo menos teoricamente.

Quanto a uma suposta lentidão na implementação da Convenção nos países que a ratificaram, e no Brasil em particular, existem pelo menos dois níveis de compreensão. Além do seu caráter internacional, trata-se de um instrumento jurídico, ou seja, de uma lei que determina, num primeiro momento, comportamentos e políticas ao Estado nacional. Neste aspecto, pode-se dizer que o governo brasileiro tem aproveitado bem a Convenção para balizar e dar nova dimensão à sua política cultural. Outro aspecto é a participação da sociedade civil, prevista explicitamente no artigo 11 do acordo, e que exige uma ampla divulgação do texto, além de uma mobilização em torno dos seus objetivos.

Estas são algumas das questões que abordarei nos próximos artigos.

*Giselle Dupin é coordenadora de Articulação, Formulação e Conteúdo da Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura, e membro da delegação brasileira no Comitê Intergovernamental da Convenção da Diversidade Cultural.]]>

Os recursos do Fundo servirão para financiar programas e projetos relativos à implementação de políticas culturais e ao fortalecimento de infraestruturas institucionais correspondentes; ao fortalecimento das capacidades culturais; ao fortalecimento das indústrias culturais existentes; à criação de novas indústrias culturais; e à proteção de expressões culturais comprovadamente em risco de extinção, conforme o artigo 8 da Convenção.

Quem poderá solicitar esses recursos?

As solicitações poderão ser apresentadas tanto por governos de países em desenvolvimento membros da Convenção, quanto pela sociedade civil, desde que sejam organizações não governamentais nacionais ou internacionais da área da cultura, grupos vulneráveis ou outros grupos sociais minoritários.

O texto da Convenção prevê que os pedidos sejam encaminhados à Comissão Nacional de cada país. Como a Comissão Nacional brasileira está com suas atividades suspensas, temporariamente, os pedidos de financiamento pelo FIDC serão recebidos pela Divisão de Assuntos Multilaterais Culturais do Ministério das Relações Exteriores (ver endereço abaixo ). O prazo vai até o dia 15 de junho deste ano. Em seguida, os pedidos serão encaminhados à Secretaria da Convenção, na sede da Unesco, em Paris, onde serão avaliados por um painel de seis especialistas nomeados pelo Comitê Intergovernamental da Convenção em dezembro de 2009. Os resultados dessa avaliação deverão ser confirmados pela Assembléia Geral das Partes, em sua reunião de dezembro de 2010.

Para a avaliação dos projetos serão levados em conta os critérios previstos nas Diretrizes operacionais do Fundo, que podem ser conhecidos na Nota Explicativa que ajuda a preencher os formulários. Essa Nota também está disponível no site da Unesco, em francês e inglês .

Recursos insuficientes

Infelizmente, apesar da Convenção já ter sido ratificada até o momento por 109 países, e como as doações para o Fundo da Diversidade Cultural são voluntárias, os recursos disponíveis não são suficientes para financiar muitos projetos. Atualmente, o Fundo dispõe de US$ 2.391.489 (dois milhões, trezentos e um mil, quatrocentos e oitenta e nove dólares).

O Comitê Intergovernamental da Convenção, formado por representantes de 24 países, dentre os quais o Brasil, determinou que os recursos do Fundo sejam utilizados prioritariamente para financiar projetos apresentados por países em desenvolvimento. Por este motivo, os projetos brasileiros não terão prioridade, já que o Brasil é visto como um dos países em desenvolvimento em melhor situação econômica dentre os membros da Unesco. Evidentemente, é possível que sejam abertas exceções para projetos de excelente qualidade ou que beneficiem a cooperação e transferência de tecnologia entre o Brasil e países mais carentes.

Diante desta avaliação, o governo brasileiro não pretende submeter nenhum projeto ao FIDC, pelo menos este ano. Para financiar programas e projetos especialmente voltados para a promoção e a proteção da diversidade cultural brasileira, o Ministério da Cultura está apostando na criação do Fundo Setorial da Diversidade e Acesso, previsto no projeto de reforma da Lei de Incentivo à Cultura, elaborado pelo governo. A nova Lei, que passará a se chamar Pró-Cultura, encontra-se em processo de tramitação no Congresso Nacional.

*Giselle Dupin é Coordenadora de Articulação, Formulação e Conteúdo da Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura, e Ponto Focal do Brasil para a Convenção sobre a Proteção e a Promoção da Diversidade das Expressões Culturais.

Clique aqui para acessar o formulário de pedidos de financiamento (em francês e inglês);

Em francês :
Em inglês .

O endereço para envio dos pedidos é: Divisão de Assuntos Multilaterais Culturais / DAMC - Ministério das Relações Exteriores / Palácio Itamaraty - Esplanada dos Ministérios - Bloco H - Brasília - DF - Brasil  - CEP 70.170-900;]]>

Este quadro acaba de ser alterado, com a criação de um grupo temático sobre diversidade cultural no âmbito do Mercosul. Este foi um dos resultados da 33ª Reunião de Ministros da Cultura do bloco, realizada no dia 25 de junho, em Buenos Aires, com a participação dos ministros da Cultura (ou de seus representantes) da Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela. Esses encontros fazem parte do esforço desses países para encontrarem novos pontos de convergência, que conduzam à consolidação da integração cultural da região.

O Brasil vai assumir a Presidência Pro-Tempore do Mercosul no segundo semestre deste ano, e deverá sediar a primeira Reunião Técnica para a Diversidade Cultural. Além da diversidade cultural, o Mercosul Cultural terá outros quatro grupos temáticos: audiovisual, indústria cultural, patrimônio e SISPUR, o Sistema de Informações Culturais da América do Sul, fundamental para fortalecer o apoio institucional a projetos.

Outra decisão importante para as manifestações culturais da região foi a criação do Fundo Mercosul Cultural, para financiar programas e projetos que fomentem a circulação, promoção, proteção e difusão de bens culturais para o fortalecimento do processo de integração do Mercosul.

Com esse Fundo, que ainda está em processo de implementação, e com o Fundo Setorial para a diversidade cultural proposto pelo governo no projeto de reforma da Lei de Incentivo à Cultura (Procultura, Lei nº 6.722/2010, em tramitação no Congresso), os programas e projetos brasileiros elaborados nessa área poderão ser financiados em três instâncias: nacional, do Mercosul e Internacional, com o Fundo da Convenção da Unesco.

*****

A propósito do Fundo Internacional criado pela Convenção, aproveito para informar que o Brasil acaba de submeter à Unesco dois projetos para concorrer ao financiamento. Esses projetos foram selecionados dentre os que chegaram à Comissão Nacional. A análise foi realizada por especialistas da Divisão de Assuntos Multilaterais Culturais do Ministério das Relações Exteriores, e da Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura. Os dois projetos brasileiros passarão agora pela comissão internacional designada pelo Comitê Intergovernamental da Convenção. Em seguida, os projetos que ela selecionar serão submetidos à aprovação do Comitê, em sua próxima reunião, a ser realizada em dezembro. Só depois serão assinados convênios com os proponentes, para o repasse.

Infelizmente, os recursos disponíveis ainda são escassos: menos de dois milhões de dólares para atender às demandas dos países em desenvolvimento - que representam a maioria dos atuais 111 países que já ratificaram a Convenção. Vai ser necessário um esforço concentrado de todos os países membros (e não apenas dos mais ricos) para que nos próximos anos o Fundo da Diversidade Cultural disponha de mais recursos.

*Giselle Dupin é Coordenadora de Articulação, Formulação e Conteúdo da Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura, e Ponto Focal do Brasil para a Convenção sobre a Proteção e a Promoção da Diversidade das Expressões Culturais.]]>

A Convenção conta, atualmente, com 116 membros. O Brasil é único país sulamericano a integrar atualmente o Comitê Intergovernamental da Convenção, e está cumprindo seu segundo mandato.

Fundo Internacional da Diversidade Cultural

O primeiro edital para o Fundo Internacional da Diversidade Cultural recebeu 254 projetos, oriundos de 57 países parte da Convenção e nove organizações não governamentais internacionais (ONGIs). Após a avaliação técnica das propostas, pela Secretaria da Convenção, apenas 183 foram julgadas admissíveis, pois as demais apresentaram problemas como a expedição fora do prazo e a falta de documentos demandados. Do total de projetos, 68% foram apresentados por ONGs ou representantes de grupos vulneráveis ou outros grupos sociais, e 32% por Estados parte da Convenção. Os pedidos de financiamento somaram mais de 26 milhões de dólares, mas os recursos disponíveis no Fundo, nessa primeira etapa, eram de apenas US$ 1.832.431,00.

Os projetos julgados admissíveis foram, em seguida, avaliados por seis especialistas indicados pelos países membros e escolhidos pelo Comitê em sua reunião de dezembro de 2009. Baseados nos critérios aprovados pela Conferência das Partes em junho de 2009, sobre a pertinência, viabilidade, resultados esperados e impacto potencial dos projetos, os especialistas atribuíram notas que orientaram seus pareceres. A partir dessa análise qualitativa, apenas 32 projetos foram recomendados, sendo 151 projetos não recomendados.

Tal como formulados, esses 32 projetos demandariam um total de US$ 2.228.206,53. O Comitê se viu diante, portanto, da necessidade de efetuar um corte de mais de 680 mil dólares nessa demanda. Após muita discussão e negociação, foi tomada a seguinte decisão: eliminar um dos dois projetos do Mali recomendados, que dizia respeito à construção de um centro de artes, já que os critérios aprovados para o Fundo excluíam expressamente as construções; e limitar o financiamento de todos os projetos a um teto de 100 mil dólares. Apenas três projetos ultrapassavam esse montante (da Argentina, Quênia e o Instituto Internacional do Teatro, cujo projeto deverá ser implementado no Chade) e, com os cortes, as ONGs responsáveis deverão procurar outras fontes de financiamento, ou redimensioná-los. Os cortes tornaram possível financiar (inteiramente ou em parte) 31 projetos recomendados pelos especialistas. Desses 31 projetos, 20 são de países da África e oito da América Latina, mas nenhum projeto brasileiro foi contemplado.

O Comitê decidiu, também, que em março de 2011 será aberto um novo edital para o Fundo, e que os projetos não contemplados este ano poderão ser readequados e reapresentados.

Visibilidade da Convenção

Diante do reduzido volume de recursos disponíveis e da dificuldade de captação de novos recursos para o Fundo, os membros do Comitê discutiram a necessidade e as possibilidades de ampliar a visibilidade da Convenção junto à comunidade internacional. Mas, as propostas de adoção de um emblema ou logomarca da Convenção, por meio de um concurso internacional, e de nomeação de personalidades internacionais para divulgar o Fundo (a exemplo do que ocorre com outros Fundos, como o da Unicef), esbarraram justamente em seus altos custos. Assim, considerando que a prioridade para utilização dos parcos recursos disponíveis é o financiamento de projetos oriundos dos países mais necessitados, o Comitê adiou a discussão sobre a adoção de um emblema. Ficou decidido, também, que cada país membro da Convenção poderá nomear uma ou várias personalidades para divulgar a Convenção e contribuir para a captação de recursos para o Fundo Internacional da Diversidade Cultural. Espera-se, ainda, que todos os países parte da Convenção colaborem com propostas inovadoras, não apenas de captação de recursos, mas para dar visibilidade ao acordo.

Comentários

No que diz respeito ao Fundo Internacional da Diversidade Cultural, considerando-se que as contribuições são voluntárias, diversos países – dentre os quais o Brasil – têm enfrentado dificuldades técnicas e burocráticas para a transferência de recursos à Unesco. Embora este não seja o único motivo para o reduzido volume de recursos captados até agora, este é mais um dos elementos que apontam para a necessidade dos países membros da Convenção desenvolverem estratégias inovadoras neste sentido. Uma possibilidade é a realização de campanhas junto aos próprios artistas e produtores culturais sensíveis à questão da diversidade cultural, pois, mesmo que eles só possam doar pequenas quantias, esse tipo de campanha contribuirá tanto para alimentar o Fundo quanto para ampliar a visibilidade da Convenção e de seus desafios.

O fato de grande número de projetos submetidos ao Fundo não ter sido recomendado pelo painel de especialistas por não se adequarem aos objetivos da Convenção, provocou uma discussão no Comitê sobre a necessidade das Comissões Nacionais e dos governos dos países membros da Convenção promoverem uma divulgação mais ampla do tipo de projeto que se pretende financiar. Infelizmente, a maioria dos membros do Comitê entende que projetos voltados para o fortalecimento de manifestações das culturas populares não são adequados a esta Convenção, porque ela seria voltada apenas para as expressões culturais, aí entendidas como indústrias culturais. Para a maioria dos membros do Comitê, as culturas populares devem ser tratadas apenas no âmbito da Convenção do Patrimônio Imaterial.

A posição do Brasil, nesta questão, é que as indústrias culturais só poderão refletir a diversidade cultural de cada país quando as manifestações responsáveis por essa diversidade estiverem presentes em sua produção, ou seja, no audiovisual, nos CDs e DVDs, nos livros, na Internet etc. Portanto, numa perspectiva de longo prazo, projetos que tenham como objetivo fortalecer as manifestações das culturas populares, qualquer que seja o país, estarão proporcionando condições para que elas venham a ter acesso à indústria cultural e para que esta possa refletir a diversidade cultural desse país, ao invés de copiar fórmulas e conteúdos de culturas hegemônicas.

Em relação à ausência de projetos brasileiros a serem financiados pelo Fundo, tendo em vista as dificuldades atualmente enfrentadas para alimentá-lo, a delegação brasileira no Comitê entende que os projetos elaborados por ONGs nacionais poderão ser financiados pelo Fundo Nacional de Cultura, que vem sendo fortalecido pelo governo brasileiro, com a criação do Procultura (em substituição à Lei Rouanet), que prevê um Fundo Setorial para a Diversidade Cultural, e também pelo Fundo Cultural do Mercosul, que está sendo criado pelo países do bloco. Assim, os recursos do Fundo Internacional continuarão a financiar, prioritariamente, projetos dos países mais necessitados.

A próxima reunião do Comitê Intergovernamental da Convenção será realizada em dezembro de 2011, mas antes disso, em junho, ocorrerá a Conferência das Partes, quando deverão ser validadas as decisões do Comitê.

No próximo artigo, falarei sobre as diretrizes operacionais elaboradas pelo Comitê Intergovernamental para os artigos 9, 10 e 19 da Convenção. Dentre essas decisões, a mais relevante é, sem dúvida, a que trata dos relatórios a serem fornecidos à Unesco, pelos países membros da Convenção, quatro anos após sua adesão, sobre as medidas que vem adotando em relação à proteção e à promoção da diversidade de suas expressões culturais.

*Giselle Dupin é Coordenadora de Articulação, Formulação e Conteúdo da Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura, e Ponto Focal do Brasil para a Convenção sobre a Proteção e a Promoção da Diversidade das Expressões Culturais.]]>

COMPARTILHAMENTO DAS INFORMAÇÕES E TRANSPARÊNCIA (ARTIGO 9)

O artigo 9 da Convenção trata do intercâmbio de informações e transparência, e prevê a obrigatoriedade de todos os países membros entregarem à UNESCO, a cada quatro anos, um relatório sobre as medidas que vêm sendo adotadas para proteger e promover a diversidade das expressões culturais em seu território e em nível internacional. O Comitê aprovou o formato e conteúdo desse relatório, que deverá, em um máximo de 20 páginas mais anexos, fornecer informações qualitativas e quantitativas, além de análises sobre como, porque, quando e com que impacto as medidas foram tomadas.

Dentro do espírito do artigo 11 da Convenção, os países Parte deverão favorecer a participação da sociedade civil na preparação dos relatórios, que incluirão informações sobre a maneira como a sociedade civil participou de sua elaboração.

Os relatórios serão recebidos pela Secretaria da Convenção, que se encarregará de elaborar resumos analíticos a serem transmitidos ao Comitê e à Conferência das Partes, antes de serem disponibilizados a todos os membros. De acordo com o calendário estabelecido, o Brasil deverá apresentar seu primeiro relatório em abril de 2012.

EDUCAÇÃO E SENSIBILIZAÇÃO DO PÚBLICO (ARTIGO 10)

O Comitê trabalhou, também, na regulamentação do artigo 10 da Convenção, sobre a necessidade dos países que integram a Convenção favorecerem e desenvolverem a compreensão da importância da proteção e da promoção da diversidade das expressões culturais, especialmente por meio de programas de educação e de sensibilização do público. O conteúdo dessas diretrizes convida os membros a:

1) promover uma abordagem integrada e a reforçar os laços entre cultura e educação, tanto em termos de políticas e programas quanto em termos de instituições;

2) promover uma cooperação entre os poderes públicos e a iniciativa privada no desenvolvimento de programas para a juventude;

3) integrar a diversidade das expressões culturais nos programas escolares adaptados aos contextos e culturas locais;

4) investir recursos na elaboração de diferentes suportes pedagógicos e tipos de instrumentos de sensibilização do público, contando com a participação dos artistas;

5) reforçar as capacidades dos professores e sensibilizá-los sobre a diversidade das expressões culturais;

6) associar os jovens à coleta e à difusão de informações sobre a diversidade das expressões culturais em suas comunidades;

7) promover campanhas e programas especializados em todo tipo de meios de comunicação de massa, e encorajar a criação de uma rede de jornalistas especializados em cultura;

8) incentivar as televisões e rádios comunitárias.

A título de exemplo de ferramenta educativa, a Secretaria da Convenção exibiu o projeto “Diversidade – o Jogo da Criatividade”, desenvolvido pela Universidade de Girona, na Espanha, com apoio da UNESCO. Trata-se de um jogo educativo voltado para jovens de 12 a 16 anos, sobre os valores e princípios da Convenção. Disponível apenas em espanhol, o jogo pode ser acessado aqui .

TROCA, ANÁLISE E DIFUSÃO DA INFORMAÇÃO (ARTIGO 19)

Complementares às do artigo 9, as diretrizes operacionais do artigo 19 definem as medidas a serem tomadas para assegurar a troca, análise e difusão de informações, estatísticas e melhores práticas sobre a proteção e promoção da diversidade das expressões culturais.

Assim, os países Parte da Convenção são encorajados a desenvolver infra-estruturas de coleta de dados e de informação em escala nacional; a promover ações visando a trocar, analisar e difundir informações e dados em seu território, contando com a colaboração da sociedade civil; e a partilhar informações, conhecimentos e expertise, inclusive sobre melhores práticas, nos níveis internacional, regional e sub-regional.

Por sua vez, a Secretaria da UNESCO ficou encarregada de elaborar e alimentar uma base de dados sobre especialistas que participam da implementação da Convenção nos países membros, e a promover trocas internacionais de informações e melhores práticas, especialmente por meio de fóruns de discussão online.

Os membros do Comitê receberam informações, durante uma sessão especial sobre ferramentas de coleta de dados, a respeito o papel do Instituto de Estatística da UNESCO (ISU), estrutura mundial e permanente destinada a coletar informações estatísticas. Como muitos países ainda enfrentam dificuldades para produzir dados estatísticos sobre a produção e consumo de bens e serviços culturais, devido às especificidades da cultura, e como estes dados foram considerados importantes para a avaliação da diversidade cultural no cenário internacional, o ISU foi convidado pelo Comitê a produzir guias de formação e manuais de metodologia estatística, em várias línguas e adaptados às diferentes necessidades e competências dos grupos de países.

A próxima Conferência das Partes, que acontecerá em junho de 2011, deverá decidir se deve atribuir ao Comitê o mandato de elaborar diretrizes operacionais para os artigos 20 e 21, que tratam, respectivamente, das relações com outros acordos internacionais e da consulta e cooperação internacional em outros foros internacionais. Também na pauta dessa próxima reunião estará a renovação, por meio de eleição, da metade dos membros do Comitê Intergovernamental.

COMENTÁRIOS

O Brasil figura entre os países que necessitam apresentar à UNESCO, no início de 2012, um relatório completo sobre a implementação da Convenção. Tendo em vista a complexa elaboração deste, a perspectiva é dedicar todo o ano de 2011 à busca e organização de informações e dados estatísticos sobre o tema.

O formato de relatório aprovado pelo Comitê Intergovernamental permite afirmar que se trata de um trabalho que vai exigir a coordenação entre diversas áreas do Ministério da Cultura e mesmo de outros Ministérios, como o das Comunicações e o do Comércio Exterior, já que o relatório deverá incluir informações sobre as medidas tomadas em relação a: políticas culturais que favoreçam a promoção da diversidade das expressões culturais em relação à sua criação, produção, distribuição, difusão e fruição; a cooperação internacional; a integração da cultura enquanto elemento estratégico nas políticas de desenvolvimento e nos programas de assistência em todos os níveis (local, nacional, regional e internacional); a proteção das expressões culturais ameaçadas; a sensibilização e participação da sociedade civil; e os principais resultados obtidos e os desafios encontrados na implementação da Convenção. No quesito sobre os resultados obtidos, será necessário indicar as principais fontes pesquisadas, bem como dados sobre: o contexto geográfico; a exportação e importação de bens e serviços culturais; a produção cultural e a distribuição de filmes, programas de rádio e televisão, livros, música e outros; o consumo e a fruição cultural; a conectividade e infra-estrutura de telecomunicações, etc.

Considerando-se que a Convenção atribui ao Ponto de Contato a reunião de todos esses dados e a redação do relatório, observo que estamos vivendo um momento de transição governamental que definirá a manutenção ou alteração desse Ponto de Contato, bem como a definição de uma estrutura capaz de cumprir satisfatoriamente a tarefa que se apresenta.

*Giselle Dupin é Coordenadora de Articulação, Formulação e Conteúdo da Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura, e Ponto Focal do Brasil para a Convenção sobre a Proteção e a Promoção da Diversidade das Expressões Culturais.]]>

O país preparou-se internamente, reunindo os ministérios da Cultura e das Relações Exteriores num Grupo de Trabalho que estudou e articulou uma posição a ser levada aos encontros intergovernamentais, ocorridos na UNESCO. Durante essas reuniões, o Brasil compôs o Comitê de Redação, sugeriu metodologias de trabalho e se articulou com outras nações em desenvolvimento.

Segundo relatos dos gestores do MinC, o posicionamento do Brasil em favor da Convenção exerceu forte influência nos países africanos e latinos. Esse peso político do país na arena internacional estava respaldado por um trabalho anterior de análise feito pelo GT, bem como pela participação ativa durante as reuniões. Um adicional para esta relevância do Brasil foi a presença do artista mundialmente reconhecido, Gilberto Gil, como ministro de cultura. O próprio Gil em entrevista afirmou que, "sem dúvida o ministro-artista tinha um papel incrível nessa história toda". Essa posição do Brasil frente às demais nações e também em articulação com o grupo de países formado pela União Européia e Canadá, auxiliou no desequilíbrio da disputa com os Estados Unidos durante essas reuniões, logrando a aprovação do texto.

Países que têm em seu território uma diversidade de expressões culturais perceberam que essa era uma oportunidade para avançar na era global. Trazendo um enfoque diferenciado acerca da Convenção, com relação à defesa dos direitos das minorias e das populações tradicionais o Brasil parece ter surgido com o discurso certo para convencer nações que estariam no mesmo patamar de desenvolvimento que o seu.

Assim, em sua estratégia de negociação, o Brasil trouxe para cena seus principais interesses em relação à Convenção, privilegiando alguns aspectos do texto, a saber:

a) O direito dos Estados de proteger e promover a diversidade de seus conteúdos e suas expressões culturais;
b) A afirmação da especificidade dos bens e serviços culturais e;
c) O princípio de que as políticas culturais na esfera internacional devem favorecer o fortalecimento da economia da cultura dos países em desenvolvimento por meio de maior isenção no mercado internacional.

Com relação à defesa dos princípios da autonomia dos Estados na elaboração de suas políticas culturais, cabe lembrar que o MinC, desde o princípio da gestão Lula / Gil, em 2003, definiu o Estado como ente promotor e estimulador do desenvolvimento cultural da sociedade. A partir de políticas públicas de cultura o Estado consegue criar condições de acesso, produção, difusão, preservação e livre circulação; regular as economias da cultura para evitar monopólios, exclusões e ações predatórias; bem como consegue democratizar o acesso aos bens e serviços culturais. Além desse argumento em favor das políticas culturais, com a aprovação da Convenção o MinC teria respaldo político de peso internacional às ações e reformas implementadas nessa gestão.

Também era de interesse do Brasil, bem como para outras nações, o reconhecimento da especificidade dos bens e serviços culturais. Isto daria uma segurança jurídica para formulação de novas políticas relativas ao desenvolvimento da economia do setor cultural, inclusive no que se refere aos direitos autorais.

Uma visão ampliada da cultura não poderia estar separada do potencial de geração de riqueza e de empregos apresentado pelo setor. Desse modo, convinha também ao Brasil reivindicar o estabelecimento de um terreno no qual a cooperação internacional ajudasse a construir um cenário de trocas culturais em mercados mais equilibrados.

A homogeneização e a padronização da produção cultural, que está na raiz da questão da luta pela defesa da diversidade cultural, vêem-se confrontadas pela nova Convenção, na medida em que se reconhece a necessidade de fortalecer e estimular a emergência de indústrias culturais nacionais, bem como a difusão da diversidade nos meios de comunicação, o livre intercâmbio e a circulação de ideias e expressões culturais. Este aspecto da Convenção é de particular interesse das potências culturais emergentes, como o Brasil.

Por fim, pode-se afirmar que, com a Convenção aprovada, o Brasil obteve o êxito esperado. No entanto, para atingir plenamente os interesses que motivaram o país a defendê-la, a ratificação do texto é apenas o primeiro passo. A Convenção traz novos desafios ao MinC, tanto com relação à continuidade e desenvolvimento das ações relativas à dimensão identitária da cultura como, sobretudo, na promoção de políticas referentes à dimensão econômica da diversidade cultural. Resta-nos, enquanto sociedade civil, acompanhar e cobrar do Ministério uma atuação efetiva em prol da proteção e promoção da diversidade cultural.

*Giuliana Kauark é Mestre em Cultura e Sociedade (UFBA, 2009) e membro do Fórum Mundial U40 para a Diversidade Cultural. Atualmente é Diretora de Espaços Culturais da Fundação Cultural do Estado da Bahia e professora do curso de especialização EAD em Gestão Cultural do SENAC Bahia.]]>

A diversidade cultural foi invocada pela primeira vez no contexto das relações entre cultura e desenvolvimento, definidas pela UNESCO no histórico Relatório Nossa Diversidade Criadora. Segundo este documento, a manutenção e promoção das diferentes culturas presentes no mundo é condição necessária ao desenvolvimento harmonioso das sociedades, através do respeito à democracia e à tolerância.

Um princípio básico deste enfoque sobre a diversidade é o respeito a todas as culturas, a incorporação das minorias nacionais, cujo desejo é de seguir sendo sociedades distintas em relação à cultura majoritária e dos grupos étnicos, que buscam por reconhecimento de sua identidade étnica, com instituições e leis mais permeáveis às diferenças culturais.

Numa acepção contemporânea, a diversidade cultural torna-se um mecanismo para manter a distinção das culturas nacionais diante do que é concebido como tendências gerais de homogeneização cultural da globalização. Este conceito, então, não reitera um regime de manutenção das diferenças a todo custo, mas possibilita a transformação produzida por misturas entre as culturas. Cabe indicar que a diversidade aqui tratada tanto se refere às relações entre os Estados, como também dentro deles. Desse modo, a diversidade articula-se com as idéias de democracia cultural e das novas formas de cidadania.

Nesta perspectiva, a diversidade cultural pode ser compreendida tanto como um modo de conseguir integração social, mas também um elemento das agendas das democracias culturais.

A outra dimensão da diversidade cultural que tem sido amplamente debatida é seu entendimento como um princípio representante das necessidades para um intercâmbio equilibrado de bens e serviços culturais entre Estados e culturas.

Esse enfoque tem como contexto uma mudança na economia mundial que, no século 21, está baseada, sobretudo, em conhecimentos tecnológicos e científicos, na informação, no aproveitamento dos conhecimentos tradicionais e também nas indústrias culturais.

Preocupações sobre a globalização, liberalização do mercado e diversidade cultural têm-se articulado no atual discurso político internacional. Essas preocupações têm origem e concentram-se principalmente no impacto das novas estruturas de governo internacional, desenvolvimentos tecnológicos e arranjos econômicos na organização e regulação da mídia audiovisual.

Atrelado a isso, a dificuldade em estabelecer regras para regulamentar o comércio de bens e serviços culturais é reflexo ainda da complicada diferenciação entre estes. A definição das atividades, bens e serviços culturais é fruto não somente de uma política cultural, mas também da alta dos valores desses no mercado. Os europeus afirmam que os negociadores dos Estados Unidos, do GATT e da OMC definiram os bens culturais (filmes, programas de televisão, gravação sonoras ou em vídeos, livros etc.) como mercadorias com o intuito de gerar cada vez mais lucros aos grandes conglomerados transnacionais do entretenimento.

Apesar da idéia de cultura não encaixar com facilidade nas categorias conceituais próprias da negociação comercial, sua definição em bens ou serviços tem importantes conseqüências econômicas e comerciais. Duas dessas conseqüências são bastante comuns quando se trata de diversidade cultural: uma refere-se à questão do acesso a mercados, o domínio exportador dos conglomerados da indústria cultural, a submissão dos países aos tratados internacionais e às formas de negociação do comércio de bens e serviços culturais ainda embrionários e discordantes sobre este tipo de "produto". Outra conseqüência, mais relacionada ao campo político, diz respeito à possível ameaça que os produtos culturais estrangeiros trazem à identidade nacional.

É necessário, portanto, desenvolver os elos entre cultura e comércio (ou cultura e economia), favorecendo assim a forma dos países de intervirem em mercados culturais para promover a sustentabilidade da produção nacional, assim como de promoverem um intercâmbio equilibrado entre culturas. Nesses termos, é papel do Estado desenvolver políticas públicas necessárias para a preservação e a promoção da diversidade cultural.

*Giuliana Kauark é Mestre em Cultura e Sociedade (UFBA, 2009) e membro do Fórum Mundial U40 para a Diversidade Cultural. Atualmente é Diretora de Espaços Culturais da Fundação Cultural do Estado da Bahia e professora do curso de especialização EAD em Gestão Cultural do SENAC Bahia.]]>
 
Em palestra para professores da PUC Minas, o professor da Universidade de São Paulo, Lino de Macedo, maior autoridade brasileira na utilização de jogos na educação, fez uma distinção muito esclarecedora a respeito do ensino e da aprendizagem. Segundo ele, os jogos são ferramentas muito eficientes na aprendizagem dos estudantes, mas, para o ensino, eles não conseguem dar conta de todo um conteúdo.
 
O que ele quis dizer com isso? Muitas vezes os professores se sentem incomodados com utilização de jogos no dia-a-dia das escolas, porque existe um resquício das velhas formas com que se encarava a educação. Por isso, esses profissionais não ficam à vontade com a ideia de que seus alunos não precisam de fórmulas para vencer porque o importante é enfrentar o desafio com espírito de luta e sem medo de perder. 
 
Ensinar ao aluno como conseguir a vitória é matar a alma do jogo. E muitos programas de utilização de jogos na escola cometem esse erro. Um exemplo disso é o programa Mente Inovadora, adotado por centenas de escolas brasileiras. Trata-se de um método desenvolvido em Israel, com a clara intenção de desenvolver fórmulas para fazer os alunos pensarem. 
 
O jogar por si só já desenvolve capacidades cognitivas como raciocinar na busca dos meios para atingir um fim; organizar vários elementos para uma finalidade; identificar e avaliar situações futuras próximas; prever possíveis conseqüências de atos próprios e alheios e ainda exercitar a tomada de decisão frente a um fato concreto.
 
Experiências recentes comprovam que os estudantes que nunca praticaram jogos têm dificuldades no aprendizado que os que praticaram não apresentam. O papel dos professores, nesse momento, passa a ser o de orientar e supervisionar a utilização dos jogos por seus alunos.
Não se trata de ensinar as estratégias e raciocínios inerentes a cada um dos exemplares.  Mas pode-se sugerir e avaliar soluções diante de situações que encaminham para a vitória.
Dessa forma, eles estarão contribuindo para o desenvolvimento do raciocínio lógico dos estudantes e estimulando que cada um deles vença o desafio de pensar para agir com sucesso. E esse conhecimento certamente será levado para a sala de aula auxiliando o professor a assegurar o aprendizado de seus alunos.
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Com o advento dos Brics, o Brasil tem um grande desafio à sua frente: como se tornar um verdadeiro protagonista tendo em vista a concorrência internacional cada vez mais acirrada em todos os setores. Há pouco tempo, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) constatou que a indústria de games em nosso país está patinando e realizou uma chamada pública para o desenvolvimento de pesquisa científica para consolidar as informações acerca dessa indústria e contribuir para o desenho de instrumentos e ações políticas industriais e tecnológicas para o setor. Na maioria das vezes, esse tipo de iniciativa governamental tende a considerar que tecnológico só se refere ao desenvolvimento de softwares ou hardwares. Mas, se olharmos no dicionário, a palavra tecnologia se refere à aplicação dos conhecimentos científicos à produção em geral. 

 

Ora, o Brasil tem contribuições a dar que, por se referirem a uma tecnologia não ligada à informática, quase nunca são contempladas por programas de incentivo e financiamentos públicos. E, tendo em vista a dificuldade que o país enfrenta para competir de igual para igual com Estados Unidos, China e outros países em áreas da tecnologia da computação, deveríamos buscar alternativas. Dentre essas, nosso país possui um tesouro inexplorado que pode ser o seu diferencial na luta: a diversidade de sua cultura e de seu povo. Com os europeus, por exemplo, temos muito mais afinidades em relação a costumes e tradições que os chineses ou os indianos. Dessa forma, esses povos demonstram maior empatia com inovações desenvolvidas por nós do que por esses outros povos. 

 

Portanto, idéias criativas e inovadoras podem surgir muito mais de fontes subjetivas que do conhecimento teórico sobre computadores e afins. Para tanto, devíamos explorar o tesouro decorrente de nossa história ligada a povos tão diversos e que trouxeram para nosso país conhecimentos e costumes diferenciados e, praticamente, únicos em termos mundiais. O povo brasileiro muitas vezes tem a falsa ilusão de que os outros países são muito mais tecnológicos do que são na realidade. Um episódio que exemplifica isso de forma clara me aconteceu recentemente. Conversando com um produtor da rede inglesa de televisão BBC sobre as imagens do projeto Jogos Indígenas do Brasil, que a Origem realizou no ano de 2003, disse a ele que não se tratava de um material em alta definição, o que, para mim, seria um empecilho à sua utilização nos dias de hoje. E fiquei realmente surpreso ao ser informado que, raramente, a televisão inglesa produz nessa tecnologia mais avançada. 

 

No Brasil, tudo tem que ser de tecnologia de ponta, senão será considerado ultrapassado. Em reuniões com professores para falar sobre a importância do jogo para o desenvolvimento do aprendizado entre os alunos, muitas vezes, vemos que eles questionam a utilização de jogos de tabuleiro em suas escolas por considerarem que a vez é dos jogos eletrônicos. Sendo que a maioria absoluta dos estabelecimentos de ensino de nossa rede privada e pública está muito longe de contar com a infra-estrutura necessária para a implantação de projetos informatizados. 

 

É como se fosse necessário abandonar a utilização de livros porque a vez é dos tabletes. Num país em que a grande maioria de escolas não conta com a existência de uma biblioteca, o salto direto para um ensino que só se preocupa com a inclusão digital, sem o desenvolvimento da base do conhecimento armazenado em livros é preocupante e muito questionável. Em relação à produção de games existem contribuições a serem dadas em termos de conteúdo que não são necessariamente ligadas ao desenvolvimento do software em si. Em minha pesquisa para a redação de dissertação de mestrado em Interações Midiáticas, ficou evidente que muitos jogos disponíveis para serem jogados on line, através da web, pecam pela total falta de contextualização de suas práticas presenciais. 

 

O Mancala, que é um jogo milenar e com uma história muito interessante que abrange povos de todo o continente africano e asiático, com respingos na história da América, está disponível para ser jogado na web sem qualquer explicação sobre sua prática presencial. Dessa forma, um jogo tradicionalmente praticado com o uso de estratégia, por falta de informação a esse respeito, corre o risco de se tornar um mero instrumento de sorte. A diversidade cultural do povo brasileiro pode ser um bom diferencial que transforme o nosso país em produtor das mais diversas áreas ligadas ao conhecimento humano. E nos inscrever definitivamente como um B maiúsculo no mundo em que os Brics serão os motores do crescimento mundial. 

 

 
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Escreverei sobre jogos. Mas, como o assunto é a diversidade, irei abordar tanto aqueles que foram criados milhares de anos antes de Cristo até os da atualidade que invadiram os computadores e podem ser acessados pela internet. Os jogos apareceram quando apareceu a civilização e, seja onde for que ela floresceu, brotaram de forma autenticamente integrada à cultura de cada povo em particular.

 

Primeiramente surgiram jogos no Egito e na Mesopotâmia. Os fenícios cultuavam como símbolo de seu povo o tabuleiro de um jogo. China, Índia, Pérsia. Todos criaram jogos. Grécia e Roma, Europa medieval e moderna. Na América do Norte, no século XX, a cultura dos jogos proliferou de tal forma que o Banco Imobiliário, Monopoly em inglês, vendeu mais de 200 milhões de unidades em todo o mundo.

 

Hoje em dia a indústria dos games movimenta mais dinheiro do que a do cinema. Joga-se em casa, no trabalho, na rua e na televisão. Mais atualmente ainda, a internet tratou de conectar jogadores de todas as partes do mundo. E, para surpresa de muitos estudiosos, não se concretizou a hipótese de que no futuro o homem só jogaria contra máquinas.

 

O fato de que, nos jogos online, duas pessoas utilizam a mediação do computador para jogar através de uma conexão via internet, vem consolidar a vocação de agregadores dos jogos, recupera sua função socializante e cumpre sua missão de propagadores de conhecimento e cultura.

 

Os jogos podem ser usados também para desenvolver habilidades cognitivas importantes para o aprendizado e mesmo para a saúde das pessoas. E isso com pouco esforço por estarem diretamente ligados à experiência diária das pessoas. Seria interessante que pessoas de diversas culturas pudessem praticar os seus jogos junto a pessoas de outras culturas para dessa forma transmitirem todo um legado de experiências diversificadas.

 

Nesse aspecto, o Brasil é um país privilegiado pela quantidade de diferenças, mas muito ainda tem que ser feito para que elas se transformem em diversidade. Fazem parte do conhecimento de nosso povo, jogos tão diversos quanto os povos que o compõem e, portanto, existem tribos indígenas que até hoje praticam o Jogo da Onça.

 

Da mesma forma, embora ainda não exista nenhuma pesquisa que o comprove, podemos acreditar que se pratiquem jogos em todas as comunidades de imigrantes que povoam nosso país. Sendo assim, é muito provável que os japoneses joguem o Go e os chineses o Mah Jong em São Paulo. Os ucranianos do Paraná devem praticar o jogo de Damas e o Xadrez. Os judeus do Amazonas com certeza têm o Dreidel entre suas atividades tradicionais e os portugueses do Rio de Janeiro ainda conhecem o nosso jogo da velha pelo nome de Jogo do Galo.

 

Dos africanos, existe registro de que o jogo nacional de diversos países daquele continente era praticado no porto de Salvador nos anos 30 do século passado, mas atualmente nenhuma comunidade de seus descendentes parece conhecer o Mancala. O que comprova que a sociedade brasileira, apesar da grande variedade de informações culturais presentes em comunidades isoladas, não promove a divulgação dessa diversidade de forma a transformá-las em atributos culturais de nosso povo.

 

A utilização de jogos pode ser muito interessante para difundir essa noção de diversidade. Afinal, brincando e se divertindo, as pessoas depreendem informações com muito maior facilidade e passam a considerar como seus os mais diversos atributos culturais que em outras atividades lhes soariam distantes e inescrutáveis.

 

Prova disso é o projeto da Oficina do Pensar e Agir que a Origem Jogos e Objetos e o Instituto Gerson Sabino vêm promovendo junto a escolas públicas e privadas em Belo Horizonte, com grande adesão dos estudantes, que aprendem a prática de jogos de todas as partes do mundo e de todos os tempos, e de professores, que são capacitados para a utilização desses jogos em atividades extracurriculares, uma poderosa ferramenta no desenvolvimento de habilidades que serão importantes também na sala de aula.

 

Os jogos estimulam pelo menos cinco capacidades do desenvolvimento cognitivo: de raciocinar na busca dos meios para atingir um fim; de organizar vários elementos para uma finalidade; de identificar e avaliar situações futuras próximas; de prever possíveis conseqüências de atos próprios e alheios e de exercitar a tomada de decisão frente a um fato concreto. Ao lidar com a imaginação, a atenção e a concentração, os jogos estimulam também o espírito de investigação e desenvolvem a criatividade e a memória. Por outro lado, é uma atividade recreativa completa, que permite às pessoas assumirem atitude própria, daí obtendo plena integração ao grupo social.

 

No que tange às dimensões éticas e morais, a prática do jogo reforça a formação do caráter, desenvolvendo a paciência, a prudência, a perseverança, a autoconfiança, o autocontrole e sublimando a agressividade. Enfim, os jogos são um testemunho importante das diversas formas de cultura e o Brasil tem um verdadeiro tesouro nacional na diversidade dos jogos conhecidos em seu território. Só falta difundir isso e tornar esse material um instrumento de desenvolvimento de nosso povo através da educação dos jovens de nosso país.

 

*Maurício de Araújo Lima é diretor e pesquisador da Origem Jogos e Objetos, jornalista com mestrado em Interações Midiáticas pela PUC Minas.
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- Do Brasil, respondi-lhe.

Imediatamente, o velho levantou-se, veio em minha direção, tomou minha mão e sorrindo começou a gritar:

- Brasil! Brasil! Pelé! Pelé!

Então, puxou um banco, convidou-me a sentar com ele e contou-me, visivelmente emocionado, que vira o Santos derrotar o Benfica por 5 x 2, com uma exibição de gala de Pelé, que marcou 3 gols, na final do Mundial Interclubes, em 1962, em Lisboa. Encantara-se, desde então, pelo Brasil. Claro, por conta de Pelé, do futebol.
Não quis receber pelo refrigerante. Ficava por conta de Pelé. E arrematou, na despedida:

- Pelé, sim, este é um verdadeiro rei.

Confesso que, ainda que surpreso com a reação do velho suazi, não cheguei a me dar conta do significado do ocorrido. Segui viagem.

Só muitos anos depois, já de volta ao Brasil, após os onze longos anos que passei em Moçambique, a ficha caiu. Apaixonado por futebol, torcedor doente do Esporte Clube Bahia (meu tricolor, não posso deixar de lembrar, foi campeão da Taça Brasil de 1959 ganhando, na final, justamente, do Santos de Pelé), jamais parara para pensar sobre o futebol. Ir à Fonte Nova (o estádio projetado pelo arquiteto baiano Diógenes Rebouças, inaugurado em 1951 e que já está sendo demolido graças à insensibilidade dos governantes, mais interessados na Copa de 2014 do que na preservação de um dos mais importantes marcos da arquitetura moderna da Bahia), gritar "baêa, baêa, baêa" em meio à torcida tricolor, bater um baba de rua ou na quadra do colégio, era mais que suficiente, dispensava-me de pensar, de refletir sobre o futebol.

Sim, pensar sobre futebol. Compreender que sermos o país do futebol é algo que está acima das mazelas e desmandos que campeiam para além das arquibancadas e das quatro linhas do gramado. É algo que mereceria o cuidado indispensável a qualquer patrimônio cultural mas que, desgraçadamente, não acontece.

E foi exatamente isso que o velho suazi me ensinou: ver o futebol como expressão cultural, como o gesto mais grandioso do povo brasileiro para o mundo. Não fora Pelé, o futebol, e jamais o Brasil ocuparia lugar no afeto daquele homem.

P.S. Uma leitura indispensável para quem queira compreender o lugar do futebol na formação sócio-cultural brasileira: Veneno remédio: o futebol e o Brasil (Companhia das Letras, 2008), de José Miguel Wisnik. Mais que um livro, um gol de placa.

*Paulo Miguez é graduado em Ciências Econômicas pela Universidade Federal da Bahia - UFBA (1979), mestre em Administração (UFBA, 1995) e doutor em Comunicação e Cultura Contemporâneas (UFBA, 2002). Atualmente é Professor do Instituto de Humanidades, Artes e Ciências da UFBA e do Programa Multidisciplinar de Pós-Graduação em Cultura e Sociedade (UFBA) e pesquisador do CULT - Centro de Estudos Multidisciplinares em Cultura (UFBA).]]>

É que, fenômeno trans-histórico e transcultural, portanto, com presença garantida em qualquer sociedade e a qualquer tempo, a festa, entre nós, adquiriu uma importância que merece destaque, lugar de honra. Tem a prerrogativa da ancianidade na formação do nosso corpo de cultura. É uma espécie de "comissão de frente" da aventura brasileira. Lá atrás, desde tempos pré-brasílicos, nossos índios, entre uma guerra e outra, festejavam a rodo. Na sequência, a colonização engrossou o caldo aportando procissões e cortejos, que faziam a gala do catolicismo ibérico-barroco, inclusive ameaçando com o fogo do inferno quem oussasse não festejar. Acrescente-se aí o rico espírito festivo trazido pelas culturas africanas, que aqui fizeram do território da festa uma estratégia de resistência aos horrores da escravidão. O que resultou daí foi um mosaico de festas e celebrações que em trânsito intenso e tenso entre o sagrado e profano configuram, desde sempre, a vida brasileira. Podemos afirmar pois, e sem medo de errar, que a festa é a "prova dos nove" do modo de vida brasileiro, a mais viva e vibrante expressão da nossa diversidade cultural.

Algumas inflexões contemporâneas, contudo, ao alcançarem, em força, nosso diversificado repertório festivo põem na ordem do dia, e em regime de urgência, a necessidade de políticas públicas dedicadas às festas. Com efeito, processos que entrelaçam espetacularização midiática, turismo e práticas mercantis, presentes em larga escala nas nossas grandes festas públicas, a exemplo do carnaval e do ciclo de festas juninas do Nordeste, não podem ser enfrentados exclusivamente pela vitalidade e capacidade de renovação que são próprias do tecido cultural destas festas.

Não se trata, evidentemente, de insistir-se numa perspectiva que, fundada num romantismo estéril, imagina ser possível preservar a (falsa) pureza das tradições do carnaval, das festas juninas ou de qualquer outra celebração festiva que marca a cena brasileira. Ao contrário, aqui, o caminho a ser trilhado deve ter como baliza a compreensão expressa pela Convenção sobre a Proteção e Promoção da Diversidade das Expressões Culturais, aprovada em 2005, pela UNESCO, de que os bens culturais comportam uma dupla natureza, ou seja, são expressões do universo simbólico e possuem, também, uma dimensão econômica.

Nessa medida, podemos dizer que as festas se oferecem, hoje, como um terreno privilegiado para o Estado por em prática políticas de proteção e promoção da diversidade cultural brasileira. Políticas que, por exemplo, acionem instrumentos de regulação do mercado da festa, promovendo práticas na direção de uma economia de base mais solidária e menos competitiva; que estabeleçam mecanismos para uma governança democrática que seja capaz de incluir todos os atores que fazem e gozam a festa; e que, especialmente, estimulem o diálogo entre a tradição dos festejos e a renovação e experimentação do festejar. No mais, é deixar que a festa corra solta e que continue sendo a nossa mais generosa tradução como povo e cultura.

*Paulo Miguez é graduado em Ciências Econômicas pela Universidade Federal da Bahia - UFBA (1979), mestre em Administração (UFBA, 1995) e doutor em Comunicação e Cultura Contemporâneas (UFBA, 2002). Atualmente é Professor do Instituto de Humanidades, Artes e Ciências da UFBA e do Programa Multidisciplinar de Pós-Graduação em Cultura e Sociedade (UFBA) e pesquisador do CULT - Centro de Estudos Multidisciplinares em Cultura (UFBA).]]>

Em maio de 2010, na cidade de Montreal (Canadá), ocorreu o I encontro do "Fórum U40 América", que envolveu produtores, advogados, comunicadores, agentes do poder público e pesquisadores de cultura e comunicação de 11 países do Norte, Sul e Centro América, em fase de "média-carreira", com o intuito de discutir e propor ações para a implementação dos objetivos da Convenção da UNESCO para a proteção e a promoção da diversidade das expressões culturais, no âmbito do continente americano.

Organizado pela Federação Internacional das Coalizões para a Diversidade Cultural em parceria com a Coalizão Canadense para a Diversidade Cultural, a reunião é consequência e continuidade regional de um fórum mais amplo, iniciado junto com à Comissão Alemã para a UNESCO, em junho de 2009, o Fórum Mundial U40 (under-40 aged cultural professionals - profissionais de cultura com menos de 40 anos).

Assuntos abordados

Foram elencados três pontos principais para aprofundamento durante o Fórum. Foram estes:

reafirmação da cultura como pilar para o desenvolvimento sustentável;
Junto ao meio ambiente, à economia e à educação,  a cultura dos povos deve ser colocada no centro das políticas públicas dos países, no intituito de promover um desenvolvimento sustentável baseado na diversidade (e não na hegemonia) dos modos de viver.

estratégias para uso das novas tecnologias no sentido da promoção e proteção da diversidade cultural; Quais os modelos de uso das novas tecnologias que podem ampliar o diálogo e aproximar as culturas e de que maneiras podemos diminuir a distância do acesso à informação e o conhecimento, que hoje demonstram também aumentar ainda mais o abismo entre os chamados países de primeiro e de terceiro mundos.

a relação da Convenção da Diversidade com outros fóruns internacionais.
Os artigos 20 e 21 da Convenção tratam da coordenação internacional dos países para a promoção da Convenção em outros fóruns e afirmam que o documento não se encontra em posição de sobreposição nem se subordinação a outros documentos internacionais. Devemos, portanto, encontrar formas de garantir a implementação destes artigos, fazendo com que a Convenção esteja presente nos mais diversos acordos estabelecidos entre os Estados Partes em que se faça necessário apontar para a promoção e proteção da diversidade das expressões culturais.

Os três pontos foram abordados a partir de ações a serem tomadas pelos Estados, pela sociedade civil e pelo próprio "Fórum U40 América" (veja abaixo links que dão acesso aos encaminhamentos tirados neste I Encontro).

Jovens na formulação de políticas públicas

Sábia a decisão da Comissão Alemã e da Coalizão Canadense, de envolver profissionais em média-carreira para participar da discussão sobre a Convenção da Diversidade.

Os profissionais de média-carreira participam do processo, por um lado conhecendo a Convenção, seu histórico e detalhes (artigos etc), ajudando a disseminar os objetivos deste instrumento pelo mundo e por outro contribuindo com novas ideias, ajudando a Convenção a se renovar e se atualizar, tanto no campo das novas tecnologias quanto nos demais aspectos relacionados à mudança de gerações.

Encaminhamentos Fórum U40 Américas

Para acompanhar o encaminhamento do Fórum, que seguirá com grupos de trabalho para desenvolver os pontos a que se propôs, veja o documento final e acesse maiores detalhes através do site do Fórum Mundial U40, Coalização Canadense para Diversidade Cultural e Federação Internacional das Coalizões para a Diversidade Cultural.]]>

Embora sem direito a voto, estas organizações têm direito a voz durante a reunião e buscam influenciar as decisões dos Países Membros nos processos de decisão do Comitê. De acordo com Jurema Machado, Coordenadora de Cultura da UNESCO no Brasil, "(a Convenção da Diversidade Cultural) é a primeira das Convenções da UNESCO aberta à participação de organismos multilaterais, inclusive organizações do setor privado e, principalmente, da sociedade civil. Essas são inovações que levam a mecanismos e modalidades ainda não experimentadas pela UNESCO até então (BARROS, José Márcio (org). Diversidade Cultural: da proteção à promoção, 2008)". Isso significa que ainda temos muito o que avançar no que se refere à participação da sociedade civil nos mecanismos de trabalho do sistema das Nações Unidas.

A pauta definida pela Conferência das Partes, em junho, para o mandato do Comitê (de 2 anos, ou seja, 2009 a 2011) incluiu desde a definição de estratégias para ampliar o número de ratificações da Convenção (com maior atenção para as regiões ainda menos representadas, como países árabes, África e Oceania), passando por mecanismos de divulgação da mesma, como definição de um logotipo e eleição de embaixadores (pessoas de renome vinculadas ao tema da diversidade cultural) que levem a mensagem da Convenção pelo mundo afora, até sugestões de como implementar o Fundo, como utilizar a verba até agora arrecadada e como funcionaria a equipe de experts que irá avaliar e selecionar os projetos que serão apoiados. Além destes pontos, o mandato inclui a discussão sobre os Artigos 9, 10 e 19 da Convenção, que tratam sobre troca de informações entre os Países Partes e sobre o relatório quadrienal que cada país deve enviar à UNESCO, contendo informações sobre as ações que executou relativas à proteção e à promoção da diversidade cultural. Todos os encaminhamentos feitos pelo Comitê devem, em seguida, ser aprovados pela Conferência das Partes, que funciona como a "assembléia geral" da Convenção.

O Comitê expressou o anseio de que mais 35 ou 40 países ratificassem a Convenção até o ano de 2013 (principalmente das regiões menos representadas). Em relação ao Fundo, foram escolhidos 6 experts (mais 6 suplentes) que deverão analisar os projetos recebidos durante o primeiro ano de experimentação de uso da verba arrecadada até o momento (70% do total de R$2.100.000,00 aproximadamente, existente no Fundo).

As pautas relativas aos Artigos 9, 10 e 19, além da eleição de embaixadores, da escolha de um logotipo para a Convenção e mecanismos inovadores sobre como arrecadar orçamento para o Fundo, ficaram para a próxima reunião ordinária do Comitê, que deve ocorrer no final de 2010. Em 2011, portanto, na próxima Conferência das Partes, o Comitê deverá submeter à "assembléia" as sugestões que terá levantado ao longo do seu mandato.

Dessa maneira, mostra-se importante que os agentes da sociedade civil, que estejam trabalhando em prol da proteção e da promoção da diversidade das expressões culturais, fiquem atentos às decisões que nossos representantes governamentais estão tomando no âmbito das reuniões oficiais da UNESCO, acompanhando os relatórios finais dos encontros da Convenção, onde se pode encontrar, também, as relatorias detalhadas que contém a fala de cada país, as discussões que ganharam espaço e os encaminhamentos realizados.

O Fundo está com verba muito limitada, no que diz respeito à abrangência para a qual ele foi criado. Pude ouvir de alguns delegados presentes na reunião que o apoio a projetos deverá ser focado nos países mais pobres, como os africanos, asiáticos e latino-americanos. Para o Brasil ter projetos entre os apoiados pelo Fundo, neste momento, creio que terão que ser propostas de ações de alta relevância e que considerem situações que demonstrem grande prioridade em comparação a situações encontradas em outras partes do mundo. O Brasil, tendo melhorado sua imagem internacional, sendo visto atualmente como uma potência econômica e em forte crescimento, acabou "caindo" no ranking de prioridades de alguns fundos europeus de investimento em países em desenvolvimento. Ainda assim, creio ser importante que, para aqueles que buscam financiamento internacional, outras fontes existentes devam ser verificadas pois, na maioria das vezes, possuem mais verba do que hoje possui o Fundo da Diversidade (informações deste tipo podem ser encontradas, por exemplo, em Lab for Culture ou no site do Divercult.

Outro ponto que deve ganhar atenção dos agentes culturais da sociedade civil é o relatório quadrienal que o Ministério da Cultura deverá emitir proximamente, no que diz respeito às ações realizadas tanto pelo governo quanto pela sociedade civil, para a proteção e promoção da diversidade das expressões culturais. Muitas ações podem e devem ser incluídas neste documento, mostrando para o país e para o mundo a importância dos agentes sociais para o real alcance dos objetivos estabelecidos nos fóruns internacionais.

Além da execução destas pautas mais urgentes, claro, é fundamental a continuidade e a qualificação das ações da sociedade civil, atentando para o trabalho em rede, o compartilhamento de informações, a conexão de projetos com outras ações similares, ocasionando num fortalecimento destas atividades e a aceleração do processo de defesa da diversidade cultural, impedindo que a variedade de modos de vida e de símbolos possam se tornar inatingíveis, passando a fazer parte, apenas, do nosso passado.

Para obter informações mais detalhadas sobre a última reunião Intergovernamental da Convenção da UNESCO sobre a Diversidade Cultural, assim como a respeito de como obter recursos através do Fundo da Diversidade Cultural, o relatório oficial da reunião pode ser obtido em inglês e francês através do site da Convenção, clicando aqui!

*Piatã Stoklos Kignel é membro do Fórum Mundial U40 e representante dos membros da América Latina e Caribe, do U40, na 3a reunião ordinária do Comitê Intergovernamental da Convenção da UNESCO para a Proteção e a Promoção da Diversidade das Expressões Culturais.]]>
 
Nesse complexo momento de insegurança, em que não conhecemos e nem sabemos como será o novo cenário político cultural, é importante lembrarmos o que ficou consolidado para não mais se perder e, mais que isso, saber exatamente de onde veio essa consolidação e se a mesma se deu de fato. 
 
A agenda política, obviamente depende do jogo político, mas a mobilização da sociedade civil também pode gerar efeitos junto a agenda, e esse fortalecimento é algo que inegavelmente se deu na área da cultura, prova disso é a participação nas conferências de cultura, onde não apenas profissionais da área estiveram presentes, mas também o público alvo, ou seja, o cidadão.
 
Inegável é que nos últimos anos tivemos várias conquistas da área cultural, dentre elas a construção de um Plano Nacional de Cultura, a realização de conferências municipais, estaduais e federais para ouvir as demandas, discussões sobre os mecanismos de incentivo à cultura, principalmente a renúncia fiscal, as discussões para definição dos direitos culturais, bem como um maior incentivo e investimento para produção de conhecimento na área cultural, permitindo pesquisar mais, escrever mais e exigir mais. Houve uma preocupação em fortalecer as bases da política cultural brasileira através do PNC, funcionando como uma orientação para criação de planos, programas e projetos; ampliando, para fins de políticas públicas, o conceito de cultura, tratando-a do ponto de vista simbólico, econômico e cidadã; dentre várias outras coisas que perpassa o limite de governo, passa a ser políticas de Estado.
 
Essa conquista é que não pode ser perdida, as políticas de Estado, mas infelizmente as discussões sobre as políticas culturais ainda não foram pauta dos debates dos presidenciáveis, pois a cultura se encontra à margem das políticas, ainda é tratada como um meio e não como um fim.

As questões são: o que continua? O que é imprescindível permanecer? O que se deve mudar? Qual o canal de comunicação teremos com o novo ministério? O que ficou de permanente?

Nesse momento estamos reconstruindo a história das políticas culturais do país, muito prejudicada pelo nosso processo de colonização em função do autoritarismo e da ausência de políticas e preocupações na área da cultura, o que permaneceu durante todo o período de República.

Assim, verificamos que se faz necessário de fato fortalecer o processo de construção das políticas públicas culturais para que elas não sejam políticas de gabinete e sim políticas discutidas e negociadas com o setor cultural e com a sociedade civil, consumidora final da cultura, emanando do povo, e por isso permanecendo independentemente de governos, ou seja, conquistando sua estabilidade.]]>

Os Direitos Culturais, além de serem direito s humanos previstos expressamente na Declaração Universal de Direitos Humanos (1948), no Brasil encontram-se devidamente normatizados na Constituição Federal de 1988 devido à sua relevância como fator de singularizarão da pessoa humana. Como afirma Bernardo Novais da Mata Machado, "os direitos culturais são parte integrante dos direitos humanos, cuja história remonta à Revolução Francesa e à sua Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão (1789), que sustentou serem os indivíduos portadores de direitos inerentes à pessoa humana, tais como direito à vida e à liberdade." (MACHADO, 2007).

Fato é que a cultura reflete o modo de vida de uma sociedade, além de interferir em seu modo de pensar e agir, sendo fator de fortalecimento da identidade de um povo e indubitavelmente de desenvolvimento humano. Conforme afirma José Márcio Barros, a "cultura refere-se tanto ao modo de vida total de um povo - isso inclui tudo aquilo que é socialmente aprendido e transmitido, quanto ao processo de cultivo e desenvolvimento mental, subjetivo e espiritual, através de práticas e subjetividades específicas, comumente chamadas de manifestações artísticas" (BARROS, 2007, pag.).

Nesse sentido, com o intuito de garantir o direito à cultura, assim diz a Constituição:
"Art. 215. O Estado garantirá a todos o pleno exercício dos direitos culturais e acesso às fontes da cultura nacional, e apoiará e incentivará a valorização e a difusão das manifestações culturais.

§ 1.º O Estado protegerá as manifestações das culturas populares, indígenas e afro-brasileiras, e das de outros grupos participantes do processo civilizatório nacional.

§ 2.º A lei disporá sobre a fixação de datas comemorativas de alta significação para os diferentes segmentos étnicos nacionais."

Conforme verifica-se, o constituinte mostrou-se preocupado em garantir a todos os cidadãos brasileiros o efetivo exercício dos direitos culturais, o acesso às fontes da cultura nacional e a liberdade das manifestações culturais.

Partindo desse ponto, vemos que é dever do Estado garantir a todos o pleno exercício dos direitos culturais. Mas quais são esses direitos culturais?

Como afirma Bernardo Novais da Mata Machado, "Os direitos culturais são parte integrante dos direitos humanos, cuja história remonta à Revolução Francesa e à sua Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão (1789), que sustentou serem os indivíduos portadores de direitos inerentes à pessoa humana, tais como direito à vida e à liberdade." (MACHADO, 2007). Porém, os direitos culturais sofrem hoje diversas limitações em função de políticas públicas ineficazes ou inexistentes, bem como limitações decorrentes da legislação dos Direitos Autorais, esses também considerados como Direitos Culturais.

Fato é que o legislador não expressou quais são os princípios constitucionais culturais, porém, os mesmos podem ser classificados como, "o princípio do pluralismo cultural, o da participação popular na concepção e gestão das políticas culturais, o do suporte logístico estatal na atuação no setor cultural, o do respeito à memória coletiva e o da universalidade" (SANTOS, 2007).

Políticas de efetivação do direito de acesso à cultura:

Conforme constante da Constituição Federal de 1988 é papel estatal financiar atividades culturais que garantam a preservação da diversidade das manifestações culturais. O instrumento mais significativo, ou mais utilizado, é a Lei Rouanet e seus mecanismos como o Fundo Nacional de Cultura, os Fundos de Investimento Cultural e Artístico, e o Mecenato Federal. Neste breve estudo trataremos apenas do último.

Através da apresentação de projetos ao Ministério da Cultura (MinC) via Lei Rouanet, a sociedade civil poderá propor projetos que cumpram determinados requisitos previstos em lei para posterior busca de recursos através de incentivo fiscal.

Porém, ao pleitear recursos via Lei Rouanet, por exemplo, o proponente tem que ter ciência que esses valores devem ser utilizados para fins públicos, pois trata-se de verba pública.

O art. 1º da Lei 8.313/1991, art. I, afirma que uma das finalidades do PRONAC, programa nacional de Apoio à Cultura, é "contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais".

Importante ainda destacar dois requisitos para aprovação do projeto junto ao MinC, fatores esses que devem demonstrar o caráter de política pública, ou seja, que deixem claro seus mecanismos de acessibilidade e  mecanismos de democratização do acesso. Os primeiros são definidos pelo MinC como:

"medidas para garantir o acesso de pessoas com mobilidade reduzida ou deficiência física, sensorial ou cognitiva e idosos, condição de para utilização, com segurança e autonomia, de espaços onde se realizam atividades culturais ou espetáculos artísticos, bem como a compreensão e fruição de bens, produtos e serviços culturais."

E são considerados mecanismos de democratização de acesso:

"ações a serem incluídas na proposta, conforme a natureza desta, que tenham como objetivo promover igualdade de oportunidades ao acesso e fruição de bens, produtos e serviços culturais, bem como ao exercício de atividades profissionais. Democratizar o acesso pressupõe atenção a camadas da população menos assistidas ou excluídas do exercício de seus direitos culturais por sua condição social, etnia, deficiência, gênero, faixa etária, domicílio, ocupação."

Dessa forma, vemos que hoje já há uma tendência para que o dinheiro público seja utilizado para fins públicos e não apenas para fins de marketing cultural do mercado, como de fato esse mecanismo funcionou por vários anos afio, o que significa uma mudança de postura do Governo, bem como da sociedade civil, que passou a exigir critérios mais claros e obviamente mais rígidos para concessão de verba pública.

O Plano Nacional de Cultura

Ainda visando dar efetividade aos preceitos constitucionais, foi firmada uma parceira entre poderes executivo e legislativo buscando o fortalecimento e a valorização da diversidade cultural brasileira e a responsabilidade do Estado sobre a formulação e implementação de políticas de universalização do acesso à produção e fruição cultural, o chamado Plano Nacional de Cultura (PNC). O plano conterá as diretrizes para cultura no país para os próximos dez anos e será o instrumento dos trabalhadores da cultura para pensar e executar políticas culturais como ações dos três entes políticos e não só de governo.

Segundo o MinC, "o Plano Nacional de Cultura tem por finalidade o planejamento e implementação de políticas públicas de longo prazo para a proteção e promoção da diversidade cultural brasileira . Diversidade que se expressa em práticas, serviços e bens artísticos e culturais determinantes para o exercício da cidadania, a expressão simbólica e o desenvolvimento socioeconômico do País."

Hoje, ainda em processo de formulação, o Plano Nacional de Cultura do governo Lula se configura pelos diversos debates e Seminários, realizados em todos os Estados brasileiros, que visam discutir com a sociedade civil os rumos que essa política deve assumir. A perspectiva é que o novo PNC seja aprovado e comesse a ser implementado a partir de 2009, orientando os planos regionais.

Deve ser destacada a efetiva participação dos Municípios no Plano Nacional de Cultura, que visa dar acesso à população menos favorecida, aos que estão na ponta, como ocorre por exemplo com o sistema educacional e suas instancias, ou mesmo com o SUS, apostando em um Sistema Público de Cultura, integrando União, Estado e Municípios.

A filósofa Marilena Chauí nos ensina que cabe ao Estado, "assegurar o direito de acesso às obras culturais produzidas, particularmente o direito de fruí-las, o direito de criar as obras, isto é, produzi-las, e o direito de participar das decisões sobre políticas culturais" (CHAUÍ, 2006).

Porém, caso o PCN não alcance o município ele não terá eficácia e o quadro atual da cultura não irá se alterar, pois é o município quem encontra-se próximo ao cidadão, pois é nas cidades que existem as periferias onde as diferenças de acesso à cultura explicitam-se. Como afirma Marilena Chauí:

"a política cultural definida pela idéia de cidadania cultural (...) se realiza como direito de todos os cidadãos, direito a partir do qual a divisão social das classes, ou luta de classes, possa manifestar-se e ser trabalhada porque, no exercício do direito à cultura, os cidadãos, como sujeitos sociais e políticos, se diferenciam, entram em conflito, comunicam e trocam suas experiências, recusam formas de cultura, criam outras e movem todo o processo cultural" (CHAUÍ, 2006).

Portanto, atualmente existe sim o interesse de todos os setores em aumentar a efetividade do direito de acesso à cultura, prova disso é a elaboração em conjunto do Plano Nacional de Cultura e de suas diretrizes, que conta com a participação dos três entes, do Poder Executivo Federal, Legislativo, e o mais importante, da sociedade civil.

A partir de agora, também compete aos cidadãos, assim considerados os sujeitos de direitos e deveres, acompanharem o processo de criação, discussão, aprovação e, principalmente, implementação do plano, para que o direito fundamental constitucionalmente garantido seja efetivamente fruído por quem de direito.

*Sheilla Piancó é assessora jurídica do ODC, professora do Pensar e Agir com a Cultura e sócia da empresa Diversidade Consultoria e Consultora.

Bibliografia:

BARROS, José Márcio. "Diversidade Cultural e Desenvolvimento Humano - Curso de Gestão e Desenvolvimento Cultural Pensar e Agir com Cultura, Cultura e Desenvolvimento Local 2007".

CHAUÍ, Marilena. "Cidadania cultural: O direito à cultura". São Paulo: Editora da Fundação Perseu Abramo, 2006.

BRASIL. Constituição (1988). "Constituição da República Federativa do Brasil": promulgada em 5 de outubro de 1988. Organização do texto: Juarez de Oliveira. 4. ed. São Paulo: Saraiva, 1990. (Série Legislação Brasileira).

BRASIL. Ministério da Cultura (MinC). www.cultura.gov.br . Acesso em 25 fev. 2009
PLANO NACIONAL DE CULTURA (PNC): Diretrizes Gerais. Disponível em www.cultura.gov.br . Acesso em 25 fev.2009.

MACHADO, Bernardo Novais da Mata. "Direitos Culturais e Políticas para a Cultura - Curso de Gestão e Desenvolvimento Cultural Pensar e Agir com Cultura, Cultura e Desenvolvimento Local 2007"....?

MORAES, Alexandre de. "Direito Constitucional". São Paulo: Atlas, 2008.
Silva, José Afonso. Curso de Direito Constitucional Positivo. 15ª ed. São Paulo: Ed Malheiros, 1998

Tânia Maria dos Santos, Direito à Cultura na Constituição Federal de 1988, Editora: Verbo Jurídico, 1ª edição, 2007, Porto Alegre.]]>
Por Leandro Lopes

Poucas pessoas sabem aproveitar seu cotidiano e sua cidade para perceber o mundo. Mesmo as que nascem em lugares culturalmente privilegiados e riquíssimos. Poucas, mesmo com anos de estudos, poderiam afirmar com propriedade que em um território fronteiriço, as culturas se permeiam de tal modo que torna impossível se dizer onde começa uma e onde termina a outra. Márcia Raquel Rolon, 40, nascida e criada em Corumbá no Mato Grosso do Sul, sabe.

E, embora pareça, não é uma conclusão fácil. Para se perceber em um lugar onde Brasil, Paraguai e Bolívia se encontram e se dividem ao mesmo tempo, é necessário treinar um olhar. Caso contrário, tudo parecerá absolutamente normal. Tudo parecerá que basta atravessar uma ponte, uma rua, uma estrada e estaremos em outro país. Aliás, é a percepção de muitos dos moradores da "Capital do Pantanal", como é conhecida a cidade.

Márcia Rolon não. Filha de "peão de campo", aos cinco anos vivia caminhando pelo pantanal, sentindo o cheiro das águas e da terra molhada. Aos sete, começou anualmente a passar os Janeiros em São Paulo; aos 18, foi morar no Rio de Janeiro; aos 21, em Campo Grande, mas desde 2005, decidiu voltar à terra natal e fez o inevitável: começou mestrado em Estudos Fronteiriços, na Universidade Federal do Mato Grosso do Sul.

Formada em Educação Física, Márcia Rolon é também bailarina, recebendo em 2007 a "Medalha do Mérito Artístico" do Conselho Brasileiro da Dança. Considera-se uma Taquarizana (nascida na beira do Rio Taquari, no Pantanal do Paiaguás) e, atualmente, é Gestora do Programa Sociocultural do Instituto Homem Pantaneiro - MS. O ODC convidou então Márcia para uma conversa sobre Diversidade Cultural, dança e, claro, fronteiras.

ODC - A primeira pergunta é simples e, ao mesmo tempo, complexa: o que é diversidade cultural?
Márcia Rolon - É a herança cultural que cada indivíduo carrega e compartilha com seu grupo. É a maneira endógena de criar, cultivar e cultuar diferentes formas de se expressar e dialogar com o outro. Tomo meu território como exemplo, são brasileiros, bolivianos, paraguaios, árabes, palestinos, guatós, brasiguaios, bugres, pantaneiros que se organizam conforme a sua concepção de moral, crenças e costumes. Porém, todos ocupam o mesmo palco, algumas vezes apresentam movimentos simétricos, homogêneos, outras vezes há uma grande assimetria criativa que apresenta um espetáculo de variedades, onde o respeito, a tolerância e a convivência são primordiais.

ODC - Em novembro do ano passado, você participou de uma mesa no Seminário da Diversidade Cultural, do Ministério da Cultura, que tratava de "Diversidade Cultural e Sociedade Civil". Resume o que foi abordado na mesa e de que forma ela pode ter ajudado para enriquecer o debate?
MR - Foram apresentadas ações concretas da Sociedade Civil que vem ao encontro dos artigos 10 (Educação e Conscientização Pública) e 11 (Participação da Sociedade Civil) da Convenção sobre a Proteção e Promoção da Diversidade das Expressões Culturais. A mesa enriqueceu o debate porque mostrou como transformar propostas em realizações. Mostrou como a sociedade civil organizada pode mobilizar e conscientizar, educar e propiciar uma cultura de paz. E ainda, respeitar e incentivar a cultura local.

ODC - Como a educação e a sociedade civil podem participar da implementação da Convenção?
MR - O primeiro passo é conhecer a Convenção, seus princípios e objetivos. Os Seminários cumprem esse papel, mas cabe ao poder público local, às instituições educacionais, às organizações da sociedade civil disseminar informações para que a sociedade se reconheça na Convenção. Quando isso acontecer, a Convenção passa do estágio discursivo para o estágio ativo.

ODC - Quais são os pontos desse tema que precisam amadurecer? Como isso pode ser feito, na sua visão?
MR - A relação educação/sociedade, para então conquistar os objetivos da Convenção. Educação e sociedade devem caminhar no mesmo sentido promovendo ações de mão dupla. Programas educacionais devem ser implantados tendo a convenção como plataforma metodológica. Cabe à educação reconhecer e celebrar a diversidade cultural presente no espaço educacional e no seu território. Cabe à educação estimular e fomentar a criatividade e as expressões culturais da sociedade. Cabe à educação promover um intercâmbio com a sociedade. Cabe à educação dialogar com a sociedade. Cabe à sociedade sensibilizar a educação. Cabe à sociedade: educar.

ODC - A Sociedade Civil, de um modo geral, sabe da importância de compreender a Diversidade Cultural?
MR - Não. Ações educativas e culturais devem ser difundidas, proporcionando acesso a todos de maneira igualitária. A Sociedade Civil deve ter consciência de que faz história conquistando espaço, conquistando liberdades com autonomia, tendo consciência do papel de cada um, respeitando e louvando a diferença ou continuará a espera de uma mudança exógena. Ocorrerá mudança dessa maneira?

ODC - Você atualmente faz pesquisas em Estudos Fronteiriços. Pois bem, culturalmente falando, é possível perceber onde uma cultura começa e onde uma cultura termina? O que é bom e o que é ruim nisso?
MR - Em um território fronteiriço, as culturas se permeiam, é difícil dizer onde é o começo e onde é o fim. Conceituo o SER FRONTEIRIÇO como indivíduos protagonistas da história do tempo presente. Indivíduos que, a exemplo da fronteira Brasil/Bolívia, Corumbá/Puerto Quijarro, vivem em uma fronteira simbólica, viva, na qual interagem diferentes tradições culturais. No espaço onde está Brasil e Bolívia, se encontram os idiomas, as comidas, as danças e outras manifestações culturais no dia a dia, reelaborando essas mesmas manifestações, criando mestiçagens e, logo, criando identidades fronteiriças nesta fronteira que resume colorações e emoções possibilitando novos olhares para a sua funcionalização. Porém, há uma linha geográfica e cultural que insiste em manter as culturas distantes e distintas. Isso é ruim, pois impede a troca, o diálogo e o respeito. Os homens são semelhantes e distintos nesse cenário, estando tão perto e tão longe. Conhecer e compreender o outro, aumenta a capacidade de interpretação e de criação, esse é o lado bom da convivência.

ODC - Uma fronteira geográfica ajuda ou atrapalha a promoção da Diversidade Cultural de um povo?
MR - Ajuda! O contato com a diferença faz encontrar o novo, evita as certezas e permite que o novo aconteça e desperte a sensibilidade na diferença.

ODC - A dança é uma boa representação de Diversidade Cultural no Brasil? Por quê?
MR - Sim. Porque em cada canto do Brasil pulsa uma dança em forma de manifestação cultural, de representação identitária. Catira, siriri, samba, xote, chamamé entre tantas outras formas de dançar, dialogam e re-criam-se de acordo com o movimento da nossa cultura.

ODC - De que forma a dança ajuda a observar a Diversidade?
MR - A dança observa a diversidade dançando a diversidade. O experimentar contribui com o respeitar. Fazer o papel do outro. Tomar emprestado o movimento do outro é trazer o outro para o seu espaço, é compartilhar a memória, é fazer história, é permitir que o outro contribua com a sua própria história. A dança celebra a diferença e fortalece a semelhança, que é o simples prazer de sentir a liberdade de ser e dançar, independente de que dança eu danço.

ODC - Para encerrar, o mundo seria melhor se houvesse mais iniciativas para o fomento a diversidade cultural?
MR - Com certeza! Guerras contemporâneas persistem por não respeitarem a diferença. Por acreditarem que imposição justapõe a conciliação. Cabe a todos nós mobilizar e transformar o tempo presente.]]>
Do portal da Assembleia Parlamentar da França
Durante a realização da Conferência Inter-Parlamentar sobre a Diversidade das Expressões Culturais na Cidade de Québec, nos dias 2 e 3 de fevereiro de 2011, a diretora geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura – UNESCO, Irina Bokova, deu entrevista para o portal da Assembleia Parlamentar da França. A pauta foi, claro, a Convenção sobre a Proteção e a Promoção da Diversidade das Expressões Culturais. Confira!

Cinco anos após a criação da Convenção, é possível dizer por que alguns Estados ainda não a ratificaram?
Bokova: A Convenção adotada em 20 de outubro de 2005, entrou em vigor em março de 2007. Até o momento, 116 Partes (115 Estados e da União Européia) ratificaram, cobrindo todas as regiões geográficas, embora a Ásia-Pacífico e países árabes não são adequadamente representados.

Como Diretora Geral da UNESCO, eu enfatizo a importância da ratificação deste instrumento normativo. A questão é como educar e convencer os Estados. O Comitê Intergovernamental para a Proteção e a Promoção da Diversidade das Expressões Culturais, adotou em 2009, um plano de ação para incentivar a ratificação e alcançar um melhor equilíbrio geográfico.

Que conclusões você tira em relação as ações que se seguiu à adoção da Convenção? Quais deles você acha mais importante?
IB: A participação em um instrumento jurídico internacional tem sempre repercussões a nível nacional, no domínio legislativo. Até agora os resultados são positivos. O Fundo Internacional para a Diversidade Cultural, pilar da cooperação internacional, vai financiar os primeiros projetos em 2011. As diretrizes operacionais, que são uma espécie de plano prático a aplicação da Convenção, estará concluído em Junho de 2011. Quanto à partilha de informações e melhores práticas, as Partes devem apresentar relatórios sobre as medidas tomadas para a proteção da diversidade e apresentar os seus relatórios para o efeito a cada quatro anos.

Há uma grande lacunda entre as preocupações do Norte e do Sul em relação à Convenção. Você pode esclarecer como esta Convenção é considerada por alguns e por outros?
IB: É normal que os países membros da Convenção tenham preocupações diferentes, devido ao grau de desenvolvimento das indústrias culturais e políticas de cada um. O componente da cooperação internacional visa que os países cujas expressões culturais encontram-se em perigo ou com falta de recursos, possam contar com a solidariedade internacional para apoiar a criação, produção, difusão e distribuição de suas expressões culturais.

A Convenção é, no fundo, uma resposta às desigualdades entre os Estados. Principalmente na questão da capacidade de proteger e promover a diversidade das expressões culturais. Os artistas e outros profissionais da cultura, bem como bens e serviços culturais nos países em desenvolvimento podem e devem se beneficiar desse instrumento e, quando necessário, buscar apoio em outros países.

O que está em jogo no Fundo Internacional para a Diversidade Cultural?
IB: O principal objetivo do fundo é promover o surgimento de um setor cultural dinâmico como um fator de desenvolvimento sustentável e a redução da pobreza. Esta meta requer recursos consideráveis e participar, pois suas contribuições são voluntárias. O Fundo está vastamente sub fornecido. 254 pedidos de financiamento foram recebidas este ano por US$ 44 milhões, enquanto os recursos do fundo atinge apenas US$ 3 milhões. Apelo, portanto, para os Estados, convidando-os a contribuir para este fundo.

Sob sua liderança, a UNESCO parece mais comprometido do que nunca com a Convenção. Que mensagem você entrega para os Estados e agências de financiamento para reconhecer o investimento na cultura como fator essencial para o desenvolvimento sustentável?
IB: A cultura é uma alavanca poderosa para o desenvolvimento e desempenha um papel fundamental na concretização dos objetivos do milênio.

A Convenção é o primeiro instrumento jurídico em que o vínculo entre cultura e desenvolvimento ocupa um lugar central, tanto como uma alavanca de retransmissão para o crescimento econômico, quanto para o desenvolvimento sustentável.

Além do apoio financeiro, quais são as medidas que os Estados  do Norte pode tomar para facilitar o desenvolvimento no Sul?
IB: Por exemplo, os países poderão adotar medidas destinadas a facilitar a mobilidade dos artistas e outros profissionais da cultura, especialmente por um sistema flexível de vistos de curta duração e também pode reforçar a capacidade dos países através de redes e intercâmbio cultural entre artistas e profissionais, ou facilitar a transferência de tecnologia e know-how. As parcerias entre organizações públicas, privadas e sem fins lucrativos na Convenção.]]>

 

Por Leandro Lopes

 

Fernando Vicário tem formação em Jornalismo e Ciências da Informação, nasceu e cresceu na Espanha, mas boa parte da sua vida manteve o olhar na cultura dos países latinos-americanos. Fez dessas observações do terceiro mundo, seu principal foco de estudo. Hoje, roda o mundo traçando esses diagnósticos, ministrando cursos e palestras. É Diretor de Cultura da Organização dos Estados Ibero-Americanos – OEI – e membro da International Federation of Arts Councils and Culture Agencies – IFACCA.

 

Esteve no Brasil diversas vezes em 2010. Em uma delas, participando de uma mesa-redonda no “Cultura e Pensamento – Juventude e Ativismo”, evento organizado pela ONG Contato, em Belo Horizonte, no início de agosto. Desde então, o Observatório da Diversidade Cultural vem mantendo contato e fez uma entrevista com o pesquisador por e-mail. Vicário fala de acesso à informação e conhecimento, detalha como os meios possibilitam e incentivam ou não-incentivam a promoção da diversidade cultural e como se ter conteúdo de qualidade nos veículos comunicacionais. 

 

Observatório da Diversidade Cultural – A temática proposta na mesa da qual o senhor participou no Cultura e Pensamento - Juventude e Ativismo, em Belo Horizonte, afirmava que os meios de comunicação possibilitaram o acesso à diversidade cultural. Isso é verdade?

Fernando Vicário – Em uma pequena porcentagem a mídia contribui para respeitar, compreender e viver com a diversidade cultural, sim. Apesar de termos poucos programas que mostram coisas diferentes dos padrões e poucos sites na qual a informação é diferenciada. Porém, eu queria diferenciar os conceitos: estes são os meios de informação e não de comunicação. A comunicação através da mídia é um pouco mais complexa e dá mais mostras da diversidade e da diferença, isso porque é feita por aqueles que procuram e aqueles que ajudam a encontrar. Quando há comunicação, há interação. Quando há informação, apenas uma das partes decide o que quer contar e a outra parte decide se quer ou não que contem. Por isso, tem que se ganhar audiência e as vezes se subestima o ouvinte unificando seus gostos. É mais fácil fingir que todos são iguais. Assim, os custos de produção são mais baratos. Isso porém, tem muitas consequencias negativas a longo prazo. 

 

ODC – Informação é o mesmo que conhecimento?

FV – Sem dúvida que para a construção do conhecimento, é essencial a informação. Porém, tão importante quanto é a compreensão do que é dito por meio da informação. É preciso analisá-la, sintetizá-la e assimilá-la. Depois de todo este processo, aí a informação se transforma em conhecimento. É muito semelhante ao que acontece com os alimentos. Se temos muita informação, mas não temos conhecimento, estamos apenas armazenando gordura nas nossas cabeças. Matérias que não nos servem e que vamos ter que se desfazer, em algum momento.

 

ODC – Quando é possível perceber que estamos sendo atolados de informação e estamos deixando de lado o conhecimento?

FV – Isso acontece quando você perde toda a capacidade de analisar, quando não mais distingue o que é bom e o que é ruim. O conhecimento pessoal é muito parecido com o sentimento. No final sempre sentimos através de uma série de hábitos cultuais que são nos impostos e que a gente adotou para nós mesmos. Nós inventamos a melhor forma de amar, de odiar, de beijar e de brigar. O teste final é quando as nossas ideias concordam 100% com a mídia que vemos, ouvimos ou lemos. 

 

ODC – Nesse processo de possibilitar acesso à diversidade cultural, as redes sociais têm alguma importância? São elas uma ferramenta que podem contribuir para isso?

FV – As redes sociais são uma maravilhosa invenção do século. É uma das mais completas e abrangentes ferramentas para trabalhar com o outro com qualidade, rapidez, eficiência e baixos custos. Claro que a ferramenta está definida e precisamos saber como usá-la e ter consciência das finalidades de se aproximar dela. Se for para manter contato com amigos, pode contribuir para se ter mais consciência da diversidade e da diferença, mas se a intenção foi alimentar outras preocupação, pode ser uma grande experiência. 

 

Eu recebo em minha rede várias propostas de pessoas que entendem de comunicação de uma maneira muito diferente de como eu a entendo. Isso me enriquece e me alimentou a capacidade de enfrentar e considerar outras medidas. As redes de hoje não são apenas grandes espaços de encontro virtual, nem apenas poderosas janelas abertas através do qual eu só tenho que olhar. As redes são espaços para a diversidade. 

 

ODC – Com a internet e o surgimento dessas novas possibilidades de interação e comunicação vem mudando a vida das pessoas. Nesse sentido, em que medida o acesso e a interação entre as diferentes culturas pode ou deve ser considerado satisfatório?

FV – As redes sociais e a internet podem ser ferramentas que nos servem ou pelas quais devemos servir. Se simplesmente se conectar à internet para ver o que está acontecendo dia após dia, vamos ser um daqueles que alimentam as estatísticas que servem as grandes empresas. Como em qualquer iniciativa, deve ser você e não a máquina, que deve explorar as possibilidades. Se você deixar a iniciativa para a máquina é muito provável que as chances de interação acabe sendo zero.

 

ODC – Por fim, quais os desafios e as possibilidades de articulação entre informação, comunicação e diversidade atualmente?

FV – O principal desafio é a coragem. Nenhum estado no espaço Ibero-Americano se atreveu a ir contra a grande mídia. É preciso dialogar, promover um debate aberto e franco e não duvidar da capacidade dos espectadores de tirar suas próprias conclusões. Para isso, o Estado e a sociedade precisam ser corajosos e se atreverem a perder poder, mas ganhar espaços para a divesidade, cidadania e o respeito. 
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SISTEMÁTICA

 

•     Aulas presenciais as terças e quintas-feiras de 19h às 22h (e uma sexta-feira, no dia 16/12). Chats marcados pelos professores de cada unidade.

•     De 01/09 à 20/12.

•     Local do curso: Sala de Educação Continuada da Fundação Clóvis Salgado – Av. Afonso Pena, 1537.

•     Vagas: 50

•     Forma da inscrição: Clique aqui e preencha o formulário

•     Período de inscrições: até 22 de agosto

•     O curso é gratuito para os selecionados 

•     Resultado da Seleção: será publicado no site no dia 29 de agosto e os selecionados serão comunicados por email

 

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO

 

CARGA HORÁRIA TOTAL: 117 h/aula

UNIDADE 1: 15h/aula presenciais + 6h/aula Ensino à Distância (EAD)

Professores: Isaque Ribeiro e Raquel Salomão

Módulo 1: Imersão Criativa 

Módulo 2: Trabalho Colaborativo e em Rede com a Cultura

 

UNIDADE 2: 15h/aula presenciais + 6h/aula Ensino à Distância (EAD)

Professores: José Márcio Barros e José Oliveira Junior

Módulo 3: Cultura, Diversidade e Desenvolvimento

Módulo 4: Planejamento Estratégico na Cultura I

 

UNIDADE 3: 15h/aula presenciais + 6h/aula Ensino à Distância (EAD)

Professoras: Sheilla Piancó e Priscilla D’Agostini

Módulo 5: Gerência de Programas e Projetos Culturais

Módulo 6: Mecanismos de Financiamento à Cultura

 

UNIDADE 4: 30h/aula presenciais + 12h/aula Ensino à Distância (EAD)

Professores: José Márcio Barros, José Oliveira Junior e Priscilla D’Agostini

Módulo 7: Planejamento Estratégico na Cultura II

Laboratório de projetos

 

ATIVIDADES COMPLEMENTARES: 

Atividades Coordenadas: 6h/atividade presenciais 

Palestras: 6h/atividade presenciais

 

 

DETALHAMENTO:

 

Módulos 1 a 7: compreendem a qualificação conceitual e de mobilização das capacidades locais. Em cada unidade, os alunos terão aulas presenciais, chats e fóruns propostos pelos professores no ambiente virtual do curso, e um trabalho de finalização baseado na análise de conjuntura abordada em sala.

 

Laboratório de projetos: Acompanhamento da elaboração de projetos e programas culturais de natureza pública e coletiva. Visa permitir a construção de competências para o processo de planejamento. Os alunos serão acompanhados por uma dupla de professores-orientadores.

 

Para participar do laboratório de projetos, os alunos passarão por um novo processo seletivo. Esta seleção se dará por meio de uma proposta de projeto que deverá ser enviada para o email secretaria@observatoriodadiversidade.org.br até o dia 23 de novembro e definidas em sala de aula no dia 24 de novembro. As propostas poderão ser enviadas individualmente ou por grupos de até 5 integrantes. A análise das propostas seguirá os seguintes critérios:

 - Relevância e pertinência da proposta dentro do contexto do município

 - Caráter coletivo da proposta

 - Caráter prioritariamente artístico-cultural da proposta 

 - Capacidade de viabilização da proposta

 

O aluno ou grupo não aprovado poderá ser inserido em outros grupos, desde que não ultrapassem cinco integrantes. O retorno sobre a aprovação das propostas será enviado via email para o(s) proponente(s) até dois dias antes do início das oficinas de projetos. 

 

Funcionamento do Laboratório de Projetos: Aulas presenciais e atendimentos virtuais dos projetos, através de email e chats na plataforma virtual do curso. Ao enviar email para os professores, os endereços de email de todos os integrantes do grupo devem estar copiados na mensagem.

 

Atividades Coordenadas e Palestras: A Atividade Coordenada é um horário reservado no calendário do curso para que os alunos possam se reunir para pesquisar, discutir e elaborar juntos os trabalhos solicitados pelos professores. No calendário estão previstas também Palestras com dirigentes da Fundação Clóvis Salgado e com a Gerência de Arte e Cultura da ArcelorMittal. Essas atividades também constarão no certificado.

 

 

FREQUÊNCIA E CERTIFICADO

 

A frequência será aferida por lista de presença assinada exclusivamente pelo participante. A falta de assinatura configura ausência à aula. As faltas não serão abonadas em nenhuma hipótese (pessoal ou profissional), pois a apreensão do conteúdo de cada aula pelo participante é fundamental para o processo formativo. Os certificados serão enviados por email aos participantes após o término das atividades. Para recebimento do certificado é necessário cumprir no mínimo 75% da carga horária total do curso. Os alunos que não comparecerem às primeiras duas aulas serão desligados do curso.

 

Baixe aqui o calendário


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[INSCRIÇÕES ENCERRADAS]

Inscrições para o seminário e oficinas – Através de preenchimento de formulário e envio para o email: inscricoes@observatoriodadiversidade.org.br .

Baixe aqui o formulário de inscrição.

PROGRAMAÇÃO

SEMINÁRIO

19 de maio

9 às 12 h – Oficinas

14h - Abertura com autoridades e parceiros

14h30 - MESA 1: Políticas públicas para a diversidade cultural

Mediação: José Márcio Barros
Convidados:
Marta Porto (MINC)
Eliane Parreiras (SEC MG) 
Thaís Pimentel  (FMC de BH);

17h - MESA 2:  Comunicação e conteúdos culturais: criatividade ou fast food midiático?

Mediação: José Oliveira Júnior (ODC)
Convidados:
Eduardo de Jesus  (PUC – Minas)
Marcus Bastos (PUC – SP)
Vincent Carelli  (Vídeo nas Aldeias - Brasil);

19h30: Coquetel de lançamento do livro “Diversidade e Desigualdade”

20 de maio

9 às 12 h – Oficinas

14 às 16 h – MESA 3: Educar para a diversidade

Mediação: José Oliveira Júnior (ODC)
Convidados:
Roberlei Panasiewicz  (PUC Minas)
Lorene dos Santos  (PUC Minas)
Macaé Evaristo (SMED BH) 
Rui Moreira  (SeráQ);

16:30 h – MESA 4: Diversidade cultural e economia criativa

Mediação: José Márcio Barros
Convidados:
Paulo Miguez  (UFBA-Brasil)
Isaura Botelho  (ODC-Brasil)
Claudia Leitão  (MINC- Brasil);

19h – Encerramento

OFICINAS
19 e 20 de maio, das 9h às 12h
Duração: 6 horas/atividade
Vagas: 40

1. Si ocê quisé vem

A oficina Si ocê quisé vem é uma das conclusões de uma investigação artística e estética iniciada com a pesquisa sobre os festejos relacionados à cultura afro brasileira, realizada pelo diretor artístico da Cia SeráQ., Rui Moreira, através do financiamento da Bolsa Vitae, especificamente sobre folclore afro mineiro. Garimpar para compreender essas manifestações populares junto ao seu público de origem foi um dos objetivos primordiais do projeto intitulado “Ês quiz q’eu isse co ês”, que quer dizer “Eles quiseram que eu fosse com eles”, pronunciado com um estilizado acento regional chamado de “mineirês”. Na oficina “Si ocê quisé vem”, o público é convidado a dançar e cantar as danças e canções patrimoniais e, também, a participar de jogos lúdicos envolvendo percussão corporal.

Rui Moreira: Paulista radicado em Belo Horizonte desde 1984. A carreira deste bailarino e coreógrafo é fortemente marcada por sua participação no Grupo Corpo, de Minas Gerais e nas companhias paulistanas Cisne Negro e Balé da Cidade de São Paulo. Atualmente, dedica-se à SeráQ. Companhia de Dança onde desde 1993 desenvolve criações a partir de pesquisas de linguagens cênicas tendo como mote principal as culturas populares do Brasil. Construindo repertório como coreógrafo ou como intérprete criador dirige e ou interage com atores, músicos, bailarinos, dançarinos populares, de street dance, poetas, vídeo makers, Djs, materializando uma linguagem gestual contemporânea.

Público Alvo: Interessados com idade mínima de 16 anos.
Local: Sala de Educação Continuada da Fundação Clóvis Salgado

2. Diversidade, intercultura e educação: uma perspectiva teórico-prática para o trabalho do docente

A oficina pretende fazer uma reflexão teórico-prática sobre a diversidade por meio da arte; trabalhar o teatro como ferramenta metodológica de inserção e “desaprisionamento” do olhar; pensar a sala de aula como um ambiente artístico-cultural por excelência e instrumentalizar educadores para o trabalho da arte como meio de socialização ou de “ressocialização”.

Gil Esper – Professor assistente da Faculdade de Comunicação, Artes e Letras da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD). Licenciado em artes cênicas pela Escola de Belas Artes da UFMG. Além de educador, é diretor, iluminador e cenógrafo de espetáculos teatrais. No campo da educação e diversidade, desenvolveu trabalhos de arte em ONGs, aulas de teatro e projetos artísticos em escolas públicas e particulares, minicurso para professores indígenas, no curso superior de licenciatura indígena da UFGD e participou, como colaborador, de um projeto artístico-pedagógico, também da UFGD, no Itamaraty, maior assentamento sem-terra da América Latina.

Público Alvo: Educadores e Artistas
Local: Sala de vídeo da Fundação Clóvis Salgado

SERVIÇO
Seminário Diversidade Cultural
Realização: Observatório da Diversidade Cultural 
Patrocínio: Arcelor Mittal e Lei Estadual de Incentivo à Cultura
Parceria: Transversal, Diversas, Fundação Clóvis Salgado, UNESCO, Minc e Observatório Itaú Cultural.
Produção: Aff! Comunicação e Cultura
Apoio: Museu Inimá de Paula - Rua da Bahia, 1021, Centro
Promoção: Rede Minas e Rádio Inconfidência
Inscrições para o seminário e oficinas: inscricoes@observatoriodadiversidade.org.br . Mais informações: (31) 3463-3141 / info@observatoriodadiversidade.org.br .
Vagas limitadas. Serão emitidos certificados.]]>

Aprofundamento Pensar e Agir com a Cultura 2011

Belo Horizonte

 
03/08 a 17/09
 
Quartas e quintas de 19h às 22h
Local: Sesc Laces JK (Sala 503)  - Rua Caetés, 603 - Centro
Sábados de 10h às 18h
Local: Palácio das Artes (Sala de Educação Continuada) – Av. Afonso Pena, 1537 – Centro
 
A atividade é gratuita para os selecionados
Inscrições: Preenchimento de Formulário disponível no site.
Serão emitidos certificados para quem cumprir 75% de freqüência nas atividades.
 
Atenção: A inscrição para a Oficina Comunicação Colaborativa é feita separadamente.
 
Vagas para aprofundamento: 60
Vagas para oficina de comunicação colaborativa: 30
 
 
 
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
 
CULTURA, CIDADE E DESENVOLVIMENTO: 56 h/aula
 
 
Debates Cultura e Desenvolvimento – 12h/aula
 
- Cultura e desenvolvimento da cidade – movimentos culturais e transformação
Convidados: Gustavo Bones (BH) e Leonardo Cezário (BH)
 
- Cultura e Desenvolvimento / IBGE Munic 2006 e 2009
Convidados: José Márcio Barros (BH) e Cristina Lins (RJ)
 
 
Oficina Planejamento Financeiro e Prestação de Contas – 12 h/aula
Convidada: Alcione Souza (BH)
 
 
Debates Política Pública e Sociedade Civil – 12h/aula                              
 
- O Sistema Nacional de Cultura: possibilidades e desafios para a nova gestão
Convidados: José Junior (BH) e Bernardo da Mata Machado (Brasília)
 
- Painel de Experiências: Rio Branco (Acre) Sistema Municipal de Cultura
Convidados: José Márcio Barros  (BH) e Eurilinda Figueiredo (AC)
 
 
Seminário de Intervenção Sóciocultural – 4h/atividade
 
- Compartilhamento de Experiência com o Instituto Kairós – visita técnica
Convidada: Rosana Bianchini (BH)
 
 
Seminário de Imersão Criativa: Processos Criativos e Diversidade Cultural – 12h/aula
Convidada: Tailze Melo (BH)
 
 
Palestra Política de Investimento Cultural e Responsabilidade Social – 4h/aula
Convidado: Marcelo Santos (BH)
 
 
OFICINA COMUNICAÇÃO COLABORATIVA: 36 h/aula
 
EMENTA: Produção colaborativa e em rede; interações sociais no espaço urbano e diversidade cultural;  linguagem multimidática (texto, imagem e som).  
 
PROFESSORES: Raquel Salomão e Warley Bombi
 
 
Mais informações:
(31) 3463-3141 de 14 às 17h
info@observatoriodadiversidade.org.br]]> OFICINA COMUNICAÇÃO COLABORATIVA 
 
1 Alessandra Assis de Oliveira Soares 
2 Alex Alves Bastos 
3 Alexandre Fabello 
4 Ana Patrícia Castelo Branco Heringer 
5 Ana Paula Gaspar Gonçalves 
6 Ana Virgínia Menezes Torga 
7 Carolina de Faria Moreira 
8 Daniele Augusta da Silva 
9 Débora Gonçalves Borburema 
10 Énia Dára dos Santos Medina 
11 Flávia Argão Santos 
12 GERALDO ARCANJO DE CARVALHO 
13 Ives de Oliveira Santos Melo 
14 JULIENE SILVA VILELA 
15 Karlla Danielle Rocha da Silva 
16 Lays Cléria Batista Campos 
17 Ludmila Gabriela Ayala 
18 Maisa da Silva 
19 Marcelo Barbosa 
20 Menderson Rivadávia Alves Amaral 
21 PAULA FERREIRA GRANJA 
22 Priscila Costa Vidotto 
23 PRISCILA FRANCIELLE DOS SANTOS 
24 Rangel de Andrade Silva 
25 Robson Antonio de Souza 
26 Rodrigo Nominato Reis 
27 SHIRLEY MAGDA OLIVEIRA DOS REIS 
28 Thiago de Moura Cruz 
29 William Teixeira Gomes 





 
CULTURA, CIDADE E DESENVOLVIMENTO - FACES E INTERFACES (APROFUNDAMENTO) 
 
1 Adriano de Alcantara Gregorio 
2 Alessandra Assis de Oliveira Soares 
3 Alex Alves Bastos 
4 Alexandre Fabello 
5 Alfredo Luiz da Costa Miranda  
6 Aline Cântia Corrêa Miguel 
7 Ana Luíza Martins Bicalho 
8 Ana Virgínia Menezes Torga 
9 Angélica Gonçalves Pereira 
10 Brenda Alves da Silva  
11 Charles Moraes de Lima
12 Clarissa Edwiges de Souza Melo 
13 Débora Gonçalves Borburema 
14 Denilson Marins de Matos 
15 Filipe Antônio Tavares 
16 Ives de Oliveira Santos Melo 
17 Jacqueline Lopes Salgado Soares 
18 Janaína de Oliveira Cotta 
19 Luci de Fátima Pereira Lobato Silva 
20 Maria Carolina Fescina Silva 
21 Maria Luiza Guimaraes Spolaor 
22 Priscila Costa Vidotto 
23 Priscila Soares de Paiva Campos Moreira 
24 Renato Teodoro Morcatti 
25 Roberta Henriques de Brito 
26 Rodolfo Nazareth Junqueira Fonseca 
27 Rodrigo Nominato Reis 
28 Rodrigues Eustáquio Cipriano Junior 
29 Sebastião William da Silva 
30 Fernanda Mendes de Carvalho 
31 Heitor Sales Drumond Zagnoli 
32 Flávia Argão Santos 
33 Barbara Faleiro Machado 
34 Anna Angélica dos Reis Soares 
35 Geovana Dias Jardim 
36 Andréia Alves Fonseca 
37 Cristiano de Brito Lafetá 
38 Daniane Gonçalves Reis 
39 Lívia Monteiro Moreira 
40 Victor Hermann Mendes Pena 
41 Elena Lucia Rivero 
42 Elza Matriz Pinto 
43 Rafael Campos Das Dores 
44 Rangel de Andrade Silva 
45 Valéria Soares 
46 Teresa Cristiana de Sousa 
47 Viviane Velano de Souza
48 João Sales dos Santos 
49 Cézar Duarte Medeiros 
50 Bruno Vieira
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SISTEMÁTICA

 

•     Aulas presenciais as terças e quintas-feiras de 19h às 22h (e uma sexta-feira, no dia 16/12). Chats marcados pelos professores de cada unidade.

•     De 01/09 à 20/12.

•     Local do curso: Sala de Educação Continuada da Fundação Clóvis Salgado – Av. Afonso Pena, 1537.

•     Vagas: 50

•     Forma da inscrição: Clique aqui e preencha o formulário

•     Período de inscrições: até 22 de agosto

•     O curso é gratuito para os selecionados 

•     Resultado da Seleção: será publicado no site no dia 29 de agosto e os selecionados serão comunicados por email

 

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO

 

CARGA HORÁRIA TOTAL: 117 h/aula

UNIDADE 1: 15h/aula presenciais + 6h/aula Ensino à Distância (EAD)

Professores: Isaque Ribeiro e Raquel Salomão

Módulo 1: Imersão Criativa 

Módulo 2: Trabalho Colaborativo e em Rede com a Cultura

 

UNIDADE 2: 15h/aula presenciais + 6h/aula Ensino à Distância (EAD)

Professores: José Márcio Barros e José Oliveira Junior

Módulo 3: Cultura, Diversidade e Desenvolvimento

Módulo 4: Planejamento Estratégico na Cultura I

 

UNIDADE 3: 15h/aula presenciais + 6h/aula Ensino à Distância (EAD)

Professoras: Sheilla Piancó e Priscilla D’Agostini

Módulo 5: Gerência de Programas e Projetos Culturais

Módulo 6: Mecanismos de Financiamento à Cultura

 

UNIDADE 4: 30h/aula presenciais + 12h/aula Ensino à Distância (EAD)

Professores: José Márcio Barros, José Oliveira Junior e Priscilla D’Agostini

Módulo 7: Planejamento Estratégico na Cultura II

Laboratório de projetos

 

ATIVIDADES COMPLEMENTARES: 

Atividades Coordenadas: 6h/atividade presenciais 

Palestras: 6h/atividade presenciais

 

 

DETALHAMENTO:

 

Módulos 1 a 7: compreendem a qualificação conceitual e de mobilização das capacidades locais. Em cada unidade, os alunos terão aulas presenciais, chats e fóruns propostos pelos professores no ambiente virtual do curso, e um trabalho de finalização baseado na análise de conjuntura abordada em sala.

 

Laboratório de projetos: Acompanhamento da elaboração de projetos e programas culturais de natureza pública e coletiva. Visa permitir a construção de competências para o processo de planejamento. Os alunos serão acompanhados por uma dupla de professores-orientadores.

 

Para participar do laboratório de projetos, os alunos passarão por um novo processo seletivo. Esta seleção se dará por meio de uma proposta de projeto que deverá ser enviada para o email secretaria@observatoriodadiversidade.org.br até o dia 23 de novembro e definidas em sala de aula no dia 24 de novembro. As propostas poderão ser enviadas individualmente ou por grupos de até 5 integrantes. A análise das propostas seguirá os seguintes critérios:

 - Relevância e pertinência da proposta dentro do contexto do município

 - Caráter coletivo da proposta

 - Caráter prioritariamente artístico-cultural da proposta 

 - Capacidade de viabilização da proposta

 

O aluno ou grupo não aprovado poderá ser inserido em outros grupos, desde que não ultrapassem cinco integrantes. O retorno sobre a aprovação das propostas será enviado via email para o(s) proponente(s) até dois dias antes do início das oficinas de projetos. 

 

Funcionamento do Laboratório de Projetos: Aulas presenciais e atendimentos virtuais dos projetos, através de email e chats na plataforma virtual do curso. Ao enviar email para os professores, os endereços de email de todos os integrantes do grupo devem estar copiados na mensagem.

 

Atividades Coordenadas e Palestras: A Atividade Coordenada é um horário reservado no calendário do curso para que os alunos possam se reunir para pesquisar, discutir e elaborar juntos os trabalhos solicitados pelos professores. No calendário estão previstas também Palestras com dirigentes da Fundação Clóvis Salgado e com a Gerência de Arte e Cultura da ArcelorMittal. Essas atividades também constarão no certificado.

 

 

FREQUÊNCIA E CERTIFICADO

 

A frequência será aferida por lista de presença assinada exclusivamente pelo participante. A falta de assinatura configura ausência à aula. As faltas não serão abonadas em nenhuma hipótese (pessoal ou profissional), pois a apreensão do conteúdo de cada aula pelo participante é fundamental para o processo formativo. Os certificados serão enviados por email aos participantes após o término das atividades. Para recebimento do certificado é necessário cumprir no mínimo 75% da carga horária total do curso. Os alunos que não comparecerem às primeiras duas aulas serão desligados do curso.

 



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OFICINA COMUNICAÇÃO COLABORATIVA 
 
1 Alessandra Assis de Oliveira Soares 
2 Alex Alves Bastos 
3 Alexandre Fabello 
4 Ana Patrícia Castelo Branco Heringer 
5 Ana Paula Gaspar Gonçalves 
6 Ana Virgínia Menezes Torga 
7 Carolina de Faria Moreira 
8 Daniele Augusta da Silva 
9 Débora Gonçalves Borburema 
10 Énia Dára dos Santos Medina 
11 Flávia Argão Santos 
12 GERALDO ARCANJO DE CARVALHO 
13 Ives de Oliveira Santos Melo 
14 JULIENE SILVA VILELA 
15 Karlla Danielle Rocha da Silva 
16 Lays Cléria Batista Campos 
17 Ludmila Gabriela Ayala 
18 Maisa da Silva 
19 Marcelo Barbosa 
20 Menderson Rivadávia Alves Amaral 
21 PAULA FERREIRA GRANJA 
22 Priscila Costa Vidotto 
23 PRISCILA FRANCIELLE DOS SANTOS 
24 Rangel de Andrade Silva 
25 Robson Antonio de Souza 
26 Rodrigo Nominato Reis 
27 SHIRLEY MAGDA OLIVEIRA DOS REIS 
28 Thiago de Moura Cruz 
29 William Teixeira Gomes 




 
CULTURA, CIDADE E DESENVOLVIMENTO - FACES E INTERFACES (APROFUNDAMENTO) 
 
1 Adriano de Alcantara Gregorio 
2 Alessandra Assis de Oliveira Soares 
3 Alex Alves Bastos 
4 Alexandre Fabello 
5 Alfredo Luiz da Costa Miranda  
6 Aline Cântia Corrêa Miguel 
7 Ana Luíza Martins Bicalho 
8 Ana Virgínia Menezes Torga 
9 Angélica Gonçalves Pereira 
10 Brenda Alves da Silva  
11 Charles Moraes de Lima
12 Clarissa Edwiges de Souza Melo 
13 Débora Gonçalves Borburema 
14 Denilson Marins de Matos 
15 Filipe Antônio Tavares 
16 Ives de Oliveira Santos Melo 
17 Jacqueline Lopes Salgado Soares 
18 Janaína de Oliveira Cotta 
19 Luci de Fátima Pereira Lobato Silva 
20 Maria Carolina Fescina Silva 
21 Maria Luiza Guimaraes Spolaor 
22 Priscila Costa Vidotto 
23 Priscila Soares de Paiva Campos Moreira 
24 Renato Teodoro Morcatti 
25 Roberta Henriques de Brito 
26 Rodolfo Nazareth Junqueira Fonseca 
27 Rodrigo Nominato Reis 
28 Rodrigues Eustáquio Cipriano Junior 
29 Sebastião William da Silva 
30 Fernanda Mendes de Carvalho 
31 Heitor Sales Drumond Zagnoli 
32 Flávia Argão Santos 
33 Barbara Faleiro Machado 
34 Anna Angélica dos Reis Soares 
35 Geovana Dias Jardim 
36 Andréia Alves Fonseca 
37 Cristiano de Brito Lafetá 
38 Daniane Gonçalves Reis 
39 Lívia Monteiro Moreira 
40 Victor Hermann Mendes Pena 
41 Elena Lucia Rivero 
42 Elza Matriz Pinto 
43 Rafael Campos Das Dores 
44 Rangel de Andrade Silva 
45 Valéria Soares 
46 Teresa Cristiana de Sousa 
47 Viviane Velano de Souza
48 João Sales dos Santos 
49 Cézar Duarte Medeiros 
50 Bruno Vieira
 ]]>

Aprofundamento Pensar e Agir com a Cultura 2011

Belo Horizonte

 
03/08 a 17/09
 
Quartas e quintas de 19h às 22h
Local: Sesc Laces JK (Sala 503)  - Rua Caetés, 603 - Centro
Sábados de 10h às 18h
Local: Palácio das Artes (Sala de Educação Continuada) – Av. Afonso Pena, 1537 – Centro
 
A atividade é gratuita para os selecionados
Inscrições: Preenchimento de Formulário disponível no site.
Serão emitidos certificados para quem cumprir 75% de freqüência nas atividades.
 
Atenção: A inscrição para a Oficina Comunicação Colaborativa é feita separadamente.
 
Vagas para aprofundamento: 60
Vagas para oficina de comunicação colaborativa: 30
 
 
 
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
 
CULTURA, CIDADE E DESENVOLVIMENTO: 56 h/aula
 
 
Debates Cultura e Desenvolvimento – 12h/aula
 
- Cultura e desenvolvimento da cidade – movimentos culturais e transformação
Convidados: Gustavo Bones (BH) e Leonardo Cezário (BH)
 
- Cultura e Desenvolvimento / IBGE Munic 2006 e 2009
Convidados: José Márcio Barros (BH) e Cristina Lins (RJ)
 
 
Oficina Planejamento Financeiro e Prestação de Contas – 12 h/aula
Convidada: Alcione Souza (BH)
 
 
Debates Política Pública e Sociedade Civil – 12h/aula                              
 
- O Sistema Nacional de Cultura: possibilidades e desafios para a nova gestão
Convidados: José Junior (BH) e Bernardo da Mata Machado (Brasília)
 
- Painel de Experiências: Rio Branco (Acre) Sistema Municipal de Cultura
Convidados: José Márcio Barros  (BH) e Eurilinda Figueiredo (AC)
 
 
Seminário de Intervenção Sóciocultural – 4h/atividade
 
- Compartilhamento de Experiência com o Instituto Kairós – visita técnica
Convidada: Rosana Bianchini (BH)
 
 
Seminário de Imersão Criativa: Processos Criativos e Diversidade Cultural – 12h/aula
Convidada: Tailze Melo (BH)
 
 
Palestra Política de Investimento Cultural e Responsabilidade Social – 4h/aula
Convidado: Marcelo Santos (BH)
 
 
OFICINA COMUNICAÇÃO COLABORATIVA: 36 h/aula
 
EMENTA: Produção colaborativa e em rede; interações sociais no espaço urbano e diversidade cultural;  linguagem multimidática (texto, imagem e som).  
 
PROFESSORES: Raquel Salomão e Warley Bombi
 
 
Mais informações:
(31) 3463-3141 de 14 às 17h
info@observatoriodadiversidade.org.br]]> [INSCRIÇÕES ENCERRADAS]

Inscrições para o seminário e oficinas – Através de preenchimento de formulário e envio para o email: inscricoes@observatoriodadiversidade.org.br .

Baixe aqui o formulário de inscrição.

PROGRAMAÇÃO

SEMINÁRIO

19 de maio

9 às 12 h – Oficinas

14h - Abertura com autoridades e parceiros

14h30 - MESA 1: Políticas públicas para a diversidade cultural

Mediação: José Márcio Barros
Convidados:
Marta Porto (MINC)
Eliane Parreiras (SEC MG) 
Thaís Pimentel  (FMC de BH);

17h - MESA 2:  Comunicação e conteúdos culturais: criatividade ou fast food midiático?

Mediação: José Oliveira Júnior (ODC)
Convidados:
Eduardo de Jesus  (PUC – Minas)
Marcus Bastos (PUC – SP)
Vincent Carelli  (Vídeo nas Aldeias - Brasil);

19h30: Coquetel de lançamento do livro “Diversidade e Desigualdade”

20 de maio

9 às 12 h – Oficinas

14 às 16 h – MESA 3: Educar para a diversidade

Mediação: José Oliveira Júnior (ODC)
Convidados:
Roberlei Panasiewicz  (PUC Minas)
Lorene dos Santos  (PUC Minas)
Macaé Evaristo (SMED BH) 
Rui Moreira  (SeráQ);

16:30 h – MESA 4: Diversidade cultural e economia criativa

Mediação: José Márcio Barros
Convidados:
Paulo Miguez  (UFBA-Brasil)
Isaura Botelho  (ODC-Brasil)
Claudia Leitão  (MINC- Brasil);

19h – Encerramento

OFICINAS
19 e 20 de maio, das 9h às 12h
Duração: 6 horas/atividade
Vagas: 40

1. Si ocê quisé vem

A oficina Si ocê quisé vem é uma das conclusões de uma investigação artística e estética iniciada com a pesquisa sobre os festejos relacionados à cultura afro brasileira, realizada pelo diretor artístico da Cia SeráQ., Rui Moreira, através do financiamento da Bolsa Vitae, especificamente sobre folclore afro mineiro. Garimpar para compreender essas manifestações populares junto ao seu público de origem foi um dos objetivos primordiais do projeto intitulado “Ês quiz q’eu isse co ês”, que quer dizer “Eles quiseram que eu fosse com eles”, pronunciado com um estilizado acento regional chamado de “mineirês”. Na oficina “Si ocê quisé vem”, o público é convidado a dançar e cantar as danças e canções patrimoniais e, também, a participar de jogos lúdicos envolvendo percussão corporal.

Rui Moreira: Paulista radicado em Belo Horizonte desde 1984. A carreira deste bailarino e coreógrafo é fortemente marcada por sua participação no Grupo Corpo, de Minas Gerais e nas companhias paulistanas Cisne Negro e Balé da Cidade de São Paulo. Atualmente, dedica-se à SeráQ. Companhia de Dança onde desde 1993 desenvolve criações a partir de pesquisas de linguagens cênicas tendo como mote principal as culturas populares do Brasil. Construindo repertório como coreógrafo ou como intérprete criador dirige e ou interage com atores, músicos, bailarinos, dançarinos populares, de street dance, poetas, vídeo makers, Djs, materializando uma linguagem gestual contemporânea.

Público Alvo: Interessados com idade mínima de 16 anos.
Local: Sala de Educação Continuada da Fundação Clóvis Salgado

2. Diversidade, intercultura e educação: uma perspectiva teórico-prática para o trabalho do docente

A oficina pretende fazer uma reflexão teórico-prática sobre a diversidade por meio da arte; trabalhar o teatro como ferramenta metodológica de inserção e “desaprisionamento” do olhar; pensar a sala de aula como um ambiente artístico-cultural por excelência e instrumentalizar educadores para o trabalho da arte como meio de socialização ou de “ressocialização”.

Gil Esper – Professor assistente da Faculdade de Comunicação, Artes e Letras da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD). Licenciado em artes cênicas pela Escola de Belas Artes da UFMG. Além de educador, é diretor, iluminador e cenógrafo de espetáculos teatrais. No campo da educação e diversidade, desenvolveu trabalhos de arte em ONGs, aulas de teatro e projetos artísticos em escolas públicas e particulares, minicurso para professores indígenas, no curso superior de licenciatura indígena da UFGD e participou, como colaborador, de um projeto artístico-pedagógico, também da UFGD, no Itamaraty, maior assentamento sem-terra da América Latina.

Público Alvo: Educadores e Artistas
Local: Sala de vídeo da Fundação Clóvis Salgado

SERVIÇO
Seminário Diversidade Cultural
Realização: Observatório da Diversidade Cultural 
Patrocínio: Arcelor Mittal e Lei Estadual de Incentivo à Cultura
Parceria: Transversal, Diversas, Fundação Clóvis Salgado, UNESCO, Minc e Observatório Itaú Cultural.
Produção: Aff! Comunicação e Cultura
Apoio: Museu Inimá de Paula - Rua da Bahia, 1021, Centro
Promoção: Rede Minas e Rádio Inconfidência
Inscrições para o seminário e oficinas: inscricoes@observatoriodadiversidade.org.br . Mais informações: (31) 3463-3141 / info@observatoriodadiversidade.org.br .
Vagas limitadas. Serão emitidos certificados.]]>
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Conforme declarado na sua Constituição, a UNESCO se dedica à “promoção do livre fluxo de ideias por meios verbais e visuais”. Seus esforços na área de desenvolvimento da mídia e na defesa da liberdade de imprensa, ao longo das últimas décadas, constituem uma forte indicação do compromisso inabalável da Organização com o desenvolvimento de uma mídia livre, independente e pluralista.

Esse foco na assistência ao desenvolvimento da mídia está claramente vinculado ao potencial da mídia no fortalecimento dos processos democráticos participativos, transparentes e responsáveis, considerando todos os atores da sociedade. As evidências mostram que um ambiente livre, independente e pluralista para a mídia é essencial para a promoção da democracia. Ademais, ao oferecer um meio de comunicação e acesso à informação, a mídia pode ajudar a assegurar aos cidadãos e às cidadãs as ferramentas necessárias para fazer boas escolhas e a melhorar sua participação no processo decisório relativo a questões que afetam suas vidas.

A assistência ao desenvolvimento da mídia é, pois, um componente indispensável das
estratégias de desenvolvimento, embora ainda precise conquistar um reconhecimento mais amplo e um custeio adequado da comunidade de financiamento internacional.

É nesse contexto que o Conselho Intergovernamental do Programa Internacional para o Desenvolvimento da Comunicação (IPDC) da UNESCO decidiu que era importante identificar as principais características de um ambiente de mídia no qual possam prosperar a liberdade de expressão, a independência e o pluralismo, em consonância com os princípios enunciados na Declaração de Windhoek (1991) e declarações regionais subsequentes sobre a Promoção da Mídia Independente e Pluralista adotadas em Almaty, Santiago, Sana’a e Sófia. Espera-se que esse abrangente conjunto de indicadores, que analisam todos os principais aspectos da ecologia da mídia, permita às partes interessadas na área de desenvolvimento da mídia, em particular os atores locais, examinar o estado da mídia no âmbito de um dado contexto nacional e avaliar o impacto dos seus programas de desenvolvimento. Servirá, também, de valioso instrumento de orientação em seus esforços de assistência ao desenvolvimento da mídia.

Agradecemos aos diversos especialistas e às organizações de todas as regiões do mundo que participaram da elaboração deste trabalho. Convidamos os atores nacionais, legisladores, agências da ONU e organismos de desenvolvimento da mídia a adotar estes indicadores e recomendamos sua utilização no sentido mais amplo possível, a fim de assegurar a efetiva coordenação voltada para a obtenção de resultados no nosso trabalho de desenvolvimento.

Abdul Waheed Khan, Diretor-geral Assistente para Comunicação e Informação, UNESCO.]]>
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Com o objetivo de fortalecer o trabalho de criação de um sistema de informações culturais no Brasil, o Instituto Brasileiro de Geografi a e Estatística – IBGE, em parceria com o Ministério da Cultura, apresenta os resultados do Suplemento de Cultura da Pesquisa de Informações Básicas Municipais – MUNIC 2006.

Levada a campo no segundo semestre de 2006, a MUNIC, em sua sexta edição, levanta um conjunto de informações sobre a diversidade cultural e territorial das 5 564 municipalidades existentes no País, sob o olhar do órgão gestor do poder público municipal.

O Suplemento de Cultura da Pesquisa de Informações Básicas Municipais 2006 disponibiliza informações fundamentais sobre um campo específi co de coleta de dados com o objetivo de investigar os aspectos relativos à gestão municipal - órgão gestor da cultura, infraestrutura do órgão gestor da cultura no município, recursos humanos da cultura na prefeitura, instrumentos de gestão utilizados, legislação, existência e funcionamento de conselhos, existência e características de Fundo Municipal de Cultura, recursos financeiros, existência de Fundação Municipal de Cultura, ações, projetos e atividades desenvolvidas - assim como o levantamento dos meios de comunicação, existência e, em alguns casos, quantidade de equipamentos e atividades culturais e artísticas existentes no município.

Wasmália Bivar, Diretora de Pesquisas do IBGE.]]>
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Um dos temas mais debatidos no ambiente da política cultural brasileira é a centralidade da cultura na agenda nacional. Tanto que o tema foi incluído na segunda Conferência Nacional de Cultura e esteve presente nos discursos de autoridades governamentais e intelectuais nos últimos anos.

O Sistema Nacional de Cultura, desejado e articulado por pessoas governamentais e não governamentais em todo o Brasil só será democraticamente construído e terá eficácia se prever de onde sairão os recursos financeiros para o seu financiamento.

Entendendo que o Poder Público tem importância fundamental na elaboração e implantação do Sistema, um grupo de pessoas instalou o Partido da Cultura, cujo conceito vem sendo construído coletiva e solidariamente por meio da internet, com o objetivo de expor problemas e sugerir soluções que sejam operadas a partir de decisões políticas e institucionais de partidos políticos, candidatos a cargo eletivo e ocupantes de cargos públicos.

O PCult é um fórum informal, ambiente supra-partidário permanente e trabalha para que a Cultura, tanto quanto educação e saúde, seja tema central dos debates políticos eleitorais, nas campanhas que acontecem a cada dois anos no país e no desenvolvimento do Sistema Nacional de Cultura, aglutinando diversas entidades, redes, movimentos e pessoas de todos os estados do país em torno de temas diversos, sempre na esfera cultural.

Neste esforço, em sintonia com as eleições de 2010, para enriquecer o debate sobre a política cultural no Brasil, o PCult iniciou uma série de estudos e pesquisas para medir, comparar e dar transparência ao investimento feito na função Cultura nos orçamentos dos governos dos estados brasileiros e do Distrito Federal.

A pesquisa se propõe a indicar o grau de relevância do setor cultural para os poderes públicos estaduais a partir de sua dotação orçamentária, fortalecendo o discurso do segmento e prestando um serviço público para a sociedade em geral, uma vez que esses números não são facilmente encontrados.

Nessa primeira fase, pesquisadores do PCult focaram nos elementos quantitativos, medindo e comparando valores e percentuais do investimento anual total e aquele investido na função cultura. A segunda fase se propõe ao método qualitativo, indicando como esses recursos são investidos em cada estado.]]>
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Viver da arte é um ofício que exige muito no Brasil, país marcado por indefinições e descontinuidades na política cultural, por visões preconceituosas da arte e da cultura, que ainda dissociam a cultura do trabalho e da economia.

Essa postura anacrônica tem consequências absurdas: a perda do domínio do próprio processo cultural, o desconhecimento tácito de sua importância, já que não se faz um levantamento sistemático e periódico de informações de base sobre o setor.

Tamanho desconhecimento ressalta o descompromisso com a cultura do país e resulta em fragmentação, descontinuidade, falta de orientação, desorganização e crises permanentes de sustentabilidade. Entre a ausência de qualquer política cultural e de financiamento, proliferam as políticas centradas na instabilidade, marcadas pela
exclusão espacial e de milhões de artistas que vivem – acima e apesar das políticas – neste enorme celeiro cultural que é o Brasil.

É chegada a hora de enxergar a cultura como um dos pilares da economia: o papel simbólico do setor cultural é um dos principais determinantes de todas as escolhas que, afinal, resultam na alocação de recursos, decisão básica e fundamental para a economia.

Ausência de dados é também ausência de vontade de conhecer e de valorizar. A arte e a cultura precisam sair de seu lugar periférico: o de ofício desvalorizado e desassociado do trabalho.

Não que o Estado não tenha feito nada no campo da cultura. Porém praticamente nada foi feito a partir do conhecimento da realidade, baseado em informações sobre o setor, como se faz com os demais setores da economia.

O levantamento de dados no setor cultural tem sido historicamente relegado ao setor privado. É recente a sistematização de dados sobre a cultura, dando início ao conhecimento sistemático do setor.

E não se pode perder de vista que informação significa, entre outras coisas, poder.]]>
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Comunicado n° 66 analisa avanços e desafios da educação com base nos dados de 2009 do IBGE. O comunicado é o quinto da série de análises do Instituto sobre os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2009, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (PNAD/IBGE). A análise busca refletir os avanços e problemas verificados na educação brasileira no período de 1992 a 2009.]]>
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Esta pesquisa investiga as possibilidades e limites de articulação entre as noções de identidade e diversidade cultural, no plano teórico e através do exame de uma política pública federal brasileira de proteção e promoção da diversidade cultural, tendo como pano de fundo o possível diálogo entre elas. No Brasil, um exemplo de política pública na tentativa de fomento à noção de diversidade cultural é a criação em 2003 da Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura (SID/MinC) se comprometendo em promover o diálogo e o debate com setores representativos da diversidade cultural brasileira desprovidos de políticas públicas, fomentando a cidadania cultural. Através dos princípios e ações da Secretaria da Identidade e
Diversidade Cultural no Brasil, e análise de seus documentos, informações no site e entrevistas com seus membros, gestores e técnicos, são apresentadas dois tipos de articulação possíveis entre tais noções, bem como outras características que as complementam.]]>

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A importância do debate e da busca por mecanismos de proteção e promoção da
Diversidade Cultural é crescente nos últimos anos, em todo o mundo. Partindo dessa
constatação, a pesquisa em questão tenta evidenciar alguns pontos relevantes para o
pensamento intelectual, através do debate sobre a conscientização acerca da importância de se ter conteúdos mais plurais dentro da grade de programação da televisão, veículo da mais expressiva influência na denominada comunicação de massa.

Busca-se compreender, através de métodos comparativos entre a programação jornalística da TV Globo e da TV Brasil, como as diferenças culturais são tratadas pela mídia televisiva e de que maneira esta contribui ou não para a difusão e consolidação dos pressupostos da Convenção da UNESCO sobre a Proteção e Promoção da Diversidade das Expressões Culturais. Os objetos em foco foram os telejornais e programas jornalísticos: Jornal Nacional e Globo Repórter da Rede Globo; e Repórter Brasil e Expedições da TV Brasil.

O estudo realizado analisa o espaço atribuído à diversidade cultural, mais
especificamente a brasileira, além de tentar identificar os critérios de construção e seleção utilizados na produção das notícias. O trabalho vai então mostrar essas correlações, atentando para as diferenças ou similitudes na abordagem do tema Diversidade Cultural em programas de mesmo formato jornalístico, mas situados em concessionárias de TV de modelos distintos: uma privada e outra pública.]]>
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